Resultado de imagem para A Vastidão dos Mapas no Palacete da Artes em Salvador

 

Começa nesta terça-feira, 20/03, no Palacete das Artes, em Salvador,  a mostra itinerante “A Vastidão dos Mapas”, em Salvador, no Palacete das Artes. A exposição,  que já passou pelo Mon, de Curitiba, com grande sucesso de visitação pública, ficará na capital baiana até 20 de maio, com entrada gratuita. 

 https://goo.gl/AgmZEG

 A Vastidão dos Mapas, bem mais que simples mostra dos segredos da cartografia, é uma grande e motivadora viagem. Apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet e com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição traz um conjunto de mapas originais dos séculos XVI ao XVIII do núcleo de cartografia da Coleção Santander Brasil, “num diálogo instigante com obras contemporâneas que se relacionam com questões como o mapeamento do espaço, das fronteiras, dos deslocamentos e fluxos territoriais, econômicos, culturais e subjetivos. De Salvador, onde permanecerá dois meses, a mostra embarcará para Uberlândia (MG).

São 29 artistas convidados como Adolfo Montejo Navas, Alex Flemming, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Bartolomeo Gelpi, Carmela Gross, Chang Chi Chai, Cristina Barroso, Feco Hamburger, Fernando Zarif, Gal Oppido, Guga Szabzon, Humberto Guimarães, Júlio Villani, Lina Kim, Luiz Sôlha, Manoel Veiga, Marcelo Brodsky, Marcius Galan, Nelson Leirner, Pedro David, Penna Prearo, Rafael Assef, Rodrigo Torres, Rogério Barbosa, Sylvia Amelia, Tuca Reinés, Tuca Vieira, e Vik Muniz.

A mostra apresenta mais de 80 obras, sendo 15 mapas pertencentes à Coleção Santander Brasil, correspondentes aos artistas Arnoldus Montanus, Giacomo Gastaldi, Henricus Hondius, Jodocus Hondius, Johannes Janssonius, Joan Blae, Johannes Covens, Cornelis Mortier e Justus Danckerts.

 A exposição ressalta o valor desse conjunto único da cartografia que integra a coleção, ao mesmo tempo em que revela um olhar em sintonia com o contemporâneo. A cartografia dos séculos XVI a XVIII teve um papel fundamental para o conhecimento e domínio do território, bem como para difundir a imagem do Novo Mundo por toda a Europa. Hoje, é a arte contemporânea que dissemina, de modo poético e crítico, múltiplas ideias, visões e interpretações sobre o nosso país e nosso tempo.

Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil, resume o sentido e significado da exposição: “propiciar renovadas possibilidades de leitura do acervo de arte do Santander e apresentar o que de mais novo tem se produzido na arte contemporânea brasileira é um dos nossos objetivos. Acreditamos que é na interação com as pessoas que se forma e se ativa o significado da arte”.

Para o curador Agnaldo Farias: “o conjunto de mapas da Coleção Santander Brasil são verdadeiras preciosidades, sendo o recorte composto por antigos mapas do Brasil, do continente americano, das suas linhas de tangência, que mostram as bordas visíveis de vastas extensões de terra em cujo interior vêm assinaladas as assim chamadas terras não descobertas, terras de sonhos, de toda sorte de projeções e fantasias por parte dos que se punham a descobri-las. Partindo desse núcleo fundado parte na realidade, parte na imaginação, a exposição espraia-se por uma surpreendente gama de especulações dos artistas sobre o tema. O conjunto desses trabalhos oferece ao público um outro mapeamento, o da maleabilidade da linguagem.“

COLEÇÃO SANTANDER BRASIL

O núcleo de cartografia da Coleção Santander Brasil é composto por mais de setenta mapas, sendo que a maioria representa o território brasileiro ou o continente americano.

Formado a partir dos anos 1960, o acervo inclui mapas primorosos e raros produzidos pelos mais renomados cartógrafos europeus, principalmente holandeses, como Joan Blaeu (1596 -1673), Henricu sHondius (1587-1638) e Johannes van Keulen (1654-1711), e franceses, como Nicolas Sanson (1600 -1667) e Alexis Humbert Jaillot (c.1632-1712).

A difícil tarefa de traçar o contorno dos territórios e a delicada missão de criar imagens que os representassem, incorporando relatos de viagens e ilustrações das mais diversas fontes, fazem dos mapas verdadeiras obras de arte.

O mapa mais antigo da coleção, executado em 1556, é de autoria de Giacomo Gastaldi (c. 1500-1565), engenheiro e cartógrafo que atuou em Veneza em meados do século XVI. O mapa estará na exposição “A Vastidão dos mapas”.

Embora abrigue um núcleo de cartografia antiga e um discreto conjunto de arte popular, a Coleção Santander Brasil é formada sobretudo por pinturas, esculturas e gravuras de grandes nomes da arte brasileira, entre eles Cícero Dias, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Portinari e Volpi. A coleção também vem sendo ampliada com novas aquisições de arte contemporânea.

SOBRE AGNALDO FARIAS

É professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, crítico de arte e curador. Atualmente é consultor do Instituto Tomie Ohtake (SP) e curador do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.  Foi um dos curadores da 11ª Bienal de Cuenca, Equador, em 2011, e dividiu, com Moacir dos Anjos, a curadoria geral da 29ª Bienal de São Paulo, em 2010.

 

SOBRE O PALACETE DAS ARTES

O Palacete das Artes é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). Funciona de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

SERVIÇO

A VASTIDÃO DOS MAPAS 

Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil

20 de março até20 de maio 2018

 

Palacete das Artes

Rua da Graça, 289 – Graça – Salvador, Bahia
Tel.: (71) 3117-6987 / (71) 3117-6910

De terças às sextas-feiras, das 13 às 19h;
Sábados, domingos e feriados, das 14 às 19h.
Entrada Gratuita

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