resultado Roma x Barcelona
Manolas faz o estádio Olímpico explodir com o terceiro gol. Paolo Bruno Getty Images
  • A Roma venceu o Barcelona no estádio Olímpico por 3 a 0 e fez história na Champions League, se classificando às semifinais da competição. Depois de perder por 4 a 1 na Espanha, Dzeko, De Rossi e Manolas foram os responsáveis pela ‘remontada’ italiana. No primeiro tempo, só o lado italiano jogou; a equipe de Di Francesco pressionou o Barcelona o tempo inteiro e não foi ameaçada. Dzeko fez 1 a 0 logo aos seis minutos e, ao lado de Schick, desperdiçou boas chances criadas durante a etapa inicial. Já no segundo, o ímpeto da Roma continuou o mesmo, sufocando o adversário: Dzeko sofreu pênalti de Piqué, convertido por De Rossi, e Manolas completou de cabeça escanteio cobrado por Kolarov, sem chances para Ter Stegen. O sufoco final não foi suficiente para o Barça, que pela terceira temporada seguida fica fora das semifinais europeias.

 

Também se enfrentaram nesta terça pelas quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA Manchester City x Liverpool. O Liverpool, que já havia ganhado o primeiro jogo, venceu por 2 a 1 e  se classificou nas semis da Champions League, com gols de Salah e Firmino para os vencedores e Gabriel Jesus para os derrotados.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo determinou que Sérgio Cabral volte à prisão no Rio –de onde fora transferido para Curitiba devido às regalias recebidas…

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo determinou que Sérgio Cabral volte à prisão no Rio –de onde fora transferido para Curitiba devido às regalias recebidas.

O voto de Gilmar Mendes para devolver a Benfica o ex-governador do Rio foi vencedor. Ele foi seguido por Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Só Edson Fachin votou contra.

Cabral, o motel e a Turma da pirraça no STF

Sim, Sérgio Cabral poderá voltar ao seu motel em Benfica.

Isso nada tem a ver com Estado de Direito, é pura pirraça dos ministros da Segunda Turma.

 
Maio de 68
Manifestação gaullista em Paris, em 30 de maio de 1968 Roger Viollet (Getty)

Apenas os melhores jornalistas são capazes de diagnosticar em 996 palavras – 12 parágrafos, 6.180 caracteres – o estado de ânimo de um país. Somente os melhores possuem a rara capacidade de percepção, o sensor para captar as correntes profundas que acabam definindo um momento da história. E apenas os melhores, como os grandes clássicos da literatura, dão origem às mais variadas interpretações, a ponto de seus textos, lidos com perspectiva, poderem significar uma coisa e todo o contrário. O artigo em questão foi o diagnóstico mais agudo da França pré-revolucionária do inverno de 1968, ou um dos mais descomunais erros de análise da história do jornalismo.

Quando a França se entedia… é o título do texto que Pierre Viansson-Ponté, experiente jornalista do Le Monde, publicou na primeira página do vespertino parisiense na edição datada de 15 de março de 1968. O artigo foi uma demonstração do jornalismo francês mais clássico: informava sem sobrecarregar com dados; interpretava sem opinar; era claro e, ao mesmo tempo, com um estilo refinado. Viansson-Ponté descreveu uma França afundada na letargia e no tédio, uma espécie de fim da história 25 anos antes de Francis Fukuyama ter popularizado o termo. Um país próspero, sem guerras, sem tensões políticas, sem conflitos sociais. O paraíso, ou o inferno.

Seis semanas depois da publicação do artigo, explodiu o Maio de 68, uma revolta inicialmente estudantil, depois operária, e finalmente uma crise política que colocou a V República à beira do abismo. A sociedade conformista e melancólica retratada por Viansson-Ponté, a França que se entediava profundamente, organizou de repente uma desenfreada quermesse revolucionária – a antítese do tédio – que concentraria, em poucas semanas, todos os sonhos e aspirações de uma parte da juventude ocidental do momento e ajudaria a colocar em movimento muitas das transformações sociais – da igualdade de gêneros à cultura do eu e do individualismo – que definem o mundo em que vivemos hoje.

Pode parecer que, 50 anos depois, a França está entediada novamente. Tem um Governo forte, como o de 1968, sem oposição, e com um presidente seguro de si, quase monárquico. Somente agora, 11 meses depois que Emmanuel Macron venceu as eleições, o descontentamento com suas reformas começa a ser visível pouco a pouco. Mas os problemas existenciais que angustiavam os franceses há alguns meses – a fratura social, as divisões étnicas e os guetos jihadistas, um pessimismo que parecia endêmico e um declínio inexorável – parecem coisa do passado. Os alertas antiterroristas continuam ativos desde o verão de 2016, a economia cresce, o desemprego cai e o presidente é admirado no mundo.

Os problemas existenciais parecem coisa do passado. A economia cresce, o desemprego cai e o presidente é admirado no mundo

A França se entedia? Não, respondeu há poucos dias Frédéric Dabi, vice-diretor geral do instituto de pesquisa de opinião Ifop. “A França espera…”, acrescentou. Este, disse, seria hoje um título mais adequado para o artigo de Viansson-Ponté. Ou melhor: a França está à espera… De quê? Do que vai acontecer com as reformas de Macron. De que a economia continue crescendo e o desemprego caindo. De que seja superada a fratura entre a França de cima e a França de baixo, entre a França das cidades e a França periférica.

O ensaísta Alain Minc, considerado até recentemente como o apóstolo da globalização feliz, analisa o mal-estar em seu último livro, Une Humble Cavalcade dans le Monde de Demain (Uma Humilde Cavalgada no Mundo de Amanhã). “Não é uma novidade na história: o capitalismo é uma máquina que fabrica eficiência e desigualdade”, escreve. E constata, na França de 2018, “sintomas de uma onda estrondosa, de uma frustração que sacode uma geração, de um clima pré-1968”.

Uma foto da França em março de 2018 poderia ser aquela oferecida pelo Insee (Instituto Nacional de Estudos Estatísticos e Econômicos) em seu relatório anual França, Retrato Social. A última edição se concentra no que chama de França mediana, isto é, a que se encontra na mediana de renda, a meio caminho entre os mais ricos e os mais pobres. Pertencem a ela 18,5% da população. É uma França que ganha entre 1.510 e 1.850 euros líquidos por mês. Mais próxima dos pobres no nível educacional, na profissão, se é que trabalham, e em sua visão do futuro, e mais próxima dos ricos na taxa de emprego, na raridade das famílias monoparentais ou no acesso tanto a produtos de primeira necessidade quanto à propriedade da moradia.

Outro relatório recente, escrito pelo pesquisador Jérôme Fourquet e publicado pela Fundação Jean-Jaurès, disseca outra fratura, a cultural, que vai para além das desigualdades econômicas, menores na França em comparação com outros países desenvolvidos. O relatório, intitulado1985-2017: Quando as Classes Favorecidas Fazem Secessão, descreve um “processo invisível” que levou a um “separatismo” das elites.

Os espaços de troca entre as diferentes Franças, como o serviço militar ou as colônias de férias, desapareceram ou entraram em declínio

As elites vivem nos mesmos bairros e cidades e são educadas nas mesmas escolas. Se relacionam, se casam e se reproduzem entre si. Espaços de troca entre as diferentes Franças, como o serviço militar ou as colônias de férias, desapareceram no primeiro caso ou entraram em declínio no segundo.

Um diagnostico de hoje como o que Viansson-Ponté fez em 1968 poderia falar da fratura étnica e da presença de jihadistas nos guetos, mas seria incompleto caso esquecesse os temores – e riscos – do francês médio de cair na precariedade, deduzidos do relatório do Insee, ou da secessão ou separatismo, como diz Fourquet, entre as classes sociais. Essa segregação ajuda a explicar o mal-estar político de hoje, e não apenas na França.

“O que caracteriza atualmente nossa vida pública é o tédio. Os franceses estão entediados”, começava em 15 de março de 1968 o artigo Quando a França se entedia… de Viansson-Ponté. A França, argumentou ele, não participava naquele momento das convulsões globais no Vietnã, na América Latina ou na Ásia. Vivia em uma espécie de bolha de ignorância e paz. “Em todo caso, são problemas deles, não nossos…”. Na França, então, o Governo era estável e os trabalhadores, entorpecidos pela televisão, obedeciam às regras e às autoridades, como os estudantes. O tédio era palpável na juventude. Na Espanha, Itália, Bélgica, Argélia, Japão, Estados Unidos, Egito, Alemanha ou Polônia, escreveu o jornalista: “os estudantes se manifestam, se mexem”. Na França, por outro lado, nada: apenas “se preocupam em saber se as garotas nos [campi de] Nanterre e Antony poderão ter livre acesso aos quartos dos rapazes”. O problema, concluiu, era que “sem entusiasmo não se constrói nada”. “Finalmente, e isso foi visto, um país também pode acabar morrendo de tédio”, dizia a frase final.

A genialidade do artigo era que, sem saber, o autor havia detectado os sintomas da revolta que estava prestes a explodir. O diagnóstico do mundo de hoje está por ser escrito.


Trenet e sua canção imortal para começar a terça-feira de maio no BP.

Da  trilha de Baisers Volés (“Beijos Roubados”, que na versão brasileira ganhou o título de “Beijos Proibidos”), o belo e genial filme de Francois Truffaut que esta famosa e esplêndida canção de Charles Trenet embala. Terceiro filme da trilogia do personagem Antoine Doinel, depois de ser uma criança triste em Os Incompreendidos e um adolescente descobrindo o amor em Antoine e Colette. Pura maravilha para lembrar Maio de 2008, na França.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Cena em que Edir Macedo descobre que sua filha nasceu com uma pequena deficiênciaCena em que Edir Macedo descobre que sua filha nasceu com uma pequena deficiência Reprodução

Em Rio das Flores, sua cidade natal, no Rio de Janeiro, Edir Macedo sofre bullying dos colegas de infância que o apelidam de “dedinho”, por causa de uma má formação nas mãos. Anos depois, na capital fluminense, acaba se vendo obrigado a romper com uma namorada que o acusa de só ter olhos para Deus. Em outro momento, pede para ser missionário e ouve um “não” esnobe do pastor de uma igreja evangélica que frequentava. No nascimento de sua segunda filha, recebe no hospital a notícia de que a menina tem lábio leporino e palato fendido. A todas as provações, responde do mesmo jeito. Ajoelha e diz de forma fervorosa que superará tudo em nome de Deus e que trabalhará para levar a mensagem do Senhor para cada vez mais pessoas. Não se conforma, em nenhum momento, com sua sina

A narrativa de Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos dificilmente cativará quem já não está cativado. Como esperado em uma cinebiografia autorizadíssima pelo próprio retratado, o enredo de vitórias pessoais em nome de Deus do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) é cansativo e condescendente. Mesmo assim, há leituras possíveis do filme recém-lançado que permitem entender um pouco melhor as ambições do líder da Igreja que é um fenômeno brasileiro incontestável – está no rádio, televisão, no Legislativo, Executivo, Judiciário, em todos os cantos do país e em mais muitos outros cantos do mundo. “O filme busca consolidar o Edir Macedo como um grande mito religioso, uma figura que transcende a própria Universal e que encarna a trajetória dos batalhadores”, diz Roberto Dutra, sociólogo e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Por trás da previsibilidade recheada por músicas emocionantes do filme, há a mensagem clara da Universal que, com o passar do tempo, vem ganhando novas roupagens inspiradas na figura messiânica de Edir Macedo. Em uma cena, ainda na adolescência e acossado por dúvidas, o pastor diz que se questiona se faz sentido acreditar num Deus morto, referindo-se a uma imagem de Jesus. “O que posso esperar deste Deus preso na cruz?”, indaga. A frase, segundo Dutra, faz todo sentido no elemento de neojudaísmo que o pastor tem deixado transparecer cada vez mais. “Não é uma recusa de Jesus, mas uma intenção de fazer uma releitura. O cristianismo é marcado por uma teodiceia do sofrimento, a Universal promove a teodiceia da prosperidade, da valorização da vida e de determinados grupos sociais, no caso, os fiéis da Igreja”, diz Dutra.

No cerne do filme está o “pare de sofrer” com que a Iurd ganhou tantos seguidores e, por isso, o retrato de Macedo no enredo é o de alguém que superou todas as adversidades. Ora ele se incomoda com cultos de matriz afrobrasileira; ora suplanta o desafeto pessoal R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus; ora se insufla com o que julga ser uma imprensa parcial que persegue a ele e seus fiéis; ora enfrenta os poderes estabelecidos em Brasília; sempre se bate contra a doutrina e atuação da Igreja Católica. Na cena que abre o filme e que é retomada quase no desfecho, o pastor é preso por 11 dias, em 1992, no que ele enxerga ser um conluio sinistro entre o catolicismo e os poderes de Brasília – mas que, na verdade, é uma acusação de enriquecimento ilegal por meio do dizimo de seus fiéis. Depois, enfrenta uma audiência com um ministro da Justiça em que há a presença de um soturno bispo católico.

Segundo Dutra, apesar do roteiro do filme construído sob medida para Macedo, é inegável que ele transformou o campo religioso brasileiro. “Nenhuma instituição religiosa conseguiu desafiar mais o poder da Igreja Católica do que a Universal”, diz. Assim, na lógica do mito que busca criar, toda a perseguição a que acredita ter sido submetido reverteu-se em poder para ele próprio. Hoje, a Universal não tem apenas um canal de televisão – a Record, que faz frente ao gigantismo da rede Globo –, mas um partido político, o PRB, com um pré-candidato à presidência, o empresário dono da Riachuelo, Flávia Rocha, e uma influência em Brasília tão grande ou maior que a da Igreja Católica. Se Macedo não é um exímio orador, o que, aliás, aparece no filme, se é uma figura desprovida de carisma, sua busca é por criar uma imagem mística, algo institucional. “Ele nunca deu muito valor à teologia e não acredito que esteja difundido isso que é identificado como uma teologia neojudaica aos seus pastores, mas é algo bem mais de representação e imagem”, diz Dutra.

Assim como o filme não termina aqui – ainda haverá mais dois capítulos da cinebiografia, que nesta primeira versão se encerra em 1994 – a história da Universal e o modo como influenciará o Brasil nos próximos anos também não. Para Dutra, o que ficou claro com o passar dos anos é que Macedo é um pragmático quando o assunto é política. Vai de acordo com a correnteza. Se já posou ao lado de Dilma Rousseff, também flerta com a onda conservadora brasileira – “o que não era muito comum, já que ele próprio, por exemplo, chegou a escrever artigos defendendo o aborto” –, personificada por Jair Bolsonaro.  “O mito Edir Macedo ainda não foi traduzido politicamente, existe certa margem de distância entre a igreja e o partido, mas eles já constituem uma máquina política fortíssima, com uma militância que, muitas vezes, advém da própria igreja”. As estreias do filme pelo país coalhadas de nomes da política foram uma mostra disso: o governador Geraldo Alckmin(PSDB) em São Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em Brasília.

Por fim, do ponto de vista técnico, o filme é bem executado. As atuações são boas, a direção de arte também e há uma bela reconstituição de época do Rio de Janeiro. Mas nada no quesito artístico explica a propalada maior bilheteria da história do Brasil – que, segundo reportagens da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo, é inflada por compra prévia de ingressos e distribuição para os fiéis da Universal que nem sempre comparecem as sessões e, por isso, deixam as salas de cinema esvaziadas. A Igreja rebate a acusação chamando os jornais de reprodutores de notícias falsas e dizendo, bem ao estilo da cinebiografia, que o único objetivo é “denegrir a fé evangélica”. Durante a sessão em que o EL PAÍS assistiu ao filme, numa segunda-feira à tarde, em São Paulo, havia dois outros espectadores e mais duas salas do cinema exibiam o longa-metragem quase simultaneamente.

A incrível nota no IMDB

A. O.

Esqueça Cidadão Kane, considerado um dos melhores filmes, dirigido por um dos melhores diretores, Orson Welles, da história da sétima arte. Esqueça também O Sétimo Selo, principal obra do sueco Ingmar Bergman. Segundo a atual nota do IMDB, site referência que congrega avaliações de usuários e dados sobre filmes, Nada a Perder bate a nota dos outros dois. Enquanto os clássicos têm, respectivamente, 8,4 e 8,2, a cinebiografia de Edir Macedo fica com 8,5. O ranking do site funciona de acordo com a avaliação dos usuários e é conhecido por ser bem criterioso. Nada a Perder já chegou a nota 10 e tem caído nos últimos dias.

abr
10
 DO BLOG O ANTAGONISTA

Sai ACM Neto, entra João Gualberto

 

Depois de um longo vai-não-vai, ACM Neto desistiu de se candidatar ao governo da Bahia neste ano.

O Antagonista soube que apesar da pressão dos aliados — que acreditavam em “vitória fácil” dele contra o petista Rui Costa –, deixar a Prefeitura de Salvador antes de concluir o mandato não estava nos planos do recém-empossado presidente do DEM.

“Nunca foi um desejo pessoal dele, e ele não escondia isso de ninguém. Ele se acha novo [tem 39 anos], acha que vai sair da Prefeitura muito bem avaliado e que estará  pronto para governar o estado daqui a quatro anos”, disse a este site uma fonte próxima a ele.

Assume agora a candidatura de oposição ao PT na Bahia o deputado federal João Gualberto, que no fim de semana — após a confirmação da desistência de ACM Neto — foi oficializado pelo PSDB como pré-candidato do partido ao governo estadual.

abr
10
Posted on 10-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-04-2018

Após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, investigadores ligados à operação dizem que os próximos passos devem ser o aprofundamento das apurações contra líderes de outros partidos, assim como a aprovação de mudanças na legislação penal e o fim do foro privilegiado.

O delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Júnior, responsável pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor), afirmou em uma rede social que “agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso, que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc).”

O jornal O Estado de S. Paulo procurou no sábado (7) as assessorias do presidente Michel Temer, do ex-governador Geraldo Alckmin e do senador Aécio Neves, mas até a noite deste domingo, 8, nenhuma delas se havia manifestado. Temer foi denunciado duas vezes e é investigado em um inquérito pela Procuradoria-Geral da República. Aécio foi denunciado e é investigado na Lava Jato. Alckmin é investigado em inquérito por caixa 2 no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em razão da delação da Odebrecht.

O texto de Fornazari foi publicado no sábado, no momento em que Lula era levado pela PF para Curitiba (PR). A um amigo que lhe perguntou se podia compartilhar, ele respondeu: “Fique à vontade”. Na noite de domingo, porém, o policial o retirou do ar. E publicou novo texto: “Para você que gosta de me monitorar aqui, não adianta se articular, vamos continuar prendendo os corruptos de todos os gêneros”.

Experiente, o delegado tem em seu currículo a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo. Também foi responsável pelo inquérito que apura desvios de recursos nas obras do Rodoanel, em São Paulo, que levou à prisão de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor do Dersa, apontado como operador do PSDB paulista. Ele é ainda especialista em cooperação internacional para identificação de lavagem de dinheiro e ocultação de valores.

Fornazari também comentou a situação de Lula. Ele escreveu que o ex-presidente “objetivamente recebeu bens, valores, favores e doações para seu partido indevidamente por empresas que se beneficiaram da corrupção em seu governo”. “Por isso merece a prisão.” Ele conclui afirmando que se as investigações futuras do órgão chegarem aos outros líderes políticos que ele enumerou “teremos realmente evoluído muito como civilização”. “Se não acontecer e só Lula ficar preso, infelizmente, tudo poderá entrar para a história como uma perseguição política.”

MPF

No domingo, foi a vez do procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, desmentir a acusação de “seletividade” da Lava Jato feita por petistas. Ele comentou uma reportagem de O Globo que mostrava investigações que envolviam além de Lula e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), além de Temer e Aécio. “Mas ainda é preciso fazer mais por todo o Brasil. Lute pelo fim do foro privilegiado, de mudanças nas leis penais e no fortalecimento da democracia.”

Para a presidente do Sindicato dos Delegados Federais de São Paulo, Tânia Prado, a prisão de Lula cria condições para o fortalecimento do papel da PF. “Vemos uma investigação que começou há quatro anos dar resultado.” Para ela, fica “evidente” pelas investigações feitas até agora que a PF não tem partido e que investiga independentemente da ideologia do acusado.

“Vamos mostrar que o trabalho da Lava Jato vai continuar, não só em São Paulo mas em outros Estados, com seus desdobramentos”, disse. Segundo Tânia, os delegados querem procurar “a verdade” em seus inquéritos e determinar “quem é o autor e encontrar a materialidade dos delitos”. “É o que sempre fizemos.”

Após a prisão de Lula, a Associação Nacional de Delegados Federais publicou uma nota na qual dizia que a PF “não tem cor, nem partido – tem missão! E exerce seu papel independentemente de quem seja o investigado, com equilíbrio, moderação e responsabilidade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

abr
10
Posted on 10-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-04-2018
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Amarildo, na Gazeta (ES)

 

A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) foi provocada por um homem que declarou apoio para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), também pré-candidato ao Planalto, enquanto participava de um ato em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba.

Após falar a manifestantes e conceder uma entrevista coletiva à imprensa em frente ao local onde Lula está preso, um homem pediu para tirar uma foto com Manuela. Ao se posicionar para a selfie, ele falou: “Aqui com a pré-candidata Manuela D’Ávila. Bolsonaro 2018”, saindo em seguida.

Diante do episódio, a deputada insistiu com a Polícia Militar para entrar no prédio da Polícia Federal e pedir esclarecimentos sobre a identificação do “agressor”, como ela classificou o homem. A preocupação, disse, é que ele possa ser um agente da PF, pois teria sido escoltado pela PM para dentro do prédio da Polícia Federal depois do episódio. “Nenhum homem tem direito de tocar no meu corpo”, afirmou.

Mais tarde, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que o homem foi identificado como sendo da Polícia Civil. “Não sabemos se é agente ou delegado, aqui do Paraná”. Informações dão conta de ele se chamaria Karlindo.

Manuela  afirmou que vai formalizar uma denúncia judicial para identificar quem a provocou

Manuela, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) entraram no local e pediram uma audiência com a Superintendência do órgão, mas foram atendidos por um agente responsável pela segurança, conforme relataram.

Ao sair do prédio, a pré-candidata afirmou que vai formalizar uma denúncia judicial para identificar quem a provocou. “Como alguém entra, provoca e é escoltado para sair?”, questionou. “O meu problema é saber quem é o agressor, como ele tem trânsito livre e entra na PF diante de uma situação concreta” Ela afirmou que a PF precisa ter pressa em identificá-lo diante da preocupação com a segurança de Lula. “É só essa a preocupação”, falou.

Lindbergh e Pimenta acrescentaram que é preciso esclarecer eventuais riscos à segurança de Lula na carceragem. “A gente está preocupado com a segurança do presidente Lula, a gente quer saber o que ele está comendo, o que ele bebe. O que a gente quer esclarecer e descartar é a possibilidade que seja alguém que trabalha aqui dentro”, afirmou Lindbergh.

A Polícia Federal ainda não havia se pronunciado sobre o episódio até a publicação desta materia.

Presidenciável publicou a foto do homem que a provocou no Facebook

Apoio

No ato de apoio a Lula, Manuela e os senadores convocaram a militância a soltar gritos de apoio em direção ao prédio onde Lula está e disseram que haverá uma mobilização permanente enquanto o ex-presidente estiver na prisão.

Há expectativa de que pelo menos sete governadores do Nordeste venham a Curitiba nesta terça-feira, 10, para prestar solidariedade a Lula. Os aliados tentam negociar com a PF a possibilidade de o ex-presidente receber visitas políticas.

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