Resultado de imagem para Governadores barrados na PF em Curitiba visita a Lula
Governadores em Curitiba: à espera na PF para ouvir um “não”. ..

 

 

…e Wagner, ao lado de Boulos, se explica no acampamento em Curitiba.

ARTIGO DA SEMANA

Governadores e Wagner: caravana a Lula deu errado

Vitor Hugo Soares

Equivocada desde o começo de sua imprópria preparação – ao redor de palácios de chefes políticos, figurões e figurinhas de executivos do Nordeste (7) e do Norte (4), e palpites de marqueteiros -, a caravana suprapartidária de governadores a Curitiba, tinha tudo para dar errado. E deu. De forma mais contundente e humilhante do que se previa.

Erros crassos guiaram a comitiva. A começar pelo propósito principal – mal disfarçado sob capa de solidariedade humana e política – de inaugurar em ano eleitoral, nas barbas do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal, um privilegiado gabinete de audiências, na cela de Lula (condenado por crimes comuns de corrupção passiva e lavagem de dinheiro).

“Patacoada” (em linguajar baiano), dizia-se em círculos menos ensimesmados e arrogantes, além de bem informados – por estudo ou por experiência – sobre os ditames da justiça e da polícia no que tange a visitas a presidiários, comuns ou políticos. Trapalhada geral, até o desconcertante desfecho. Com a trupe de poderosos mandada de volta aos seus respectivos “condados”, depois da juíza Carolina Moura negar o pedido para que os chefes de executivos estaduais visitassem o líder encarcerado.

Mais constrangedor, ainda, antes do “retorno às bases”, foi o chá de cadeira que os visitantes ilustres – acompanhados dos anfitriões, senadores Roberto Requião (retórico e trovejante) e da incendiária Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT,– tiveram de enfrentar na sala de espera do diretor da PF . Quando receberam o não definitivo e a reprimenda esclarecedora sobre as tarefas e funções básicas da PF, nas operações de combate a corruptos e corruptores, ao lado do expediente normal de atendimento ao público em funções como a expedição de passaportes. Atividades perturbadas pelos governadores que trocaram seus afazeres administrativos por inoportuna viagem política. Somando-se aos  estorvos que militantes do MST (e agregados) já causam na capital da Lava Jato, acampados em tendas montadas nas cercanias do prédio onde Lula está preso.

 Emblemática mesmo é uma imagem que mostra o governador da Bahia, Rui Costa, o grandalhão “Tamanho G” (como proclama sua propaganda oficial nas rádios e TVs). No meio dos colegas, ele, um notório turrão que detesta esperar, demonstra não saber o que fazer para esconder seu desconforto. Comunica que a despesa da viagem foi custeada com dinheiro de sua conta pessoal no BB. Menos mal. Seu colega da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), reconheceu ter usado dinheiro público para pagar seus gastos na caravana.

 Vejo agora que o ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner também anda por Curitiba. O “galego” foi uma das ausências mais notadas nos atos de“resistência”, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, durante dois dias, antes de Lula se entregar. Nem ao menos postou mensagem de solidariedade ao companheiro, e “amigo do peito”, durante a catarse de despedida no ABC paulista. Na quarta-feira, ao participar de “atos em defesa do ex-presidente”, disse ser ele quem mais sente não ter ido. Culpou “problemas logísticos de vôo”. “Não tomem minha ausência como um afastamento”, apelou Wagner, em fala aos militantes reunidos nas proximidades do prédio da PF. Até deu “bom dia” a Lula, através do serviço de som. Estranhos dias de abril!

 Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail:  vitor_soares1@terra.com.br

 

 

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Comentários

Daniel on 14 Abril, 2018 at 2:56 #

Avaliando, por motivos óbvios, o caso do Sr. Rui Costa, é preciso dizer que além de ter sido lamentável a ideia de viajar para apoiar um criminoso preso, a coisa piora ao notarmos como, tão logo foi chamado, topou sair de seus afazeres e abandonou a Bahia para fazer a mais detestável militância patidária. É como se a prioridade não fosse as necessidades da Bahia, mas sim os interesses mesquinhos do partido.

Uma vergonha!!


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