Imagem relacionada
OPINIÃO

Domingo passado chuviscou…

Ruy Guerra

A seca na caatinga é anúncio soturno do fim do mundo. 

Coisa do Cão. 

É quando, sem quê nem porquê, acontece. Chove. A bem dizer, pinga ou pouco mais. Chove chuva chuverando…

Sabe como é isso? 

Vindo de não se sabe onde, dos confins do desespero, num fim de dia inesperado, gotas, quase orvalho mas água, vinda das alturas. Talvez seja São José, santo encarregado das chuvas que voltou ao batente; talvez seja  bico duro de carcará raivoso, de goela seca, furando alguma nuvem gorda, coisa pouca… Mas o povão sabe que a cavalo dado não se olha o dente! 

Uma simples noite de migalhas de água e o sertão à mingua de vida acorda um tapete verde. 

Quem duvida do que digo  está mal informado ou tem às  de paus na manga . Juro e trejuro. A seca começa a se enforcar nas próprias tripas. A espinha do sertanejo se apruma e o seu olhar volta a brilhar, pronto para o próximo futuro. Malafortunadamente, o futuro próximo é a próxima seca. 

Aqui no Sul Maravilha a seca… não tem! Não, cara pálida? 

O nosso Rio de Janeiro faz tempo, põe anos nisso, tá enfrentando a sua própria seca. Uma seca de caraterísticas próprias, mas tão ou mais devastadora do que a nordestina. Uma seca  terrível para cidadão nenhum botar defeito. (Leia a  frase anterior com atenção, parceiro: diz o contrário do que pode parecer). E quando digo seca, incluo o seu cortejo de horrores. 

Para negar isso só cara de pau que vive em Miami, em Fisher Island ou quejandos, comendo do bom e bebendo do melhor, investindo em negócios altos dinheiros, vindos sabe-se lá de onde! Sabe-se lá de onde? Eu sei e você sabe… ( já que a vida quis assim, teus versos Vina, se imiscuíram, a despropósito, mas benvindos)… e ousaria adiantar: quem não sabe por estes brasis? 

Você discorda? 

Então vamos dar os nome aos bois: Vou fazer algumas citações e de bate pronto, veja o primeiro nome que lhe vem à cabeça.  Não diga  em voz alta para não emporcalhar muito a prosa : 

Mala de dinheiro? Guardanapos em Paris? Conversa em garagem de Brasília? Folguinha? Gravador? Balsa família (balsa, Terezinha, eu disse balsa)? 1,2 bilhões corrigidos mais de 6 bi? Patinhos amarelos? Vidas Secas? (não vale o Nelson Pereira, parabéns pelos próximos 90 anos, parceiro!), Carne fraca? Auxilio moradia?…e chega, por ora.  O espaço de que disponho aqui é pouco e precioso . 

Duro, né? Deu uma certa náusea? Enjoou de verdade? Vomitou? Foi mais além: palpitação, tontura, tentativa de suicídio, diarreia, sufoco, convulsões? Corra para a farmácia da esquina e auto medique-se, se vire, por que em matéria de saúde você está só no mundo! Não apenas nisso: em matéria de saúde também, não me façam dizer o que não disse! 

E agora, deu para sentir o tamanho da seca carioca e nacional ? Precisamos de chuva, muita chuva, diria mesmo que um dilúvio seria bem vindo (com bueiros e esgotos desentupidos) para a caatinga urbana florescer. Para amordaçar o Cão, chutar-lhe as costelas e devolve-lo à fornalha. Quarenta mil gotas de chuva caíram na madrugada do último domingo nas ruas do Rio e a população saiu eufórica às ruas e bebeu toda a edição do JB até às onze horas da manhã, festejando o despontar de grama no asfalto – promessa de que chuva, forte, transformadora, está a caminho. Letra a letra, sílaba por sílaba. Agora, urgente, soletrando a palavra E-L- E- I- Ç- Ã- O!

mar
07
Posted on 07-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-03-2018
DO BLOG O ANTAGONISTA
Políticos do PP viram réus na Lava Jato

A Segunda Turma do STF decidiu hoje acolher a denúncia contra quatro políticos do PP por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, informa o G1.

Com isso, os ex-deputados João Pizzolatti e Mário Negromonte e os deputados José Otávio Germano e Luiz Fernando Faria se tornam réus e passam a responder a ação penal no Supremo.

Os quatro são acusados de receber recursos de propina em contratos firmados entre empreiteiras e a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, entre 2006 e 2014.

Viva a realeza do time espanhol, que desfilou e venceu o PSG (2 a 1), no Parque dos Príncipes, em Paris.

Arriba Espanha, do português Cristiano Ronaldo. Que craque. Que time!!!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

extratos bancários de Michel Temer
O presidente Michel Temer Eraldo Peres AP
São Paulo 

A pressão da Operação Lava Jato se intensifica sobre o Planalto em meio à troca de comando na Polícia Federal. Em um constrangimento inédito para um mandatário no exercício do cargo, o presidente Michel Temer teve o sigilo bancário quebrado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso. O magistrado autorizou que a PF tenha acesso às movimentações bancárias de Temer entre primeiro de janeiro de 2013 e 30 de junho de 2017 como parte do inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa portuária Rodrimar em um decreto presidencial de maio de 2017  – o texto mudou regras de funcionamento dos portos no país.

O Planalto fez circular na imprensa a mensagem de que foi surpreendido pela decisão de Barroso, publicada primeiro pela revista Veja, e tentou reagir rápido. A assessoria de Temer divulgou uma nota, parte dela lida no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira, prometendo dar acesso à imprensa às movimentações financeiras do emedebista: “O presidente Michel Temer solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao período mencionado hoje no despacho do eminente ministro Luís Roberto Barroso. E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes suas contas bancárias”, diz a íntegra do texto.

É o segundo revés para o mandatário na área criminal em apenas três dias. O caso dos portos é uma das duas investigações em curso contra o presidente no STF, mas é a única que pode se transformar numa terceira denúncia contra Temer – ele já conseguiu barrar duas na Câmara. A outra apuração foi desatada na sexta-feira, pelo ministro Edson Fachin, do STF. Ele autorizou abertura de um inquérito no qual Temer será investigado sob acusação de capitanear esquema de propinas do MDB. No entanto, como se trata de supostos fatos acontecidos em 2014 –  portanto antes de Temer chegar ao Planalto -, ele não poderá ser responsabilizado por eles enquanto for presidente.

O novo cerco acontece justo quando o Planalto tenta emplacar a agenda da segurança pública como alavanca para a aprovação do Governo mirando as eleições de outubro. O sigilo de Temer vai para as mãos de uma Polícia Federal que acaba de trocar de comando: sai Fernando Segóvia, um nome aliado do MDB que havia publicamente desdenhado da investigação sobre o decreto dos portos, e entra Rogério Galloro, tido como mais alinhado com a Lava Jato.

Coronel e Loures na mira em caso que remonta os anos 90

O caso que provocou a inédita quebra de sigilo bancário de um presidente da República é uma derivação das delações de Joesley e Wesley Bastista. Segundo o Ministério Público Federal, interceptações telefônicas no círculo próximo de Temer levaram a suspeitas de irregularidades na emissão da Medida Provisória dos Portos, em maio do ano passado. De acordo com o então procurador-geral, Rodrigo Janot, os dados obtidos continham indícios de que a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos, teria sido “ao menos em parte” favorecida no decreto presidencial – o Planalto pede o arquivamento do caso dizendo que a firma não foi beneficiada.

Além de Temer e dos responsáveis pela empresa portuária, ex-assessores e amigos do círculo mais íntimo do presidente, já citados em outros escândalos, também tiveram os sigilos bancários quebrados por conta da investigação: o advogado José Yunes, o coronel reformado João Baptista Lima Filho e Rodrigo da Rocha Loures, o deputado flagrado com a mala de dinheiro enviada pelos irmãos Batista.

Yunes, o coronel Lima e Loures são acusados em diferentes frentes pelos investigadores da Lava Jato de serem operadores de Temer. Lima, cuja empresa fez a reforma na casa da filha de Temer, é quem recebeu, segundo o Ministério Público Federal, parte de dinheiro não declarado enviado por empresas como a JBS. A relação entre os dois é de longa data. Quando o presidente foi mencionado pela primeira vez em um escândalo de corrupção, na década de 1990, vários dos personagens protagonistas de agora já estavam lá: Lima e a Rodrimar, por exemplo. O caso viria a ser arquivado por falta de provas.

Yunes, advogado amigo de Temer que chegou a atuar no Planalto, é amigo do presidente de longa data e apareceu nas delações da Odebrecht como responsável por intermediar o recebimento de dinheiro não declarado da empresa, o que ele nega. Como revelou o EL PAÍS em outubro passado, o advogado teve por três anos – a partir de 2013 –  uma procuração para movimentar as contas bancárias da empresa controlada pelo presidente, a Tabapuã Investimentos. A Tabapuã possui salas comerciais na Faria Lima com aluguel anual estimado em um milhão de reais. A empresa de Temer também adquiriu terrenos em Itu em 3 setembro de 2014 – um dia depois que a JBS diz ter entregue um volume de dinheiro destinado a ele.

Na época da reportagem, o Planalto respondeu que a evolução patrimonial do presidente era compatível com suas propriedades: “A reportagem do El País já aponta a renda de aluguel anual mais do que suficiente para o presidente Michel Temer adquirir os imóveis. É, portanto, autoesclarecedora, além de demonstrar a compatibilidade da evolução patrimonial. Transações registradas em cartório, declaradas no imposto de renda são lícitas, não restando nenhuma dúvida sobre a legalidade da compra dos terrenos pelo presidente”, dizia a nota enviada ao Globo.

mar
07
Posted on 07-03-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-03-2018


Genildo, no portal de humor gráfico

mar
07

Após o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmar que discutirá a política de preços da Petrobras para que os consumidores de combustíveis não sejam tão afetados pelas volatilidades internacionais, a estatal divulgou nota afirmando que em nenhum momento foi cogitada “qualquer alteração nas regras atualmente aplicadas pela companhia”. A empresa ainda declarou que os preços praticados nas refinarias são “de sua exclusiva alçada”.

A Petrobras informou que o governo consultou a petroleira sobre as cotações externas, “quando registrou preocupação com a volatilidade dos preços para o consumidor final”. À rádio CBN Ribeirão, no entanto, o ministro da Fazenda falou pela manhã que “o presidente Temer está trabalhando duramente e tão logo se tenha nova política de preços definida”, será anunciado.

Meirelles disse que iria discutir a política de preços da Petrobras para que os consumidores de combustíveis não sejam tão afetados pelas volatilidades internacionais
Meirelles disse que iria discutir a política de preços da Petrobras para que os consumidores de combustíveis não sejam tão afetados pelas volatilidades internacionais

Na nota em que se posiciona sobre as afirmações do ministro, a estatal reafirmou que continuará ajustando os preços da gasolina e do diesel nas refinarias diariamente, em linha com as cotações internacionais de petróleo. A companhia ainda destacou o peso da carga tributária nos preços aos consumidores. “E tendo em vista a formação do preço final ao consumidor, onde a parcela da refinaria constitui menos de 50% no diesel e menos de 33% na gasolina, qualquer medida cujo objetivo seja o de reduzir a volatilidade deverá alcançar os demais componentes do preço, sendo que o principal deles é a carga tributária, federal e estadual”.

  • Arquivos