Na mosca, grande Migué que sabe das coisas, principalmente das melhores músicas e execuções.

BOA NOITE OUVINTES E LEITORES!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 23-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-04-2018

Quando ela Claudia Cardinale, que festejou 80 anos  domingo passado) se aproximou, Montini dirigiu-se a ela em voz baixa. Falaram por alguns minutos e, ao final, a atriz saiu em disparada da basílica, enquanto enxugava as lágrimas

Quando o papa Montini fez Claudia Cardinale chorar

No domingo passado, dia 15, a atriz Claudia Cardinale, nascida na Tunísia de pais sicilianos, e que sempre se considerou italiana, comemorou em Nápoles o seu 80º aniversário, “sem nunca ter feito uma plástica”, conforme comentou com humor. A atriz, que era disputada por cineastas como Federico Fellini e Luchino Visconti, participou de 150 filmes, alguns imortais, como O Leopardo, O Dia da Coruja e Oito e Meio, e foi capa de 900 revistas em 25 países. Em sua biografia, há uma passagem relacionada com o Vaticano da qual fui testemunha como jornalista.

O papa era Paulo VI, um pontífice intelectual e amante da arte, que tinha mandado colocar pela primeira vez pinturas modernas nos salões do Vaticano. Era também um teólogo progressista, que chegou a ser investigado, já como cardeal de Milão, pela Congregação para a Doutrina da Fé, a mesma condenou ao silêncio o teólogo da libertação, o brasileiro Leonardo Boff. O papa Montini, que era um esteta, quis se encontrar com um grupo de atrizes italianas e as convocou uma tarde à basílica de São Pedro. Era 6 de maio de 1967. No grupo estava Claudia Cardinale, nos seus 30 anos, no auge da sua beleza e da sua fama como atriz. Era o ano em que, na França e nos Estados Unidos, fervia a revolução sexual, através da qual os jovens pediam “fazer o amor e não a guerra”, enquanto na Itália ainda se respiravam ares conservadores, influenciados em boa parte pelo próprio Vaticano. Até a minissaia escandalizava naquela época.

Na tarde daquele encontro com o papa, Claudia Cardinale, que já era uma inconformista, ousou ir à entrevista papal, na basílica de São Pedro, trajando roupa preta, mas não de vestido longo, e sim com uma saia curta, o que escandalizou alguns monsenhores. Paulo VI recebeu as atrizes, que passaram uma a uma a beijar o seu anel pontifício. Quando Claudia Cardinale se aproximou, Montini quis se deter para conversar com ela. Dirigiu-se a ela em voz baixa. Falaram por alguns minutos, que, naquele momento e no silêncio da basílica, nos pareceram uma eternidade. Ao final, a atriz, em vez de ficar com o grupo, saiu em disparada da basílica, enquanto enxugava as lágrimas com o dorso das mãos.

Os jornalistas que percebemos o incidente saímos detrás dela para tentar saber a causa da sua emoção. Teria o papa recriminado a sua minissaia? Ela não quis falar e foi direto para o seu carro. Soubemos mais tarde o motivo das suas lágrimas. Claudia Cardinale tinha sofrido um estupro aos 17 anos. Pensou em abortar, e depois preferiu ter o filho, “meu Patrick”, como ela o chamava. Ao se aproximar do papa, a atriz não tinha como imaginar que ele conhecesse a sua história. Paulo VI a recordou e a incentivou a cuidar com amor redobrado daquele filho, que àquela altura já era um rapaz de 17 anos.

Não soubemos com que palavras nem o que mais o papa pode ter dito à atriz para emocioná-la tanto. Para entender o caso, talvez seja necessário conhecer a índole particular de Montini, a quem João XXIII indicou na hora de morrer como seu preferido para sucedê-lo. Temia que, se fosse eleito algum conservador, abortaria o Concílio Vaticano II, que ele havia convocado como a grande revolução da Igreja. Ao contrário de João Paulo II, que foi um pontífice das massas, o papa Montini que arrancou lágrimas de Claudia Cardinale era um homem de delicadezas, íntimo. Mais do que as multidões, interessava-lhe a vida concreta das pessoas. Foi assim que, antes de receber as atrizes, quis conhecer detalhes das suas vidas, e devem ter lhe contado a história de Claudia Cardinale, vítima de um estupro quando era uma adolescente, e que preferiu ter o filho. Durante dois anos a família da atriz a obrigou a dizer que o pequeno era seu irmão mais novo.

Aquele amor de Paulo VI pelos aspectos pessoais foi algo que puderam constatar os jornalistas que viajávamos com ele em suas excursões internacionais. No avião, geralmente à noite, aproximava-se de cada um de nós e nos falava em voz baixa. Uma vez, surpreendeu um jornalista italiano com estas palavras: “Sei que você é agnóstico, mas o que importa na vida é ser uma boa pessoa”. Em uma viagem à África, ao chegar ao meu assento, sussurrou ao ouvido: “Quero lhe agradecer por ter vindo nesta viagem, pois sei que sua mãe está muito doente”. Era verdade, e nunca soube como ele se inteirou. “Diga à sua mãe que o papa a abençoa”. E colocou em minhas mãos uma gravata vermelha, como lembrança da viagem.

Não sei se Claudia Cardinale se lembra daquele seu encontro de meio século atrás, e o que ele pode ter significado na sua vida. O fato é que hoje, aos seus 80 anos, insiste em que ela sempre quis ser uma defensora dos direitos da mulher. Desde 1999 é embaixadora honorária da ONU para a defesa, diz, “das mulheres que não têm voz”. Do seu cinema, que alimentou milhões de homens e mulheres, conta que recorda sobretudo “o que fazia sonhar”, e acrescenta: “Agora se usam muitos efeitos especiais. Eu gostaria que o cinema potencializasse mais os efeitos da alma”.

Talvez não deixe de ter razão.

Magnífica Claudia Cardinale! Extraordinária música de oricane!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

O Senador Renan Calheiros (MDB-AL) publicou um vídeo neste domingo (22) no Twitter com críticas à decisão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de se candidatar a uma vaga no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). Para Renan, Janot quer, com isso, ser “sentinela à porta de Raquel Dodge”, atual chefe do Ministério Público. “Onde chegamos? Triste Brasil”, diz Renan no vídeo.

“O Ministério Público Federal – que, na constituinte e depois, como presidente do Congresso Nacional, ajudamos a tirar do papel – não pode continuar sendo medido pela régua imunda do Janot e dos doidivanas Eduardo Pelella, Deltan Dallagnol, Anselmo Barros, Marcelo Miller, que foram pegos com a mão na botija da JBS”, ataca Renan.

Senador diz que o comportamento de procuradores, em especial de Janot, lembra “O Alienista”

O senador diz que o comportamento desses procuradores, em especial de Janot, lembra o enredo de “O Alienista”, obra literária de Machado de Assis, no qual o médico Simão Bacamarte prende os moradores de toda uma cidade achando que eram doidos e, depois, ele próprio se internou ao perceber que quem era doido era ele. “Seria Janot o Bacamarte de hoje?”, provoca Renan.

Na semana passada, Janot utilizou a rede interna de comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para informar aos colegas que irá concorrer a uma vaga no CSMPF. “Após muito refletir, conversar com amigos e me aconselhar com pessoas nas quais confio, resolvi submeter meu nome ao exame dos colegas em busca de uma das vagas de nosso Conselho Superior”, escreveu Janot. Nas próximas semanas, Janot apresentará propostas e ideias que pretende defender no CSMPF, caso venha a ser eleito.

O CSMPF é o órgão máximo de deliberação do Ministério Público Federal e tem como atribuições institucionais elaborar e aprovar as normas para o concurso de ingresso na carreira de membro do MPF, determinar a realização de correições e sindicâncias, além de elaborar e aprovar os critérios para distribuição de inquéritos entre procuradores.

Integram o CSMPF quatro subprocuradores-gerais da República, eleitos pelo colégio de procuradores, e mais quatro subprocuradores-gerais da República eleitos pelos membros do próprio conselho.

Atualmente, Janot ocupa o cargo de subprocurador-geral da República. As inscrições de subprocuradores-gerais ocorrem de 23 a 25 de maio. A eleição será realizada no dia 12 de junho, das 10h às 18h, na sede da PGR. Os eleitos tomarão posse em sessão do CSMPF em 10 de agosto, às 11h.

Janot lembrou aos colegas que planejava se aposentar ao final do segundo mandato como procurador-geral da República e presidente do CSMPF. “No entanto, já se disse sabiamente, a vida é aquilo que acontece enquanto esboçamos o futuro. Acompanhando os fatos recentes envolvendo nossa Instituição, em especial os ataques desleais por ela sofridos, pareceu-me mais acertado permanecer na ativa, somando esforços para defendê-la”, escreveu.

Na mensagem, Janot afirma ainda que o momento que o País vive exige que todos contribuam para a virada na história brasileira. “Nenhum de nós pode se omitir. Enquanto estiver no MPF, também eu não tenho tal direito.”

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O candidato conservador Mario Abdo Benítez, de 46 anos, é o novo presidente eleito do Paraguai e governará o país até 2023.

Com 97% das urnas apuradas, o postulante do Partido Colorado, atualmente no poder, tem 46,5% dos votos. Seu principal adversário, o liberal Efraín Alegre, apoiado pela centro-esquerda, está com 42,7%.

Os dois estão separados por menos de 100 mil votos, mas, segundo o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), a diferença é irreversível. Empresário e formado em marketing político nos Estados Unidos, Abdo foi presidente do Senado entre 2015 e 2016 e sucederá Horacio Cartes, também do Partido Colorado e no poder desde 2013.

Candidato à presidente do Partido Colorado, Mario Abdo Benítz, foi eleito

Embora representando o governo, o candidato centrou sua campanha no combate à corrupção e à impunidade – ele e Cartes pertencem a alas rivais dentro do Partido Colorado. Além disso, tentou se dissociar do nome do ditador Alfredo Stroessner (1954-1989), de quem seu pai era secretário privado.

Por sua vez, Alegre buscou colar no adversário o rótulo de “presidente dos ricos”. Ele era apoiado pelo ex-mandatário Fernando Lugo, repetindo a aliança que interrompera mais de seis décadas de domínio colorado no Paraguai em 2008.

Os resultados das eleições para a Câmara e o Senado devem sair nesta segunda-feira (23). (ANSA)

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Posted on 23-04-2018
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Amarildo, na (ES)

 

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Posted on 23-04-2018
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“Não, calma! É que eu moro aqui!”

 

Antes de jantar com parlamentares e dirigentes do PSD, na última quarta-feira, em Brasília, Geraldo Alckmin conversou com o deputado Fábio Faria, no saguão do edifício que o parlamentar usa quando está na capital federal.

O relato é da Folha:

“Durante o papo dos dois, o ministro Raul Jungmann (Segurança), do governo Temer, apareceu. Surpresos, os presentes perguntaram se ele também havia sido convidado para o encontro de pretensos apoiadores do tucano.

— Não, calma! É que eu moro aqui!”

A inflação, medida pelo IPCA do IBGE está em queda. Após descer a 2,95% em 2017, acumulou 2,68% nos 12 meses terminados em março. O alívio dos preços, vindo da alimentação, derrubou o índice do setor de serviços para 3,95% em março, após três anos em dois dígitos. Mas a onda de baixa de preços e de custos, inclusive dos juros básicos (que caíram de 14,25% ao ano, no fim de 2016, para 6,50% ao ano em março), parece passar ao largo dos planos de saúde. E pode trazer dor de cabeça a 8 milhões de segurados de novos planos individuais. 

As discussões sobre os reajustes dos planos de saúde individuais (aplicados nos aniversários dos carnês, a partir de junho) racharam a diretoria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o mercado e administra os conflitos entre planos de saúde e empresas que contratam planos de assistência médica para 32 milhões de brasileiros, outras 6,4 milhões de pessoas envolvidos em planos de adesão (Clubes, associações), além de 9,2 milhões de planos individuais (8 milhões novos).

Esperava-se que o reajuste dos planos voltasse à casa de um dígito, que ocorreu em 2013

Pela redução da velocidade da inflação, esperava-se que o reajuste dos planos voltasse à casa de um dígito, que ocorreu em 2013 (9,04%, para uma inflação de 5,91%), em 2014 (9,65% para uma inflação de 6,41%). Em 2015, a inflação bateu em 10,67% e os planos foram reajustados em 13,55%, índice que subiu a 13,57% em 2016 (inflação de 6,29%) e em 2017, quando o IPCA baixou a 2,95%, mas a febre inflacionária dos planos de saúde permaneceu em 13,55%.   

Para os 8 milhões dos novos planos individuais esperava-se a ação diligente da agência reguladora. Mas a diretoria da ANS está incompleta. O presidente foi substituído interinamente por Leandro Fonseca da Silva, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras e que ainda acumula interinamente a diretoria de Gestão. Três outros diretores compõem a diretoria. 

A ANS tentou mudar a tradição de aceitar as planilhas de custos dos planos, expurgando excessos. Como fazem as agências que regulam as tarifas de transportes urbanos: examinam as planilhas dos concessionários e as homologam, cortando aberrações. Numa diretoria mais ampla e representativa, daria tempo a discussão mais técnica e capaz de proteger os que enfrentam dificuldades para bancar planos individuais sempre subindo acima da inflação e especialmente na faixa dos idosos, onde a tendência em todo o mundo é o aumento exponencial de custos no cuidado da saúde. 

Mas o governo não deu atenção devida à questão. O Ministério da Fazenda dará a última palavra. Os planos de saúde querem repetir o número mágico de 13% de reajuste. Os salários vão subir de 3% a 4%. E o reajuste dos aposentados tende à faixa de 2%.

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