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Paulo Fabio Dantas

 

De Maio de 1964 a Maio de 2018

Paulo Fabio Dantas Neto

 

Entre 2013 e 2018, alusões a 1964 têm sido abundantes como retórica do embate político e midiático. Sérios transtornos sociais, prejuízos econômicos, complicação do problema fiscal e desdobramentos políticos do locaute das empresas transportadoras de carga que encorpou o movimento dos caminhoneiros deram, nos últimos dias, ainda mais audiência a quem difunde esse tipo de analogia.Na mesma direção vai a percepção geral da fraqueza política do governo para deter a sabotagem perpetrada contra o país. O mesmo governo que vem saneando e recuperando a Petrobras caminha agora em direção ao passado recente, quando a instrumentalização política da empresa, associada a uma política de desoneração de empresários, afundou o tesouro nacional e ajudou a desarmar estado, economia e sociedade no enfrentamento de uma recessão que vinha então a galope, uma tempestade ocultada pela maquiagem marqueteira da campanha governista de 2014.

Analisado isoladamente, o caso da atual gestão da Petrobras é dos mais bem-sucedidos. Pode-se discordar da orientação adotada mas ali há (ou houve) política pública. Ali não houve (ou não havia) o vaivém do governo na busca do equilíbrio das contas públicas, visível em outros setores. Porém, o governo paga alto preço por ter permitido um tal grau de insulamento à Petrobras que a desconectou da grande política. Colocar fim na política de varejo e na instrumentalização partidária no atacado, marcas do período anterior, é um mérito, mas era preciso fazer isso com régua e compasso, atento à necessidade de ir ganhando mais aliados no curso da política adotada.

Num país onde o novo e o antigo sempre estão a se misturar, ir pelo incremental é sempre bom conselho. A gramática política do Brasil, como mostrou Edson Nunes, é sincrética e foi ignorada ao se fazer um tratamento de choque radical. Perdendo o compasso, o governo passou só a régua e — vê-se agora — produziu amplo leque de adversários, além dos inevitáveis. Implacáveis na defesa de seus interesses corporativos, transportadoras e caminhoneiros legaram um rombo financeiro ao país e abriram aos pés do governo uma cratera política, com aplauso ou silêncio de políticos acovardados e eleitoralmente ansiosos.

A realidade é que os defensores do status quo anterior ganharam de volta um discurso, ainda que mistificador. A imprudência encontra um limite espantoso quando gente de esquerda sai a reboque do locaute empresarial e de sabotagens populistas e autoritárias, ajudando a mergulhar o país no caos. Mas o que querem? Deixar faltar gasolina para que o preço baixe? Ou pensam em usá-la para atiçar o fogo no qual eleições podem ser incineradas? Fazem o jogo da direita na ilusão de que rirão por último. Essa fantasia e a aventura que dela decorre levam, à primeira vista, a nos lembrar de 1964.

Apesar das aparências é o caso de distinguir, não de confundir as coisas. Proponho que recusemos o raciocínio anacrônico que tenta exumar, como assombração, um fato relevante ocorrido no passado, como se fosse parte de uma tradição, daquelas tradições através das quais, conforme Marx, gerações mortas oprimem os cérebros dos vivos. Conferindo a conspirações e golpes o status de uma tradição nacional, essa narrativa agride o método de Marx, pois oculta, ideologicamente, um traço forte da tradição política brasileira: a aceitação, pela elite política, da sugestão de Tocqueville, de tratar a mudança mental de uma sociedade como se fosse desígnio da Providência, ao qual não cabe resistir, mas que é preciso fazer deslizar, o mais suavemente possível, para que não se torne um liberticídio.

A adoção dessa sugestão por uma elite politicamente ativa está na raiz da propensão ao acordo e à negociação que marca, mais que os momentos de ruptura, a nossa história política e a faz contínua, enquanto a sociedade se transforma. Os riscos que nossa democracia atual enfrenta — e eles não são desprezíveis — estão menos nessa nossa tradição e mais em desconsiderá-la, como fez o governo na condução política da mudança na Petrobras. Agora tenta retomá-la, para tentar diminuir o estrago.

Os riscos não compõem um flashback. Invisíveis pelo retrovisor, são próprios da complexidade e da intensidade inaudita de mudanças políticas, sociais, culturais e tecnológicas possibilitadas, inclusive, pela avenida institucional que se abriu, há 30 anos, com a promulgação da atual Constituição. O quadro é preocupante mas não porque as instituições políticas tenham trincado ou sejam más. O problema, está, em parte, na fortuna, ou seja, na objetiva e farta oferta de novos fatos sociais realmente difíceis de compreender e de incorporar ao cotidiano institucional. Mas está, também, em boa medida, na escassez de virtù, a virtude política que se tornou rara onde precisa ser comum.

Com as exceções de praxe — que devem ser valorizadas —, as instituições políticas e outras, que as devem controlar, estão sendo pilotadas sem imaginação e sem suficiente responsabilidade política. Refiro-me não só ao patrimonialismo tradicional e ao oportunismo raso, presentes na elite política propriamente dita. Ela é alvo de contundentes operações policiais e judiciais e recebe reprovação da sociedade pelo que faz, pelo que não faz e também pelo que lhe imputam demagogos de vários matizes, que batem ponto na própria política, em corporações estatais e empresariais e na imprensa. Refiro-me, também, ao corporativismo e messianismo difusos em elites que se pretendem moralizadoras, bem como no discurso e na práxis de sindicatos e outros entes da sociedade civil, entregues a um varejo medíocre.

Amantes de esquinas de variados tipos, com seus fundamentalismos e/ou pragmatismos, contribuem para travar a fluência do trânsito na avenida. A busca de atalhos e cirurgias, de tão insistente, pode acabar mesmo nos levando a novas esquinas. E uma vez diante delas, improvisos de má qualidade ou scripts inaptos à via democrática e pluralista aberta em 1988 podem nos enredar em becos. O locaute do setor de transportes apontou para um deles.

Movimento na estrada na contramão da avenida

A crise política prolongada estimulou empresários a seguirem, nesse maio de 2018, script análogo ao usado pelos irmãos Batista, no maio do ano passado, para chantagear o estado e a nação. Mas quem são os Janots do maio de 2018? Haverá hoje um Congresso disposto a frustrar suas intenções? Partidos e lideranças que ainda possam adiar táticas eleitorais para salvar uma pinguela estratégica? Presidente e governo em condição de operar a política real com habilidade e eficácia, sem ceder no essencial do seu programa de recuperação econômica? Ou de tratar com firmeza os sabotadores, sem contar apenas com as corporações armadas? Interpeladas com frequentes missões excepcionais, sob holofotes, essas corporações manter-se-ão inflexivelmente restritas a rotinas da vida profissional?

A inquietante resposta comum a quase todas as perguntas parece ser um genérico não. Mas a primeira das perguntas requer, para ter resposta, um entendimento prévio mínimo do que se passou no caso específico desse movimento de caminhoneiros e de empresas de transporte de carga.

Apesar de as declarações firmes e verazes do ministro Jungmann merecerem menção, bem como o sentido institucional da linha de ação que sugeriu, é recorrente e também veraz a avaliação de que a situação política do governo e do presidente não levou a posição clara e ação em tempo hábil para sanar a sabotagem. Na outra ponta da realidade, o ministro Marun levava ao presidente novas reinvindicações de caminhoneiros. Como as dos empresários, primeiros da fila, elas foram tratadas — e tinham de sê-lo — como se houvesse greve convencional, envolvendo trabalhadores e sindicatos, e não o que de fato havia: paralisação sustentada por movimento de empresários com objetivo econômico antissocial, sem armas, mas com metodologia paramilitar e potencial político explosivo.

Fique claro que não se trata de criticar o governo por ter negociado. É da sua índole e isso é bom. Trata-se é de ter realismo para reconhecer que o governo não estava em posição forte para negociar. E isso é ruim. Está sendo comemorado por quem de fato pensa e por quem só declara que pensa (a intenção aqui importa menos que o efeito do pensamento equivocado quando orienta a ação) defender o interesse público, ao enfraquecer mais o governo nessa hora. O equívoco está em não considerar que prejuízos coletivos serão proporcionais à força de quem estava do outro lado da mesa.

A falsidade das analogias com 64 não nos dispensa de tentar responder à pergunta sobre quem são os Batistas e Janots do maio de 2018. Buscar uma resposta a essa altura só tem sentido político se for para reverter o êxito da presumida ação ilegal. Tarefa que o ministro Jungmann assumiu ser dos órgãos de segurança institucional, mas que não teve até aqui serventia. Comprovado o locaute (e já há, ao que se diz, 48 processos), há possibilidade política de recuo em pontos já firmados do acordo, lesivos às contas públicas? Se não há, seria imprudente recusar a simultânea pauta encaminhada por Marun. Claro que as conclusões da investigação serão úteis, mas o tratamento político que se dará a elas já foge ao poder de decisão do governo Temer. O êxito do movimento está consumado, tenha sido ou não ilegal o seu método e mesmo que se confirme o caráter antissocial da sua motivação.

Mas, detectada a conspiração, resta ainda saber por que terá dado certo. Como já se disse bem sobre 64, o simples fato de uma conspiração existir não explica seu eventual sucesso. A questão em aberto conduz ao tema da fragilidade política do governo Temer, para entendê-la, do ponto de vista político. Tema que não é assunto maduro para cientistas políticos, menos ainda para historiadores. Mas uma elite política não pode adiá-lo, sob pena de praticar haraquiri antes de um golpe lhe ser imposto. Depois do fato consumado, a ela restará apenas confessar o ato de se ter autoconvertido em fantasma.

Por que a pinguela balança?

O tema central aqui, repito, é o que explica a fragilidade do governo Temer. Para se ter resposta útil e tempestiva sobre isso, é preciso pensar em quem tem responsabilidade política e institucional pela condução do país, além do próprio governo, cuja conduta já analisei.

Para começar, a fragilidade não é produto exclusivo do processo político que gerou esse governo. Essa é uma simplificadora e obviamente interessada explicação para um problema complexo. Se em política houvesse correspondência tão direta entre alhos e bugalhos, o colégio eleitoral inventado pela ditadura não teria sido, como foi, ponto de partida para a institucionalização prática de uma democracia de amplitude inédita no Brasil, processo de conflito e negociação que incluiu também praças e avenidas lotadas, como estiveram igualmente em 2013 e em 2015/2016.

Seguramente não é simples assim. A fragilidade inaugural do governo Temer seria (e estava sendo) superada pela entrega de uma das mercadorias prometidas, a reconstrução da economia. A outra meta, a pacificação do país, teve logo seu cumprimento travado por atores interessados, por razões diversas, em impedir que o governo acumulasse dividendos políticos com o êxito da primeira. A ilusão de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa começou a se desfazer quando o governo começou a atirar em direções contraditórias para compensar os efeitos da gradativa deserção de aliados, cada vez mais focados no imediatismo eleitoral. Foi perdendo seu próprio foco e com ele a força relativa que ainda retirava da clareza de sua plataforma reformista. A realidade da conexão entre economia e política mostrou-se, explicitamente, dramaticamente, na conexão entre estradas bloqueadas e cidades desabastecidas. A política, aos poucos interditada durante a crise, sumiu da prateleira porque a elite política, sem combustível, sumiu dos postos que ocupa no mundo público.

Pontos fora dessa curva infeliz há talvez em todos os partidos que não são apenas siglas de aluguel. Necessitam de articulação transversal para vencerem a barreira da invisibilidade. Há um manifesto em circulação, assinado por gente de peso e respeito, tentando emitir um toque de reunir para democratas e reformistas. Até aqui, parca resposta, dando a suspeitar que a política chamada por Marco Aurélio Nogueira de “dos políticos” tenha sofrido edema de glote e agonize sedada na UTI.

Essa sensação de vácuo político conduz boas cabeças a se voltarem, como solução, para a política “dos cidadãos”. Há aí dois problemas: ela não é bem votada no eleitorado profundo e, principalmente, ela não governa, nem aqui nem em qualquer lugar do mundo. A democracia é (ainda) o governo dos partidos, portanto, dos políticos. E será assim enquanto não inventarem nada melhor, ou até que algo melhor entre, de fato, na política e não se limite a fazer a sua crítica. Macron pode estar sinalizando isso? Talvez (se a política externa deixar), mas até na França é preciso esperar um pouco para saber. E o Brasil em crise pede soluções para ontem.

Isso não significa desprezar a política do cidadãos. Ao contrário. Uma sociedade civil politicamente ativa é muito importante para democratizar a democracia. Mas governo é outra conversa, como mostraram nossas estradas bloqueadas e cidades desabastecidas. Terá sido por falta da política dos cidadãos ou pela omissão da política dos políticos, que segue sendo imprescindível?

Mais uma vez a história pode ensinar, em vez de confundir. É recorrente também lembrar de Ulysses Guimarães. Quero fazer isso salientando um determinando ângulo do seu legado. Através de sua liderança, a política dos políticos desobstruiu e pavimentou estradas, abasteceu e energizou o tráfego. O Ulysses que mais faz falta hoje não é o da resistência democrática e sim o artista da governabilidade. Sarney, o afortunado, e Temer, o sem fortuna, que o digam. Como se sabe, Ulysses foi cristianizado pelo seu próprio partido, nas eleições de 1989. Porém, profissional — como são os bons políticos —, ainda segurava o leme em 1992, quando foi preciso, por meio de um impeachment, consertar um erro das urnas, reconhecido pelos eleitores. Morreu duas semanas depois, em paz com sua missão. Simbolicamente não pode ser sepultado nem cremado. Impossível não lançarmos, nessa hora difícil, um olhar perdido sobre a Serra da Mantiqueira, em busca de luz. Ou do toque de reunir.

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Paulo Fabio Dantas Neto é Cientista
político e professor da UFBA

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (30) aponta que 55% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras. Ainda segundo a consulta, 74% afirmam que a estatal não deveria ser vendida para grupos estrangeiros em hipótese alguma.  

O Datafolha aponta ainda que 30% apoiam a privatização, e só 17% admitem que ela seja vendida a estrangeiros. Outros 13% não souberam opinar sobre a privatização, e 8% sobre o controle estrangeiro. São indiferentes, respectivamente nesses itens, 2% e 1%.

Ainda segundo a pesquisa, os tucanos se dividem: 49% são contra, mas 48% a favor de vender a petroleira. Já os petistas mantém sua posição estatista: 64% não aceitam a privatização, contra 28% que sim.

Foram entrevistados 1.500 adultos na terça (29), em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.  

Tinyfique-se!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

Por G1 SP, São Paulo

Paulo Vieira de Souza é solto após decisão do ministro Gilmar Mendes (Foto: Reproduçaõ/TV Globo) Paulo Vieira de Souza é solto após decisão do ministro Gilmar Mendes (Foto: Reproduçaõ/TV Globo)

Paulo Vieira de Souza é solto após decisão do ministro Gilmar Mendes (Foto: Reproduçaõ/TV Globo)

 

O ex-diretor da Dersa apontado como operador de propina do PSDB, Paulo Vieira de Souza, foi solto na noite desta quarta-feira (30) após realização de audiência de custódia na Justiça Federal.

A soltura dele ocorreu horas após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandar que ele fosse solto mais uma vez. Souza tinha sido preso nesta quarta. Ele já havia sido preso em abril e havia tido a soltura determinada também pelo ministro Gilmar Mendes.

Também foi solta nesta noite a filha de Paulo Vieira, Tatiana Arana Cremonini, que tinha sido presa nesta manhã e também foi beneficiada pela decisão de Gilmar Mendes. Na decisão que mandou soltar os dois, o ministro afirmou que o novo decreto de prisão foi “inconformismo” do juiz em razão do habeas corpus concedido.

“No caso concreto, está patente que o novo decreto de prisão revela inconformismo com a ordem de habeas corpus anteriormente deferida por este tribunal. Na decisão que deferiu a medida liminar […] demonstrei que os fundamentos da prisão preventiva então decretada eram claramente despropositados”, afirmou Mendes na decisão.

Preso duas vezes

O ex-diretor da Dersa foi preso em 6 de abril, por ordem da Justiça Federal de São Paulo, mas obteve liminar (decisão provisória) de Gilmar Mendes em 11 de maio para ser solto.

Ele voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (30) por representar, segundo o Ministério Público, risco às investigações, em razão de suposta ameaça de testemunhas.

Denúncia

No dia 22 de março, a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo ofereceu denúncia contra Souza e mais 4 pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, que é a apropriação de recursos públicos. O grupo é suspeito de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas.

Quando Souza foi preso, o PSDB informou, por meio de nota que o partido em São Paulo “não tem qualquer relação com o investigado nem com os fatos a ele imputados” e que dá “total apoio às investigações em curso”.

Etchegoyen promete proteção a caminhoneiros que são alvos de violência

O ministro Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou nesta quarta-feira, 30, que o governo está “profundamente preocupado” com os atos de violência contra caminhoneiros pelo Brasil. Ele classificou imagens e relatos de agressões divulgadas pela imprensa como “violência impensada”.

A greve dos caminhoneiros entra nesta quarta em seu 10º dia, mesmo após as concessões feitas pelo governo Michel Temer à categoria. Muitas entidades denunciam que motoristas estariam sendo ameaçados e por isso não conseguem seguir viagem.

“Não temos mais movimento de caminhoneiros, o que temos agora e tem trazido preocupação é o uso da violência contra movimento de caminhoneiros.”

>> Governo vai apresentar novas medidas para segurança nas estradas

Grace Mendonça, Raul Jungmann e Sergio Etchegoyen em coletiva de imprensa após reunião

Para o ministro, “aproveitadores” estão ultrapassando “todos os limites da civilidade e da negociação”. “Os limites foram rompidos, mas não foram rompidos pelos caminhoneiros nem pelo governo.”

Ele disse que, após acordo com governo, a violência tem sido usada como argumento para manter a paralisação dos caminhoneiros e impedir a normalização do abastecimento.

“É preciso que tenhamos claro que haverá e está havendo não só o emprego da autoridade do Estado, como as responsabilidades criminais em todos os aspectos e todas as frentes que isso puder acontecer.”

Ele ressaltou que o uso da violência “não pode estar disponível como forma de pressão de movimentos trabalhistas nem como forma de atuação política”. O governo suspeita que infiltrados políticos estejam atuando nos movimentos.

Etchegoyen fez um apelo para que os caminhoneiros não se deixem intimidar e garantiu que as forças de segurança garantirão a sua segurança. “Vamos atuar com a energia que se fizer necessária”, garantiu. Ele justificou que o movimento é difícil de ser controlado por ser “muito desorganizado e fugir dos parâmetros”.

Etchegoyen antecipou que haverá uma reunião do centro de comando e controle, coordenado pelo Ministério da Defesa, ainda nesta tarde para identificar pontos críticos onde as Forças Armadas irão reforçar o trabalho das polícias.

“Nossos caminhoneiros serão protegidos. Para aqueles que estão nas estradas, asseguramos que vamos protegê-los, como estamos fazendo”, garantiu o ministro.

SOS Caminhoneiros

O governo criou o SOS Caminhoneiros a fim de denunciar atos violentos contra caminhoneiros. O telefone é o (61) 9.9154-4645.

Jornalistas são agredidos na via Anhanguera

 

Uma equipe de reportagem da EPTV Central, afiliada da TV Globo em São Carlos, foi agredida por um grupo hoje à tarde na via Anhanguera, na altura de Leme, informa o G1 São Carlos.

A reportagem acabara de fazer uma transmissão ao vivo de uma passarela no km 188, mostrando que a rodovia já havia sido liberada pelos caminhoneiros que estavam em greve.

Um grupo não identificado foi até onde eles estavam e atacou a socos, pontapés e pauladas o cinegrafista Marlon Tavoni e o auxiliar de externa Janesi Rigo. A repórter Patrícia Moser conseguiu correr e se esconder em uma casa.

Uma câmera, um microfone e o carro da equipe também foram destruídos ou danificados. A polícia tenta identificar os agressores.

maio
31
Posted on 31-05-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-05-2018


 

Clayton, no jornal (CE)

 

 
Ativistas fixam fotos de Babchenko na embaixada russa em Kiev.
Ativistas fixam fotos de Babchenko na embaixada russa em Kiev. S. F. EFE

Um dia ele estava morto e no dia seguinte ele estava dando uma entrevista coletiva. O jornalista russo Arkady Babchenko, cujo suposto assassinato havia sido divulgado ontem pelas autoridades em Kiev, apareceu nesta quarta-feira (30) diante da imprensa para provar que estava vivo e reconhecer que tinha participado da encenação de sua morte falsa para ajudar as autoridades locais a desarticular um plano do Kremlin para acabar com sua vida.

Menos de 24 horas após a imprensa mundial, o EL PAÍS inclusive, ter relatado seu assassinato, o repórter de guerra reapareceu diante das câmeras para explicar que ele foi vítima de uma campanha de assédio depois de publicar uma informação sobre a queda de um avião militar russo que se dirigia à Síria. O também ativista, muito crítico do presidente Vladimir Putin, explicou que fingir sua própria morte era uma maneira de desarmar um plano em andamento para assassiná-lo.

Em face da descrença geral, o repórter pediu desculpas a todos que haviam acreditado na farsa. “Eu gostaria de me desculpar por tudo que vocês tiveram que passar”, disse Babchenko à beira das lágrimas. “Sinto muito, não havia outro jeito de fazer isso, e eu quero pedir desculpas à minha esposa pelo inferno que ela teve que passar”.

Babchenko, o jornalista dado como morto na coletiva de imprensa nesta quarta.
Babchenko, o jornalista dado como morto na coletiva de imprensa nesta quarta. VALENTYN OGIRENKO REUTERS
 

De acordo com Vasili Gritsak, diretor da SBU e presente na conferência de imprensa, o autor do “assassinato” foi preso e o próprio Babchenko se ofereceu para participar da operação para neutralizar o atentado.

Em seu Twitter, horas antes de seu falso assassinato, Babchenko publicou uma foto de um helicóptero e se referiu a um general ucraniano que não quis levá-lo a bordo quatro anos antes. “Duas horas depois da fotografia ele foi derrubado, 14 pessoas morreram e eu tive sorte, nasci de novo”, disse ele. Parecia uma ironia do destino que na mesma data sua vida teria fim. Mas na verdade, tudo estava preparado.

Babchenko trabalhou no jornal Moskovski Komsomolets, a publicação com maior circulação na capital russa, informa Pilar Bonet. Foi nesse jornal que Babchenko, nascido em 1977, iniciou sua carreira jornalística e literária após ter participado como combatente nas duas guerras na Chechênia (1994-1996 e 1999-2003). O jornalista foi premiado por suas histórias a respeito do conflito, que o impactou profundamente.

Depois de saber que Babchenko ainda está vivo e não foi assassinado, o Ministério das Relações Exteriores russo disse que tudo o que havia acontecido nas últimas horas foi, na verdade, uma jogada das autoridades ucranianas para fins de propaganda, segundo informa a agência de Sputnik.

A farsa

A história foi bem elaborada, com pitadas de dramaticidade. Babchenko, 41 anos, casado e pai de uma filha, teria sido atingido por três tiros nas costas no portão de sua casa em Kiev na terça-feira. Sua esposa o teria encontrado em uma poça de sangue, depois de ouvir os disparos enquanto estava no banho, contou o jornalista Aider Mudzhabaev no canal de televisão ATR, veículo de imprensa pertencente a membros da comunidade tártara e sediado na Crimeia até ser considerado ilegal pelas autoridades russas de facto e forçado a deixar a península depois da anexação em 2014. Babchenko teria morrido na ambulância que o levava ao hospital.

O primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groisman, chegou a acusar a Rússia de estar por trás do assassinato de Babchenko. “Estou certo de que a máquina do totalitarismo russo não perdoou sua honestidade e seus princípios”, escreveu o político no Facebook, acrescentando que Babchenko era “um verdadeiro amigo da Ucrânia” e que contou ao mundo “a verdade sobre a agressão russa”. “Os assassinos devem ser punidos”, chegou a afirmar o primeiro-ministro.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavel Klimkin, também apontou Moscou como o mais provável responsável pelo suposto assassinato. “É muito cedo para dizer quem está por trás disso, mas (…) a Rússia emprega diversas táticas para desestabilizar a Ucrânia. Concretamente, perpetra ataques terroristas, atividades de sabotagem e assassinatos políticos”, disse Klimkin em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York. O chefe da diplomacia ucraniana lembrou que o jornalista teve que deixar a Rússia em 2017 “depois de ataques e ameaças contra ele e sua família”. “Ele continuou lutando por uma Rússia democrática, pela Ucrânia e, naturalmente, Moscou o via como inimigo.”

Desde o início, a Rússia rejeitou de maneira categórica todas as acusações. “É um absurdo completo. Dá a impressão de que estão delirando. Eles que se entendam”, disse ele à agência de notícias Interfax o diretor do Serviço Federal de Segurança russo, Alexander Bortnikov. O chefe da agência de inteligência que também foi acusada de envenenar, no Reino Unido, o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia – ambos fora de perigo –, qualificou como “verdadeiras provocações” as acusações feitas pelo Governo ucraniano.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, lamentou que Moscou estivesse sendo acusada antes mesmo do início da investigação oficial. “Uma nova tragédia ocorreu ontem, em Kiev. Arkady Babchenko foi morto a tiros na porta de sua casa e o primeiro-ministro ucraniano já afirma que isso, obviamente, é obra do serviço secreto russo”, disse Lavrov em um fórum na manhã desta quarta-feira em Moscou.

A Federação Europeia de Jornalistas (EFJ, na sigla em Inglês) condenou a atitude do Governo da Ucrânia, que defendeu a “mentira” que o jornalista russo Arkady Babchenko havia sido morto em Kiev e classificou a ação como uma “manipulação inaceitável da opinião pública”, de acordo com uma declaração divulgada em seu site.

Do Jornal do Brasil

 

Em meio à crise de desabastecimento, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Petrobras entraram com uma ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira, 29, em busca de uma liminar para impedir a greve de petroleiros prevista para começar nesta quarta-feira, 30.

Ao pedirem reconhecimento de abusividade e de nulidade da greve, a AGU e a Petrobras querem que o TST determine que 100% dos trabalhadores da Petrobras mantenham as atividades e que estipule multa de R$ 10 milhões por dia caso os sindicatos não cumpram eventual decisão judicial que proíba ou limite a paralisação. Também é solicitado que as entidades sejam proibidas de impedir o livre trânsito de bens e pessoas.

Petrobras quer que o TST estipule multa de R$ 10 milhões por dia

A AGU cita o quadro de desabastecimento de combustíveis, alimentos e outros insumos em meio à paralisação dos caminhoneiros, ao sustentar no TST que o objetivo da liminar é evitar que a paralisação da categoria prejudique ainda mais a sociedade.

Considerando que a Petrobras é a principal produtora e distribuidora de combustíveis do País, a ação aponta que “a redução da produção ou a sua completa paralisação gera prejuízos gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados”.

A AGU e a Petrobras afirmam que as reivindicações dos sindicatos de petroleiros são de natureza político-ideológica (citando o pedido de setores pela demissão do presidente da empresa, Pedro Parente), e não trabalhista. E pontuam que um acordo coletivo celebrado entre a empresa e seus funcionários está vigente até 2019. “Nessa linha é inadmissível admitir que a atuação oportunista de determinado grupo enseja a ausência de serviços públicos essenciais, em prejuízo de toda a sociedade”, argumentam na ação.

A advocacia do governo e a estatal dizem também que os requisitos para deflagração de uma paralisação não foram cumpridos – entre eles, estão a abertura de negociação coletiva com a Petrobras, o envio para a Petrobras de comunicação prévia sobre a greve, bem como de atas de assembleias em que a paralisação foi definida, e a ausência de proposta de manutenção de serviços essenciais.

“O direito de greve de uma categoria não pode se sobrepor aos direitos fundamentais de toda a coletividade”, afirma a advogada-geral, ministra Grace Mendonça. Ela disse, após ajuizar a ação, que “a sociedade brasileira não pode ser penalizada com a ausência de serviços essenciais por causa de uma greve que não respeita as exigências legais”.

As autoras da ação dizem também que a eventual ocupação de unidades produtivas pelas entidades sindicais acarretaria risco de acidentes e custaria à estatal R$ 349 milhões por dia. Desse valor, R$ 300 milhões seriam relativos ao faturamento que deixaria de ser realizado com a interrupção da produção e R$ 9 milhões com o acionamento de equipes de contingência.

O poder do canto e do encantamento no palco. Rod Stewart, tudo de bom. Confira e confirme mais uma vez.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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