DO CORREIO24HORAS

Da Redação com Gil Santos
gil.santos@redebahia.com.br
06.04.2018, 12:45:00
Atualizado: 06.04.2018, 13:04:41
(Max Haack/Divulgação)

O prefeito ACM Neto confirmou, na manhã desta sexta-feira (6), que não deixará a prefeitura de Salvador para se candidatar ao governo do estado. “Meu coração me impede de deixar a prefeitura neste momento”, afirmou o prefeito durante entrega da primeira etapa da urbanização da Comunidade Guerreira Zeferina, que envolve, entre outras ações, a construção de um conjunto habitacional para abrigar 257 famílias na Rua Engenheiro Agenor de Freitas, em Periperi, onde funcionava a antiga Cidade de Plástico. A notícia havia sido divulgada pelo colunista Rafael Freitas, da Alô Alô CORREIO. 

Neto afirmou que o prefeito José Ronaldo, de Feira de Santana,  pode ser o candidato do partido DEM para concorrer nas eleições de outubro ao cargo de governador.

“A partir de agora nós vamos iniciar as conversas para definição de um nome. Pode ser que, num primeiro momento, exista mais de um nome dentro do conjunto de partidos. Essa não é uma definição que já esteja tomada. Eu vou ter agora uma conversa com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que tem que tomar uma decisão de renuciar ou não o seu mandato. Se o prefeito José Ronaldo decidir renunciar o seu mandato automaticamente ele se torna pré-candidato ao governo da Bahia pelo Democratas. Mas, essa é uma decisão do prefeito José Ronaldo. Sairemos daqui para tratar desse assunto”, destacou Neto afirmando que sua decisão de não concorrer foi comunicada nesta sexta às lideranças do seu grupo político. 

ACM Neto afirmou ainda que a decisão de não concorrer ao cargo nas eleições de outubro foi movida pelo amor que sente por Salvador.

“Depois de ouvir muita gente na política, ouvir meus amigos e minha família, por último eu deixei meu coração falar. Meu coração me impede nesse momento de deixar a prefeitura. Eu amo o que eu faço. Eu tenho dedicado a minha vida a Salvador. Nós temos um grupo político extremamente forte que terá um candidato a governador para construir uma vitória no dia 7 de outubro”, afirmou.

O prefeito destacou ainda que pretende deixar um legado para a cidade. “Mas nesse momento a minha missão, meu dever e minha obrigação é continuar na prefeitura. Precisamos dar segmento aos trabalho que começamos em janeiro de 2013 e deixar um legado definitivo de transformações para a nossa cidade. Foi exatamente por pesar tudo isso e repito, por ouvir meu coração, que eu decidi continuar na prefeitura”, disse o prefeito. 

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Pedro Herz junto com os pais, Eva e Kurt Herz,
em uma foto dos anos 1

Resultado de imagem para Vera Lúcia de Oliveira lança 'O beijo da mãe e outros ensaios de literatura

 

ARTIGO/CULTURA

                                  Em nome da mãe: memórias do livreiro Pedro Herz

                                     Vera Lúcia de Oliveira

 Eva, a mãe de todos nós, é também o nome da mãe do livreiro Pedro Herz e da Livraria Cultura, que nasceu em sua casa, de parto natural. Sem dor. Nasceu com uma pequena ninhada de rebentos: dez livros em alemão que ela importou para alugar. O negócio consistia no empréstimo pago por uma ninharia, já que os leitores eram todos imigrantes pobres como os Herz, judeus fugidos do nazismo de Hitler, o queimador de gente e livros.  A passo de formiguinha, Eva, filha de banqueiro em Berlin, dona de casa no Brasil, fez crescer a sua Biblioteca Circulante, o seu negócio de provedora de leitura e cultura na cidade de São Paulo onde o casal Herz foi viver. O resultado se tornou visível quando a família foi expulsa da casa pelos livros. Na verdade, família e livros precisavam de novas acomodações, pois ambos haviam crescido. A família já tinhaos dois filhos brasileiros, Pedro e Joaquim, e a livraria, milhares de rebentos de todas as nacionalidades…

             Assim teve início a história da família Herz, que chegou ao Brasil em 1939 para mudar a sua história e a do país que a acolheu. Trabalharam duro, com entusiasmo e esperança. É isso que nos conta o boa praça Pedro no seu livro O livreiro Pedro Herz (São Paulo: Ed. Planeta, 2017), com seu bom humor e simpatia de quem vive de bem com a vida. Uma vida bonita e de sucesso.

            Aos dezoito anos, o paulistano Pedro foi ver o mundo. Sempre pela ótica dos livros: trabalhou em livraria na Basileia enquanto estudava – para livreiro! Conheceu o métier que o faria grande pela vida afora… E foi a Paris onde lavou pratos um tempinho, depois foi a Londres onde aprimorou o inglês e foi locutor da BBC, para voltar ao Brasil e, mais tarde, dar continuidade ao trabalho da família. Dois longos anos de formação, no sentido clássico da palavra, buscando o crescimento pessoal na jornada da vida. Enfrentou todos os desafios, trabalhou duro em diversas atividades até assumir definitivamente o negócio da família e torná-lo um sucesso absoluto e, mais que isso, orgulho de uma cidade, São Paulo, e depois de todo o Brasil, pois a sua Cultura se instalou nas principais capitais brasileiras levando requinte, bom-gosto e sofisticação ao ato de comprar livros, objetos-fetiche dos amantes da leitura. (A Cultura foi chamada de obra de arte por Saramago). Pedro desbravou o mundo editorial dos grandes países, fez negócios e trouxe o que há de melhor para nós, leitores agradecidos. Casou e descasou, teve dois filhos. Perdeu a mãe em 2001, e elevou-lhe o nome, agora definitivamente gravado nos teatros de sua Cultura: Teatro Eva Herz. Não foi pouca coisa. Mãe e filho, que batalharam juntos desde a Biblioteca Circulante, tornaram-se, agora, marca registrada na história da cultura brasileira dos séculos 20 e 21. A estrela de Eva continua a brilhar na capacidade de trabalho do filho, que nunca fugiu à luta. Mesmo nos anos de chumbo da ditadura militar, foi diplomata o suficiente para escapar às ameaças que rondavam a sua livraria paulistana todos os dias. Sempre correto, escapou de todos os cercos. E, hoje, com a expansão dos negócios, administra um mundo de lojas e de gente, e, bom de marketing, está sempre atento aos desejos do leitor e aos rumos do vento dos negócios.  Com o filho Sérgio na condição de sucessor, já pensa em se retirarpara o descanso da aposentadora. Será? Como é agitador cultural nato, com participação intensa na vida da cidade, é difícil imaginá-lo parado… E, como diz a canção do Milton: “Se muito vale o já feito, mais vale o que será (…) Nem vá dormir como pedra e esquecer o que foi feito de nós”. Não pare, Pedro!

            Nesse livro de histórias deliciosas, Pedro mostra o caminho das pedras do seu sucesso e põe uma pedrinha no túmulo da mãe, Eva, a fundadora. E as pedras rolam. Para o filho Pedro, “Viver é passar e deixar passar”… E seguir em frente lendo livros.

Vera Lucia de Oliveira, professora de Literatura e ensaísta. Autora de “O Beijo da Mãe e outros ensaios de Literatura”

Primor de música e de animação. Clip Legendado.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Uma multidão de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se concentra no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em protesto contra o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro. Desde as 19h, as pessoas começaram a se reunir no local e, por volta das 21h, uma marcha composta por integrantes da ocupação Povo Sem Medo – de São Bernardo do Campo – chegou à porta do sindicato.

 
 

Foto: Reuters

Os manifestantes carregam faixas com mensagens de apoio a Lula e gritam “aqui está o povo sem medo de lutar”. O ex-presidente já apareceu na janela do sindicato para cumprimentar seus apoiadores, mas ainda não falou com a imprensa nem com o público. Os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias e a ex-presidente Dilma Rousseff, além do presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Luiz Marinho; do coordenador do MTST e candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos; e do advogado de Lula, Cristiano Zanin, também estão no prédio.

Manifestantes fazem ato de apoio a Lula em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo

 
 
Manifestantes fazem ato de apoio a Lula em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo

Foto: Agência Brasil

Zanin falou com a imprensa e disse que a expedição do mandado de prisão contraria decisão proferida pelo próprio Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de que deveria se esperar o término de todos os recursos possíveis de serem apresentados a este tribunal, o que ainda não ocorreu. Além disso, segundo o advogado, a defesa não foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida em 23 de março deste ano. A senadora Gleisi Hoffmann considerou a ordem de prisão uma “obsessão” de Moro em relação a Lula.

Conforme a decisão de Moro, Lula terá até as 17h de amanhã (6) para se apresentar em Curitiba à Polícia Federal. O senador Lindbergh Farias, entretanto, disse que Lula não definiu se vai cumprir a ordem voluntariamente. “Na minha avaliação, não tem que se entregar. Se entregar é admitir culpa, não é o caso. Tem de prender o Lula no meio desse mar de gente, numa violência, com repercussão internacional, mas Lula ainda não decidiu, vai decidir só amanhã”, disse senador Lindbergh Farias.

 DO BLOG O ANTAGONISTA
 “Joaquim pega voto de quase todos os candidatos”

O deputado Júlio Delgado disse a O Antagonista que o resultado do julgamento de ontem no STF não interfere diretamente na decisão de Joaquim Barbosa de se candidatar ou não à Presidência da República — a filiação do ex-presidente da corte ao PSB será amanhã.

Porém, afirmou que Joaquim “rouba muito voto da centro-esquerda”.

“Isso [a negativa do HC de Lula] não altera em nada o nosso projeto. Mas Joaquim pega voto de quase todos os candidatos. Muitos do Lula, é verdade, por causa da origem e da trajetória.”

Delgado é um dos maiores entusiastas da candidatura de Joaquim.

abr
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Posted on 06-04-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-04-2018



 

Pelicano, no portal de humor gráfico

 

Jornal do Brasil

O juiz federal Sérgio Moro determinou, na tarde desta quinta-feira (5), a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, ter encaminhado à Justiça Federal no Paraná o ofício com a autorização para a execução da pena. 

No despacho, Moro afirma que Lula pode se apresentar voluntariamente à Polícia Federal, em Curitiba, até as 17 horas desta sexta-feira (6). “Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”. O juiz também vedou o uso de algemas “em qualquer hipótese”.

Habeas corpus de Lula foi negado pelo STF por 6 votos a 5
Habeas corpus de Lula foi negado pelo STF por 6 votos a 5

No despacho, Moro acrescenta que uma sala foi reservada para Lula na Superintendência da Polícia Federal. “Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintendência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-Presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”, disse Moro no despacho.

Despacho do TRF4 encaminhado a Sérgio Moro sobre prisão de Lula
Despacho do TRF4 encaminhado a Sérgio Moro sobre prisão de Lula

Na quarta-feira (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus da defesa do ex-presidente, que foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá. 

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