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Posted on 12-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-04-2018

Nesta quarta-feira completam-se quatro dias que o ex-presidente Lula está preso na superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Lá, ele começou a cumprir pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro. Embora detido, do lado de fora o petista segue dominando as narrativas. Desde sábado, lideranças da esquerda internacional, passando pela ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, e o mandatário venezuelano, Nicolas Maduro, até o líder do movimento França Insubmissa, Jean-Luc Melenchon, o líder do Podemos na Espanha, Pablo Iglesias e o ex-premiê de Portugal, José Sócrates, já se manifestaram em defesa do ex-presidente.

O PT, por sua vez, distribui seus esforços em torno de uma estratégia que vai desde transferir a direção política do partido para Curitiba, passando por um acampamento montado em frente ao prédio onde Lula está preso, atos por diversas capitais e na insistência do discurso de que Lula permanece candidato à presidência. “Lula não é apenas o candidato do PT”, disse ao EL PAÍS a presidenta do partido, senadora Gleisi Hoffmann. “Lula é o candidato de uma parcela grande da população”, afirmou, amparada nas pesquisas eleitorais que apontam, pelo menos até o momento, o petista em primeiro lugar (37% dos votos) em todos os cenários.

Neste final de semana, o Datafolha publicará uma nova pesquisa de intenções de voto, em que seu nome será testado, muito embora ainda permaneçam as dúvidas se ele conseguirá, ou não, concorrer. Na segunda-feira, o instituto registrou a primeira pesquisa após a prisão do ex-presidente. Serão apresentados nove cenários para os entrevistados. Lula é o candidato do PT em três dele. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, substitui Lula em outros três cenários, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner em outros dois. Em apenas um cenário o PT não apresenta nenhum candidato. Os resultados devem sair no próximo domingo e avaliam também o atual Governo Temer e as intenções de voto para o Governo de São Paulo. “Quem define o candidato não é o Datafolha, somos nós”, disse Gleisi, ao ser questionada sobre os cenários sem Lula. “Lula vai ser o candidato, sob qualquer hipótese. Ele é inocente, por isso é um preso político”, afirmou.

Incluir o ex-presidente nas pesquisas faz sentido já que sua prisão não o torna inelegível automaticamente. A Lei da Ficha Limpa estabelece que não basta apenas a condenação pela Justiça para que alguém seja proibido de ser candidato. É preciso que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorize ou não a candidatura. Enquanto isso, Lula está no jogo, mesmo fora de campo. A manutenção do seu nome tem sido lida de diversas formas pelo mundo político. Por um lado, a insistência de ser candidato é uma maneira de insistir em sua inocência, ou seja, calar-se seria admitir a culpa. Por outro, apontar sucessor agora poderia queimar cartuchos antes do tempo.

Um dos cartões que devem circular em apoio a Lula.
Um dos cartões que devem circular em apoio a Lula.
 

Seja como for, a estratégia é manter o PT vivo mesmo que abalado com a prisão de seu maior líder. Fora da capital paranaense, o partido desenhou uma tática de guerrilha para as redes sociais para manter seu nome em voga. De maneira geral, o discurso será estabelecido em três linhas: enaltecer as conquistas sociais dos governos do PT, ressaltar a permanência dos ideais defendidos por Lula mesmo após sua prisão, e, por último, tratá-lo como um injustiçado, e a Justiça como parcial.

Para isso, diversas frases de efeito foram desenhadas. A marca mais usada será #JamaisApisionarãoNossosSonhos, uma frase dita pelo próprio Lula em um vídeo que começou a circular no momento em que ele se entregava, no sábado. Outras palavras de ordem também serão utilizadas, como “Lula é o povo e o povo é Lula” e “O ‘crime’ de Lula foi gerar 15 milhões de empregos”. Elas circularão pela internet em cartões, com o desenho do rosto do ex-presidente. “No Governo Lula 36 milhões de pessoas saíram da pobreza”, diz um deles. “Dois pesos e duas medidas. Justiça arquiva ações de [Geraldo] Alckmin e julga Lula em tempo recorde” e “Grampearam e divulgaram conversas de Lula. Acham exagero quebrar sigilos de Temer”, diz outros.

A campanha tentará manter Lula como o candidato que fará “do Brasil um país respeitado lá fora mais uma vez”, como diz um dos cartões. Outra tática para manter o nome do ex-presidente em evidência chegou ao Congresso. Deputados do PT estão modificando seus nomes oficiais com o nome “Lula” no meio do sobrenome. Assim, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por exemplo, passou a ser chamado de Paulo Lula Pimenta.

Na campanha, serão ressaltados também os feitos dos Governos do PT.
Na campanha, serão ressaltados também os feitos dos Governos do PT.
 Para além da internet e do acampamento em Curitiba, militantes e apoiadores do ex-presidente também estão enviando cartas com mensagens positivas ao petista. Uma campanha informal pede até que telefonemas sejam feitos à superintendência da PF para saber como Lula está sendo tratado ali. Um abaixo-assinado eletrônico em defesa da candidatura do ex-presidente ao Prêmio Nobel da Paz já tinha arrecadado mais de 100.000 assinaturas. A campanha, cuja meta é alcançar 150.000 assinaturas, foi criada por Adolfo Pérez Esquivel, ativista argentino que ganhou o Nobel em 1980.

Para além da estratégia virtual, outras ações são realizadas para que a prisão de Lula não caia no esquecimento do noticiário. Nesta terça, uma comitiva de governadores de nove Estados foi à capital paranaense na esperança de fazer uma visita ao ex-presidente. Mas, Tião Viana (PT-AC), Waldez Góes (PDT-AP), Ricardo Coutinho (PB-PSB), Flavio Dino (MA-PCdoB), Wellington Dias (PT-PI) Camilo Santana (PSB-CE)  Rui Costa (PT-BA), Paulo Câmara (PSB-PE), Renan Filho (MDB-AL) foram barrados na porta. O dia de visita aos presos que estão na PF de Curitiba é quarta-feira. Apenas os advogados dos detentos podem visitá-los fora deste dia.

Por isso, a Justiça Federal do Paraná negou o pedido de visitas, o que, segundo Gleisi Hoffmann, deixou o ex-presidente “bravo”. “Ele foi informado pelo advogado Manuel Caetano [um dos que fazem a defesa do petista] sobre a comitiva, e ficou emocionado e bravo porque não puderam visitá-lo”, contou Gleisi Hoffmann. Até o momento, apenas os advogados de Lula o viram. Na manhã desta quarta-feira, o pré-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, esteve no acampamento em frente à superintendência da PF em Curitiba.

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Nicolielo, no (SP)

 

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O juiz Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, negou um pedido de prisão preventiva contra o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima Filho, ambos ex-assessores do presidente Michel Temer, conforme queria o Ministério Público Federal (MPF).

O magistrado negou também expedir mandados de prisão contra os ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, todos do MDB (antigo PMDB). Também foram recusadas as detenções de Altair Alves e Sidney Norberto, apontados como operadores de propina de Cunha.

Todos os citados se tornaram réus ontem (10) pelas mãos do mesmo magistrado, que é responsável na primeira instância pela investigação de organização criminosa na bancada do MDB na Câmara, um desdobramento da Lava Jato. José Yunes e João Baptista Filho, bem como os operadores de Cunha, foram incluídos no rol de investigados no mês passado, após pedido do MPF.

Juiz negou também expedir mandados de prisão contra Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures

O Ministério Público Federal havia apontado as notícias de que Temer pretende se candidatar à reeleição como indício de risco de que o grupo continuaria a praticar crimes “com o fim de garantir a perpetuação do grupo criminoso no controle central da máquina estatal federal”.

Em sua decisão, no entanto, Reis Bastos recusou o argumento. “Afirmar que anunciada candidatura de Michel Temer à Presidência da República (reeleição) importe na permanência da empresa criminosa e na prática de ilícitos penais por parte dos requeridos demanda a indicação de fatos atuais (contemporâneos) nesse sentido, circunstância que não se verificou”, escreveu o juiz.

Entre os ex-deputados, todos já se encontram presos preventivamente em razão de outras investigações, sendo que apenas Loures teve concedida a prisão domiciliar. José Yunes e João Baptista Filho chegaram a ser presos temporariamente em 29 de março na Operação Skala, por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles foram soltos em 1º de abril, após serem interrogados pela Polícia Federal (PF).

O JORNAL DO BRASIL estreou ontem seu novo endereço, voltando às origens históricas na Avenida Rio Branco, coração do Centro do Rio de Janeiro. O prédio de número 157 e seis andares serve exclusivamente ao jornal e foi escolhido para receber a equipe crescente de produção. “Precisávamos encontrar um espaço moderno e com infraestrutura adequada para a equipe de profissionais que estamos recebendo, entre colunistas, novos repórteres, diagramadores. O JB precisava de uma casa nova que estivesse à altura de seu nome e de sua história”, afirma Omar Resende Peres, diretor-’presidente do jornal, responsável por trazer a versão impressa de volta às bancas.

Além da nova redação, localizada no quarto andar, a nova sede conta com moderno auditório, espaços para rádio, novas mídias e área de convivência, com terraço panorâmico. “E o mais importante de tudo é que estamos reunindo uma equipe com gente comprometida com o espírito do JB, de colocar o jornal de volta a seu devido lugar”, diz Peres, lembrando que o jornal impresso já trouxe, inclusive, um impacto positivo para o site, que bateu recorde de audiência no fim de semana, com um crescimento no número de visitantes que chegou a 500%, principalmente pelo tratamento dado à cobertura  dos últimos momentos antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregar à Polícia Federal. 

A nova sede do JB fica na Avenida Rio Branco 157, no Centro, quase esquina com Rua da Assembleia

Peres avalia que os números demonstram o retorno que ele próprio tem recebido nas ruas, desde que o jornal voltou, em 25 de fevereiro deste ano: “É fruto do trabalho de um jornalismo isento, democrático e liberal. As pessoas dizem que o JB voltou com o mesmo comprometimento de traduzir os fatos sem privilegiar ideologias. O leitor reconhece isso”. 

Pluralidade 

Para Toninho Nascimento, diretor de Redação, “a nova casa do JB é uma aposta no futuro, na pluralidade de opiniões e na democracia, sobretudo num momento com tanto radicalismo”, diz, lembrando do simbolismo que representa estar neste novo endereço, próximo do local onde funcionou o antigo JB, na Avenida Rio Branco 110, antes da mudança para o icônico prédio da Avenida Brasil 500. 

Quem estava no jornal nessa época era Gilberto Menezes Côrtes, atual vice-presidente Editorial. Ele garante que o espírito daquela época permanece ainda hoje: “A redação do JB sempre se supera em momentos decisivos, e já agora mostra a que veio, com uma cobertura sobre o Lula nada espetaculosa. O JORNAL DO BRASIL sempre teve um ponto de vista diferenciado para a notícia, e voltamos a um local privilegiado para olhar a cidade e o Brasil, justamente num ano de grandes desafios, com a cobertura da Copa do Mundo e das eleições”.  

A redação funciona no quarto dos seis andares da construção, que tem terraço panorâmico

Uma das colunistas cuja trajetória se confunde com a do próprio JB, Hildegard Angel está empolgada com o novo espaço, “é uma redação integrada, sem muros, democrática, que estimula o ambiente fraterno e nos inspira. Estou muito feliz com este retorno, é a realização de um sonho”. 

Inspiração também é o sentimento expressado por Clóvis Saint-Clair, atual editor de Cidade, que trabalhou na Avenida Brasil 500 como subeditor da lendária revista “Domingo” e editor de Esportes. “O jornal volta para o local onde nasceu e fez história na imprensa, num momento de tantos desafios na cidade e no país, e isso nos inspira a contar boas histórias”, afirma Saint-Clair. 

Deborah Dumar, editora do “Caderno B”, foi estagiária do “B” numa época em que o jornal era “a bíblia da cultura no país e fez a cabeça daquela geração”, lembra. Para ela, estar hoje à frente do “Caderno B” significa a responsabilidade de oferecer uma nova opção de cobertura sobre cultura à cidade, que já foi capital do país e ainda é vitrine cultural do Brasil. “E não podemos esquecer que, neste momento, o JB se torna uma porta de oportunidade no mercado de trabalho”, acrescenta. 

Octávio Costa, editor de Política, também faz questão de contar que faz parte da história do JB. “Meu pai era redator quando o jornal funcionava no Prédio Condessa Pereira Carneiro, aqui na Rio Branco 110. Lembro de ter assistido a meu primeiro desfile de escolas de samba da sacada do jornal, em 1958. Ao entrar nesta nova redação, foi imediata a lembrança de tantos nomes importantes que já passaram sob esta marca, como Wilson Figueiredo, Amilcar de Castro e Pompeu de Souza”.

De olho em novos projetos

Com o crescimento das vendas em banca, o JORNAL DO BRASIL já planeja iniciar a oferta de assinaturas aos leitores. Segundo Antonio Carlos Mello Affonso, vice-presidente de Finanças do jornal, a expectativa é de, até o fim deste mês, começar o processo que vem sendo bastante cobrado pelos leitores. Segundo ele, a meta é obter, logo de início, cerca de 30 mil assinantes. “E quem fizer a assinatura, ganhará, ainda, acesso à versão digital”, explica.

Mas os projetos futuros também incluem lançar um canal de Web TV, numa proposta de jornalismo 24 horas no ar. “Estamos contratando um grupo de trabalho especial para colocar em prática essa proposta, mas toda a redação vai poder participar e contribuir nessa empreitada”, explica o diretor-presidente do JB,  Omar Resende Peres. “Estamos embalados pelas vendas nas bancas, que estão dentro das expectativas, e isso nos impulsiona a novos desafios”, conta Peres. 

Segundo ele, um desses desafios é o de criar, como evento fixo no calendário da cidade, a série de seminários “JB e o Brasil”, abordando temas variados, como economia, política, ecologia e sustentabilidade. 

E a expectativa é inaugurar o Auditório JB em grande estilo, com um convidado especial: “Vamos chamar Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook. O Brasil é um dos principais públicos dessa rede social e será fundamental, neste momento em que teremos eleições presidenciais, ouvir do próprio Zuckerberg que o Facebook não terá nenhuma influência no processo”, afirma Omar Peres.

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Posted on 12-04-2018
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

No avião com Sergio Moro

repórter Pedro Venceslau, do Estadão, pegou um voo de Porto Alegre para Curitiba no mesmo corredor de Sergio Moro –o juiz voltava à capital paranaense depois de participar do Fórum da Liberdade.

Horas antes de interrogar Marcelo Odebrecht, Moro se dividiu entre a leitura de um inquérito e a do livro “Excellent Cadavers”, de Alexander Stille, que narra a luta do juiz italiano Giovanni Falcone contra a Máfia até seu assassinato, em 1992.

“Estou lendo pela segunda vez”, disse o juiz a respeito do livro. Questionado pelo repórter sobre a série “O Mecanismo”, Moro respondeu: “Abusaram da liberdade criativa na série, mas eu de fato ia de bicicleta de vez em quando”.

No avião, o juiz foi cumprimentado efusivamente por alguns passageiros. No desembarque em Curitiba, não foi abordado nem hostilizado.

resultado Real Madrid x Juventus Champions League
Cristiano Ronaldo manda o Real Madrid para as semifinais da Champions. Kiko Huesca EFE
  • A Juventus quase repetiu o feito da Roma de ontem, mas no final acabou eliminada pelo Real Madrid ao levar um gol nos acréscimos de Cristiano Ronaldo nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu. A derrota em casa por 3 a 1 garante os espanhóis nas semifinais da Champions League. O primeiro tempo em Madri foi excelente: um jogo aberto para os dois lados, no qual a Juve foi mais eficiente e o Real esbarrou em um excelente Buffon. Logo no início da partida, Mandzukic abriu o placar para os italianos, de cabeça. Ainda no primeiro tempo, aos 37 minutos, o atacante croata ampliou para a Juve, novamente em uma cabeçada dentro da área.

Já no segundo tempo, Matuidi fez o terceiro para o time italiano em falha de Navas, aos 16 minutos. A Juve estava empatando o confronto de forma surpreendente na capital espanhola até os 47 minutos do segundo tempo, quando Cristiano ajeitou de cabeça para Vázquez dentro da área e o atacante foi derrubado por Benatia. Pênalti marcado e Buffon, que foi reclamar acintosamente para o árbitro, expulso. Szczesny, goleiro reserva, entrou, mas não impediu o gol do português, que acertou uma cobrança forte e alta, selando a classificação. O Real Madrid se junta a Liverpool, Roma e Bayern nas semifinais da Liga dos Campeões.

Dá-lhe Morengueira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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