Você merece!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DO BLOG O ANTAGONISTA

Indulto de Temer é ‘convite à reincidência’, diz Ayres Britto

 

Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF, disse a O Globo, com todas as letras, que o indulto que Michel Temer está tentando ressuscitar é um “convite à reincidência”.

“O indulto não é um cheque em branco. A Constituição, laconicamente, autoriza o presidente a conceder indulto e comutar pena. Mas o indulto tem limites lógicos, e o que não está explicitamente enunciado deve ser deduzido do sistema jurídico”, disse Ayres Britto.

A reportagem do jornal carioca comentou que corrupção, abrangida pelo indulto do presidente, “não é um crime violento”, ao que o ex-ministro do Supremo respondeu:

“A Constituição valora a corrupção e atos de improbidade administrativa de forma gravíssima. (…) Um condenado por improbidade, mesmo eleito, pode perder o cargo, ter seus direitos políticos suspensos (…). O ressarcimento dos danos ao erário é um crime imprescritível.”

E acrescentou: “O indulto, tal como foi feito pelo presidente, é benevolente, um convite à reincidência”.

OPINIÃO

A intolerância na política

Luciano Huck.
Luciano Huck. Divulgação

A democracia, além de ser um modo de determinar quem acede ao poder e por quanto tempo, de definir que o povo é soberano e, portanto, os eleitores escolhem quem manda, supõe uma cultura de convivência. Nesta se aceita como legítima a diversidade de pontos de vista, respeitadas a Constituição e as leis, e também se aceita a possibilidade de quem pensa de um jeito vir a pensar de outro. Noutros termos, na luta política há adversários, não gladiadores prontos a matar inimigos.

Infelizmente se está criando no Brasil uma cultura da intolerância. É assim em outros países, como em alguns europeus e nos Estados Unidos. Estamos vendo o renascimento da xenofobia, o horror ao “estrangeiro”, ao diferente. Entre nós os ânimos políticos também andam cada vez mais acirrados, tratando as diferenças como inimizades. Por temperamento e convicção, procuro me comportar dentro das regras da civilidade democrática. Busco ouvir e respeitar não só os “nossos”, mas os “outros”. Ouvir não quer dizer concordar, mas prestar atenção ao ponto de vista do interlocutor.

Vi com bons olhos a formação da Rede. Enxergo em Marina Silva uma figura positiva na política brasileira. Procedi da mesma maneira na formação do Novo, conversei com seu presidente, João Amoedo, como converso com muitos políticos. Dentro de minhas limitações procuro incentivar a entrada de jovens na vida pública. Apoiei o “Vem pra Rua”, participei de seminário da RAPS, saudei o RenovaBR, assim como faço com o Agora. Manifesto-me positivamente quanto aos “novos”, procuro saber deles e se possível com eles conviver.

Tampouco deixo de me relacionar com adversários políticos. No auge do antipetismo paulista almocei na Prefeitura com Fernando Haddad e, em outra ocasião, assistimos juntos a uma ópera. Nem por isso aderi ao PT. Boateiros inventaram que em encontro mais recente com Fernando Haddad tratamos de que se Lula desistisse da candidatura, o STF não o prenderia. Como se eu tivesse força para tanto…

Sendo assim, por que não haveria de saudar a pré-disposição de Luciano Huck em participar da vida política? Trata-se de pessoa próxima ao PSDB, a quem prezo e de quem sou amigo. A irritação causada em certos setores pelo simples fato de eu haver dito publicamente que sua entrada na campanha eleitoral era saudável e poderia atrair apoios, sobretudo dos mais jovens que buscam alternativas, mostra o grau de intolerância entre nós. Não disse que o apoiaria, disse que sua disposição em participar era positiva.

De repente, gente que nunca votou nem votará no candidato presidencial que vier a ser escolhido pelo PSDB, reagiu com fervor cobrando de mim o desnecessário, a fidelidade partidária, que nunca deixei de ter. Ela, contudo, não me desobriga de tomar em consideração que o país precisa de renovação política. A entrada de novos contendores – mesmo no PSDB – não me leva a preferi-los automaticamente, mas a reconhecer que eles podem ajudar os antigos a se renovar, e o país necessita arejamento na política. Isso sem esquecer que a eleição presidencial se faz em dois turnos (Marina, por exemplo, mediante pontos programáticos, apoiou o candidato do PSDB no segundo turno em 2014).

Como Luciano desistiu, imediatamente inventaram que eu estaria mandando fazer pesquisas de opinião em busca de “alguém” (deram até nomes de pessoas com quem não tenho qualquer proximidade política) porque, segundo leio nos jornais, eu estaria preocupado com o desempenho nas pesquisas eleitorais do eventual candidato do PSDB. E não adianta repetir que minha escolha está feita, Geraldo Alckmin, e que, no momento oportuno, as pesquisas registrarão sua ascensão. As maledicências, contudo, não diminuirão meu ímpeto de ajudá-lo a enfrentar a campanha e de se apresentar com um discurso propositivo. O Brasil precisa, neste momento, de alguém que una as forças democráticas e que, respeitando o funcionamento dos mercados e da economia, não só cuide de manter em ordem o orçamento, mas olhe para as carências do povo e seja honesto. Diga-se o que se quiser, o PSDB no comando de São Paulo há vinte anos, não se desviou desses preceitos e Alckmin governou o estado durante quase três períodos administrativos.

As críticas e maledicências certamente continuarão. Uma vez postas na mídia como pode o leitor separar o falso do certo? Haverá quem insista, utilizando frases minhas, tirando-as do contexto, em manter suas próprias opiniões e imagens como se fossem minhas. Transmitem “informações”, alegando dispor de fontes nunca mencionadas, para tirar as castanhas do forno com as mãos do gato.

É próprio do jogo do poder, sempre foi, construir imagens falsas sobre os adversários. Logo que comecei a participar de campanhas eleitorais escrevi um artigo sobre o papel da infâmia, da má fama na vida pública, atribuída aos adversários. E isso muito antes de se falar em fake news, quando as mídias sociais ainda não existiam. Imagine-se agora…

Seria mais honesto, contudo, que quem coloca em circulação tais boatos e intrigas assumisse o lado em que está no jogo do poder. Que se despisse do manto protetor de ser apenas um comentador e entrasse na arena política. E que nesta agisse como “adversário” e não como “inimigo”. Sem desacreditar os “do outro lado” com informações falsas ou meias verdades, para com elas mais facilmente ganhar a parada.

A imprensa deve precaver-se para não ser instrumento de quem está interessado na disseminação de rumores e não da informação correta. Ser crítica é característica essencial da mídia nas democracias, e a nossa imprensa tem cumprido seu papel. Mas a crítica deve ser assumida por quem escreve e não atribuída a terceiros, sobretudo quando estes recusam o papel que lhes é dado.

Cristina Kirchner (esquerda), ex-presidenta da Argentina, Michelle Bachelet do Chile (centro) e Dilma Rousseff, do Brasil
Cristina Kirchner (esquerda), ex-presidenta da Argentina, Michelle Bachelet do Chile (centro) e Dilma Rousseff, do Brasil CLAUDIO REYES AFP/GETTY IMAGES
Madri

Os palácios presidenciais da América Latina ficam sem presidentas. Com a passagem do bastão de comando no Chile nesse domingo, que foi da socialista Michelle Bachelet a Sebastián Piñera, se encerra uma etapa com uma destacada representação na qual quatro mulheres chegaram a comandar seus países ao mesmo tempo na região.

O fim da era Bachelet, que governou em dois períodos, o primeiro entre 2006-2010 e esse último que começou em 2014, finaliza uma etapa de referência: a das mulheres governantes latino-americanas. Quando Bachelet ocupava o Palácio da Moneda, a brasileira Dilma Rousseff (2011-2016) governava no Palácio do Planalto, a argentina Cristina Kirchner (2007-2015) na Casa Rosada e na Casa Presidencial da Costa Rica, Laura Chinchilla (2010-2014), um fato sem precedentes nessa parte do mundo.

A primeira mulher latino-americana eleita presidenta nas urnas foi a nicaraguense Violeta Barrios de Chamorro em 1990, quando venceu o líder da Frente Sandinista Daniel Ortega, atual presidente do país. Chamorro era viúva do jornalista e líder da União Democrática de Libertação (UDEL), Pedro Joaquín Chamorro, opositor à ditadura de Anastasio Somoza e que foi assassinado em 1978. Foi seguida pela panamenha Mireya Moscoso, que governou entre 1999 e 2004 – período em que os Estados Unidos devolveram ao país a soberania do Canal do Panamá –. E em 2006 Bachelet chegou ao Chile, pediatra, filha de um general torturado que morreu em uma prisão de Pinochet e ex-ministra da Saúde e de Defesa. Sua liderança sofreu altos e baixos. Bem cotada no panorama internacional após essa primeira etapa, esteve à frente da agência das Nações Unidas especializada na mulher (ONU Mulheres).

Em 2007, Cristina Kirchner chegou à presidência da Argentina, a única que conseguiu manter-se por dois períodos consecutivos, após vencer a reeleição em 2011. Antes de ocupar a presidência foi deputada e senadora durante a presidência de seu esposo Néstor Kirchner, falecido em 2010. Atualmente é senadora e a Justiça argentina a investiga sob a suspeita de ter protegido cinco iranianos responsáveis pelo atentado terrorista contra o

Em 2007, Cristina Kirchner chegou à presidência da Argentina, a única que conseguiu manter-se por dois períodos consecutivos, após vencer a reeleição em 2011. Antes de ocupar a presidência foi deputada e senadora durante a presidência de seu esposo Néstor Kirchner, falecido em 2010. Atualmente é senadora e a Justiça argentina a investiga sob a suspeita de ter protegido cinco iranianos responsáveis pelo atentado terrorista contra o Centro de associação judaico-argentino AMIA em 1994.4.Presidentas latino-americanas a partir de 2000Presidentas latino-americanas a partir de 2000

Dilma Rousseff foi eleita em outubro de 2010, após ocupar vários cargos no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi reeleita em 2014, mas não pôde acabar seu mandato acusada de irregularidades para maquiar as contas públicas. Após um longo julgamento político, o Senado aprovou em agosto de 2016 o impeachment definitivo de Dilma. A ex-presidenta sustentou sua inocência.

A Costa Rica também teve sua primeira mulher presidenta, Laura Chinchilla, que ocupou o cargo entre 2010 e 2014, como representante do Partido Libertação Nacional (PLN, socialdemocrata). Chinchila foi deputada, vice-ministra e ministra de Segurança, da Justiça e vice-presidenta da República durante a presidência de Óscar Arias.

“Nós mulheres voltaremos a dirigir nossos países”. Lara Blanco, diretora regional adjunta da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe

As interinas

Antes delas outras mulheres assumiram a presidência temporariamente por diversas circunstâncias. Foi o caso de Isabel Martínez de Perón na Argentina (1974-1976), que chegou à presidência do país após a morte de seu marido Juan Domingo Perón, uma vez que era a vice-presidenta.

Na Bolívia, o Congresso designou Lidia Gueiler presidenta em 1979, após o golpe de Estado do general Alberto Natushch Busch, que derrubou o Governo interino de Walter Guevara. A previsão era que Gueiler ficasse no cargo até que se convocassem eleições em junho do ano seguinte. Antes de Hernán Siles assumir o cargo, entretanto, um novo golpe de Estado liderado por Luis García Meza obrigou Gueiler a partir ao exílio. Lutadora política progressista, membro do Partido Revolucionário de Esquerda Nacional (PRIN), foi até hoje a única mulher presidenta do país.

Em 1997, a vice-presidenta do Equador Rosalía Arteaga assumiu temporariamente a presidência do país, após a destituição de Abdalá Bucaram – declarado “mentalmente incapaz” pelo Congresso –. Seu mandato durou apenas três dias em meio a um caos político que não lhe permitiu terminar a formação de seu Governo. Arteaga, advogada e fundadora do Movimento Independente por uma República Autêntica (MIRA), foi subsecretária de Cultura e ministra da Educação com o presidente anterior, o conservador Sixto Durán. Arteaga tentou chegar à presidência, sem sucesso, nas eleições de 1998 e abandonou a política após a derrota.

No Caribe também existiram mulheres pioneiras. A juíza do Supremo Tribunal do Haiti Ertha Pascal-Trouillot também tomou as rédeas de seu país provisoriamente em 10 de março de 1990 após a saída do Estado do general Prosper Avril, depois de uma semana de protestos populares. Pascal-Trouillot convocou eleições e 11 meses depois entregou o poder ao seu sucessor, Jean Bertrand Aristide. Na Guiana, Janet “Rosenberg” Jagan foi presidenta no período 1997-1999, após a morte de seu esposo Cheddi Jagan.

De quatro a zero

Passada essa etapa em que a região foi uma referência no mundo, fica a questão de quando chegará a nova geração de presidentas. De acordo com dados da ONU Mulheres, continuam existindo diferenças nas porcentagens da média de parlamentares dependendo da região do mundo. Assim, em junho de 2007, dos países da América Latina, em 11 havia uma representação de 30% de mulheres no Parlamento, e somente a Bolívia superava a paridade, com 53,1% de mulheres. “Há cada vez mais provas fidedignas de que a liderança das mulheres nos processos políticos e de tomada de decisões melhora tais processos”, diz a instituição.

Em uma entrevista por conta do Dia Internacional da Mulher, na semana passada, a diretora regional adjunta da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Lara Blanco, lamentou esse vazio, mas se mostrou esperançosa, porque “cada vez existem mais mulheres participando na política”, disse em declaração à agência EFE. “Nós mulheres voltaremos a dirigir nossos países”, finalizou Blanco.

Por Andréia Sadi

Apesar de ter garantido que daria “total acesso” à imprensa, o presidente Michel Temer agora reavalia o que fará com o resultado de seus extratos bancários.

Questionado pelo blog nesta segunda-feira (12) a respeito da divulgação dos extratos do presidente, o Palácio do Planalto informou que ainda “não há definição” sobre o assunto, e que a divulgação à imprensta está “sob exame, em análise”.

Segundo assessores, familiares do presidente conversaram nos últimos dias com Temer sobre a “exposição” com detalhes das contas do presidente.

Antes de definir o que fará, Temer quer conversar com o advogado Antônio Claudio Mariz – já que irá a São Paulo nesta terça- – e aproveitar para fazer um “detalhamento” das suas contas.

Mariz defende o presidente no inquérito no qual Temer é investigado por suposto recebimento de propina na edição de um decreto que beneficiou empresas do setor portuário.

O presidente pediu o microfilme de suas contas bancárias na semana passada, após tomar ciência pela imprensa de que o ministro Luís Roberto Barroso autorizou a sua quebra de sigilo bancário na investigação.

mar
13
Givenchy
O estilista francês Hubert de Givenchy, em 2014 no Thyssen (Madri). SAMUEL SÁNCHEZ
  •  Hubert de Givenchy, estilista francês famoso pela criação da grife que leva seu nome, morreu no sábado, 10 de março, aos 91 anos. O designer, um dos maiores nomes da alta-costura mundial, tornou-se famoso ao criar as roupas de alguns dos filmes protagonizados pela atriz norte-americana Audrey Hepburn —de quem era fã e chegou a afirmar que lhe mudou a vida—, entre eles o icônico vestido preto usado na abertura do filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, de 1961).

A morte de Givenchy foi anunciada nesta segunda-feira, 12 de março, pelo também estilista Philippe Venet. “Monsieur de Givenchy morreu enquanto dormia no sábado, 10 de março de 2018. Seus sobrinhos e sobrinhas e seus filhos compartilham sua dor”, informou, em nota, seu colega. De acordo com o comunicado, o funeral do costureiro francês será privado.GivenchyO estilista francês Hubert de Givenchy, 91, com Audrey Hepburn, nos anos 1980. Hulton Archive

 

Além dos vestidos de Audrey Hepburn, Givenchy também assina o vestuário de Fred Astaire em Cinderela em Paris (1957), que também contava com a atriz no elenco, e desenhou a famosa máscara usada por Hepburn em Como Roubar Um Milhão de Dólares (1966).

Hubert de Givenchy é considerado uma das maiores referências da alta-costura francesa, símbolo da elegância parisiense durante mais de meio século. Em 2017, seu trabalho em parceria com Audrey Hepburn foi tema de uma grande exposição em sua homenagem no norte da França.

Givenchy posa em frente a alguma de suas obras em uma exposição em sua homenagem em 2016.
Givenchy posa em frente a alguma de suas obras em uma exposição em sua homenagem em 2016. BART MAAT AFP

Um gênio da moda e do bom gosto, uma elegante e talentosa atriz, um filme e uma canção. Para sempre.

Adeus, Givenchy!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
13
Posted on 13-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2018
 

Atualizado diariamente desde 1996 Se você acha que não está vendo a página de hoje. Clique aqui para atualizar

Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 2ª- feira 12/03/2018

random image
Zé Dassilva, no jornal Diário Catarinense(SC)

mar
13
DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

HC de Lula não pode ser julgado sem estar pautado, diz Carlos Velloso

 

O site jurídico Jota ouviu ex-presidentes do STF sobre a possibilidade de levar o pedido de habeas corpus preventivo de Lula “em mesa” para julgamento –ou seja, sem estar pautado.

Como publicamos na semana passada, Cármen Lúcia não incluiu na pauta do Supremo em abril nem o julgamento do HC de Lula nem a análise das ações declaratórias de constitucionalidade sobre prisão após condenação em segunda instância.

 Para Carlos Velloso, ex-presidente do STF, o caso do petista não preenche os requisitos necessários para ser julgado sem estar pautado. Ele lembra que o entendimento firmado pelo STF é no sentido da execução antecipada de pena e não vê motivo para mudar esse precedente.

Ayres Britto, também ex-presidente do Supremo, evitou comentar a situação do HC de Lula, mas disse que é “muito raro” haver julgamento em mesa no Supremo.

  • Arquivos