Letra e melodia em rara mais que perfeita combinação.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO G1/ JORNAL NACIONAL

Por Rosanne D’Agostino, TV Globo, Brasília

 

Ficha Limpa passa a valer também para ocupantes de cargos eletivos

Ficha Limpa passa a valer também para ocupantes de cargos eletivos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º) manter a aplicação da Lei da Ficha Limpa a políticos condenados por abuso de poder em campanha antes de 2010, quando a lei entrou em vigor.

A decisão já havia sido tomada em outubro do ano passado, mas o ministro Ricardo Lewandowski pediu que os efeitos fossem restringidos.

Na prática, o que o STF julgou nesta quinta foi a modulação dos efeitos da decisão de outubro, ou seja, se haveria um marco temporal para a aplicação da lei.

Na sessão desta quinta, Lewandowski propôs aplicar o entendimento somente a partir das eleições de 2018, não a todos os casos.

“A prosperar a decisão desta Suprema Corte em que foi alcançada por uma maioria muito estreita, nós atingiríamos o mandato de 24 prefeitos, abrangendo cerca de 1,5 milhão de votos, um número incontável de vereadores e não se sabe quantos deputados”, argumentou o ministro.

“Teríamos que fazer eleições suplementares num momento de crise, em que o orçamento do TSE está substancialmente reduzido”, acrescentou.

Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux criticou a ideia. “Essa proposta anula o resultado do julgamento [de outubro], ela anula o julgamento e desdiz o que nós julgamos”, disse.

Na votação de outubro, Fux foi favorável à aplicação da inelegibilidade de oito anos também para políticos condenados antes de 2010.

Assim, pelo voto de Fux, condenados antes da sanção da lei também ficariam impedidos de concorrer na disputa de 2018. Para o ministro, o prazo de inelegibilidade não é uma punição para o político condenado, mas uma “condição de moralidade”.

O ministro considera que a ficha limpa do candidato – a ausência de condenação – é um requisito que deverá ser verificado pelo juiz eleitoral no momento do registro, assim como a idade mínima para o cargo pretendido, filiação a partido político, nacionalidade brasileira, entre outros.

Votação

Seis ministros votaram nesta quinta pela modulação da lei, mas como o regimento da Corte determina o mínimo de 8 votos para esse tipo de decisão, não houve mudanças em relação ao julgamento de outubro.

Votaram pela modulação: Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello.

Contra a modulação, os ministros: Luiz Fux, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia.

A ação

Na ação analisada pelo STF, um candidato a vereador de Nova Soure (BA) nas eleições de 2012 recorreu contra decisão da Justiça Eleitoral que rejeitou o registro de candidatura dele com base na Ficha Limpa.

O candidato foi condenado por abuso de poder econômico e compra de votos em 2004 e cumpriu o prazo de 3 anos de inelegibilidade.

Em 2008, o candidato concorreu novamente ao cargo, foi eleito e exerceu o mandato, mas em 2012 teve a candidatura negada com base no novo prazo de oito anos de inelegibilidade da Ficha Limpa. A defesa argumenta que o novo prazo da Lei da Ficha Limpa só se aplica a partir da vigência da lei e não pode retroagir.

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Posted on 02-03-2018
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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 5ª- feira 01/03/2018

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De Quinho, no Diário da Tarde (MG)

DO BLOG O ANTAGONISTA

“A autonomia universitária não pode servir de subterfúgio para fins nebulosos”

 

A ação coordenada de petistas para oferecer disciplinas sobre o ‘golpe de 2016’ em universidades públicas fez Mendonça Filho, ministro da Educação, ganhar apoio em sua decisão de pedir investigação sobre os casos.

O deputado Jerônimo Goergen, por exemplo, encaminhou hoje um ofício ao MEC apoiando a postura de Mendonça e colocando-se à disposição para tomar medidas que possam “resolver essa situação o quanto antes”.

Vejam trecho do documento obtido por O Antagonista:

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Posted on 02-03-2018
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Se existe um cargo volátil na Casa Branca, é o de diretor de comunicação. Seu último ocupante, Hope Hicks, de 29 anos, anunciou na quarta-feira sua decisão de deixar o cargo e seguir o caminho de seus dois antecessores, entre eles o turbulento e brevíssimo Anthony Scaramucci. Integrante do círculo íntimo presidencial, Hicks alegou que deixava o cargo porque “sentia que havia terminado seu ciclo” e que era um bom momento para fazê-lo. Um argumento que não convenceu muito no agitado cenário de Washington.

Hicks está na mira do procurador especial da trama russa, Robert Mueller. Sua proximidade com o presidente, ao qual servia quase como uma assistente pessoal – inclusive passando ternos durante a campanha –, fez dela testemunha de suas decisões mais secretas. Um cargo para o qual foi cuidadosamente escolhida. Ex-modelo sem experiência política, seus principais avalistas eram o casal formado por Ivanka Trump e Jared Kushner. Com eles tinha uma relação de fidelidade absoluta, que transferiu a Trump desde o início da campanha. Sempre na sombra e sempre pronta para ajudar, logo foi considerada pelo bilionário como uma de suas pessoas de confiança, que não hesitou em elevá-la ao cargo de diretora de comunicação quando Scaramucci foi defenestrado no verão passado por enlamear a Casa Branca com selvagens impropérios dirigidos ao então chefe de gabinete, Reince Priebus.

Pouco dada ao protagonismo, que cedeu com prazer à secretária de imprensa, Sarah Huckabee Sanders, sua proximidade com o presidente colocou-a em destaque nas últimas semanas. O escritório do procurador especial demonstrou interesse em conhecer seus movimentos durante a campanha eleitoral e, na última terça-feira, prestou um depoimento de oito horas ao Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados. No longo e cansativo depoimento, Hicks admitiu ter contado “mentiras brancas” como diretora de comunicação, mas negou ter enganado em algo relacionado à investigação sobre a supostarelação da equipe de campanha de Trump com o Kremlin.

Ao contrário de Scaramucci, sua saída foi perfeitamente coordenada e apresentada pela Casa Branca como uma decisão profissional. Assim que anunciou sua partida, o próprio presidente declarou: “Hope é notável e fez um excelente trabalho nos últimos três anos. Ela é inteligente e ponderada, uma ótima pessoa e sentirei falta de tê-la ao meu lado. Mas quando ela me disse que estava procurando outras oportunidades, eu entendi perfeitamente. Estou certo de que vamos colaborar no futuro”, disse o presidente.

Com Trump na Casa Branca, a direção de comunicação, cargo que controla o porta-voz e as mensagens à nação, é a coisa mais parecida com andar em um vulcão. As erupções presidenciais são constantes. Não há dia em que a narrativa do gabinete não é superada por Trump e por seu inveterado costume de disparar comentários no Twitter.

“Minha bandeira de guerra, meu pé de briga na terra, meu direito de ser gente”. Grande samba do mestre Vanzolini , perfeita interpretação de Paulinho. Paulista e carioca na mais perfeita harmonia do samba.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares

Bahia em Pauta recebeu do jornalista Claudio Leal o seguinte e-mail:

Um complemento à denúncia sobre o grave estado da Biblioteca Central dos Barris. Reportagem do Correio foi à instituição e conferiu o quadro de decadência. Na manhã desta quarta, a secretária particular de Rui Costa me encaminhou um ofício informando que o governador determinou providências à Secretaria de Cultura, responsável pela biblioteca. Passou-me telefone e protocolo para acompanhar o processo. Vamos esperar também pela liberação de verbas, sem as quais a Secult não resolverá o problema.
abraços gerais,
Claudio.
(Foto: Marina Silva/CORREIO)

Primeira biblioteca da América Latina; dona de uma história de 207 anos; detentora de um acervo de mais de 600 mil arquivos – mais de 150 mil livros. Sobrevivente a incêndios, bombardeios, roubos e mudanças de sede. A Biblioteca Central do Estado, antes Biblioteca Pública do Estado, é tudo isso. Agora, ela enfrenta outro momento sombrio: sem grandes investimentos, falta limpeza, climatização e até jornais diários.

A situação não é nova, mas voltou à tona na semana passada, depois que o jornalista Claudio Leal divulgou, nas redes sociais, uma carta pública endereçada ao governador Rui Costa. No texto, Claudio denuncia as condições da biblioteca – que vão desde o que chama de ‘desertificação’ do setor de periódicos, onde ficam os jornais diários, até as más condições de limpeza.

“São quase dois anos de incúria, de estúpida austeridade e de grosseria contra leitores e pesquisadores. Um ato de desprezo à memória histórica da Bahia”, diz, na carta. Segundo ele, os banheiros têm cheiro de urina e os mictórios são ‘podres’, mas refletem um descaso que vêm atravessando mandatos e partidos políticos.

Os banheiros sujos foram citados na carta do jornalista (Foto: Marina Silva/CORREIO)

“Não há motivo para vanglória: isto não é um feito de sua gestão. O desrespeito à higiene dos usuários atravessa décadas e não exclui governantes de esquerda ou direita”, pontua o jornalista, que cita os 20 dias em que a biblioteca teve que fechar, em 2016. Na época, o CORREIO denunciou cortes na segurança e na limpeza.

Sem jornal
No caso dos periódicos, os cortes também remetem a 2016. Desde aquele ano, a biblioteca, dona de um dos maiores acervos de periódicos e publicações raras do estado, não recebe jornais diários. As justificativas não oficiais – de funcionários e frequentadores – incluem falta de dinheiro e até burocracia. No fim, o resultado é o mesmo: a biblioteca não consegue mais garantir as assinaturas.

Os últimos exemplares de jornais são de 2016 (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Em agosto de 2016, chegaram ao fim a assinatura da Tribuna da Bahia e, pouco antes, em junho, a do jornal A Tarde. As edições do CORREIO duraram um pouco mais – devido a uma doação, é possível encontrar tudo que foi publicado até dezembro. Jornais nacionais também não há.

Baiano, o jornalista fazia pesquisa para o mestrado em história do cinema baiano na Universidade de São Paulo (USP) quando se deparou com os problemas. Percebeu que algo estava ainda mais errado quando notou a queda no número de frequentadores. O setor de consulta aos periódicos, antes um dos mais procurados, estava vazio.

Procurada, a Fundação Pedro Calmon (FPC), ligada ao governo do estado, não informou a quantidade de visitas lá, somente as feitas à Sala de Consulta do Arquivo Público – que caíram de 5.563 em 2007 para 3.190 em 2017. A Fundação também não se manifestou sobre os problemas no local.

Desde 2016 frequentando a biblioteca para pesquisa sobre anos de 1950 e 1960, Claudio já vinha incomodado com a infraestrutura do local. Em meio ao calor, não conseguia passar muito tempo pesquisando. Se tinha quatro horas disponíveis para pesquisar lá dentro, não suportava mais do que duas, de tão quente.

“Quando encontrei a biblioteca nesse estado de afastamento de leitores, já fiquei um pouco surpreso. E quando comecei a experiência como pesquisador, fui entendendo o que estava acontecendo. As pessoas precisam entender que é muito grave uma biblioteca pública não receber continuamente jornais diários. São lacunas que vão ser enfrentadas pelos historiadores lá na frente”, explica Cláudio, em entrevista ao CORREIO.

Desde os 14 anos, o jornalista frequenta a biblioteca. Durante sua pesquisa, descobriu que usuários do espaço e funcionários chegavam a fazer doações para evitar a lacuna. Ele defende que, se a biblioteca não está arquivando ‘o presente’, não é possível dizer que ela tem cumprido seu papel. “E não adianta dizer que o período está digitalizado, porque já há perdas de arquivo de fotografias e textos no universo digital, então a biblioteca pública não pode deixar de arquivar o impresso”.

Por isso, decidiu escrever a carta e endereçá-la ao governador Rui Costa, ao invés dos representantes dos órgãos diretamente responsáveis pela gestão da Biblioteca Central.  “Não adianta escrever e protestar contra ocupantes de cargos de segundo escalão que nada podem fazer contra senhores de autoridade fiscal”.

Até barata
Segundo a carta de Cláudio, as publicações foram cortadas devido a ‘estranhas burocracias’, além de um ‘desinteresse oficial de solucionar esse impasse’. Na segunda-feira (26), dia em que a reportagem do CORREIO esteve na biblioteca para uma pesquisa de jornais, a negativa veio com outra explicação – dessa vez, relativa à economia. “Aí… Está vendo a crise no país, né?”, justificou um dos funcionários.

O mestrando em História pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) Sivaldo dos Reis conhece bem a realidade da biblioteca. No dia em que encontrou o CORREIO, ele pesquisava no Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb), na Baixa de Quintas. No entanto, durante os últimos dois anos, foi na Biblioteca Central onde esteve mais vezes para buscar informações para a dissertação sobre raça e cidadania no período da Primeira República.

Sivaldo pesquisa na Biblioteca Central e no Apeb (Foto: Thais Borges/CORREIO)

O foco de seu trabalho é o advogado africano Maxwell Assunção, que nasceu em Lagos (Nigéria), mas viveu por 35 anos em Salvador. Neste período, o advogado escreveu para vários jornais denunciando casos de racismo na cidade. E foi assim que Sivaldo se tornou presença constante no setor de periódicos da Biblioteca Central – justamente pesquisando os jornais.

Foi numa dessas que, em um dado momento de 2017, Sivaldo notou algo estranho em seu pé. Ao olhar para baixo, constatou a presença de um ser que faria muita gente sair correndo: uma barata, que surgira ali, em meio à seção de periódicos. “Isso é algo muito sério. Cheguei a falar com um funcionário, mas ele até brincou, dizendo que ali tinha ‘rato, barata, até caranguejo’, lembra, sem tirar a responsabilidade dos próprios pesquisadores. Sivaldo conta que já presenciou, inúmeras vezes, gente comendo nos aposentos da biblioteca – e ainda reclamando das advertências dos servidores.

Ele diz que, de uma forma geral, a infraestrutura da biblioteca ‘é um problema’. Sem ar-condicionado e ventiladores, ele afirma, ainda, que o atendimento é precário. No Apeb, Sivaldo elogiou, mais de uma vez, a presteza dos funcionários. Na Biblioteca Central, até o barulho de conversas dos servidores e terceirizados é uma dificuldade. Desde 2015, o historiador acredita que o movimento tenha caído, mas lamenta a diminuição dos recursos destinados ao incentivo à pesquisa no Brasil de forma geral.

Para todos 
A diretora do Instituto de Ciência da Informação (ICI) da Ufba, Hildenise Novo, também critica a situação da biblioteca. É lá que os estudantes da graduação em Biblioteconomia da Ufba, um dos cursos lotados no ICI, fazem estágio obrigatório. E, para a professora Hildenise, o contexto atual é ‘absurdo’.

“A gente sabe que, efetivamente, as políticas públicas na área da cultura e da educação vêm sendo postas de lado pelos nossos governantes e a gente não pode deixar que isso aconteça. Isso é uma coisa que revolta a comunidade, revolta os bibliotecários. Acho que deveria ser motivo de protesto”, afirma.

Atualmente, ela orienta um trabalho de mestrado em que o estudante chegou a desistir de continuar a pesquisa na biblioteca – justamente devido à falta de jornais atuais. Sem saída, ele acabou recorrendo ao acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

“O jornal é um veículo de informação que se atualiza diariamente. Nem todas as pessoas têm acesso à internet nesse país ainda. A internet é importante, mas, por si só, não basta. É importante olhar sobre o objeto físico e pela questão de dar acesso a todo e qualquer tipo de público”.

A professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Ufba, Maria Hilda Baqueiro, defende que projetos de preservação de memória – como o acervo de periódicos da biblioteca – sejam assumidos pela sociedade, não apenas por governantes. “Não pode simplesmente responsabilizar o estado por tudo, quando é muito mais simples fazer de outras formas, com a participação de empresas, de particulares…”.

Preservação
Desde o caso do fechamento da biblioteca em 2016, o número de pesquisadores que recorre ao IGHB aumentou. Ao CORREIO, o presidente da entidade, Eduardo Morais de Castro, estimulou que o crescimento tenha sido de 15% de lá para cá. Além de oferecer jornais diários atualizados para consulta, o IGHB conta com jornais desde o século XIX e um acervo de 45 mil publicações.

Por dia, recebem, em média, dez pesquisadores. Diferentemente da Biblioteca Central, cujo número de usuários tem caído, ele diz que não notou nenhuma queda na bibliotexa da unidade. “Atribuo muito dessa diminuição à internet, já que você tem o mundo no celular. Só que, na nossa, temos um público muito específico, que estuda geografia, história, antropologia, e tem um acolhimento e preservação dos livros de uma maneira diferenciada”.

Nas salas de consulta, os ambientes são climatizados e há desumidificadores de ar para preservação do acervo. “Essa é uma memória que a gente tem. Temos que ter esse patrimônio, porque temos um tesouro na mão”.

Pesquisadores comentam os desafios do trabalho 
Quem atua como pesquisador na Bahia não tem uma vida fácil – especialmente se depende de documentos históricos. É o caso das professoras Juliana Barreto Farias, 40 anos, e Idalina Freitas, 37, do curso de História da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Só para o projeto de pesquisa mais recente – sobre engenhos em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) -, passaram por arquivos municipais de várias cidades próximas, como Cachoeira e Santo Amaro.

Encontraram espaços fechados ou arquivos inexistentes. No dia em que encontraram o CORREIO, na terça-feira (27), elas davam início à pesquisa no Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb), na Baixa de Quintas. Planejavam passar o dia ali com a aluna Tatiana Santana, 30, que faz parte do projeto de iniciação científica. Os próximos seis meses devem ser de visitas ao Apeb.

Tatiana, Juliana e Idalina recorreram ao Apeb depois de não conseguir documentos em arquivos municipais (Foto: Thais Borges/CORREIO)

“Aqui tem questões estruturais,  porque é um prédio muito antigo. Mesmo assim, é tudo muito tranquilo e prático. A gente chega e os funcionários já vêm ajudar”, diz Juliana. Sem ar-condicionado, elas contam que tiveram experiências em outros arquivos pelo Brasil que estão da mesma forma – à exceção do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, que é climatizado.

Elas reforçam a importância desses espaços de pesquisa – não apenas para quem trabalha com História, mas para a sociedade de forma geral. “A gente pode, assim, recompor a trajetória de sujeitos, recuperar a história e podem inclusive surgir outros temas de pesquisa”, completa Idalina.

Para ficar mais perto do Apeb, o mestre em História Alexandre Gonçalves saiu de Ipirá, no Centro-Norte do estado, onde leciona no curso de Pedagogia em uma universidade particular. Assim, ele planeja desenvolver a pesquisa para seu projeto do doutorado em História. Na terça-feira (27), ele tinha retornado ao espaço, que não visitava desde 2015, para estudar sobre Capitanias Hereditárias.

“Se fosse possível melhorar, ótimo, mas a gente sabe que o investimento do poder público em todas as esferas não é ideal, que seria de encontrar online. Aqui, na Bahia, a referência é o Apeb por arquivo, organização… Mas o futuro é digitalizar, não apenas ter o arquivo”, aponta.

Mestrando em História pela Ufba, o pesquisador Marlos Cândido, 23, também passou boa parte dos dias do último ano pesquisando no Apeb. O objetivo era encontrar o máximo possível de informações sobre uma invasão francesa em Porto Seguro, no século XVIII. Como a cidade não tem arquivo municipal próprio, a maioria dos – poucos – documentos disponíveis veio para o Apeb ou para o Arquivo Nacional.

“Conheço o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional e é incomparável o que eles podem oferecer. O Apeb está muito precarizado, as máquinas (para microfilmes) estão ultrapassadas, mas o pessoal aqui é muito disposto a ajudar. Aqui, na sala de microfilme, é climatizado, mas, na sala de consulta, onde passo 75% do tempo, não”.

Marlos pretende finalizar a pesquisa no Apeb ainda esta semana. Depois, vai se concentrar na escrita da dissertação do mestrado, que defenderá em 2019. Para ele, o trabalho de investigação é quase como de ‘formiguinha’. Ele ressalta a variedade de documentos para pesquisa no local. “O Apeb é fantástico. Se não fosse o Apeb em nossas vidas, não existiria pesquisa na Bahia. É o melhor lugar para pesquisar o período colonial”.

Leia a íntegra da carta aberta de Cláudio Leal:

“Caro governador Rui Costa,

Trago-lhe notícias da decadência da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, criada em 1811 e instalada em 1970 nos Barris, centro de Salvador, sob a responsabilidade do governo do Estado. Sem querer contrariar a irrelevância da cultura em seu governo, informo-lhe que a velha biblioteca continua a não receber nenhuma assinatura de jornais locais e nacionais. A seção de consulta a periódicos, antes repleta de frequentadores, sofre um processo de desertificação. Visitantes retornam para a rua ao verificar que não há jornais do dia. São quase dois anos de incúria, de estúpida austeridade e de grosseria contra leitores e pesquisadores. Um ato de desprezo à memória histórica da Bahia. De acordo com os funcionários, desde junho de 2016 a remessa de publicações foi cortada em razão de estranhas burocracias, inéditas em quase dois séculos de serviços públicos, agora humilhados pelo desinteresse oficial de solucionar esse impasse.

Conforme apurei, usuários e funcionários chegam a doar seus jornais para corrigir parte da lacuna do acervo da biblioteca. Esta história é comovente, mas deveria lhe indignar tanto quanto a mim, porque o dinheiro para a manutenção é mínimo. Uma assinatura do jornal “A Tarde” custa R$ 65 por mês (felizmente, a maior parte do acervo está digitalizada). O “Correio” custa uma pechincha: pode sair R$39/mês. Como se vê, nada que ofenda o erário.

Na Biblioteca dos Barris, realizei pesquisas em 2016 e 2017 e posso descrever o zelo de funcionários jogados em ambientes sem ar condicionado, outro atentado contra o acervo. O calor reduzia a capacidade de resistência, o tempo de pesquisa se reduzia. E cabe uma pequena atualização: a sala de consultas a periódicos se encontra outra vez sem ar condicionado. Quebrou. Em 22 de fevereiro de 2018, crescia a esperança de um conserto.

Os banheiros da biblioteca são sujos, fedem a urina e dezenas de vasos seguem interditados. Os mictórios são podres. Não há motivo para vanglória: isto não é um feito de sua gestão. O desrespeito à higiene dos usuários atravessa décadas e não exclui governantes de esquerda ou direita. O PT, defensor das minorias, deveria proteger a saúde de raros leitores. Há pouco tempo, houve cortes indecentes na limpeza e na segurança, mesquinharia revertida dentro da lentidão habitual de tudo que se refere à preservação histórica no Brasil. Em 2016, a biblioteca fechou por 20 dias. Os vigilantes não eram pagos, como denunciou a imprensa.

Antes do fim, vamos rapidamente ao subsolo. A Sala Walter da Silveira, que foi uma referência da cinefilia baiana, dispõe de um excelente programador, mas recebe recursos pífios para realizar mostras e retrospectivas de filmes. Seja mais generoso com a sala que leva o nome de um dos maiores críticos do Brasil.

Apesar do meu desencanto, espero que o senhor corrija o descaso de seu governo com a Biblioteca Pública. Esta carta, naturalmente, será encaminhada a outros destinatários dedicados à memória histórica.

Cordialmente,
Claudio Leal,
jornalista.”

 

DO JORNAL DO BRASIL

 

Uma gravação perdida da cantora inglesa Amy Winehouse com 17 anos foi divulgada na última segunda-feira, 26, na Inglaterra e ganhou o noticiário britânico. A versão da música “My Own Way”, de 2001, foi encontrada pelo músico Gil Cang.

 

 

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Propina atribuída a Wagner equivale a 100 vezes seu patrimônio

 

 A propina de R$ 82 milhões que a PF atribui a Jaques Wagner equivale a cem vezes o patrimônio declarado por ele à Justiça Eleitoral em 2010, registra a Época.

Foi o último ano em que o petista disputou uma eleição –ele se reelegeu governador da Bahia. Na época, informou ser dono de um patrimônio de R$ 818 mil.

mar
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Posted on 01-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-03-2018


 

Mariano, no portal de humor gráfico

 

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