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Posted on 19-04-2018
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DO BLOG O ANTAGONISTA

CÁRMEN DECIDE CONTRA MALUF: 6 x 5

 

Cármen Lúcia deu o último voto para negar o agravo da defesa de Paulo Maluf, mas seguiu o entendimento de que embargos infringentes serão cabíveis no caso de dois votos divergentes na Turma.

É importante ressaltar que Maluf perdeu a chance de revisar sua condenação, pois o julgamento dele na primeira turma teve apenas um voto divergente e não dois.

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OPINIÃO

             Brasil rejeita extremismos

           Juan Arias

Jair Bolsonaro segura um boneco que o representa em Curitiba no dia 29 de março.Jair Bolsonaro segura um boneco que o representa em Curitiba no dia 29 de março. RODOLFO BUHRER REUTERS

 

Os resultados da última pesquisa do Datafolha sobre as eleições presidenciais, realizada depois da prisão de Lula, permitem várias leituras importantes. Uma delas é a revelação de que a sociedade brasileira, como eu havia escrito em uma de minhas últimas colunas, é mais equilibrada e moderna do que aparece na superfície das águas agitadas pelos ódios radicais de frentes opostas.

Observando o movimento das intenções de voto dos brasileiros se verifica que o Brasil, ainda em meio à tempestade político-judicial que o sacode, não aposta nos extremos. Para sintetizar isso basta observar que o fenômeno Bolsonaro, da extrema direita, dá mostras de cansaço. Hoje, o ex-militar que está há meses fazendo barulho, e às vezes até dá medo de que se vá ter um novo Trump, brasileiro, perderia em um segundo turno, por exemplo, de Marina Silva, a silenciosa e moderada ambientalista. Bolsonaro não cresceu nem com a prisão de Lula.

Ao mesmo tempo, tampouco a extrema esquerda, por exemplo, de Boulos — ungido por Lula em seu rito de despedida em que lhe profetizou um grande futuro —, não tem tido eco entre os brasileiros, que só lhe deram um punhado de votos. Passou despercebido na sondagem. E se Lula, estando na prisão, mantém 30% dos votos, isso demonstra que o líder popular é visto não como um extremista, mas como o político moderado e pragmático que sempre foi e que se definia como “nem de direita nem de esquerda, só sindicalista”.

É significativo que os analistas políticos tenham ressaltado que as novidades da pesquisa depois da prisão de Lula são as candidaturas de Joaquim Barbosa, que nem sequer é pré-candidato, e da quase desaparecida Marina Silva, que renasce de seu silêncio e de sua pouca vontade de polemizar e menos ainda de guerrear com alguém.

Ambas as candidaturas em ascensão podem ser a demonstração de que o Brasil, cansado de tantos extremismos de uma parte e de outra, se inclina na designação de seu futuro presidente por personagens que se colocam mais em uma centro-esquerda, que é a posição que mais bem reflete as necessidades da sociedade. Uma política vacinada contra os dois extremos e ao mesmo tempo progressista, nova, não poluída pela velha política nem com o vírus da corrupção, e com os olhos abertos para as carências de um país ainda terrivelmente classista e racista, com gigantescas desigualdades sociais, que não quer perder o que já conquistou e que exige um futuro melhor para seus filhos.

Os extremos, por mais estranho que isso possa parecer a muita gente, só produzem pobreza e ameaçam a democracia, ao mesmo tempo que põem em risco a estabilidade de um país. As candidaturas de Barbosa e Marina, sem dúvida moderadas e também progressistas, distantes de aventuras de extrema direita e extrema esquerda, são reveladoras de que a sociedade brasileira continua apostando na estabilidade e nas batalhas que hoje travam os países mais modernos e justos do planeta.

Em um Brasil em que os negros continuam sofrendo discriminação e carregam o fardo da escravidão com todas as suas consequências de atraso econômico e cultural, a aposta por dois candidatos como Barbosa e Marina é uma promessa de esperança e de equilíbrio democrático. Ambos negros, saídos da pobreza, exemplo de superação, que trabalharam para poder estudar, empenhados em sua biografia na justiça social e nas conquistas progressistas da sociedade moderna, como as questões de gênero e do meio ambiente, os direitos da mulher e a defesa das minorias, são garantia de estabilidade democrática.

O filósofo francês Charles Pépin surpreendeu com sua obra recente, As Virtudes do Fracasso, na qual defende que “uma sociedade que não reconhece seus erros é uma sociedade doente” e que “o acerto é um fracasso corrigido”. Assim como na pesquisa científica também na política se acerta errando e corrigindo os erros.

Se isso é certo, o Brasil poderia estar saindo do túnel de seus fracassos passados mais rico e mais livre, mais justo e mais purificado. Talvez, sem conhecer a moderna filosofia do fracasso, esta sociedade esteja intuitivamente compreendendo que da rejeição dos extremismos pode renascer uma sociedade não só pacificada, mas engrandecida e mais feliz do que parece ser hoje.

Dona Ivone e Paulinho: par perfeito do samba carioca e brasileiro. Uma acaba de nos deixar. O outro segue levando a bandeira dosamba, que agoniza mais não morre.

BOM DIA!!

(Vitor Hugo Soares)

Cultura

André de Oliveira

  • Final do BBB18Kaysar é um dos mais cotados para vencer o programa Reprodução

O Big Brother Brasil atingiu a maioridade. E nessa afirmação não há qualquer constatação sobre relevância e importância (ou falta de) do programa para o cenário cultural brasileiro. Tão amado quanto odiado, o reality show de maior sucesso da televisão brasileira encerra nesta quinta-feira, 19, sua 18ª edição e nada indica que será a última. Ao longo dos anos, o programa criou um léxico próprio – os participantes são chamados de “sisters” e “brothers”, os dias de eliminação são conhecidos como “paredão” e por aí vai… – que se estende para além da época de exibição; foi “berço” de políticos e atrizes de projeção nacional; acabou virando assunto geral entre aficionados e detratores em todas as sua edições. Mesmo decadente em outros países (na Espanha a franquia amargou sua pior audiência da história em dezembro passado), aqui o formato mostra fôlego.

Neste 2018, interrompendo uma tendência de queda, o BBB local conseguiu os melhores números em seis anos – até agora, 25.5 pontos em média, segundo aferição feita pela Kantar Ibope, 10% a mais do que a edição de 2017. Mas talvez a medida do sucesso recente do reality esteja menos no ibope que conquistou na televisão e mais na Internet. Um levantamento próprio do EL PAÍS mostra alguns dados surpreendentes. No Brasil, já há algum tempo, o termo “BBB” é a principal busca do ano no Google. Isso vale para 2014, 2015, 2016, 2017 e, claro, deve valer também para 2018. O dado impressiona, já que entre 2014 e 2018, o Brasil viveu nada menos do que: uma Copa do Mundo, um impeachment e uma Olimpíada.

A atual edição, além da recuperação de audiência, também foi longe na Internet. No Twitter, faz três meses que fica nos trending topics – assuntos mais comentados na rede social – mundiais nos dias de eliminação dos competidores do programa. Fim de semana passado, 14 e 15 de abril, termos relativos ao reality foram mais buscados no Google do que qualquer tema relacionado ao bombardeio dos EUA na Síria. Para completar, por fim, a frase “quem ganhou a prova do BBB18” teve o mesmo volume de buscas do dia em que o juiz Sérgio Moro ordenou a prisão do ex-presidente Lula. A prova em questão era um desafio de resistência: quem ficasse mais tempo sem comer, beber, dormir ou ir ao banheiro, ganharia um carro e “imunidade”, ou seja, não poderia ser eliminado do programa.

Em entrevista ao Estadão no começo deste ano, o publicitário e estudioso do assunto, Arthur Guedes disse que parte do sucesso do programa vem do fato de que ele acaba virando, ano após anos, um assunto transversal. “É um tema que está atravessado em diversas telas e plataformas, com participação de fãs e antifãs que falam a respeito dele, sem necessariamente gostar ou assistir. O poder de aversão é até mais forte do que o dos fãs para transformar o programa em um assunto de destaque”. Em conversa com o EL PAÍS, o Chico Barney, colunista de entretenimento do UOL, traduz a opinião de Guedes em outras palavras: “O BBB é assunto, gera notícia, fofoca… Fora isso, como é uma competição concentrada em um determinado espaço de tempo, acaba engajando também uma parcela extremamente barulhenta de espectadores, que torce, vota e puxa mutirão”.

Na edição passada do programa, por exemplo, o participante Marcos Harter foi expulso do programa depois de uma série de abusos – que foram de gritos a apertões e terror psicológico – contra a competidora Emily Araújo, que acabou vencedora. O assunto, como se viu, dividiu não apenas os fãs do programa, mas ganhou as redes e foi discutido por todos. Já neste ano, a escolha de um “elenco” mais diverso trouxe ainda mais repercussão do programa. Por duas vezes, por exemplo, um competidor eliminado saiu do programa fazendo discurso e pedindo “Fora, Temer”. Em outras ocasiões, o refugiado sírio Kaysar, um dos mais bem cotados para ganhar o programa, foi vítima de comentários ácidos, beirando a xenofobia. Uma competidora chegou a dizer sobre a possibilidade do sírio ganhar: “Porra! Não tem um brasileiro melhor do que alguém de fora para ganhar o programa?”.

O caso da xenofobia e do abuso sofrido por Emily na última edição ilustram bem como o programa tem conseguido transcender seu público cativo. Ao saber que Kaysar estava sendo atacado, pessoas completamente fora da realidade do BBB resolveram opinar. Foi o caso, por exemplo, do jornalista Guga Chacra, que saiu em defesa do sírio. “Sério que há imbecis torcendo contra o brimo [Chacra tem ascendência síria] Kaysar no BBB pq ele é sírio? Que absurdo. Torço por ele justamente por ser sírio. Se meus avós não tivessem emigrado, meu pai poderia ser refugiado. Hoje é médico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um dos melhores do Brasil”, tuítou o jornalista da Globo News.

O sucesso de audiência da atual edição do Big Brother Brasil parece vir na esteira de uma percepção da produção do programa do sucesso inequívoco que ele é na Internet. É como se tivessem notado, que, como Guedes disse, os assuntos gerados na casa são muitas vezes transversais e é necessário absorvê-los no programa. Assim que, nesta edição, os três finalistas para ganhar o prêmio de 1,5 milhão de reais são (além do já citado Kaysar) a estudante Gleici, natural do Acre, que, de origem humilde, personifica boa parte dos brasileiros que hoje se declaram eleitores do PT, e a família Lima, composta por filha e pai, que já geraram diversos debates na rede sobre abusos e relações familiares. Embora o âncora do programa, Tiago Leifert, tente, em diversas ocasiões, manter a política longe do BBB, o perfil dos três finalistas é um pouco o retrato do momento brasileiro e a Internet aparentemente percebe isso.

Para Chico Barney, a atual edição teve o melhor elenco em muito tempo e, apesar de não ter apresentado muito confrontos diretos, conseguiu criar boas histórias com personagens carismáticos e, além disso, ainda surfou no sucesso da atual novela das 21h da Globo. Ele completa, contudo, a ótima interação que o programa fez com as redes sociais. “Foi o programa de TV que melhor usou as redes a seu favor. Tanto na linguagem do Tiago Leifert, quanto na construção de alguns VTs. Ficou tudo muito fluido, orgânico. Parece que finalmente alguns programas estão perdendo aquele ranço de ‘tiozão’ tentando se enturmar com o que não entendem”, opina.

O Big Brother, criado em 1999 pelo executivo holandês John de Mol, é um caso único no Brasil. No resto do mundo, o programa foi exibido em cerca de 75 países, mas em nenhum chegou a tantas edições. Não que brasileiro goste mais de reality do que o resto do mundo – Chico Barney lembra que o mesmo modelo do programa, com algumas diferenças, ainda é aplicado em outros lugares do mundo –, mas aqui o confinamento de estranhos em uma casa por alguns meses tem encontrado um terreno fértil que, como mostram os dados de sucesso, não irá se esgotar muito cedo, gostem seus críticos ou não.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou como xenófobas as críticas da senadora Ana Amélia (PP-RS) ao vídeo que gravou para a rede de televisão Al Jazeera. Ana Amélia afirmou que Gleisi poderia ter violado a Lei de Segurança Nacional por supostamente ter provocado “atos de hostilidade” contra o Brasil ao pedir apoio para a campanha de libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na emissora árabe.

O artigo oitavo da Lei de Segurança Nacional diz que seria crime “entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil”.

No plenário, Ana Amélia fez duras críticas ao vídeo da petista, que classificou como grave, e disse que “espera que essa convocação não seja um pedido para o Exército islâmico atuar no Brasil”. “Essa hostilidade pode estar entendida aí exatamente aquilo que a gente suspeita que possa ter sido o objetivo dessa manifestação publicada nesta semana pela TV Al Jazeera, com sede no Catar e com grande repercussão e influência no mundo árabe”, insinuou a senadora gaúcha.

Pelo Twitter, e depois em discurso no plenário, Gleisi reforçou que deu entrevistas praticamente idênticas para redes de televisão de países como França, Inglaterra e Espanha, porém apenas a emissora árabe gerou reações negativas por parte de Ana Amélia. “O incômodo dessa senadora do Rio Grande do Sul não foi com o conteúdo da minha fala, e sim a emissora com quem falei.”

A presidente do PT disse ainda que a indignação de Ana Amélia representa um “desvio de caráter”, fruto de “ignorância, xenofobia e má-fé” com o povo árabe. “Essa mesma senadora incentivou violência contra caravana de Lula, quando disse que era para erguer o relho”, reagiu Gleisi.

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Pelicano , no portal de humor gráfico

 

 DO BLOG O ANTAGONISTA

‘Marina cuida da candidatura dela, e nós da nossa’

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, criticou a imprensa pelos rumores de aliança entre Marina Silva e o possível candidato do seu partido, Joaquim Barbosa…

“Não sei de onde a imprensa está buscando essa informação, porque Marina é candidata. Ela cuida da candidatura dela, e nós vamos cuidar da nossa”, disse Siqueira, admitindo que o nome do ex-presidente do STF ainda não foi “firmado”.

“Em política, a gente nunca pode dizer nunca nem jamais, mas não sei de onde se tira essa coisa”, acrescentou.

Siqueira fez as declarações durante o lançamento da tal “frente ampla pela democracia” que quer tirar Lula da cadeia.

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