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Noblat

Joaquim é o novo

Te cuida, Bolsonaro!

Espreme daqui, espreme dali, e são poucas as surpresas colhidas pela mais recente pesquisa de intenção de votos do Instituto Datafolha revelada nesta madrugada. A saber:

# O novo é Joaquim Barbosa;

# Marina Silva está bem à beça;

# Sem Lula no páreo, Bolsonaro não irá a lugar algum.

O juiz do mensalão filiou-se ao PSB há menos de 15 dias. Sem a garantia sequer de que será o candidato do partido à sucessão do presidente Michel Temer.

Mas bastou para mostrar que poderá ir longe. Nas grandes cidades, tem 12% das intenções de voto contra 6% de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB. Empata com Alckmin no Sudeste.

Alckmin, Marina e Ciro Gomes já foram candidatos a presidente. Barbosa jamais disputou eleição, nem mesmo para síndico de prédio. Por ser negro, Lula o indicou para ministro do Supremo.

Com Lula preso e impedido de concorrer, Marina empata com Bolsonaro nas simulações de primeiro turno. E no segundo turno, vence Alckmin (por 27 pontos) e Bolsonaro (por 13 pontos).

Acendeu a luz vermelha no bunker de Bolsonaro, agora denunciado por crime racial. Ele corre o risco de até agosto, antes do início oficial da campanha, ser ultrapassado por Marina, Ciro e Barbosa.

Como o PT, Bolsonaro é também luladependente. Carece de apoio entre os maiores partidos. E seu tempo de propaganda no rádio e na televisão será ínfimo.

Alckmin vai como sempre, se arrastando e represado onde poderia ir bem pela candidatura de Álvaro Dias, do PODEMOS, que lhe subtrai algo como uns cinco milhões de votos no Sul.

Os dois aspirantes a substituir Lula como candidato, Fernando Haddad e Jaques Wagner, por ora patinam no fim da fila. Torcem para que Lula não seja esquecido e possa abençoar um deles.

Sim, em tempo: no país da jabuticaba, mais uma foi inventada – a de se testar em pesquisa as chances de quem está preso e não será candidato.

Lula perdeu parte dos votos que tinha na pesquisa anterior, de janeiro. Passou para 62% o percentual dos que não acreditam que ele será candidato. Sua prisão é considerada justa por 54%. Já era.

Belíssimo tango de Buenos Aires em surpreendente versão de bolero da grande e saudosa espanhola Rocio Durcal.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Ex-presidente no dia da prisãoEx-presidente no dia da prisão Andre Penner AP

Pesquisa Datafolha que entrevistou eleitores entre quarta e sexta-feira aponta uma queda de intenção de voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral. Lula começou a cumprir pena de prisão há uma semana, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, Lula aparece com 31% dos votos em seu melhor cenário, uma queda em relação a seu melhor índice  anterior (36%), registrado em janeiro pelo mesmo instituto. Ainda assim, o petista ainda lidera com folga em todas as simulações. Foram realizadas 4.194 entrevistas e a margem de erro do estudo é de dois pontos para mais ou para menos. 

A queda do petista acompanha o crescente debate interno no PT com relação à candidatura de Lula. A informação oficial é que o ex-presidente será o candidato da legenda até o fim. Mesmo condenado e detido, o político pode ser candidato e até eleito – a palavra final é do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pode vir apenas na reta final de campanha, depois de agosto. A questão é que, até lá, o apoio de Lula, visto como candidato cada vez mais inviável, pode declinar. Isso poderia enfraquecer o papel do ex-presidente como cabo eleitoral. Todos no PT repetem que a decisão de desistir ou não da candidatura será de Lula.

Em uma análise publicada na Folha, dois diretores do Datafolha lembram um dado que mostra o impacto da prisão do petista na intenção de voto: queda na pesquisa espontânea. Esse é o tipo de levantamento em que o eleitor é instado a responder em quem pretende votar sem que seja citado nenhum nome e é considerado um bom termômetro. Nesta pergunta específica, as menções ao nome do petista caíram 4 pontos percentuais. Por outro lado, sua rejeição, que já vinha em queda, caiu ainda mais.

Quanto à prisão em si, 54% dos ouvidos pelo Datafolha acham que ela foi “justa” contra 40% que discordam. Outra pesquisa no final de semana, do instituto Ipsos, traz números um pouco melhores para Lula e sua campanha para provar que ele está sendo perseguido politicamente pela Lava Jato. Neste sábado, o jornal Estado de S. Paulo divulgou dados do levantamento do Ipsos que mostram um país mais dividido quanto à prisão do petista (50% a favor e 46% contra). O dado mais positivo para o PT na pesquisa, que tem três pontos de margem de erro, mostra que uma ampla maioria da população (73%) concorda com a afirmação de que “os poderosos querem tirar Lula da eleição”. Outros 55% concordam com a afirmação de que ele sofre perseguição na operação.

Joaquim Barbosa desponta

O Datafolha também perguntou aos eleitores sobre intenção de voto em cenários em que o ex-presidente não está na urna eletrônica. Com o petista fora, o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL), recém denunciado por racismo no Supremo Tribunal Federal, e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparecem grudados na liderança. Bolsonaro tem 17% e  a ex-ministra do Meio Ambiente de Lula oscila entre 15% e 16%.

Ainda nos cenários sem Lula, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece com entre 7% e 8%, colado com o pedetista Ciro Gomes (9%). A novidade do levantamento é a inclusão do nome do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. Recém filiado ao PSB, mas sem nem sequer ter lançado pré-candidatura presidencial, ele aparece com até 10% das intenções de voto.

O instituto também investigou qual o destino dos votos de Lula, com ele fora da disputa. A resposta, até o momento, é que a maior parte dos lulistas declara voto branco ou nulo quando ele não está entre os candidatos, especialmente no Nordeste. Entre os que se dispõem a escolher um outro nome, Marina Silva é citada por 20%, seguida por Ciro (15%), mas até Bolsonaro, Alckmin e Barbosa ganham mais menções (5%) do que outros candidatos esquerdistas mais próximos de Lula, como o petista Fernando Haddad (3%), Guilherme Boulos, do PSOL (3%), e Manuela D’Ávila, do PCdoB (3%).

Eleições 2018 Joaquim Barbosa
Divulgação

 A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva e sua prisão no início deste mês prometem embaralhar ainda mais o cenário eleitoral deste ano. Ainda que o ex-presidente possa estar fora do jogo, ao enquadrar-se na Lei da ficha Limpa, ele será um dos influenciadores mais importantes da disputa. E isso vale para ambos os lados do jogo, explica o chefe do Departamento de Gestão Pública da FGV-SP, Fernando Abrucio. Enquanto a esquerda depende do apoio de Lula para a transferência de votos, a direita precisa evitar atacá-lo com muita veemência, pois isso pode impactá-la no segundo turno.

Pergunta. Acha que o PT consegue manter a ideia de não ter um plano B com Lula preso?

Resposta. Sempre esteve na cabeça do PT que seria muito difícil que o Lula se tornasse candidato. E não tem a ver com a prisão em si, já que é possível que ele seja solto antes da eleição. Mas ele não será candidato por conta da Lei da Ficha Limpa. O que está jogo depois desse episódio da prisão é o quanto ele terá de influência na eleição. E isso é realmente muito difícil de saber porque estar dentro da prisão não quer dizer que ele perderá influência sobre os eleitores. Por isso me estranha muita gente do centro para a direita tentar comemorar a prisão do dele porque quando forem para a eleição, no mínimo, entre 20% a 25% dos eleitores vão estar muito próximos do lulismo. E esses eleitores podem definir quem vai ser o presidente no segundo turno. É preciso ter uma certa inteligência estratégica para perceber que não é preciso ficar ao lado do Lula, para quem não está vinculado ao PT ou a partidos próximos, mas estar contra ele é burrice.

P. Mas existem candidatos que se fortalecem com o discurso anti-Lula.

R. O anti-Lula do país já foi construído pelo eleitorado e ele tem nome: chama-se Jair Bolsonaro. Todos os outros que tentarem se construir igualmente ao Jair Bolsonaro vão ter dificuldade de roubar os votos dele. 

P. Como acredita que ficará o cenário eleitoral sem Lula?

R. Ainda há várias hipóteses. É possível ainda que essas candidaturas, que estão hoje na casa de 15, se transformem num número menor. A gente ainda não sabe quais dessas vão sobreviver. Parcerias como a de Joaquim Barbosa e Marina Silva não são impossíveis. Joaquim Barbosa conseguiu um partido grande, que vai ter chance eleitoral em alguns Estados. A marca do Joaquim Barbosa nesta pesquisa Datafolha (até 10%) já era esperada. Ele se tornou o único outsider com chances de disputar e ganhar: ele consegue ter votos de todos os lados. Já a Marina está em um partido que reduziu de tamanho recentemente a ponto de, olhando a lei, não ter nem direito de participar de um debate presidencial na TV. Pode ser também que saia uma parceria entre o Ciro e o PT. Só depois de junho a gente vai ter um cenário mais claro. Mas certamente será o mais fragmentado das eleições desde 1989. Isso significa que com certeza haverá segundo turno e que há grande chance de um candidato ir para o segundo turno com menos de 20% dos votos. Há uma possibilidade de se haver um segundo turno com um candidato mais do centro para a direita e outro mais do centro para a esquerda. Mas isso não são favas contadas, nem para um lado, nem para o outro.

P. Por quê?

R. Depende um pouco dessas combinações entre os candidatos. Se a centro-direita se fragmentar demais e fizer um processo de autodestruição, ela poderá perder. E do outro lado isso também pode acontecer. Não é impossível que esses setores se digladiem de tal maneira que você possa ter candidatos mais próximos apenas de um dos polos. O candidato que tem o nome mais consolidado hoje, e isso não significa que vá para o segundo turno, é Bolsonaro. Ele tem algo em torno de 15% dos votos e se torna um dos polos da eleição. Um dos polos da eleição vai ser bater no Bolsonaro, tanto os candidatos do centro para a esquerda como os candidatos do centro para a direita. O Bolsonaro vai ser o candidato a ser derrotado.

P. E o Governo de Michel Temer? Que papel pode ter?

R. Acho que vai ser outro dos polos importantes para a definição de votos. A tendência do pessoal do centro para a esquerda é dizer que todos os candidatos do centro para a direita são candidatos do Temer. Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin, Bolsonaro, Rodrigo Rocha. E livrar-se do Temer será o segundo espantalho da eleição. Quem conseguir terá mais chance eleitoral. Há ainda um terceiro polo, que é a definição em relação ao lulismo. Se o PT tiver um candidato, a eleição vai ser ‘eleitores, olhem o que fizeram com o Lula. Então, salvem o Lula’. Mas o restante da centro esquerda como Ciro Gomes, Marina, Joaquim Barbosa, vão ter mais chances quanto mais captarem o lulismo. O que não significa transformar a eleição no ‘salvem o Lula’, mas captarem um discurso que a saída para o país é mais próxima do que aquilo que existia nos dois governos Lula.

P. Nesta eleição qualquer um parece acreditar ter esperança. Acredita mesmo que as legendas queiram se aglutinar?

R. O sistema político de 1993 para cá era estruturado em torno do PT e do PSDB e tinha o PMDB como linha auxiliar. PT e PSDB perderam muito com a crise. PT fortemente, com o Lula impedido de ser candidato. E o PSDB, mesmo tendo um candidato com chance, como o governador Alckmin, não é a sombra do que foi entre 93 e 2014. E o PMDB é o Temer. Se você for ao Nordeste, os líderes do PMDB dizem que nem conhecem o Temer. O Eunicio Oliveira vai apoiar o candidato do PT no Ceará. O Renan Calheiros só fala mal do Temer em Alagoas. Em Pernambuco eles estão completamente divididos. No Piauí há uma boa chance de uma parte do PMDB apoiar o candidato do PT a governador. Esse tripé que sustentava o sistema político se quebrou. Não é que esses partidos não vão mais ter importância. Eles vão. Mas não mais organizados neste tripé. E diante deste cenário muita gente colocou as manguinhas de fora. Disse: ‘é minha vez’. Mas o que a gente não sabe é se eles são capazes de sustentar essa campanha até o final. Porque é uma campanha presidencial com menos dinheiro do que no passado, uma eleição casada, com eleição nos Estados e no Congresso, e uma eleição em que grande parte dos partidos vai querer priorizar no seu financiamento os candidatos ao Congresso Nacional e Assembleias Legislativas. Mas, mesmo assim, dada a quebra do tripé, nós vamos ter mais candidatos do que tivemos nos anos anteriores.

P. Agora se fala que o PT poderia abrir mão da cabeça de chapa em nome do Ciro Gomes. Acredita que é possível?

R. Possível é. Mas não dá para cravar qual é a decisão. O PT tem três opções hoje. Uma é fazer uma anticandidatura, não disputar, algo que alguns líderes do partido defendem, mas acho que a chance de isso sobreviver é quase zero. As duas chances mais efetivas mesmo são: ou apoiar candidato próprio ou apoiar candidato de outro partido. Claro que a tendência maior seria lançar candidato próprio se a gente levar em conta a história do PT. O PT sempre teve um tino mais majoritário, de querer comandar o processo político. Mas desta vez há um temor muito grande de não conseguir construir um candidato que substitua Lula. Os nomes do Jaques Wagner e do Fernando Haddad estão muito distantes do peso que o Lula tinha. Jaques Wagner tem problemas porque é investigado e tem uma eleição ao Senado garantida na Bahia. E Haddad é mais jovem na política, ganhou uma prefeitura importantíssima por São Paulo, mas a perdeu em primeiro turno. A aliança com Lula pode ocorrer por duas razões: uma é que não se consiga construir um substituto e outra é que Lula perceba que é melhor uma lógica de frente ampla do que de partido majoritário.

P. A pesquisa Datafolha mostrou uma queda na intenção de voto de Lula e o PT segue dizendo que ele será candidato até o fim. O PT tem um prazo limite para definir um plano B para a candidatura do ex-presidente antes de esse apoio se desidratar ou ainda é cedo para  cravar isso?

R. Acho que o PT tem até junho para definir. Aí a decisão vai depender se Lula estará livre para fazer campanha para um candidato do PT, com bom potencial para transferir votos, nas ruas, sobretudo no Nordeste. Mas se ele continuar preso, nesse caso o apoio a um candidato (fora do PT) pode ser mais eficaz. Com ele preso é mais fácil e mais efetivo apoiar outro candidato de outro partido, alguém mais conhecido, como o Ciro ou o Joaquim Barbosa.

P. A decisão de Ciro Gomes de não visitar o Lula no sindicato na véspera da prisão não pode prejudicar esse plano de tê-lo como cabeça de chapa?

R. Pode atrapalhar. Mas Ciro tem defendido, ainda que de forma mais moderada, o Lula. Não tem feito o discurso de outros candidatos do centro para a direita, que é o de comemorar a prisão. Acho que a aposta do Ciro é que o PT lançará mesmo um candidato e que ele quer o apoio do partido em um eventual segundo turno. Por isso que ele tem uma relação ambígua. De um lado, ele critica a decisão relativa ao ex-presidente, mas, de outro, não se aproxima completamente do PT porque acha que o partido vai lançar um candidato próprio e não adianta ele estar lá.

P. Quando a gente olha para a Argentina, a gente vê que Mauricio Macri conseguiu unir aqueles que odiavam o peronismo. Por que no Brasil a direita não conseguiu fazer isso?

R. A maneira como o Temer chegou ao poder é muito diferente. Macri ganhou uma eleição democraticamente. A população o escolheu como substituto do peronismo, ninguém escolheu Temer como substituto do lulismo. Temer chegou ao poder como um traidor para uma parte da população e, ao longo do mandato, não conseguiu construir essa legitimidade, seja pelas denúncias de corrupção, seja pelo lado econômico e social.

P. Mas e os outros candidatos?

R. Há vários candidatos a Macri no Brasil. Candidatos que querem substituir o que foi a hegemonia do PT nos últimos anos. Alckmin, Meirelles, Maia, Flávio Rocha, o próprio Bolsonaro. E eles vão buscar os votos para se colocar como o substituto do lulismo. Só que é mais complexo no Brasil do que no peronismo. Para além da prisão do Lula, existe o fato de que o Brasil não é quase bipartidário como a Argentina. O Brasil é um país muito mais pluripartidário, no qual o segundo turno dá um peso importante na decisão final a grupos que são minoritários do ponto de vista do voto. O lulismo pode ser minoritário nesta eleição, mas ainda tem 25% dos votos. Colocar-se como substituto do lulismo pode ser bom. Dizer-se completamente anti-lulista pode ser ruim. Esse dado eleitoral que tem que ser friamente interpretado por todos aqueles que querem substituir o lulismo. Vão ter que pensar numa estratégia em que se coloquem como substitutos, mas que não se coloquem como completos inimigos.

P. Pensando para além da eleição: como se governa em um cenário como esse em que está tudo tão fragmentado?

R. A gente pode esperar sair desta eleição com um Congresso Nacional muito fragmentado. Com Governos estaduais com vários partidos governando pelo país. Vai ser um cenário em que a gente precisa fazer reformas que racionalizem o Estado e garantam um ajuste fiscal e ao mesmo tempo teremos que melhorar os serviços públicos urgentemente porque a desigualdade está aumentando. E fazer a mesma coisa ao mesmo tempo, não será fácil. E, por fim, a gente não sabe como esse presidente eleito vai sobreviver ao enorme tiroteio que vai ter nessa campanha. O quanto o Brasil vai conseguir ter um presidente em 2019 que assuma num cenário diferente do que assumiu Dilma Rousseff. Ela assumiu em um cenário em que as forças políticas não conseguiam entrar numa sala, sentar numa mesa e conversar. Acho que se não construirmos um cenário diferente será muito difícil governar o país. A grande questão é saber o quanto esse presidente eleito vai conseguir reduzir esse grau de polarização que existe na sociedade e dentro da política brasileira. Quanto mais ele reduzir e quanto mais ele abrir as portas para forças diferentes, mais chances ele terá de governar.

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Posted on 16-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-04-2018


 

Paixão, na (PR)

 

Do Jornal do Brasil

 

“Para o PT, a definição de candidatura para as eleições de outubro de 2018 está clara: Lula será o nosso candidato aconteça o que acontecer”, enfatiza o PT, ao justificar a manutenção das vigílias instaladas em Curitiba (PR) que pedem a liberdade do petista. “Ainda assim, dos nove cenários estudados, o instituto de pesquisas realizou seis deles sem o ex-presidente. A manobra para tentar criar um imaginário em que Lula não esteja no pleito esbarra numa questão fundamental: a preferência popular”, avalia o partido.

Lula segue na liderança das pesquisas

O PT destaca que, mesmo após a “prisão política” do ex-presidente, Lula segue na liderança das pesquisas, com uma média entre 30% e 31% das intenções de voto para o primeiro turno. Na sequência, o partido considera empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), com intenções que vão de 15% a 17%. “Ou seja: Lula tem o dobro das intenções de voto dos candidatos que, empatados, liderariam o pleito se ele é retirado artificialmente da disputa”, analisa o comunicado.

>> Datafolha: prisão enfraquece candidatura, mas Lula segue líder

Para um eventual segundo turno, o partido acredita que Lula seria “imbatível”, com intenções de voto entre 46% e 48%. Ao final, a nota cita a Pesquisa Ipsos, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, ontem, com a informação de que 52% da população acredita que a Operação Lava Jato não está investigando todos os políticos e apenas 43%, o mínimo histórico atingido, avalia que ela investiga todos os partidos.

A nova pesquisa Datafolha, que foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

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