De repente, Egberto,para receber o por do sol da despedida de março de 2018!

BOA TARDE E BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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Moro no Roda Viva: maior audiência dos últimos 18 anos.
Resultado de imagem para PF prende coronel Lima na operação Skala
…coronel Lima e José Yunes, amigos de Temer, presos
pela PF na operação Skala.

ARTIGO DA SEMANA

Moro no Roda Viva: jornalismo reluz na entrevista do Juiz

Vitor Hugo Soares

Depois de ver e ouvir, atentamente, a participação inédita do juiz Sérgio Moro no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de segunda-feira, 26, desliguei a TV e saí em busca de outras avaliações e repercussões, para o blog que edito na Bahia. Pessoalmente convencido de que o condutor da Lava Jato (para os sem foro privilegiado), e seus entrevistadores tinham acabado de produzir uma edição de primeira grandeza, para ficar na memória,particularmente do ponto de vista da comunicação social e de seus signos.

Um programa relevante, informativo e revelador, quanto ao conteúdo jornalístico geral, somado a preciosas projeções informativas das entrelinhas – em especial nas questões sobre o fim ou a continuidade da Lava Jato. Os fatos da semana, com as prisões de José Yunes e do coronel Lima , no bojo da operação Skala, da PF, serviram para dar maior relevo e significado à entrevista.

Em Salvador, na quinta-feira, teclava este artigo, enquanto seguia pela televisão a movimentação frenética em São Paulo e Rio de Janeiro, de agentes da PF cumprindo mandados, deste novo braço da nave-mãe de combate a corruptos e corruptores, pilotada pelo magistrado de Curitiba. A ação produzia nervosos reflexos também em Brasília e em Vitória do Espírito Santo, por onde Michel Temer, acompanhado do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, fazia proselitismo pré-eleitoral, a propósito de inaugurar o novo aeroporto da capital dos capixabas.

Na hora, os federais já haviam cumprido determinações da procuradora – geral da República, Raquel Dodge, em meio a faniquitos, sustos e estremecimentos gerais.

Lembrei então de uma passagem emblemática do Roda Viva. O entrevistado relembra o começo da Lava Jato, e como foi “puxado o fio” da corrupção na Petrobras. “Tinha que colocar o número 6 bilhões de reais em um pôster e distribuir. É esse o tamanho do saque que foi feito na Petrobras”, disse Moro. Em seguida afirmou que a Lava Jato já andou, talvez, mais da dois terços do caminho, mas que há ainda outros “fios” importantes que precisam ser puxados . Quatro dias depois, a Skala puxa fios das negociatas no Porto de Santos.

Fatos, verdades, jornalismo. Eis, para mim, as razões básicas da entrevista desta semana na TV Cultura – que assinalou, também, a despedida do jornalista Augusto Nunes do comando do Roda Viva – ter-se tornado um marco na honrosa história do tradicional e melhor programa do gênero na nossa TV . Não descerei aqui – nem cabe – a minúcias de algo que segue ainda ardente na memória, nos debates e nas polêmicas do “contra e a favor” destes dias temerários. Só registro dados irrefutáveis: o Roda Viva que entrevistou o juiz da Lava Jato ficou acima de recordistas quatro pontos de média de audiência (contra picos de 1.5 pontos em dias normais, segundo números do Ibope) e foi o assunto mais comentado nos trendings topics mundiais do Twitter.

Um feito que abrilhanta o entrevistado e entrevistadores, além do condutor do programa e a TV Cultura. Mas fato que enaltece, acima de tudo, o bom, velho e verdadeiro jornalismo.

Viva! Boa Páscoa para todos.

 Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

 

Grande Morengueira, imbatível no samba de breque!. Este sobre Judas é ótimo para o sábado de malhação. Tem muito nome forte este ano por aí. Já escolheu o seu?

BOM SÁBADO!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

São Paulo
Michel Temer, em um ato na quinta-feira passada em Vitória do Espírito Santo
Michel Temer, em um ato na quinta-feira passada em Vitória do Espírito Santo ALAN SANTOS AFP

Um dia depois da Operação Skala, que prendeu dois amigos muito próximos do presidente Michel Temer sob suspeita de corrupção, o Planalto reagiu nesta sexta-feira através de uma nota com um ataque extremamente duro à Justiça. A Presidência da República recuperou o tom de forte confronto que empregou há meses contra o ex-procurador geral Rodrigo Janot, quando este apresentou duas denúncias contra Temer. Segundo a nota do Planalto, a operação deflagrada pela Polícia Federal, sob comando da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, usa “métodos totalitários”. Na visão da Presidência, há “forças obscuras” que tentam impedir Temer se candidatar à reeleição em outubro.S

A nota do Planalto não cita expressamente Raquel Dodge, mas a linguagem evoca os piores momentos do confronto de Temer contra Janot quando o então procurador-geral apresentou as duas denúncias contra ele embasadas na delação dos donos da JBS. De fato a Presidência da República lembra esse episódio para compará-lo com a operação que na quinta-feira passada levou presas 13 pessoas, dentre elas o advogado José Yunes e o coronel João Batista Lima Filho, amigos e assessores de longa data de Temer, envolvidos em um suposto esquema de corrupção com contratos no Porto de Santos. “Repetem o enredo de 2017, quando ofereceram os maiores benefícios aos irmãos Batista para criar falsa acusação que envolvesse o presidente. Não conseguiram e repetem a trama, que, no passado, pareceu tragédia, agora soa a farsa”, afirma a nota do Planalto, que foi divulgada após reuniões do presidente com ministros e assessores ao longo da tarde desta sexta-feira.

Como já  o porta-voz do Governo, o ministro Carlos Marun, havia feito na quinta-feira, a Presidência da República liga a operação judicial com o anúncio de Temer de que está disposto a se candidatar nas eleições presidenciais de outubro próximo. Essa possível candidatura ficou muito fragilizada após a operação contra seus homens de confiança, segundo opinião compartilhada pela própria base aliada do emedebista.”Bastou a simples menção a possível candidatura para que forças obscuras surgissem para tecer novas tramas sobre velhos enredos maledicentes. No Brasil do século XXI, alguns querem impedir candidatura. Busca-se impedir ao povo a livre escolha. Reinterpreta-se a Constituição, as leis e os decretos ao sabor do momento”, acrescenta a nota.

O Planalto insiste na tese que vem defendendo desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso abriu um inquérito para esclarecer se o Decreto dos Portos aprovado em maio passado com a assinatura do presidente da República visava favorecer a empresa Rodrimar, que opera em Santos. O dono dessa companhia, Antonio Celso Grecco, é uma das pessoas presas na Operação Skala. O Decreto regularizou e ampliou a cessão de áreas para empresas que atuam nos portos do país. Mas o Planalto alega que essa norma não pode se aplicar as companhias que têm contratos firmados antes de 1993, como é o caso da Rodrimar, e, por tanto, ela não foi favorecida.

Mesmo sem falar especificamente da procuradora-geral ou do ministro do STF que comanda o inquérito, a nota do Planalto alude de maneira genérica a “autoridades” para acusá-las de “tentar destruir mais uma vez a reputação” do presidente e de “criar narrativas que gerem novas acusações”. Em um dos trechos mais duros da declaração, a Presidência da República manifesta: “Usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação”.

Um dos envolvidos na Operação Skala, o coronel Lima, amigo há décadas de Temer e acusado por vários delatores de receber propinas de empresas, se recusou nesta sexta a depor diante da Polícia Federal alegando problemas “físicos e psicológicos”. Lima já passou mal depois de ser preso na quinta-feira e foi atendido no hospital Albert Einstein de São Paulo. A PF já havia tentado três vezes nos últimos meses tomar depoimento o coronel Lima, mas ele conseguiu adiar alegando sempre problemas de saúde.

Enquanto isso, a ministra do STF Rosa Weber rejeitou a solicitação de habeas corpus apresentada pelo advogado do dono da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, que também prestou depoimento diante da PF nesta sexta.

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31
Posted on 31-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-03-2018


 

Zop, no portal de humor A Charge Online

 

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31
Posted on 31-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-03-2018

Jornal do Brasil

 

A Skala investiga supostos benefícios à empresa Rodrimar na edição do decreto voltado ao setor portuário. O presidente Michel Temer (MBD) é um dos alvos do inquérito.

A equipe SP-13, da PF, chefiada pelo delegado Fábio Seiji Tamura, cumpriu o mandado número 15 do ministro Barroso. Os agentes vasculharam quatro andares da sede da Rodrimar, localizada à Rua General Câmara, 129/141, Centro de Santos. Os agentes percorreram o 3º andar, o 4º, o 5º e o 8º.

O nome do presidente é citado no item 20
O nome do presidente é citado no item 20

A SP-13 descreveu em relatório anexado aos autos o material apreendido na Rodrimar. O item número 7 se refere à Argeplan. “Uma folha de papel contendo relação de empresas, entre elas, Argeplan Arquitetura e Engenharia LTDA (encontrado no quarto andar – setor jurídico)”, relatou a PF.

O nome do presidente é citado no item 20. “Uma folha de papel contendo o nome de várias empresas e pessoas físicas, incluindo Michel Temer (encontrada na sala do gerente Willy Maxell, quinto andar).”

Coronel Lima é um nome emblemático da Operação Skala, muito ligado a Temer desde os anos 1980 e 1990, quando o presidente exerceu o cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo (Governos Montoro e Fleury Filho).

Ao autorizar a Operação Skala, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso registrou que, para a Polícia Federal, a empresa Argeplan “tem se capitalizado” com recursos de empresas interessadas na edição do Decreto dos Portos e distribuído tais recursos para os demais investigados.

Barroso citou que a PF chegou a essa constatação na análise dos documentos colhidos tanto no Inquérito dos Portos, do qual é relator, quanto nos autos de um inquérito que já tramitou no Supremo sobre o setor portuário e hoje se encontra arquivado — Temer foi investigado nesse caso.

Para a Polícia Federal, segundo Barroso, a análise conjunta dessas duas investigações “permite concluir que a Argeplan, agora oficialmente com o Investigado João Batista Lima Filho como sócio, tem se capitalizado por meio do recebimento recursos provenientes de outras empresas – as interessadas na denominado Decreto dos Portos -, e distribuído tais recursos para os investigados”.

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fazenda do coronel foi alvo de busca da PF

 

Um dos endereços incluídos nas buscas da PF dentro da Operação Skala foi a Fazenda Esmeralda, em Duartina (SP), registra a Época.

O imóvel rural está em nome da Argeplan, a empresa do coronel Lima. É a fazenda que Paulinho da Força sugeriu ser de Michel Temer, segundo a delação premiada de Ricardo Saud.

Mais tarde, o deputado disse que fez a menção a Temer “em tom de brincadeira”.

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