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Cartaz com apelo pela hospedagem de participantes do FSP
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…e Rui Costa garantindo ajuda do governo
aos organizadores do fórum que começa dia 13

ARTIGO DA SEMANA

Lula: o sujeito semi-oculto do Forum Mundial em Salvador

Vitor Hugo Soares
 

Começa na Bahia, semana que vem, o 13º Fórum Social Mundial. Encontro “dos oprimidos” que se dará em meio ao barulho de fanfarras e uma previsível Babel, de palavras de ordem e discursos para todo gosto e tendência. A quantidade e diversidade de participantes – marcas do encontro – antecipam presença de fauna variada, que vai desde pacíficos adoradores do roqueiro Bono Vox e da “galera da fumaça” – fãs do uruguaio José Pepe Mujica – até a “turma do facão e foices”, do MST, mais barra pesada, formada pelos seguidores do gaúcho João Pedro Stedile. Gente do tipo da que invadiu e depredou o parque gráfico do jornal O Globo, esta semana.

Nada de Porto Alegre, a sede do começo de tudo, em 2001, no alvorecer da era petista no País e da maré montante “das esquerdas” assumindo governos e dando as cartas nas estratégias políticas, econômicas e sociais – para o bem, como se propagandeava então, ou para o mal, como se vê agora, na era da Lava Jato, de combate a corruptos e corruptores que se encastelaram nas áreas e postos decisivos de mando do poder público e da iniciativa privada. Foi para escanteio, também, a destroçada, conflagrada e ocupada cidade do Rio de Janeiro – com seu Teatro Casa Grande, seus artistas e intelectuais militantes, templo de históricas manifestações em decisivos anos eleitorais da era PT. Mas esta é outra história. Ou não?

O factual, que importa: Salvador, – cidade cujo prefeito é ACM Neto, novo presidente nacional do DEM e capital do estado governado pelo petista Rui Costa, uma espécie de joia da coroa do Nordeste, do que sobrou do antigo império político nacional de Lula e Dilma – sediará o evento maior “dos descamisados do planeta”. A abertura oficial está marcada para o dia 13 ( vejam só o “13” outra vez, quanta coincidência!).

“Salvador vai ser ocupada pelos ativistas do FSM, principalmente o Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBa), território principal das atividades do Fórum, e da UNEB ( estadual), além de áreas do Centro Administrativo, local de despachos do governador Rui Costa. Nestes locais, e em outros, serão instaladas as barracas dos acampamentos, outra marca do FSM, que abrigarão “coletivos” de militantes estudantis, indígenas, femininos, sem-terra, quilombolas, e quem mais aparecer. Até Chico Buarque, convidado de honra, é esperado, mas ainda não confirmou presença. “A Grande Marcha de abertura sairá do Campo Grande e terminará na Praça Castro Alves, que “é do povo como o céu é do condor”, registra documento preparatório do FSP. Se Chico vier, participara do show “na praça do poeta”.          

Dia 14, Lula desembarca na festa. Mesmo em palpo de aranha, atualmente, ele vem a pretexto de participar, ao lado dos ex-colegas Pepe Mujica e Jose Manoel Zelaya (Honduras), de uma plenária “em defesa da democracia”. Lula, de fato, é o sujeito semi-oculto do evento e, em volta dele e de seu periclitante futuro, tudo (ou quase) vai girar. No mais, fala-se no reencontro da Cidade da Bahia com o seu destino de palco de animados e polêmicos encontros pan-políticos, “das esquerdas”, desde o “Baile da Oxum” em antigos carnavais. O resto ainda é incógnita.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia e Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Comentários

Daniel on 10 Março, 2018 at 15:41 #

O que mais me incomoda no evento em questão é a utilização de dinheiro público para a sua realização. Como se trata de um evidente evento político – de clara inspiração ideológica radical – a utilização seja de privilégios do governo do estado (possivelmente o beneficiário maior do seu conteúdo), ou a aplicação de patrocínio a organizações militantes do evento, ou ainda a utilização de espaços públicos para abrigar – com estrutura fornecida pelo Estado – ativistas que comparecerão ao evento.

Trata- se de um completo despropósito! E em que o único interesse é o de projetar o discurso esquerdista radical e seu proselitismo dogmático ultrapassado!


Karina de Sá on 10 Março, 2018 at 16:41 #

Esse evento, para quem não se informou, é um grande evento internacional , onde estarão presentes pessoas de 120 nações já aconteceu em varias países do mundo: Canadá, Kenia, India entre outros.
São 19 eixos temáticos que tratam desde os direitos humanos, ao meio ambiente, imigração entre tantos outros.
Um evento de extrema relevância global , onde inúmeras pessoas se reunirão com o objetivo de alcançar uma sociedade menos desigual para os que são excluídos ou esquecidos e do qual Salvador deveria, no mínimo, se orgulhar em sediar


vitor on 10 Março, 2018 at 19:49 #

Daniel:
Isto mesmo. Na mosca! Estou convencido que além (muito além) dos R$ 2 milhões do governo petista de Rui Costa para a festa política em Salvador, há muito dinheiro publico para o FSM, via outros dutos, a exeplo da Universidade Federal da Bahia. A UFBA, antes uma modelar instituição de ensino superior e pesquisa, foi transformada por seus atuais gestores em um reles aparelho partidário. As aulas foram suspensas, cedidos equipamentos, prédios e espaços do campus para receber os ativistas de toda parte, que começam a desembarcar para o evento em defesa de Lula e de salamaleques a Maduro, Dilma, Cristina Kirchner e Manoel Zelaya. Inacreditável!


Vanderlei on 10 Março, 2018 at 23:00 #

No Brasil, onde o povo é iludido com democracia, mas, na realidade, é um pais mais para socialismo, onde o estado usa de todos os artifícios para comandar o “rebanho”, digo povo, a começar pelo voto obrigatório, impressão digital e urnas eletrônicas, tudo é possível. gasta-se fábulas de verbas com porcarias, sendo que o povo precisa é de educação, em primeiro lugar, segurança, saúde e infraestrutura, pelo menos. Este evento é dos muito que jogam os nossos impostos no lixo!


Daniel on 11 Março, 2018 at 15:51 #

Só não entendi a argumentação da colega Karina de Sá para o exposto.

Falar que é um “evento internacional” não responde coisa alguma sobre o caráter político, ideológico e partidário que ele possui.

Como Vitor afirmou, o financiamento de governos alinhados com a esquerda, a utilização de instituições públicas companheiras como suporte para o evento e a defesa de figuras como Lula, Maduro, os Castro, Kirchner, Morales e tantos outros demonstram por todos os ângulos como esse evento – que, na teoria (para variar) tenta transmitir um aparente ar de “institucionalidade” e “apartidarismo” se trata de um movimento meramente panfletário de propaganda e doutrinação ideológica. E, como não poderia deixar de ser, sustentado por dinheiro público!


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2018 at 21:24 #

Dinheiro público para o Fórum Social Mundial?

E para o fórum das corporações mundiais que exigem a privatização da água, pode?

Fórum das Corporações custará ao povo brasileiro mais de 50 MILHÕES DE EUROS (DE EU-ROS)
Por Thiago Ávila*

Foi divulgado recentemente um Orçamento e Balanço de Despesas para a realização do 8º Fórum Mundial da Água no próprio website do evento (você pode acessar o documento através desse link). Apesar de não ser um relatório com o grau de detalhamento que um evento financiado com dinheiro público demandaria, esse é o primeiro documento oficial que começa a decifrar o mistério do quanto custará aos cofres públicos esse Fórum das Corporações, algo que já vinha sendo solicitado por organizações da sociedade civil, movimentos sociais e até setores da imprensa que, mesmo evocando a Lei de Acesso à Informação, até o momento não tinham acesso a uma prestação de contas mínima do evento ou algum indicativo da participação financeira do governo brasileiro e do Governo do Distrito Federal nesse evento.

O motivo do constrangimento em publicar os dados torna-se evidente quando analisamos já a primeira página do documento, onde mostra que apenas o Governo do Distrito Federal (através da ADASA) está pagando mais de 30 milhões de euros para a realização desse fórum (sendo que 93% desse valor já havia sido pago ao Conselho Mundial da Água, organizador do Fórum, até fevereiro). Desses 30 milhões de euros, dois itens chamam atenção: os cerca de dois milhões desse valor que foram retirados do fundo de previdência dos aposentados do GDF e os 5,5 milhões de euros que foram pagos ao Conselho Mundial da Água apenas para que o Distrito Federal adquirisse os “direitos de realização” do 8º Fórum em Brasília. E isso em um contexto de austeridade com a saúde sucateada, educação precária e uma grave crise de infraestrutura urbana no Distrito Federal entrando em colapso pela falta de manutenção periódica de construções de grande e médio porte.

A participação do Governo Federal também chama muita atenção. Em um contexto de programas sociais e políticas públicas importantes sendo abandonadas, o governo de Michel Temer através da ANA (Agência Nacional das Águas) resolveu investir 22 milhões de euros no Fórum das Corporações (sendo que até fevereiro havia sido pago pouco menos que a metade desse valor ao Conselho Mundial da Água). Esse valor, assim como o que foi investido pelo GDF, não passou por qualquer momento de consulta pública à população para verificar o real interesse público para um financiamento desse porte.

O relatório do 8º Fórum avança evidencia também que 25 milhões de euros está sendo pago pela ABDIB (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base), que é uma organização que tem como parte de seu quadro de associadas tanto empresas privadas do negócio da água e saneamento como também entidades públicas, impossibilitando assim que avaliemos se ainda há mais dinheiro público vindo dessa fonte. Ainda há outros 23 milhões de euros previstos em arrecadação com a Feira de Negócios (que outras empresas públicas também estão financiando, como a CAESB) e com inscrições individuais e de organizações, sendo que a metade desse montante já havia sido paga ainda no início de fevereiro.

Com base nesse relatório, o 8º Fórum Mundial da Água, que acontecerá dos dias 18 a 23 de março em Brasília custará, ao todo, 103 milhões de euros, sendo que mais da metade desse valor comprovadamente será pago com dinheiro público. Trata-se de um evento de grande porte, cujo interesse público nesse financiamento tão volumoso é questionado por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que alegam ser um espaço privilegiado para as grandes corporações, que colocam o lucro acima da vida, fazerem negócios com governos na tentativa de privatizar a água no mundo e transformá-la em uma mercadoria. Este cenário se torna ainda mais preocupante no Brasil, que é o país que possui as maiores reservas de água doce disponível em forma líquida no mundo e vive um contexto de governo Temer que busca privatizar setores estratégicos para o país como o setor elétrico e as empresas de água e saneamento nas cidades.

LEIA MAIS EM: http://fama2018.org/2018/03/11/forum-das-corporacoes-custara-ao-povo-brasileiro-mais-de-50-milhoes-de-euros/


Taciano Lemos de Carvalho on 11 Março, 2018 at 21:54 #

Uma informação estarrecedora sobre o escândalo do financiamento públicl do “Fórum das Corporações” internacionais que discutirão e exigirão, em Brasília este mês, a privatização das águas:

Um euro vale hoje um pouco mais do que R$4. Donde se depreende que o fórum das corporações interessadas na privatização da água consumirá mais de 200 milhões de reais do governo. Desses, mais de 120 milhões de reais serão desembolsados pelo governo do Distrito Federal. Pode? Silêncio quase total imprensa.


Daniel on 12 Março, 2018 at 18:39 #

Sou contra a utilização de dinheiro público para qualquer tipo de evento ou manifestação política/ideológica.

No entanto:

1. A fonte da informação me parece bastante suspeita;

2. Não notei participação de movimentos partidários no referido evento da água.


Taciano Lemos de Carvalho on 12 Março, 2018 at 20:48 #

A fonte jamais poderia ser a Nestlé, por exemplo. Ou qualquer movimento das giganrtes corporação ou lobby que defende a privatização da água, inclusive do Equífero Guarany.

No texto foi exposto como, com muita dificuldade o autor conseguiu arrancar a demonstração financeira.


Taciano Lemos de Carvalho on 12 Março, 2018 at 20:54 #

É a censura. Até mesmo:
Conteúdo da EBC sobre Fórum Mundial da Água terá que passar pelo crivo do governo
Contrato, assinado com a ANA, condiciona divulgação de material sobre o evento em todos os veículos e programas da empresa mediante “autorização”. Repórteres protestam.


Daniel on 12 Março, 2018 at 21:49 #

A coisa é ainda pior do que parece! Confesso que senti certa ânsia ao perceber como esse governo do estado trata a população como gado.

Segue matéria do jornal Gazeta do Povo sobre o evento absurdo que acontecerá em Salvador!

“Bancado com dinheiro de universidade, Fórum Social Mundial terá “Festival de Cerveja”

A programação do Fórum Social Mundial, que ocorrerá na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e receberá R$2,2 milhões da instituição de ensino, inclui até mesmo um “Festival da Cerveja Artesanal”.

O “Primeiro Festival de Cerveja Artesanal e Culturas de Resistência” será composto por oficinas, debates e shows voltados para a produção de cerveja artesanal como uma forma de resistência ao capitalismo e… captação de recursos.

De acordo com os organizadores, o festival é uma “iniciativa autogestionada (sic) por coletivos culturais que fomentam a produção de cerveja artesanal como cultura de resistência”.

A programação do Fórum Social Mundial também inclui o painel “As tarefas da Esquerda frente ao Golpe no Brasil”, com participação da Senadora Fátima Bezerra (PT-RN), dos Deputados Federais Arlindo Chinaglia (PT-SP), Marco Maia (PT-RS) e Maria do Rosário (PT-RS), e do Deputado Estadual Marcelino Galo (PT-BA).

Outras ações são a Frente Desenfeitiça Brasil, evento composto por mesas temáticas sobre a saúde de “uma sociedade biocentrada” e o “direito à diversidade” na medicina, e a Oficina de Envelhecimento e Gênero, que busca promover discussões sobre gênero em todas as etapas da vida, “do nascimento ao envelhecimento”.

Já para promover uma reflexão sobre “as lesbianidades” no cinema, o seminário “Quando lésbicas filmam lésbicas: Lesbianizando as produções audiovisuais” abordará visões de feminismos, sexualidade e raça no processo criativo audiovisual. O objetivo é “alcançar um modo contra-hegemônico de fazer cinema, que retrate com maior fidelidade a realidade atual”.

A oficina “Hacker: porque você precisa se tornar um(a)” pretende discutir a falta de valorização dos hackers brasileiros. O objetivo é “discutir o papel do hacker na Sociedade da Informação, demonstrar como qualquer pessoa pode usar o conhecimento hacker para a sua própria proteção online e conscientizar as pessoas para os riscos de não termos ‘hackers’ capazes de descobrir e revelar as estratégias maliciosas usadas online pelas grandes empresas e até por governos”.

A mesa redonda “A Festa como Resistência Cultural” será composta por três pesquisadores que pretendem estabelecer “uma compreensão da arte como excesso, desmedida neste mundo global de tendência imperial” e analisar a dimensão política da festa como “resistência afirmativa”.
Custos

Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria do evento não prestou maiores esclarecimentos sobre outras fontes de financiamento para o FSM.

A assessoria, no entanto, diz que o Fórum Social Mundial (FSM) não é uma iniciativa da Uneb e que não está “autorizada a passar maiores informações sobre parceiros ou financiadores”.

Além disso, afirmou que somente Mauri Cruz, membro da Diretoria Executiva da Abong (Associação Brasileira Organizações Não Governamentais) e integrante do Conselho Internacional do FSM, poderia responder aos questionamentos da Gazeta do Povo – Mauri não retornou as inúmeras tentativas de contato da reportagem.

Já o escritório da Abong, localizado em São Paulo, informou que não há nenhum responsável pela instituição disponível nos próximos dias e que não estava autorizado a fornecer contatos dos responsáveis pela associação.
Defesa

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou em entrevista à rádio Sociedade nesta segunda-feira (12) que a decisão do que fazer com a verba de mais de R$ 2 milhões é exclusiva da Uneb.

“A decisão do que fazer ou não [com o dinheiro] pertence a universidade e não ao governo do Estado. Na minha opinião a decisão da Uneb foi correta”, disse Rui.

Ele ainda defendeu a onda de cursos que abordam o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como um “golpe de estado”.

“É um cerceamento da circulação de ideias dentro da universidade. Quero prestar minha soliedariedade: a comunidade universitária precisa se levantar e protestar contra essa intromissão indevida”, completou o governador.
O que a Uneb está financiando

O Fórum Social Mundial promoverá debates sobre temas como identidade de gênero, “lesbianidades” e “desenfeitiço” e tem presenças confirmadas de personalidades como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, Pepe Mujica, do Uruguai, e Cristina Kirchner, da Argentina.

O evento, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de março, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, reunirá ações como marchas, assembleias, seminários e mesas de debate.

De acordo com a organização, o objetivo é “debater e definir novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes antidemocráticos e genocidas que diversos países estão enfrentando nos últimos anos”.
Outro lado

Em nota, a Uneb afirma que os gastos não têm impacto no orçamento da instituição e que o recurso é proveniente de suplementação orçamentária do Governo do Estado da Bahia.

“Cabe a universidade a execução destes recursos para cumprimento das atividades estritamente relacionadas ao FSM”, diz.

A instituição destaca ainda que a contratação dispensada de licitação seguiu os procedimentos legais após chamada pública divulgada no Diário Oficial do Estado.

“Todo o processo foi realizado dentro dos trâmites legais, a partir de consubstanciado parecer jurídico, e resguardou os princípios da transparência, lisura e responsabilidade na gestão dos recursos públicos”, conclui.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/bancado-com-dinheiro-de-universidade-forum-social-mundial-terafestival-de-cerveja-6b95pkh793c6f1k5pje4use1h


Daniel on 12 Março, 2018 at 21:51 #

Me parece surreal que alguém considere a hipótese de achar “natural” uma universidade completamente sucateada gastar uma quantia tão exorbitante em um evento de notório viés político.

Para ver a perversidade e a hipocrisia da coisa, em cidades que conheço, as escolas estaduais estão liberando os alunos na hora do intervalo para lancharem fora da escola pela inacreditável razão de que não houve repasse do GE para compra da merenda. Para não citar o estado quase falimentar da UESB, com demissão de funcionários e cancelamento de Processos Seletivos já em andamento. Agora, querem que consideremos normal esse mesmo governo gastar mais de 2 milhões de reais em um evento político…

Até onde vai a cara de pau desses sujeitos?


Taciano Lemos de Carvalho on 13 Março, 2018 at 21:13 #

É amanhã [4ª feira, 14 de março]! Primeira Mesa Internacional da Tenda da Unidade – Fórum Social Mundial 2018

A atual crise capitalista e o Sistema da Dívida na América Latina e no Caribe

Priscila Martins (Auditoria Cidadã Brasil e CADTM Brasil), Rodrigo Ávila (Atuditoria Cidadã Brasil), Maria Helena Saludas (CADTM Argentina), Camille Chaelmers (CADTM Haiti), Luis Moreno (Latinidad) e Ramiro Chimuris (CADTM Uruguai).

Dia 14/03 (quarta-feira), às 9:30h.

Local: Tenda da Unidade – Estacionamento da Portaria 1 do Campus de Ondina da UFBA.

Organização: Auditoria Cidadã da Dívida (Brasil), CADTM – Comitê Internacional Pela Anulação das Dívidas Ilegitimas e LATINIDADD – Rede Latinoamerica sobre Dívida, Desenvolvimento e Direitos.


Daniel on 14 Março, 2018 at 17:57 #

Pois é, e ainda há quem diga que não seja um palanque panfletário ideológico regado a dinheiro público travestido de “evento social”…


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