O JORNAL DO BRASIL estreou ontem seu novo endereço, voltando às origens históricas na Avenida Rio Branco, coração do Centro do Rio de Janeiro. O prédio de número 157 e seis andares serve exclusivamente ao jornal e foi escolhido para receber a equipe crescente de produção. “Precisávamos encontrar um espaço moderno e com infraestrutura adequada para a equipe de profissionais que estamos recebendo, entre colunistas, novos repórteres, diagramadores. O JB precisava de uma casa nova que estivesse à altura de seu nome e de sua história”, afirma Omar Resende Peres, diretor-’presidente do jornal, responsável por trazer a versão impressa de volta às bancas.

Além da nova redação, localizada no quarto andar, a nova sede conta com moderno auditório, espaços para rádio, novas mídias e área de convivência, com terraço panorâmico. “E o mais importante de tudo é que estamos reunindo uma equipe com gente comprometida com o espírito do JB, de colocar o jornal de volta a seu devido lugar”, diz Peres, lembrando que o jornal impresso já trouxe, inclusive, um impacto positivo para o site, que bateu recorde de audiência no fim de semana, com um crescimento no número de visitantes que chegou a 500%, principalmente pelo tratamento dado à cobertura  dos últimos momentos antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregar à Polícia Federal. 

A nova sede do JB fica na Avenida Rio Branco 157, no Centro, quase esquina com Rua da Assembleia

Peres avalia que os números demonstram o retorno que ele próprio tem recebido nas ruas, desde que o jornal voltou, em 25 de fevereiro deste ano: “É fruto do trabalho de um jornalismo isento, democrático e liberal. As pessoas dizem que o JB voltou com o mesmo comprometimento de traduzir os fatos sem privilegiar ideologias. O leitor reconhece isso”. 

Pluralidade 

Para Toninho Nascimento, diretor de Redação, “a nova casa do JB é uma aposta no futuro, na pluralidade de opiniões e na democracia, sobretudo num momento com tanto radicalismo”, diz, lembrando do simbolismo que representa estar neste novo endereço, próximo do local onde funcionou o antigo JB, na Avenida Rio Branco 110, antes da mudança para o icônico prédio da Avenida Brasil 500. 

Quem estava no jornal nessa época era Gilberto Menezes Côrtes, atual vice-presidente Editorial. Ele garante que o espírito daquela época permanece ainda hoje: “A redação do JB sempre se supera em momentos decisivos, e já agora mostra a que veio, com uma cobertura sobre o Lula nada espetaculosa. O JORNAL DO BRASIL sempre teve um ponto de vista diferenciado para a notícia, e voltamos a um local privilegiado para olhar a cidade e o Brasil, justamente num ano de grandes desafios, com a cobertura da Copa do Mundo e das eleições”.  

A redação funciona no quarto dos seis andares da construção, que tem terraço panorâmico

Uma das colunistas cuja trajetória se confunde com a do próprio JB, Hildegard Angel está empolgada com o novo espaço, “é uma redação integrada, sem muros, democrática, que estimula o ambiente fraterno e nos inspira. Estou muito feliz com este retorno, é a realização de um sonho”. 

Inspiração também é o sentimento expressado por Clóvis Saint-Clair, atual editor de Cidade, que trabalhou na Avenida Brasil 500 como subeditor da lendária revista “Domingo” e editor de Esportes. “O jornal volta para o local onde nasceu e fez história na imprensa, num momento de tantos desafios na cidade e no país, e isso nos inspira a contar boas histórias”, afirma Saint-Clair. 

Deborah Dumar, editora do “Caderno B”, foi estagiária do “B” numa época em que o jornal era “a bíblia da cultura no país e fez a cabeça daquela geração”, lembra. Para ela, estar hoje à frente do “Caderno B” significa a responsabilidade de oferecer uma nova opção de cobertura sobre cultura à cidade, que já foi capital do país e ainda é vitrine cultural do Brasil. “E não podemos esquecer que, neste momento, o JB se torna uma porta de oportunidade no mercado de trabalho”, acrescenta. 

Octávio Costa, editor de Política, também faz questão de contar que faz parte da história do JB. “Meu pai era redator quando o jornal funcionava no Prédio Condessa Pereira Carneiro, aqui na Rio Branco 110. Lembro de ter assistido a meu primeiro desfile de escolas de samba da sacada do jornal, em 1958. Ao entrar nesta nova redação, foi imediata a lembrança de tantos nomes importantes que já passaram sob esta marca, como Wilson Figueiredo, Amilcar de Castro e Pompeu de Souza”.

De olho em novos projetos

Com o crescimento das vendas em banca, o JORNAL DO BRASIL já planeja iniciar a oferta de assinaturas aos leitores. Segundo Antonio Carlos Mello Affonso, vice-presidente de Finanças do jornal, a expectativa é de, até o fim deste mês, começar o processo que vem sendo bastante cobrado pelos leitores. Segundo ele, a meta é obter, logo de início, cerca de 30 mil assinantes. “E quem fizer a assinatura, ganhará, ainda, acesso à versão digital”, explica.

Mas os projetos futuros também incluem lançar um canal de Web TV, numa proposta de jornalismo 24 horas no ar. “Estamos contratando um grupo de trabalho especial para colocar em prática essa proposta, mas toda a redação vai poder participar e contribuir nessa empreitada”, explica o diretor-presidente do JB,  Omar Resende Peres. “Estamos embalados pelas vendas nas bancas, que estão dentro das expectativas, e isso nos impulsiona a novos desafios”, conta Peres. 

Segundo ele, um desses desafios é o de criar, como evento fixo no calendário da cidade, a série de seminários “JB e o Brasil”, abordando temas variados, como economia, política, ecologia e sustentabilidade. 

E a expectativa é inaugurar o Auditório JB em grande estilo, com um convidado especial: “Vamos chamar Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook. O Brasil é um dos principais públicos dessa rede social e será fundamental, neste momento em que teremos eleições presidenciais, ouvir do próprio Zuckerberg que o Facebook não terá nenhuma influência no processo”, afirma Omar Peres.

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