mar
15
Postado em 15-03-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-03-2018 00:12



 

Sid, no portal de  humor gráfico  A Charge Online

 

Be Sociable, Share!

Comentários

Daniel on 15 Março, 2018 at 14:31 #

Ontem ninguém a conhecia, hoje virou heroína…

Pena que tamanho transtorno não seja visto pelos outros 59.999 assassinados por ano no Brasil!


Jair Santos on 15 Março, 2018 at 17:23 #

Vai ser reaça na caixa prego , Daniel (eleitor de Dória )!!!!!!!!


Jair Santos on 15 Março, 2018 at 18:16 #

Quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro , mais 45000 votos e sempre lutou pela vida e esclarecimento dos 59999 assassinados no país. Negra , lésbica, mulher, mãe, guerreira e tem energúmeno que vem ainda escrever merdas no BP.Perdi a paciência!!!!


Jair Santos on 15 Março, 2018 at 18:37 #

Taciano Lemos de Carvalho on 15 Março, 2018 at 21:42 #

Morreu a preta da Maré; Uma de nós
Quinta, 15 de março de 2018

Uma de nós
Uma voz
Menos uma
Voz
De nós
Mais uma
Silenciada
Executada
Mais uma
Que é nós
Que ata
Que peita
Que brada
Mais uma
Açoitada a tiros
Como a chibata
Que açoitava
O couro preto
Que reluz em nós
Escravizadas
Aprisionadas
Hoje assassinadas
Dizimadas
Pelo mesmo algoz
Mas seu eco
É grande
Sua imagem
É nossa
Seu nome
É imenso,
É Mar
E ele
não a matará
Dentro de nós
Guerreiras como vós
Unidas a fortes nós
Não calaremos
Venceremos
Te honraremos
Até que não reste
Vestígio sequer
Deste bruto algoz

(Por Larissa de Paula Couto. Pela memória de Marielle Franco. Rio de Janeiro, 14 de março de 2018)

***************

Morreu.
Morreu a preta da maré,
a negra fugida da senzala
que foi sentar com “os dotô” na sala
e falar de igual pra igual com “os homi”.
A negra que burlou a fome de se saber,
que fez crescer dentro dela, o conhecimento.
Aquela, que por um momento de humanidade,
sonhou com a justiça, lutou por liberdade
e ousou ir mais alto,
do que permitia sua cor.
“Mas preta sabida, não pode!
Muito menos pobre! Não tem valor.”
Diziam as más línguas na multidão.
E ela ousou tirar seus pés do chão.
Morreu.
Morreu a “preta sem noção”,
que falava a verdade na cara do patrão,
que carregava a coragem, como bagagem,
no coração.
O tiro foi certo,
acertou com maldade,
ecoando seco no centro da cidade.

Anielli – Poeta de Vota Redonda


Daniel on 16 Março, 2018 at 20:56 #

Me respeite Sr. Jair. Jamais dirigi a palavra ao senhor! Não ache que está falando com algum companheiro seu!

Me sinto absolutamente constrangido por viver em um país em que milhares morrem todos os anos enquanto esse mesmo grupo defende criminosos. Parece que somente quando um dos seus é atingido a “ficha” do país dominado pelo crime cai.

A vereadora em questão, em processo de beatificação pela militância e pela mídia alinhada à agenda, jamais defendeu o esclarecimento dos milhares de assassinatos e a punição dos mesmos. Agia sim para defender a pauta progressista de divisão social entre oprimidos (gays, negros, mulheres) e opressores (héteros, brancos, homens).

Considero uma verdadeira perversão que a realidade de um país em chamas pela violência, para muitos, só bata a porta agora, quando morre alguém alinhado a militância.

Em 2018, apenas do Rio de Janeiro, já são mais de 25 policiais mortos! São pessoas que ganham um salário ínfimo para proteger o cidadão e morre da forma mais cruel. E não há qualquer tipo de manifestação de repúdio de ongs, da imprensa companheira, de instituições internacionais ou mesmo de órgãos de estado. São vidas que se perderam e todos fingiram que não viram.

Por essas e outras, a hipocrisia é absoluta: a exploração política que estão fazendo em cima de um cadáver é asqueroso ao extremo. Muitos desses “desolados” sequer estão de fato preocupados com a família da vítima e sua dor. Estão mais interessados em politizar um crime e fazer avançar a sua agenda ideológica.

Isso sim é “escrever merda” e que nos faz perder a paciência!


Taciano Lemos de Carvalho on 17 Março, 2018 at 1:33 #

Texto encontrado no Facebook:

“Não sei porque tanta comoção por causa da morte deste tal de Jesus, não era ele que ficava por aí andando com pobre e defendendo bandido e prostituta? Não entendo o motivo de tantas passeatas. Quando morre um soldado romano ninguém fala nada, não vejo uma postagem em homenagem.

Fica defendendo os direitos humanos dá nisso.”


Daniel on 17 Março, 2018 at 3:06 #

Agora temos figuras comparando Jesus com adeptos de ideologias que corroem o tecido social, atacam as famílias e agridem justamente o que Cristo pregou.

Jesus não “defendia bandido e prostituta”, agia para que largassem o pecado e verdadeiramente se redimissem.

Mas confesso que não espero outra coisa senão a mais profunda distorção e manipulação ideológica do que prega o Cristianismo. Especialmente quando sabemos que os que repetem essas bobagens na verdade odeiam o que Cristo representa e o que seus seguidores acreditam.

A tentativa é apenas de confundir os mais suscetíveis e ajudar a propagar a agenda política.


Taciano Lemos de Carvalho on 17 Março, 2018 at 11:06 #

Não entendeu a mensagem.


Taciano Lemos de Carvalho on 17 Março, 2018 at 11:12 #

A execução de Marielle não foi só crime de gênero ou crime racial, as nove balas atingiram a nossa Democracia; Executaram Marielle para calar sua militância. Assim como executaram minha mãe
………..
Executaram Marielle para calar sua militância. Assim como executaram minha mãe, Zuzu Angel, para emudecer suas denúncias e a exposição enlutada de sua dor, com a perda do filho torturado e morto pela ditadura. Da mesma forma como se deu com Marielle, minha mãe foi seguida em seu trajeto, pelo veículo de seus executores, até o local pretendido para a eliminação. Tudo de acordo com os manuais técnicos da maldade.

http://www.hildegardangel.com.br/a-execucao-de-marielle-nao-foi-so-crime-de-genero-ou-crime-racial-as-nove-balas-atingiram-a-nossa-democracia/


Daniel on 17 Março, 2018 at 14:09 #

Pode até parecer que Marielle Franco (PSOL-RJ) foi a primeira vereadora assassinada covardemente no Brasil, só que não. Apenas nos primeiros 80 dias deste ano foram assassinados 15 vereadores em todas as regiões. No Rio, 17 policiais militares foram executados por bandidos. Os veículos de comunicação cariocas acompanharam com helicóptero todo o velório da vereadora assassinada por bandidos, mas ignorou quase todas as demais mortes de vereadores e PMs.

Foram executados este ano Vereadores em Alagoas, Rondônia, Bahia, Amazonas, Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco e Paraná.

Em um só caso, dois vereadores paranaenses foram assassinados durante um assalto em Barra do Jacaré (PR).

O vereador Jorge Cunha (Pros) foi executado em Apicum Açu (MA) porque não tinha nem sequer 2 reais exigidos pelos assaltantes.

Em 2017, 134 PMs foram executados no Rio, sem comoção, exceto dos familiares e nos quartéis. Quase todos negros e negras, e pobres.

http://www.diariodopoder.com.br/coluna.php


Daniel on 17 Março, 2018 at 14:14 #

A única “consternação” da militância se deve a fazer progredir sua agenda. O interesse em diminuir a violência, punir bandidos e criar uma legislação mais severa com o crime, passa longe do proclamado pelos ativistas.

Daí vem a tentativa de criar uma imagem de “heroína” martirizada, de comparar com Jesus…puro jogo de cena de cínicos movimentos politizados hipócritas!


Taciano Lemos de Carvalho on 17 Março, 2018 at 15:40 #

anais da violência

MARIELLE BATE IMPEACHMENT NO TWITTER

Três mulheres cariocas, periféricas e negras são os principais nós da rede de 3,6 milhões de tuítes que produziu o maior acontecimento político da mídia social no país

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO E KELLEN MORAES
17mar2018

Milena Martins, 17, Marielle Franco, 38, e Elza Soares, 80 – no centro da repercussão, no Twitter, do assassinato da vereadora do PSOL

O maior acontecimento político-digital no Brasil foi liderado por três mulheres de três gerações diferentes. Os quatro disparos que atingiram Marielle Franco na noite de 14 de março ecoaram muito além do bairro do Estácio, onde ela foi executada, ou da cidade do Rio de Janeiro, onde era vereadora. Romperam fronteiras ao deflagrarem 3,573 milhões de tuítes. Nas 42 horas seguintes, mobilizaram 400 mil usuários do Twitter em 54 países e 34 idiomas. Mas os três nós que amarraram essa rede global têm muito em comum: são mulheres, cariocas, periféricas e negras.

http://piaui.folha.uol.com.br/marielle-bate-impeachment-em-alcance-no-twitter/


Daniel on 17 Março, 2018 at 16:03 #

A gente percebe como o discurso político, ideológico calcado em 1. Beatificação da vítima; 2. Busca pela sacralidade das ideologias defendidas pela mesma; 3. Ataque ao que a agenda ideológica dos ativistas defende, se repete “ad nauseum” nas reportagens militantes sobre o crime.

Não se sabe quem matou, nem estão interessados nisso. Suas preocupações versam exclusivamente na exploração política do homicídio. Eles, na seletividade da indignação, apenas veem em uma tragédia, a chance de disseminar sua agenda mesquinha.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos