Donatural!!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

 DO BLOG O ANTAGONISTA

Cármen Lúcia é a segurança jurídica com a qual o país pode contar

 

Em editorial, o Estadão comenta como as decisões do STF se transformaram em “loteria jurídica”:

“Em situações de normalidade institucional, não haveria dúvida sobre o caso do sr. Lula da Silva… O Supremo Tribunal Federal contrariou a jurisprudência para permitir a possibilidade do início da execução penal após condenação em segunda instância, caso do ex-presidente. A mais recente decisão nesse sentido, tomada em outubro de 2016, concluiu que a condenação em segunda instância encerrava a presunção de inocência, que é o que se pretende proteger até o chamado ‘trânsito em julgado’, ou seja, quando todos os recursos possíveis para contestar a condenação se esgotam. No processo de Lula, a culpa já foi estabelecida, não cabendo dar-lhe mais chances de obter a revisão da decisão, restando à defesa contestar apenas questões de direito (…)

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No entanto, brotam do noticiário sobre os bastidores do Supremo rumores sobre a disposição deste ou daquele ministro de retomar o assunto por meio de manobras regimentais.

(…) Há ministros do STF que pensam estar lá não para garantir que a Constituição seja preservada, mas para atuar politicamente, fazendo prevalecer em suas decisões, muitas vezes monocráticas, um ativismo cujo óbvio resultado é a insegurança jurídica. Já se disse que o Supremo se tornou um arquipélago de juízes, que não raro se dedicam a hostilizar-se mutuamente (…)

Disso tudo resulta que ninguém sabe o que esperar do STF a respeito nem das pequenas nem das grandes questões.”

Diante desse quadro, só resta renovar o pedido: resista, Carminha. Se não houver outra maneira de faltar a reuniões que pretendem salvar o condenado, invente uma gripe.

A presidente do STF é a única segurança jurídica com a qual o país pode contar neste momento.

Novas inquisições

Novas inquisiçõesFERNANDO VICENTE

Trato de ser otimista recordando diariamente, como queria Popper, que, apesar de tudo que vai mal, a humanidade nunca esteve melhor que agora. Mas confesso que a cada dia é mais difícil. Se fosse dissidente russo e crítico de Putin viveria morto de medo de entrar em um restaurante ou em uma sorveteria e tomar o veneno que ali me esperava. Como peruano (e espanhol) o sobressalto não é menor com um mandatário nos Estados Unidos como Trump, irresponsável e terceiro-mundista, que a qualquer momento poderia desencadear com seus descabidos desplantes uma guerra nuclear que extinga boa parte dos bípedes deste planeta.

Mas o que me deixa mais desmoralizado ultimamente é a suspeita de que, no ritmo em que as coisas vão, não é impossível que a literatura, o que melhor me protegeu nesta vida contra o pessimismo, possa desaparecer. Ela sempre teve inimigos. A religião foi, no passado, a mais decidida a liquidá-la estabelecendo censuras severíssimas e armando fogueiras para queimar os escritores e editores que desafiavam a moral e a ortodoxia. Depois foram os sistemas totalitários, o comunismo e o fascismo, que mantiveram viva aquela sinistra tradição. E também o foram as democracias, por razões morais e legais, que proibiam livros, mas nelas era possível resistir, brigar nos tribunais, e pouco a pouco aquela guerra foi sendo ganha –isso acreditávamos–, convencendo juízes e governantes de que, se um país quer ter uma literatura –e, em última instância, uma cultura– realmente criativa, de alto nível, tem de tolerar, no campo das ideias e das formas, dissidências, dissonâncias e excessos de toda índole.

Agora o mais resoluto inimigo da literatura, que pretende depurá-la do machismo, dos preconceitos múltiplos e das imoralidades, é o feminismo. Não todas as feministas, claro, mas as mais radicais, e por trás delas amplos setores que, paralisados pelo temor de serem considerados reacionários, extremistas e falocratas, apoiam abertamente essa ofensiva antiliterária e anticultural. Por isso quase ninguém se atreveu a protestar aqui na Espanha contra o “decálogo feminista” de sindicalistas que pede a eliminação das salas de aula de autores tão raivosamente machistas como Pablo Neruda, Javier Marías e Arturo Pérez-Reverte. As razões que esgrimem são tão boazinhas e angelicais como os manifestos que as senhoras do século XIX assinavam contra Vargas Vila pedindo que proibissem seus “livros pornográficos”, ou como a análise que a escritora Laura Freixas fez nas páginas deste jornal, não muito tempo atrás, a respeito de Lolita, de Nabokov, explicando que o protagonista era um pedófilo incestuoso, estuprador de uma menina que, para completar, era filha da sua esposa. (Esqueceu-se de dizer que era também um dos melhores romances do século XX.)noche: “Acho importante não cair em perseguições, porque é preciso fugir de fanatismos”

Naturalmente que com esse tipo de aproximação de uma obra literária não há romance da literatura ocidental que se livre da incineração. Será que Santuário, por exemplo, em que o degenerado Popeye deflora a cândida Temple com uma espiga de milho, não deveria ter sido proibido? E William Faulkner, seu autor, enviado a um calabouço para o resto da vida? Lembro, a propósito, que a diretora de A Jovem Guarda, a editora russa que publicou em Moscou meu primeiro romance com quarenta páginas cortadas, me esclareceu que, se aquelas cenas não tivessem sido suprimidas, “os jovens casais russos sentiriam tanta vergonha depois de lê-las que não poderiam se olhar na cara”. Quando lhe perguntei como podia saber disso, ela me tranquilizou, com o olhar piedoso que os bobos inspiram, garantindo que todos os consultores editoriais de A Jovem Guarda tinham doutorado em literatura.

Na França, a editora Gallimard tinha anunciado que publicaria em um volume os ensaios de Louis Ferdinand Céline, que foi um colaborador entusiasta dos nazistas durante os anos da ocupação e era um antissemita enlouquecido. Eu não teria jamais dado a mão a esse personagem, mas confesso que li com deslumbramento dois de seus romances –Viagem ao Fim da Noite e Morte a Crédito–, que, acredito, são duas obras-primas absolutas, sem dúvida as melhores da literatura francesa depois das de Proust. Os protestos contra a ideia de que os panfletos de Céline fossem publicados levaram a Gallimard a enterrar o projeto.

Quem pretende julgar a literatura –e creio que isto vale em geral para todas as artes– de um ponto de vista ideológico, religioso e moral sempre se verá em apuros. E das duas uma: ou aceitam que essa atividade esteve, está e sempre estará em conflito com o que é tolerável e desejável a partir de tais perspectivas, e portanto a submetem a controles e censuras que pura e simplesmente acabarão com a literatura, ou se resignam a lhe conceder aquele estatuto de cidadania que poderia significar algo parecido a abrir as jaulas dos zoológicos e deixar que as ruas se encham de feras e alimárias.

Isso Georges Bataille explicou muito bem em vários ensaios, mas, sobretudo, em um livro belo e perturbador: A Literatura e o Mal. Nele, argumentava, influenciado por Freud, que tudo aquilo que deve ser reprimido para tornar a sociedade possível –os instintos destrutivos, “o mal”– desaparece só na superfície da vida, não atrás nem debaixo dela, e que, a partir daí, luta para sair à superfície e reintegrar-se à existência. De que maneira consegue isso? Por um intermediário: a literatura. Ela é o veículo pelo qual todo aquele fundo torcido e retorcido do humano volta à vida e nos permite compreendê-la de maneira mais profunda, e também, de certo modo, vivê-la em sua plenitude, recuperando tudo aquilo que temos de eliminar para que a sociedade não seja um manicômio nem uma hecatombe permanente, como deve ter sido na pré-história dos ancestrais, quando o humano ainda estava emergindo.

É graças a essa liberdade de que gozou em certos períodos e em certas sociedades que a grande literatura existe, diz Bataille, e ela não é moral nem imoral, mas genuína, subversiva, incontrolável, ou artificial e convencional, melhor dizendo, morta. Aqueles que acreditam que a literatura pode “tornar-se decente”, submetendo-a a cânones que a tornam respeitosa às convenções reinantes, cometem um erro monumental: “isso” que resultaria, uma literatura sem vida e sem mistério, com camisa de força, deixaria sem via de escape aqueles fundos malditos que trazemos dentro, e eles encontrariam então outras formas de se reintegrar à vida. Com que consequências? A desses infernos onde “o mal” se manifesta não nos livros, mas na própria vida, por meio de perseguições e barbáries políticas, religiosas e sociais. O resultado, portanto, é que graças aos incêndios e ferocidades dos livros a vida é menos truculenta e terrível, mais sossegada, e nela os humanos convivem com menos traumas e com mais liberdade. Aqueles que se empenham em que a literatura se torne inofensiva trabalham na verdade para tornar a vida invivível, um território onde, segundo Bataille, os demônios terminariam exterminando os anjos. Queremos isso?

Sem mais palavras, além das contidas na mais que expressiva composição de Dory Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro, lindamente interpretada por N ana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

Cansado de pagar juros mensais de 8,77% a 13,40% (174,34% a 352,12% ao ano) no cartão de crédito Itaú? Quer pagar bem menos? Que tal, 13,35% ao ano para um cartão da própria bandeira do Itaú, o maior banco privado da América Latina? Pois bem, a situação é muito fácil para quem mora nos estados fronteiriços ao Paraguai. Ou mesmo para qualquer brasileiro, que mora mais distante. Basta uma visita a Foz do Iguaçu. 

Além das belezas naturais das Cataratas do Iguaçu, uma simples travessia da Ponte da Amizade pode render boas economias. Não. Não se trata das tradicionais muambas paraguaias. Ou de uma noitada sortuda num dos cassinos do lado de lá da fronteira. Basta uma visita a uma das agência do Banco Itaú em qualquer cidade do Paraguai. 

Lá, o Itaú usa o mesmo slogan que bombardeia os espectadores diariamente na TV. Só que o “Feito para você”, vira “Hecho para vos”. Tem a mesmo logomarca da @ com o I imaginário no meio. Mas a realidade é muito melhor do que sonha a nossa vã imaginação. 

Cliente do Itaú no Paraguai tem as mesmas facilidades eletrônicas, mas a grande vantagem está nos juros, bem mais baixos do que no Brasil
Cliente do Itaú no Paraguai tem as mesmas facilidades eletrônicas, mas a grande vantagem está nos juros, bem mais baixos do que no Brasil

Os juros que o Itaú cobra dos nossos hermanos paraguaios são muito menores do que pagamos por aqui. No Brasil, paga-se em um mês, o que os donos de cartão do Itaú Unibanco pagam em um ano. Ou seja, em um ano, os clientes paraguaios ganham, na conta de juros do cartão, nada menos que 11 meses em relação aos clientes brasileiros. Uma diferença de 161 a 338,77 pontos percentuais, conforme o emissor do cartão dentro da Organização Itaú Unibanco. 

No Paraguai o custo anual do financiamento do cartão de crédito é menor do que 13,35% ao ano. Ou seja menor que a taxa mensal de um dos cartões operados pelo oligopólio do Itaú no Brasil. Conheço um amigo brasileiro que está vivendo de comprar artigos made in Paraguai para revender no Brasil. Os ganhos são duplos: nas taxas de juros do cartão e nas pechinchas de qualidade duvidosa… 

Mas terá o Paraguai algum segredo econômico? Além dos juros baixos, uma tributação bem menor que a nossa. Resultado: muitos empresários brasileiros mudaram para lá para produzir e exportar para o Brasil. O país de pouco mais de 6,8 milhões de habitantes (quase igual ao total do município do Rio de Janeiro), tem uma inflação anual na faixa 4% (o Brasil fechou 2017 com 2,95% e deve fechar 2018 entre 3,5% e 4%) e o piso dos juros anuais é de 5,25%.  No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve reduzir nesta quarta-feira a taxa Selic (o piso bancário brasileiro) para 6,50% ano. 

A economia paraguaia é bem mais modesta do que a brasileira. Seria equivalente à de um estado médio do Nordeste, mas seu grau de endividamento público é bem menor. A dívida pública equivale a 22,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai. No Brasil, a dívida pública bruta está na faixa de 74% do PIB. 

Um banco por R$ 1 

Vale lembrar que o Itaú Unibanco conseguiu abrir as operações no Paraguai pagando o valor simbólico de R$ 1. A rede de agências do Paraguai pertencia ao antigo Interbanco, que foi criado no país vizinho, nos anos 80 e 90 pelo extinto Banco Nacional. O Nacional foi comprado em 1995 pelo Unibanco pelo valor simbólico de R$ 1. E o Itaú fez uma fusão com o Unibanco (na qual passou a deter quase dois terços da nova instituição líder do mercado brasileiro) no final de 2008, quando a crise financeira mundial atingiu as linhas de crédito externas do banco da família Moreira Salles.  

A concentração bancária que se acelerou no Brasil nos últimos 15 anos, também ocorreu na América Latina. O motivo externo são as exigências de capitalização dos bancos pelo Acordo de Basileia, regulado pelo PIS, o Banco Central dos Bancos Centrais. 

Nos últimos anos, o Itaú consolidou sua presença na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Com a fusão entre o Itaú Chile e o CorpBanca, o grupo chegou à Colômbia e ao Panamá.  O ItaúUnibanco tem operações na Europa (França, Alemanha, Portugal, Reino Unido, Espanha e Suíça), nos Estados Unidos (Miami e Nova Iorque), e nos paraísos fiscais do Caribe (Ilhas Cayman e Bahamas), do Oriente Médio (Dubai) e da Ásia (Hong Kong), além de agências em Xangai (China) e Tóquio (Japão). São centros financeiros que facilitam captar recursos para o Brasil a custos mais baixos e ampliar os ganhos de arbitragem nas taxas de juros com as elevadíssimas taxas praticadas no Brasil.

Do Jornal do Brasil

 

Aos 60 anos de idade (“16 deles vividos no Rio”, frisa), o pré-candidato do PDT à Presidência, o ex-ministro Ciro Gomes se sente mais preparado do que nunca para disputar o cargo ao qual se candidatou duas vezes: em 1998 pelo PPS, e em 2002, já pelo PDT. Na primeira entrevista do JORNAL DO BRASIL com pré-candidatos à presidência, Ciro se diz mais atento àquele que dizem ser um dos seus pontos mais fracos, a fama de “morrer pela boca”. “De vez em quando eu cometo um deslize”, admite. Ele diz que a prisão de Lula não seria “nem remotamente boa para o País, embora a Lei seja para todos”. E promete que, se eleito, vai “assumir a tarefa histórica de tirar o Rio de Janeiro dessa situação em que se encontra”. 

"Quero associar interesses da classe trabalhadora aos do setor produtivo. Nosso inimigo é a especulação"
“Quero associar interesses da classe trabalhadora aos do setor produtivo. Nosso inimigo é a especulação”

Por mais de uma ocasião o senhor se viu em dificuldades por ter escorregado em frases que tiveram repercussão muito negativa. Como lida com a fama de falar demais? 

Eu sou a mesma pessoa. Nunca acreditei que meu problema fosse esse. O problema é que quem entra numa disputa sem ser dono de empresa, sem ser dono de televisão, só tem uma ferramenta: a palavra. Aí dizem o Ciro deveria ser mais moderado, deveria falar menos assim, assado. Tudo bem, eu tenho ouvido isso, ouço com muita humildade. Tenho 38 anos de vida publica, comandei a economia do pais como ministro da Fazenda, da integração nacional, nunca respondi a um inquérito de corrupção, nem uma vezinha na vida, nem sequer pra ser absolvido.  Nada mais é do que minha obrigação, eu sei disso. Mas os tempos estão assim como estão. Então falaram, o bicho é bocão. Qual é o meu defeito?  Que eu sou bocão?  OK, mas por outro lado não sou ladrão, não sou incompetente. De vez em quando cometo um deslize de algo que vou prestar muita atenção para não cometer.

O que o senhor acha da possibilidade da prisão do ex-presidente Lula? 

O Lula pra mim não é um mito distante, uma figura política complexa, que alguns amam de paixão outros  odeiam. O Lula é um velho amigo de 35 anos e ver o que acontece com ele me constrange, me dói o coração.  O que eu quero dizer é que independente da questão política, os ódios e paixões que isso desperte eu não acho nem remotamente bom para o país, embora a lei seja para todos, a prisão dele. O resto é política. E na política você tem hoje uma certa conciliação entre improváveis arquinimigos que nesse tema se juntam. para produzir uma intriga. Estou falando de uma certa direita do país que tem verdadeiro pavor da gente se unir e eu sair de um certo isolamento organizacional e ter estrutura para pôr em prática algumas concepções que eu tenho.  E essa elite prefere o capiroto do que eu. E uma certa burocracia do PT entra nesssa, porque precisa desesperadamente passar pra sociedade brasileira que é Lula ou nada. na crença de que o Lula amanhã, vitimizado, aponte um deles,  que seja capaz de replicar esse imenso patrimônio merecidamente ainda mantido pelo Lula.

O senhor então quer dizer que é a própria direção do PT que insufla esse afastamento? Uma espécie de fogo amigo?

O PT tem o direto de fazer isso. Não vejo problema nenhum.  O que substitui a intriga é a história. Faz simplesmente 16 anos sem descontinuar nenhum,  que eu ajudo o Lula.  Unilateralmente, sem nunca pedir nada. O  Lula vai lá fazer campanha contra mim no Ceará e eu, porque penso no Brasil, há 16 anos ajudo o Lula. Isso é um fato que ninguém tira, é história. Os bolsominions me agridem violentamente por isso.

Que política de alianças o senhor pretende implementar em sua campanha?

Eu quero tentar muito explicitamente um acordo entre os interesses da classe trabalhadora a quem eu sirvo. Meu compromisso moral,  sem exclusão de ninguém é com os pobres, é com a pobreza. Já recebi em nome do povo do Ceará, no Plenário das Nações Unidas, o Prêmio Mundial de Combate à Mortalidade Infantil. Isso pertence ao povo do Ceará,  eu apenas ajudei modestamente a construir isso. Outros me antecederam nesse trabalho como o Tasso Jereissati  que eu sempre lembro com muito orgulho. Isso guia o sentido de continuar nessa maluquice que virou a política brasileira. Então quero associar os interesses dos trabalhadores ao do setor produtivo. Nosso inimigo é a especulação. Que drena toda a energia do mundo do trabalho para meia dúzia de pessoas.

OK, mas quais partidos fariam parte dessa aliança?

Aí você tem um problema de classificação, que depende do momento. Porque aliança comigo não será pelos meus belos olhos, nem pela grana que eu tenho ou a disparada preferência nas pesquisas (rs). Mas pela possibilidade de um projeto que já está se revelando  muito interessante para alguns setores relevantes da opinião pública. E esse projeto precisa de suporte social  e politico.  E ainda que haja uma malversação muito grande desses adjetivos, que se corromperam também, posso dizer que o arco de forças que eu quero suportar é uma aliança de centro-esquerda.

Fala-se que o senhor pratica um discurso muito sofisticado, de difícil entendimento pelo brasileiro médio. Como encontrar um caminho do meio entre esses dois pólos? 

Estou circulando muito. Praticametne não durmo dois dias no mesmo lugar. Já dei entrevistas para jornais no Japão, na Alemanha.  Há uma curiosidade internacional, por que estou tocando nos pontos corretos, sensiveis, que o mundo que não é vulnerável à lavagem cerebral  da propaganda está percebendo. O mundo quer inovação, está constrangido por falta de alternativas.  E é justamente sobre isso que eu venho falando há décadas no Brasil e as pessoas não queriam ouvir. Agora estão sentindo a necessidade de prestar atenção.

O senhor já tem um nome ou um perfil de quem seria o vice ideal em sua chapa? 

Eu gostaria de recrutar um homem da produção.  Um empresário que fosse capaz de aperfeiçoar, no simbólico do desenho da chapa, essa aliança entre capital  e o trabalho. Sim, isso lembra muito a aliança do Lula com o José Alencar e o Josué Alencar é um grande nome, filho deste grande brasileiro que foi o José Alencar.

Como o senhor está vendo a situação do Rio de Janeiro? 

Por agora, o que posso dizer é que estou no centro dos debates do Rio. Ainda não sei exatamente como, porque as tratativas estão nos bastidores e eu, mesmo estando nesse bastidor, não estou autorizado pelas outras forças a falar.  Mas estamos muito preocupados em construir uma saída para o Rio e eu quero uma interlocução com uma elite nova que o Rio pode produzir. Não estou falando em novas pessoas, mas em um novo projeto. E eu quero assumir a tarefa histórica de tirar o Rio de Janeiro dessa situação em que se encontra.

mar
19
Posted on 19-03-2018
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Aroeira, NO JORNAL (RJ)

 

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Posted on 19-03-2018
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA
Identificado dono do carro que teria sido usado no assassinato de Marielle

A Polícia Civil de Minas Gerais disse a O Globo que identificou o dono do Logan que teria sido usado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

“É Luciano Dias Gonçalves, de 45 anos, mas o carro está no nome da DR da Silva Leilão de Veículos. Luciano, tem algumas passagens por tráfico de drogas. A última prisão dele foi no dia 22 de fevereiro, por porte de arma. Segundo a polícia, ele pagou fiança e foi solto.

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Curitiba 18/03/2018 22h10 | Atualizado em 18/03/2018 22h10

O desembargador Carlos Eduardo Andersen Espínola foi encontrado morto no início da tarde deste domingo (18) em Curitiba.

Segundo informações da Polícia Militar, ele havia passado a noite sozinho no apartamento na Rua José de Alencar, no Bairro Alto da Glória e foi encontrado morto por familiares.

De acordo com familiares, o desembargador sofria de depressão e cometeu suicídio com uma arma de fogo.

Equipes do 20º BPM (Batalhão da Polícia Militar) prestaram apoio à ocorrência. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba.

Carlos Eduardo Andersen Espínola, filho de Augusto Cesar Viana Espínola e Edi Andersen Espínola, nasceu no dia 5 de novembro de 1948, em Curitiba.

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, turma 1972. Foi aluno da 1ª Turma (pioneira) da Escola da Magistratura do Paraná (1983/1984).

Ingressou na magistratura paranaense após concurso público, e foi nomeado no dia 29 de dezembro de 1986 juiz substituto da comarca de Paranavaí. Em 20 de dezembro de 1988 foi nomeado juiz de direito e exerceu a função nas comarcas de Salto do Lontra, Paranacity, Paranavaí e Curitiba.

No dia 13 de agosto de 2012 foi promovido ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, pelo critério de antiguidade.

*informações sobre a carreira estão disponíveis no site do TJ-PR.

Redação Catve

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