Henrique Meirelles no dia 3 de abril, quando se filiou ao MDB.Henrique Meirelles no dia 3 de abril, quando se filiou ao MDB. UESLEI MARCELINO REUTERS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter participado no dia 28 de março, em Curitiba, do último evento de sua pré-campanha à presidência para as eleições de outubro. A candidatura do petista, que já vinha ameaçada pela Lei da Ficha Limpa, sofreu mais um duro golpe com a decretação de sua prisão. Lula recebeu 24 horas para se entregar, mas as estendeu para 48 enquanto aproveitava para deixar uma última mensagem política. A dramática saída de cena daquele que liderava as pesquisas de intenção de voto coloca em disputa, neste momento, quase um terço do eleitorado. E o número de aspirantes a esses votos aumentou discretamente enquanto o Brasil dirigia as atenções à saga judicial do ex-presidente. Henrique Meirelles deixou na sexta-feira o Ministério da Fazenda para disputar o Palácio do Planalto pelo MDB, enquanto o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa se filiou ao PSB entre clamores do partido para concorrer à presidência. No dia seguinte, a ex-ministra Marina Silva (Rede) entrou de vez em sua pré-campanha.

A corrida eleitoral já contava com mais de dez candidatos, entre eles o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo nesta sexta-feira para se dedicar à campanha, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), segundo colocado nas pesquisa de intenção de voto. Também se apresentaram para a disputa o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) e, mais recentemente, o empresário Flávio Rocha, que se filiou ao PRB prometendo contraponto a um “ciclo marcado por excessivo intervencionismo estatal” — Rocha disputa o discurso liberal com João Amoêdo, do Novo. Outros dois candidatos reivindicam mais diretamente os votos de Lula, apesar da pouca expressão eleitoral de seus partidos. A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) e o líder do movimento sem-teto Guilherme Boulos (PSOL) se uniram a Lula no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP) durante as horas que antecedem sua prisão e foram apontados como sucessores pelo petista.

Enquanto isso, longe dos maiores holofotes, Meirelles convocava entrevista coletiva para deixar a Fazenda e celebrar sua “sensação de dever cumprido”. “Foram meses de muito trabalho onde tiramos o Brasil da sua mais grave crise e construímos as bases para um forte crescimento nos próximos anos”, declarou, acrescentando que “o país caminha na direção certa”. Segundo ele, o país “voltou a crescer, gerar empregos, tudo isso com inflação baixa e os menores juros da história, mas ainda há muito por fazer”. E Meirelles parece se considerar a pessoa indicada para fazer aquilo que o Governo Michel Temer não conseguiu. Para tanto, carregará por um lado a impopularidade do presidente, cuja aprovação não passa de 5%, mas com a força de uma economia em recuperação.

Já o ex-ministro Joaquim Barbosa entrou no páreo de forma ainda mais discreta, pelo menos por enquanto. Não bastasse concorrer com a prisão de Lula, a filiação de Barbosa, que o PSB confirmou na sexta-feira, foi ofuscada também pela troca de comando no Governo de São Paulo. A posse de Márcio França (PSB) como governador reuniu a cúpula do PSB na capital paulista e adiou a realização de um evento mais pomposo para anunciar a adesão do ministro símbolo do julgamento do mensalão ao partido socialista. Apesar da grande expectativa de alguns integrantes do partido em relação à candidatura presidencial de Barbosa, não está certo que ele de fato disputará o Palácio do Planalto neste ano.

“Joaquim Barbosa é um homem público honrado, de trajetória admirável, que vem reforçar e qualificar os quadros do partido. É uma satisfação contar com o ex-ministro no PSB neste momento tão desafiador do nosso país”, celebrou o presidente do partido, Carlos Siqueira. Apesar da empolgação do líder partidário, Barbosa deixou no ar a filiação em mensagem publicada em sua página no Facebook “O PSB deixou claro que não me garante de antemão a legenda para uma possível candidatura à Presidência da República”, escreveu.

Na mensagem, o ex-presidente do STF diz que ainda questiona se deve ou não ingressar na “disputa político-eleitoral”. “No entanto, a legislação eleitoral brasileira impõe prazos peremptórios. Restam-me, pois, duas opções: não me filiar e ficar fora do processo; ou filiar-me, sem o compromisso de ser candidato, consciente de que o partido pode escolher outro caminho que não a candidatura própria. Escolherei uma dessas opções dentro do prazo regulamentar”, finalizou. Desde então, Barbosa não se manifestou mais publicamente.

A discrição titubeante de Barbosa compete em eficiência com a falta de timing — ou o azar — de Marina Silva. Ainda tentando botar a Rede Sustentabilidade de pé após perder dois deputados para o PSB, a ex-senadora relançou sua pré-candidatura oficialmente num sábado em que ninguém estava interessado nisso — ela já havia se apresentado para a disputa em dezembro. “Não dá para querer mudar e não mudar”, diz seu slogan de campanha, que terá dificuldade para se espalhar pelo país devido à baixa expressão partidária da Rede. Sem o mínimo de cinco parlamentares no Congresso, Marina terá de brigar pelo direito de participar dos debates televisivos.

Um cantor insuperável, uma canção fabulosa! Que seja boa também a semana que começa.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

“É uma mente doentia, a do Moro. Eu fui prestar depoimento, é uma mente doentia, é uma obsessão em que a mentira não tem limite”, declarou Lula, em um vídeo dirigido a expoentes da teologia da libertação, como Leonardo Boff.

Segundo o ex-presidente, a única coisa que explica sua detenção é a “vaidade pessoal” do juiz e a “vontade de tirar” sua “fotografia preso”. “É a única explicação que encontro para essa loucura”, acrescentou o petista, mostrando confiança de que será solto. “Pode demorar um pouco, mas nós vamos vencer essa batalha”, disse.

Lula passou sua primeira noite na cadeia neste sábado (7), após ter se entregado à Polícia Federal e sido levado à superintendência da corporação em Curitiba. Sua cela é individual e tem 15 metros quadrados, banheiro privativo e chuveiro elétrico.

De acordo com nota divulgada pelo PT, o ex-presidente passou um “longo período” acompanhado pelo advogado Cristiano Zanin Martins. “Ele dormiu tranquilamente e não foi maltratado pelos agentes do local. Continua sereno e tranquilo”, diz o comunicado.

Durante a noite, houve confusão entre a PF e manifestantes pró-Lula, que acusam os agentes de usar a violência para conter um ato pacífico. Já a Polícia Federal preferiu não se manifestar. Ao todo, oito pessoas ficaram feridas.

Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no chamado “caso triplex”. Ele é acusado de receber um apartamento triplex no Guarujá (SP) como propina da OAS. 

abr
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Arcebispo lamenta ‘instrumentalização política’ em ato com Lula

A arquidiocese de São Paulo divulgou uma nota sobre o showmício de Lula ontem em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, chamado de missa pelos petistas.

Dom Odilo Scherer, papável no conclave que elegeu Jorge Mario Bergoglio, esclareceu:

“1. Não se tratou de Missa, mas de um ato ecumênico;

2. Foi iniciativa pessoal de quem promoveu o ato;

3. Não houve participação da CNBB nem da arquidiocese de São Paulo;

4. O ato aconteceu fora da jurisdição e responsabilidade do arcebispo e da arquidiocese de São Paulo.”

Dom Odilo disse, ainda, que “lamenta a instrumentalização política do ato religioso”.

abr
09
Posted on 09-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2018



 

Newton Silva, no portal de humor

 

Daniela Leone
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

Acabou o tabu. Depois de 16 anos, o Bahia voltou a festejar um título dentro da casa do principal rival. Na tarde deste domingo (8), o tricolor venceu o clássico decisivo por 1×0 e ergueu a taça do Campeonato Baiano 2018 no Barradão. O último título comemorado pelo Esquadrão no estádio rubro-negro havia sido em 2002, pela Copa do Nordeste. 

O gol feito por Elton na etapa final fez o Bahia nem precisar do regulamento. Como venceu o jogo de ida por 2×1, na Fonte Nova, o tricolor só precisava empatar para ficar com o título. Fez mais, levando a taça com merecimento.   

O cronômetro mal tinha sido disparado quando o Vitória protagonizou a primeira investida do jogo. Nos primeiros segundos de bola rolando, Pedro Botelho cobrou lateral, Neilton desviou de cabeça, mas a bola ficou com Douglas. O goleiro tricolor trabalhou muito no começo da etapa inicial. Antes, Vinícius arriscou de longe. Mandou pra fora, mas assustou Fernando Miguel.

Susto lá e cá. Marco Antônio errou o passe e permitiu que Juninho chegasse sozinho na meta azul, vermelha e branca, porém o jogador rubro-negro desperdiçou a oportunidade e viu Douglas se agigantar na saída do gol.   

Na sequência, o goleiro tricolor voltou a roubar a cena no Barradão. Neilton cruzou, Nickson chutou de bate-pronto e exigiu grande defesa do camisa 1. A redonda voltou novamente para Neilton e Douglas, mais uma vez, saiu melhor na foto. Nickson ainda foi premiado com a sobra e mandou pra fora.

O Vitória dominou as iniciativas em mais da metade do primeiro tempo, só que o Bahia equilibrou o jogo nos minutos finais. Aos 32, Vinícius levantou na área e Edigar Junio não conseguiu chegar na bola. Nos acréscimos, a melhor investida tricolor da etapa inicial. Marco Antônio cruzou, Edigar rolou para Zé Rafael, que bateu contra a meta rubro-negra. A redonda tinha endereço, contudo Fernando Miguel conseguiu espalmar para fora.   

Bola na rede

A bola não demorou a beijar a rede no segundo tempo. Logo aos dois minutos, Elton abriu o placar no Barradão. Vinícius tocou para trás e Marco Antônio deu lindo passe para Zé Rafael, que chutou forte para o gol. Fernando Miguel deu rebote e Elton só empurrou de cabeça: 1×0.

 O gol fez o tricolor gostar do jogo. Zé Rafael lançou Marco Antônio e ele bateu colocado, por cima da meta rubro-negra. Aos 18 minutos, foram registradas cenas lamentáveis fora das quatro linhas. Ao ser substituído, o zagueiro Lucas Fonseca saiu de maca provocando com gestos a torcida do Vitória. Entre os reservas, o lateral Lucas foi tirar satisfação empurrando o rival. O árbitro contornou a situação.  

No campo, o futebol prevaleceu. Para o Bahia, Zé Rafael bateu colocado. Pelo Vitória, Jonatas Belusso fez boa jogada pela direita e chutou para no gol. Mais uma vez, Douglas salvou a meta tricolor. 

O último lance perigoso do jogo foi um repeteco. Jonatas Belusso deixou Allione pra trás na velocidade, driblou Grolli e bateu para o gol. Como aconteceu em outros tantos momentos do jogo, Douglas fechou o gol e manteve o placar.

O triunfo por 1×0 foi administrado pelo Bahia até o apito final. Medalha no peito e muita festa dos jogadores dentro de campo, mesmo sem a torcida tricolor presente para comemorar o 47º título estadual.

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