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Posted on 26-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-04-2018

OPINIÃO

A reação desesperada da máquina de corrupção

A decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de desidratar processos contra Lula que poderiam lhe render futuras condenações pelo juiz Sérgio Moro foi o primeiro dos muitos lances engatilhados para enfraquecer a Lava Jato.

O ministro Gilmar Mendes, em entrevistas concedidas ontem, antecipou de certa forma o que está por vir. A Turma à qual ele pertence poderá, em breve, reduzir a pena de 12 anos e 1 mês a que Lula foi condenado no caso do tríplex do Guarujá, para em seguida mandar soltá-lo.

O fim da prisão em segunda instância poderá demorar um pouco mais para voltar a ser rediscutida. Até setembro, não deverá ser. Mas a partir daí, quando a ministra Cármen Lúcia ceder a presidência do tribunal ao ministro Dias Toffoli, qualquer dia será dia.

Toffoli e o ministro Ricardo Lewandowsky, companheiros de turma de Gilmar, morrem de amores por Lula. A ele devem sua indicação para ministro do tribunal. Gilmar não morre de amores, mas não é isso o que o move. Os três estão empenhados em pôr freios na Lava Jato.

Contam para isso com o apoio velado de políticos e empresários que resistem ao desmonte da máquina de corrupção que há décadas drena as esperanças dos brasileiros, e que lhes custa os olhos da cara. Corrupção é igual a menos tudo – menos saúde, educação, segurança, e por aí vai.

Há quatro anos ameaçada pela Lava Jato e vendo rolarem várias de suas cabeças mais ilustres, a máquina resolveu reagir enquanto é tempo. Depois de muito estrebuchar e espernear sem sucesso, passou à ação desesperada. É o que se assiste e se assistirá nos próximos meses.

Bahia e Paraíba, tudo nos une e nada nos separa (como dizia meu saudoso pai) . Taí a deliciosa composição do baiano cem por cento,   Walter Queiroz, cantada em duo com Elba Ramalho, paraibana de encardir, para comprovar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

DO EL PAIS

Madri
iResultado de imagem para A duquesa de Cambridge, a sua saída do hospital St Mary's de Londres.

A duquesa de Cambridge, Kate Middleton, deu à luz na segunda-feira seu terceiro filho, e sua rápida saída do hospital, apenas sete horas depois, com uma esplêndida aparência e batendo o próprio recorde –com a segunda filha a alta foi após 10 horas–, causou surpresa na Espanha, no Brasil e em vários países, onde o habitual é passar 48 horas internada em caso de parto natural, de um só filho e sem complicações. Nas cesáreas, quatro dias. No entanto, na Espanha também estão sendo encurtadas as internações e alguns hospitais vêm adotando a chamada alta precoce ou expressa. Os partidários do nascimento natural e dos partos com a menor intervenção médica possível aplaudem a medida enquanto os obstetras alertam que isso só será possível se for reforçada a rede de atendimento básico.

No Reino Unido, os partos ambulatoriais são uma prática habitual, segundo relata o correspondente de EL PAÍS em Londres, Pablo Guimón. Salvo partos múltiplos, cesáreas ou complicações, as mulheres britânicas costumam receber alta entre seis e oito horas depois. De todo modo, depende muito do hospital. Por exemplo, no King’s College afirmam que se tudo corre bem mãe e filho podem estar em casa até mesmo em duas ou três horas. No UCLH, o período é estendido para seis. Mas, uma vez em casa, as britânicas não estão sozinhas: uma parteira vai à residência e examina a mãe e o filho, em tese, no dia seguinte, três dias depois e aos seis dias. Também telefonam aos pais com regularidade e eles recebem um número de telefone para o qual podem ligar a qualquer momento.

A alta expressa é comum também em outros pontos da Europa, como a Holanda e a Suécia, embora entre os países desenvolvidos o Reino Unido seja aquele em que a mãe passa menos tempo no hospital, segundo The Telegraph. De acordo com esse jornal, que cita um estudo feito em 71 países, a média nos Estados Unidos é de 2 dias, na Alemanha, 3, e na França, de 4,2. A OMS recomenda passar pelo menos 24 horas no hospital para partos naturais. Essa política de alta precoce tem causado certa polêmica, já que é atribuída aos cortes no National Health Service (o serviço público de saúde britânico). The Guardian publicou uma pesquisa que revela que duas de cada cinco mães britânicas sentem que são mandadas para casa cedo demais.

Olga de Tapia, espanhola de 44 anos e residente em Londres, onde deu à luz sua filha há oito anos, admite que receber alta “poucas horas depois é muito chocante quando você vem da cultura espanhola”. Ela “queria ir para casa e estava perfeitamente bem”, mas teve que ficar uma noite porque deu à luz às 19 horas e “a partir das 20 horas não dão alta”. “Fiquei em uma sala com seis outras mães e seis bebês, na qual a única coisa que nos separava eram cortinas. Não preguei o olho. Preferia ter ido embora”, explica. Tapia considera que engravidar “é muito melhor” na Espanha –no Reino Unido são feitos menos ultrassons e a gravidez não tem acompanhamento ginecológico–, mas a alta rápida é um avanço. “Dois dias no hospital… E o que os médicos fazem nesse tempo?”, se pergunta em uma conversa telefônica na qual duvida que isso seja necessário.

Em todo caso, o sistema parece melhor no papel. Tapia afirma que recebeu “muito poucas indicações, praticamente nenhuma”. Ajudaram-me um pouco a dar o peito, mas nada mais”, critica esta bancária, que acrescenta que a informação é dada nas aulas pré-parto e de amamentação, que “não são obrigatórias”, e em um guia que recebem aos três ou quatro meses de gravidez. “Espera-se que a assistente de parto te visite poucos dias depois, mas a minha demorou uma semana, e só veio uma vez”, acrescenta. “Depois, você vai ao médico de família e uma vez por semana à clínica pediátrica, que é uma sala onde atendem juntos todos os recém-nascidos, sem hora marcada. Você fica na fila, eles são pesados, observados um pouco, mas os atendentes não são pediatras nem parteiras”, diz Tapia, que deu à luz no University College Hospital. Sua filha passou por exames “sete minutos depois de nascer” e depois outros, “duas ou três horas mais tarde”, mas não tive de voltar com ela ao hospital no dia seguinte.

 

Txantón Martínez-Astorquiza, presidente da Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia (Sego), se mostra partidário do modelo britânico e está tentando adotar a alta em 24 horas no hospital de Cruces de Barakaldo (Biscaia), onde é chefe de Serviço. “É difícil, mas não pela saúde da mãe”, explica Martínez-Astorquiza, que recorda que “há 100 anos as mulheres pariam em casa”, embora não considere isso aconselhável hoje em dia; “Se uma mulher deu à luz via vaginal, sem episiotomia nem fórceps nem ventosa, e se ficou comprovado que o útero se contraiu bem, poderia ir para casa em 24 horas. Se não faz isso é principalmente pelos exames de metabolopatias ou doenças genéticas que é preciso fazer na criança”, explica o especialista, que acrescenta que a alta precoce poderia ser aplicada a “50% das mulheres”, mas “teriam que voltar dentro de 48 horas pela criança”.

Além disso, “seria preciso haver maior infraestrutura de atendimento básico e contar com uma rede de parteiras que as visitem em 24 horas”, afirma, para ressaltar que “seria mais barato e melhor”. Sua conclusão é que “pode ser feito, mas é preciso de organização”. Quanto aos riscos depois de ir para casa, o presidente da Sego enfatiza que as hemorragias costumam acontecer “nas primeiras 24 horas ou, muito raramente, a partir do sétimo ou oitavo dia” e a icterícia “normalmente começa antes das 24 horas”

A polêmica teve a adesão de muitas mães que no Instagram criticaram Middleton e sua alta sete horas após dar à luz. As mulheres postaram suas fotos depois de parir, ao lado da imagem da duquesa de Cambridge, mostrando o que para elas é a realidade do pós-parto. Nessa linha se posiciona a ginecologista Josefina Ruiz, que ministra cursos de preparação para o parto há mais de 30 anos e é autora de duas obras de referência. A especialista considera que “uma mulher e uma criança têm que ficar internadas não menos de dois dias, para o caso de haver qualquer complicação ou hemorragia pós-parto, para ajudá-la a liberar o leite, para garantir uma boa pegada do bebê, para monitorar a evolução uterina e os pontos por episotomia ou por rasgadura e para que se recupere, descanse e facilite o vínculo e o apego com seu filho”.

A médica ressalta que o sistema de saúde espanhol está anos-luz à frente do britânico e muito acima do resto da Europa, somente com a França ao lado. “Na Alemanha, você tem de pagar a epidural, na Dinamarca não controlam a diabetes gestacional, em Genebra nenhuma clínica privada tem UVI neonatal.” E recorda que “a dona de casa britânica não tem quem monitore seu útero em sua residência nem tem quem lhe faça a comida e cuide de seus dois outros filhos e, sejamos realistas, às vezes contamos com pouca ajuda do pai”.

Por sua vez, Cecilia Ontiveros, parteira do Hospital Universitário La Paz e criadora do método Calvo Ontiveros de preparação ao parto, considera que a alta precoce é ‘o ideal”. “Claro, as altas precoces têm de estar ligadas às visitas das parteiras em domicílio, mas não temos infraestrutura”, reconhece Ontiveros, para quem em seu método, se uma mulher sai do hospital no dia seguinte ao parto, tal especialista deveria visitá-la em 24 a 48 horas “para fazer o acompanhamento em casa”. “A mulher recebe alta, mas é uma alta vigiada e acompanhada.”

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fachin marca 1º julgamento da Lava Jato; Gleisi será o 2º

 

Edson Fachin marcou para 15 de maio o julgamento no STF da ação penal contra o deputado Nelson Meurer, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato.

Será o primeiro julgamento de uma ação penal da Lava Jato no Supremo. Depois de Meurer,  Celso de Mello deve liberar para julgamento a ação penal de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo.

Segundo Fausto Macedo, o gabinete do decano do STF estima que a ação contra Gleisi seja liberada para julgamento no final de maio, em torno do dia 28.

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Posted on 26-04-2018
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Sid, no portal de humor gráfico

 

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Posted on 26-04-2018
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Do Jornal do Brasil

 

Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) preparam uma marcha de Presidente Prudente, no extremo oeste do Estado de São Paulo, até a capital paulista, em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em 7 de abril após ser condenado na operação Lava Jato.

A jornada de 560 quilômetros deve durar cerca de 40 dias e, segundo o líder da FNL, José Rainha Junior, vai começar com 500 militantes. “Ao longo do percurso, vamos receber adesões e engrossar as fileiras”, disse. O Movimento Social de Lutas (MSL) também participará da maratona.

A partida está marcada para o dia 21 de maio, após concentração no Parque do Povo, em Presidente Prudente. A caminhada seguirá pelas rodovias Raposo Tavares, Orlando Quagliato e Castelo Branco, com paradas em cidades ao longo do percurso. Na chegada à capital, está previsto um ato na Avenida Paulista, com participação de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos de sem-teto.

Lula carregado por apoiadores após seu discurso antes de ser preso

De acordo com Rainha Junior, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para as ameaças à democracia, no momento em que o País tem um presidente não eleito pelo povo, e que o ex-presidente foi julgado e condenado sem provas para ficar inelegível. “Acabamos de ver o Supremo retirar parte da competência do juiz Sérgio Moro para julgar o caso do sítio de Atibaia. No entanto, ele prendeu Lula pelo triplex do Guarujá que, por analogia, era um caso que ele também não poderia julgar”, disse.

Conforme o líder dos sem-terra, a marcha vai acontecer mesmo que o ex-presidente seja libertado. “Sabemos que a perseguição vai continuar, pois há outros processos em que ele também pode ser condenado. Além da liberdade de Lula, vamos defender a liberdade das pessoas e o estado democrático”, disse.

Em 2014, no governo da petista Dilma Rousseff, cerca de 300 militantes da FNL, segundo a Polícia Rodoviária, marcharam 500 quilômetros, desde Assis, no oeste, até São Paulo, em protesto contra a paralisia da reforma agrária. Na capital, os manifestantes se juntaram a militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) para um ato na Paulista.

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