abr
26
Posted on 26-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-04-2018


 

Sid, no portal de humor gráfico

 

abr
26
Posted on 26-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-04-2018

Do Jornal do Brasil

 

Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) preparam uma marcha de Presidente Prudente, no extremo oeste do Estado de São Paulo, até a capital paulista, em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em 7 de abril após ser condenado na operação Lava Jato.

A jornada de 560 quilômetros deve durar cerca de 40 dias e, segundo o líder da FNL, José Rainha Junior, vai começar com 500 militantes. “Ao longo do percurso, vamos receber adesões e engrossar as fileiras”, disse. O Movimento Social de Lutas (MSL) também participará da maratona.

A partida está marcada para o dia 21 de maio, após concentração no Parque do Povo, em Presidente Prudente. A caminhada seguirá pelas rodovias Raposo Tavares, Orlando Quagliato e Castelo Branco, com paradas em cidades ao longo do percurso. Na chegada à capital, está previsto um ato na Avenida Paulista, com participação de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos de sem-teto.

Lula carregado por apoiadores após seu discurso antes de ser preso

De acordo com Rainha Junior, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para as ameaças à democracia, no momento em que o País tem um presidente não eleito pelo povo, e que o ex-presidente foi julgado e condenado sem provas para ficar inelegível. “Acabamos de ver o Supremo retirar parte da competência do juiz Sérgio Moro para julgar o caso do sítio de Atibaia. No entanto, ele prendeu Lula pelo triplex do Guarujá que, por analogia, era um caso que ele também não poderia julgar”, disse.

Conforme o líder dos sem-terra, a marcha vai acontecer mesmo que o ex-presidente seja libertado. “Sabemos que a perseguição vai continuar, pois há outros processos em que ele também pode ser condenado. Além da liberdade de Lula, vamos defender a liberdade das pessoas e o estado democrático”, disse.

Em 2014, no governo da petista Dilma Rousseff, cerca de 300 militantes da FNL, segundo a Polícia Rodoviária, marcharam 500 quilômetros, desde Assis, no oeste, até São Paulo, em protesto contra a paralisia da reforma agrária. Na capital, os manifestantes se juntaram a militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) para um ato na Paulista.

Protesto contra a corrupção no prédio do Congresso Nacional em março de 2016Protesto contra a corrupção no prédio do Congresso Nacional em março de 2016 Valter Campanato Agência Brasil

 

Será verdade que, como injustamente se divulga no exterior, os brasileiros estão divididos em tudo? Que nada é capaz de unir os cidadãos de um lado e do outro do arco político? Há dois brasis irreconciliáveis em tudo? A julgar pelos resultados da última pesquisa nacional do Datafolha, a resposta é não.

 De acordo com essa pesquisa, quem aposta em um Brasil dividido em tudo deve se sentir frustrado. Existe um tema que vem incendiando a opinião pública nos últimos anos e que se intensificou com a condenação e prisão de Lula: o apoio à Lava Jato, cuja continuidade é defendida por 84% dos brasileiros. Apenas insignificantes 12% acham que deve terminar. O Brasil todo parece unido na luta contra a corrupção e contra as tentativas de “estancar a sangria”, sonho de tantos políticos e poderosos e até mesmo de boa parte do Supremo Tribunal Federal. Entre esses 84% que querem que a Lava Jato continue estão, por exemplo, 77% dos eleitores de Lula, algo que o PT, que acusa a Justiça de ser seletiva com seu partido, deveria explicar, se de fato a grande maioria de seus eleitores também defende essa cruzada contra a corrupção.

Outro dado importante de uma pesquisa anterior do Datafolha confirma que os brasileiros concordam, quase unanimemente, que a Lava Jato deve seguir seu caminho: em 22 anos, é a primeira vez que a corrupção é a maior preocupação do país. Não é a violência? Não. A corrupção já preocupava quatro vezes mais em 2015. E a educação? Também não. Preocupa quatro vezes menos que a corrupção. Não seria economia, ou o desemprego, a maior preocupação dos brasileiros? Não, a corrupção preocupa cinco vezes mais. E a saúde, a angústia das filas nos hospitais? Nem isso. A corrupção interessa duas vezes mais que a saúde.

Será que os pré-candidatos à presidência tomaram consciência de que a sociedade como um todo, pobres e ricos, continua a favor da luta contra a corrupção? E os governadores, senadores e deputados que pretendem ser reeleitos? Terão percebido os excelentíssimos magistrados do Supremo que a única coisa que parece unir os brasileiros é a luta contra a corrupção, e quase 60% defendem a prisão após condenação em segunda instância sem esperar pelos recursos a instâncias superiores? E que a grande maioria é contra o foro privilegiado?

Sabemos que mais de um magistrado disse não entender o que significa a voz das ruas e que lhes interessa mais a letra da lei que no seu espírito, que é o que deve ser levado em conta quando se trata de julgar indivíduos de carne e osso. Não é segredo que, no Brasil, antes da Lava Jato, a Justiça procurava ser humana e respeitosa com os condenados importantes, para quem a presunção de inocência deveria ser sagrada. O condenado sem nome tornava-se, por outro lado, um número frio e sem alma.

Um povo que foi capaz de metabolizar sem dramas nem tumultos a prisão de Lula e dos grandes industriais do país acusados de corrupção talvez seja mais solidamente democrático e socialmente mais saudável do que uma minoria exaltada se esforça para negar. Se for esse o caso, é uma injustiça grave apresentar, no exterior, um Brasil à beira de um descarrilamento democrático, um golpe militar ou uma guerra civil, como vi escrito em jornais sérios. É injusto porque é falso. O que o mundo deve saber é que, no Brasil, até os mais pobres estão mais preocupados com a corrupção dos poderosos do que com a própria economia, algo que só seria concebível em países com velhas raízes democráticas.

Às vezes, chego a pensar que este país pode até dar uma reviravolta na teoria de Murphy, segundo a qual “se algo pode dar errado, dará”. Talvez seja capaz de interpretar essa lei pessimista mudando-a para o lado positivo: “se algo pode dar certo, dará”. E se nas próximas eleições, apesar de todo o pessimismo, acabar, por exemplo, acontecendo o melhor?

Digo por experiência própria, com certificado passado por esta maravilhosa canção: ninguém deveria morrer sem sem visitar Paris em abril, pelo menos uma vez. Andar sob as castanheiras em flor na cidade imbatível, é uma experiência de sensação única e inesquecível, que palavras não conseguem descrever. Melhor mesmo é ouvir Ella e Armstrong cantando Paris no começo da primavera europeia.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
25

Do Jornal do Brasil

 

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) admitem a possibilidade de soltura e de um eventual registro da candidatura do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato há 17 dias em Curitiba.

A declaração aconteceu nesta terça-feira, 24, em evento sobre “fake news” promovido pela revista Veja no Teatro Santander, em São Paulo. Entre os convidados estavam o ministro do Supremo e presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Luiz Fux, e o ministro do Supremo Gilmar Mendes.

Mendes chegou a admitir a possibilidade da decisão do plenário virtual da segunda instância do STF resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria “prejudicada”

Mendes chegou a admitir a possibilidade da decisão do plenário virtual da segunda instância do STF resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria “prejudicada”.”Eu acredito que já esteja prejudicado, porque o Tribunal (TRF-4) negou o recurso, mas pode, claro”, afirmou o ministro.

Ainda sobre o ex-presidente, o ministro comentou a hipótese de que ao invés de dois crimes (lavagem de dinheiro e corrupção passiva), Lula possa ser condenado apenas por corrupção – e à lavagem de dinheiro considerada uma ação feita no contexto da corrupção passiva. “É preciso discutir se os dois crimes a que ele foi condenado são realmente dois crimes”, afirmou. Se, eventualmente, o entendimento for de que houve apenas um crime, a pena do ex-presidente poderá ser reduzida.

Embora Luiz Fux tenha afirmado que uma das tarefas do TSE é preservar a lei da ficha limpa, ele não descartou a hipótese do presidente Lula ter sua candidatura à Presidência da República registrada. “A lei prevê que o acesso ao Judiciário é uma cláusula pétrea. Evidente que se o Supremo Tribunal Federal deferir uma liminar, e o TSE vem abaixo dele, manda quem pode obedece quem tem juízo”, disse. “Se o Supremo emitir uma ordem eu terei que, necessariamente, cumprir”, finalizou.

abr
25
Posted on 25-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2018


 

Ronaldo, no

 

abr
25
Posted on 25-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2018

Do Jornal do Brasil

 

De acordo com os delatores, entre eles Marcelo e Emílio Odebrecht, a empreiteira teria custeado despesas pessoais de Lula, como reformas em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP), a compra do terreno para instalação do Instituto Lula em São Paulo e pagamentos por palestras realizadas pelo ex-presidente em eventos organizados pela empreiteira no exterior.

>> PF pede remoção de Lula para outra unidade prisional

Juiz Sérgio Moro

Por 3 votos a 2, seguindo voto divergente do ministro Dias Toffoli, a Turma entendeu que as acusações contra Lula não têm relação com os desvios de recursos na Petrobras, cujo relator é o juiz Sérgio Moro.  Dessa forma, o processo deve ser enviado para a Justiça Federal em São Paulo, onde os supostos crimes ocorreram. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes seguiram o voto de Toffoli. Edson Fachin e Celso de Mello não conheceram o recurso.

Na decisão, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Fachin desmembrou parte dos depoimentos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht e enviou os fatos para Justiça Federal em Curitiba. No entanto, a defesa de Lula discordou da decisão, e o recurso foi julgado na sessão do colegiado.

DO BLOG O ANTAGONISTA

ELES QUEREM ANULAR A AÇÃO DO TRIPLEX

 

A decisão de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski é uma ilegalidade flagrante, uma tentativa de obstruir a Justiça e, o mais grave, ANULAR A AÇÃO DO TRIPLEX.

Retirar os termos de colaboração da Odebrecht das duas ações penais às quais estão atrelados é como separar a cabeça do tronco.  E isso numa fase adiantada da instrução penal – a sentença do caso do Instituto Lula estava para sair até junho.

Publicidade

Pior ainda é enviar esses termos para São Paulo, pois não poderão ser utilizados para a abertura de outra investigação sobre crimes que já são objeto de processos em Curitiba. É claro que vão parar numa gaveta bem funda.

Mas o pior está por vir.

A tese usada por Dias Toffoli para desentranhar essas delações é a de que não há relação entre os contratos da Odebrecht com a Petrobras e o dinheiro usado na reforma do sítio e na compra do terreno para o Instituto Lula.

É a ‘tese dos montinhos’. Se prevalecer esse entendimento, o STF conseguirá criar uma nulidade na ação penal do triplex do Guarujá e reverter a condenação de Lula.

Trata-se de uma nova versão da metáfora dos “frutos da árvore envenenada”.

Nelson Pereira dos Santos
Cena do filme ‘Vidas Secas’, de Nelson Pereira dos Santos.
Madri

Nelson Pereira dos Santos, precursor do Cinema Novo e figura-chave do cinema latino-americano, morreu no sábado aos 89 anos, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de fígado. Com sua morte, o cinema brasileiro perde sua grande referência, a figura paternal das gerações seguintes que revolucionaram o cinema brasileiro. Outro cineasta brasileiro, Cacá Diegues, comentava: “Sempre tive medo do Nelson, um certo medo filial de quem teme o julgamento que importa, porque nunca conheci pessoa mais sábia, capaz de ensinar de uma forma que você não percebe que está aprendendo. Nelson foi quem mostrou a todos nós que era possível fazer um cinema diferente no Brasil”.

Pereira dos Santos foi indicado quatro vezes para o Festival de Cannes, e outras quatro para o Berlinale. Além de ter recebido prêmios e homenagens, sua figura se agiganta no tempo por sua influência como criador e referência moral para um continente. O escritor Jorge Amado o admirava por sua férrea consciência política “à medida que se tornava mais amplo, mais aberto. Era um paulista que se tornou carioca e, depois, perdeu toda a estreiteza regional”. Uma prova de sua importância é que sua morte foi anunciada pela Academia Brasileira de Letras: foi o primeiro cineasta da história do país a se tornar membro da instituição, em 2006.

Nelson Pereira dois Santos, em 2012.
Nelson Pereira dois Santos, em 2012. C. Simon Getty Images
 

Nascido em São Paulo, em outubro de 1928, sentia-se muito orgulhoso de suas origens humildes. Depois de estudar direito em sua cidade natal e entrar para a política, continuou sua formação por um ano como cineasta em Paris, onde estava exilado o escritor Jorge Amado, seu protetor, em meio à perseguição de membros do Partido Comunista brasileiro.

De volta ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, para terminar a faculdade, prestar serviço militar e se tornar pai, começou a fazer cinema e a trabalhar em jornalismo. Assim começou a filmar uma nova “geografia urbana”. Primeiro, com Juventude (1950), um documentário de 45 minutos filmado nas ruas e favelas, algo nunca visto antes nas telas de cinema. Depois, mergulhando na direção, abre uma nova etapa no cinema brasileiro, que ecoa com Rio, 40 Graus (1955). Há uma década, recordava: “Cheguei ao Rio de Janeiro aos 24 anos, em 1952, e me choquei com as favelas verticais por conta da geografia da cidade de São Paulo, onde as favelas são horizontais e distantes da classe média: não são vistas. Então, olhei e pensei. Aqui está meu texto neorrealista, e inventei a história e fiz o filme que já marcava o aspecto da violência urbana que piora cada vez mais no país. A situação só vai melhorar quando fizermos reformas agrárias e urbanas”.

Dessa forma, contribui, juntamente com Glauber Rocha, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Paulo César Saraceni para o desenvolvimento do Cinema Novo, corrente que quer mostrar a realidade do Brasil, especialmente do mundo rural e das favelas. Suas principais influências foram o neorrealismo italiano e a Nouvelle Vague, e por isso dizia: “O Brasil é um país cada vez mais escravista, onde os poucos que vivem muito bem não têm o menor compromisso social e humanista: querem e lutam sempre por situações de privilégio econômico e poder”.

Glauber Rocha disse em Uma Estética da Fome: “De Aruanda a Vidas Secas, o Cinema Novo narrou, descreveu, poetizou, discursou, analisou, excitou os temas da fome”. O próprio Pereira dos Santos explicava: “Com o Cinema Novo, o cinema brasileiro iniciou seu momento de descolonização. Os cineastas que surgiram conseguiram demonstrar que podiam dominar a linguagem universal do cinema e, ao mesmo tempo, ter uma grande fidelidade às suas origens culturais. É o mesmo processo sofrido em décadas anteriores com a literatura, com a pintura, com a música… Tivemos que travar verdadeiras batalhas para que o cinema encontrasse seu lugar na sociedade”.

Entre os filmes de Pereira dos Santos, além de Rio, 40 Graus (1955), destacam-se Vidas Secas (1963), El Justicero (1967), Cinema de Lágrimas (1995) e Brasília 18% (2006), sua última produção, centrada na corrupção da política no Brasil. Também em 2006, tornou-se o primeiro cineasta a entrar para a Academia Brasileira de Letras, devido às suas adaptações literárias de autores como Graciliano Ramos (Vidas Secas é o exemplo, e com o filme ganhou o OCIC de Cannes ao mostrar a pobreza extrema do Nordeste brasileiro com compromisso e compaixão). Com Memórias do Cárcere venceu em 1984 o prêmio FIPRESCI, o da crítica internacional, no festival francês.

“Não há mal que dure cem anos, nem coração que aguente

Tanto tempo sem vê-la me dói o coração”.

Nostalgia cubana de ontem e de hoje.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Pages: 1 2 3 4 5 6 7 ... 20 21

  • Arquivos