abr
27

Do Jornal do Brasil

 

O ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci vai revelar detalhes dos supostos esquemas de corrupção dos quais teria participado durante os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, entre 2003 e 2015, aos investigadores da Polícia Federal, em Curitiba, sede da Lava Jato. A informação foi revelado pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao Estado, fontes na PF confirmaram que a colaboração premiada do ex-ministro foi acertada entre as partes. O político procurou a corporação após sua negociação com o Ministério Público não avançar. PF e MPF travam uma disputa no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre quem pode assinar acordos de colaboração e sobre o modelo a ser utilizado.

Palocci foi detido na 35ª fase da operação, batizada de Omertá, após terem sido mapeadas as movimentações da “planilha Italiano” no dados do departamento de propina da Odebrecht

O ex-ministro vai falar aos delegados da Lava Jato da Superintendência da PF de Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. Palocci foi detido na 35ª fase da operação, batizada de Omertá, após o delegado Filipe Hille Pace mapear as movimentações da “planilha Italiano” no dados do departamento de propina da Odebrecht.

Ainda não se tem notícia sobre a abrangência do conteúdo da delação de Palocci. Um dos temas a serem explicados pelo ministro são as contratações por grandes empresas de sua consultoria, a Projeto. Desde o início das investigações contra Palocci, a PF suspeita do uso da empresa para recebimentos de valores provenientes de esquemas de corrupção em órgãos públicos comandados pelo PT, entre eles, a Petrobras.

Relatório da Receita Federal anexado à operação Omertá revelou que a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira, empresa de Palocci, recebeu R$ 81,3 milhões de 47 empresas, entre 2006 e 2015. Os valores recebidos são de, ao menos, três bancos, uma holding ligada ao setor farmacêutico, uma empresa de planos de saúde, uma montadora de veículos e uma companhia do setor de alimentos.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, na ação penal sobre a compra de um terreno para o Instituto Lula pela Odebrecht, Palocci incriminou o ex-presidente ao detalhar supostos encontros entre o petista e o empreiteiro Emílio Odebrecht para tratar de vantagens indevidas.

“Não é assim que se faz, é melhor dizer a verdade”. 

Grande e verdadeiro Paulinho de Viola, representante maior da nobreza popular do Rio de Janeiro, na música brasileira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
27

Do Jornal do Brasil

Em despacho expedido nesta quinta-feira (26), o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, disse que a ação penal em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber vantagens indevidas por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP) tem mais provas, além das delações de executivos da Odebrecht. O caso permanece, por ora, em Curitiba, decidiu o magistrado.

“Oportuno lembrar que a presente investigação penal iniciou-se muito antes da disponibilização a este Juízo dos termos de depoimentos dos executivos da Odebrecht em acordos de colaboração, que ela tem por base outras provas além dos referidos depoimentos”, escreveu Moro no despacho, com o qual negou pedido da defesa para que o caso fosse remetido à Justiça Federal em São Paulo ou em Brasília.

O pedido da defesa foi feito após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado, na última terça-feira (24), o envio de acusações feitas por executivos da Odebrecht contra Lula, que estavam sob responsabilidade de Moro, para a Justiça Federal em São Paulo, onde os supostos crimes teriam ocorrido.

Moro disse que a ação penal em que Lula é acusado de receber vantagens indevidas por meio da reforma de um sítio em Atibaia fica em Curitiba

Em decorrência da decisão, os advogados de Lula entraram com uma petição para que não só as delações como também todo o processo fosse remetido à Justiça em SP ou em Brasília, onde Lula exerceu a Presidência da República à época dos fatos. Isso porque o ex-presidente não poderia ser julgado em duas jurisdições pelo mesmo caso, que não teria relação com desvios na Petrobras, afastando-se assim a competência de Moro, alegou a defesa.

No mesmo dia, o Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se no processo, afirmando que a decisão do STF tem caráter “superficial”, não afetando a competência de Moro para julgar tanto o caso do sitio em Atibaia como um outro, no qual o ex-presidente é acusado de receber propina por meio da compra de uma nova sede para o Instituto Lula.

Para Moro, há “precipitação” de ambas as partes, pois a decisão do STF sequer foi publicada. “É certo que a decisão deverá ser considerada para a avaliação da competência deste Juízo para a presente ação penal, mas isso não é algo automático”, afirmou o juiz. Ele acrescentou que a questão da competência, de fato, pode ter sido afetada, mas será julgada no momento adequado em outro tipo de processo, já aberto pela defesa, chamado exceção de competência.

As ações sobre o sitio em Atibaia e a sede do Instituto Lula, em São Paulo, tramitam em separado da ação sobre o triplex no Guarujá (SP), em decorrência da qual Lula foi preso no último dia 7.

Parque eólico da Iberdrola no Rio Grande do Norte
Parque eólico da Iberdrola no Rio Grande do Norte.
São Paulo

A peleja entre dois dos gigantes do setor elétrico na Europa pelo controle da Eletropaulo chegou à máxima tensão. Um dos concorrentes, a companhia espanhola Iberdrola, recorreu à União Europeia (UE) para denunciar a atuação da sua rival italiana Enel. A Iberdrola enviou uma carta aos responsáveis de Concorrência e Energia da UE com duros ataques contra a Enel, a quem acusa de violar os princípios do livre mercado e de atuar com práticas monopolísticas aproveitando sua ligação com o Estado italiano, proprietário de 25% de suas ações. Segundo a empresa espanhola, o valor oferecido pela Enel para comprar a elétrica brasileira não tem “lógica financeira”.

A Iberdrola, através de sua subsidiária brasileira Neonergia, é agora o líder da distribuição elétrica privada no Brasil, posição que poderia consolidar definitivamente após fechar na passada semana um acordo para comprar a Eletropaulo, uma companhia com sete milhões de clientes no Estado de São Paulo. A energética espanhola ia desembolsar por volta de 6 bilhões de reais, distribuídos entre uma ampliação de capital e uma compra de ações. A Enel tinha apresentado uma oferta menor, mas, quando a operação já parecia fechada, surpreendeu com uma nova proposta. Melhorou em 200 milhões de reais o lance da Iberdrola ao garantir, entre outras coisas, um preço de 28 reais por ação frente aos 25,51 da companhia espanhola. Se a Enel ganhar a disputa, ultrapassaria a Iberdrola como primeiro distribuidor privado de eletricidade no Brasil. As duas companhias são também concorrentes na Espanha, onde comandam o setor elétrico, no caso da Enel através de sua subsidiária Endesa.

A Neonergia reagiu subindo sua proposta até 29,40 reais por ação. Mas a Enel  não abriu mão e nesta quarta-feira chegou com um novo lance até 32 reais, quase 60% mais do que tinha oferecido no começo, apenas 19 reais. Diante da nova movimentação da companhia italiana, o conselho de administração da Eletropaulo decidiu cancelar o primeiro leilão de ações e abrir um novo processo entre os concorrentes.

Pouco antes da nova proposta da Enel, a Iberdrola já havia enviado sua carta a Bruxelas com fortes críticas contra a companhia rival. A elétrica espanhola acusa seu competidor de “não operar com critérios de mercado e adotar decisões de negócio que não respondem a nenhuma lógica econômica”. A Iberdrola alega que a Enel, como empresa com maioria de capital público, se aproveita de uma situação de “privilégio” na Itália”, com uma posição “quase monopolística” e “acesso mais barato aos mercados de capital”.

A Iberdrola reclama que essa posição dominante na Itália tem lhe causado “sérios prejuízos” em outros mercados, como está acontecendo, segundo ela, com o combate pela elétrica brasileira. Os espanhóis dizem que seu competidor “não respeita as regras de concorrência normal entre empresas privadas em um processo de leilão”. Segundo Iberdrola, a companhia italiana está “está tentando influir” na direção da empresa brasileira e na Comissão de Valores Mobiliários, além de “intimidar seus concorrentes” com “declarações à imprensa completamente injustas”. A elétrica espanhola alude a um anúncio publicado no domingo passado por Enel em vários jornais brasileiros no que criticou o primeiro acerto entre Eletropaulo e Iberdrola e assegura ter condição de melhorar o preço. “Só uma empresa que desfruta do apoio incondicional de um Estado, como seu acionista maioritário, pode ser agir desse modo”, alega a carta, que pede que a UE tome medidas para brecar essas práticas e ameaça com ações legais contra seu concorrente.

abr
27
Posted on 27-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-04-2018


 

Jorge Braga, no jornal (GO)

 

 Lava Jato: Wadih Damous é mentiroso, covarde e ‘suplente de deputado’

A força-tarefa do MPF no Paraná emitiu nota em que “repudia os insultos lançados” pelo deputado petista Wadih Damous, aquele que chamou Gilmar Mendes de aliado de ocasião.

Damous atacou a juíza federal Carolina Moura Lebbos, por barrar a romaria petista à cela de Lula na PF em Curitiba. Ele também desferiu impropérios contra juízes e procuradores.

“Suas palavras mostram destempero e completa falta de compromisso com a verdade, preferindo denegrir pessoas e instituições a estabelecer uma crítica minimamente razoável ou fundamentada, sobre os trabalhos de dezenas de agentes públicos nos processos da operação Lava Jato, o que se esperaria de um parlamentar e ex-presidente de seccional da Ordem dos Advogados. Infelizmente, o suplente de deputado esconde-se atrás da imunidade parlamentar para dar vazão aos seus despropósitos e insultos.”

Em síntese, a Lava Jato chamou Damous de destemperado, mentiroso, covarde e suplente de deputado. Colocaram o dedo na ferida do petista.

  • Arquivos