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27
 DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: SEGOVIA É DEMITIDO DA PF

O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, caiu.

Bateu de frente com Raul Jungmann, novo ministro da Segurança Pública, e levou a pior.

Rogério Galloro assumirá a vaga de Segovia. Número dois da PF na gestão de Leandro Daiello, Galloro sempre foi o preferido do general Sérgio Etchegoyen para a vaga.

Boa Tarde !!! Em ritmo de jazz !!!

BOA NOITE TAMBÉM!!!

(Gilson Nogueira)

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Posted on 27-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2018
 DO BLOG O ANTAGONISTA

O que é criminalidade, segundo Michel Temer

 

 

Além de pedir a jornalistas que não voltassem ao assunto da Lava Jato, Michel Temer disse hoje que a função do Ministério Extraordinário da Segurança Pública é combater uma criminalidade bem específica.

“Vamos registrar um fato: segurança pública é combater a criminalidade. Que tipo de criminalidade? Aquela, digamos, mais, podemos dizer assim, vivenciada, tráfico de drogas, a bandidagem em geral, e, evidentemente, a corrupção. Essa é a função do Ministério da Segurança Pública.”

Corrupção também?

 

Por que tantos mimos de Temer aos militares?

Temer passa em revista as tropas no dia 22 de fevereiro, ao chegar para reunião do Conselho Militar de Defesa.Temer passa em revista as tropas no dia 22 de fevereiro, ao chegar para reunião do Conselho Militar de Defesa. Joédson Alves EFE

Multiplicam-se no Governo Temer os mimos às Forças Armadas. A que se deve essa volta dos militares? Depois de quase 20 anos, por exemplo, um general do Exército é novamente chefe das forças militares, como ministro da Defesa. Tinha sido Fernando Henrique Cardoso quem, em seu segundo mandato, em 1999, pôs um civil, o senador Élcio Álvares, à frente dos militares. Desde então, esse ministério não voltou a ter um militar no seu comando.

Também pela primeira vez depois da ditadura, o Governo Temer ordenou, com o apoio do Congresso, uma intervenção federal com liderança militar em um Estado, o Rio de Janeiro, outorgando poderes de governo a um general na delicada questão da segurança pública. E pela primeira vez um ex-militar, Jair Bolsonaro, disputará as eleições presidenciais com boas chances de chegar ao segundo turno. Foi ele quem antecipou que, se ganhar as eleições, quatro ministérios importantes do seu Governo ficarão nas mãos de outros tantos generais de “quatro estrelas” do Exército.

Eu me perguntava em 11 de novembro de 2017, nesta mesma coluna, o que o Exército estava insinuando com os vários artigos de generais publicados na imprensa nacional exortando a que as eleições presidenciais de outubro próximo “sejam tranquilas”. Ninguém coloca em dúvida a lealdade da hierarquia militar no Brasil, enxertada democraticamente no jogo político. Mas tampouco se pode esquecer a preocupação que o generalato revela com a situação de caos que vive o país, enfrentando o maior escândalo de corrupção da democracia e o desprestígio da classe política, e às vésperas de eleições presidenciais com tantas incógnitas, em meio a um país dividido e irritado.

Antes que Temer chegasse ao Governo, os militares já demonstravam certa inquietação. Observou-se isso, por exemplo, durante todo o processo do impeachment de Dilma Rousseff, uma presidenta com quem as Forças Armadas tiveram sempre uma relação silenciosa, mas difícil, por seu passado de guerrilheira, torturada durante a ditadura. Os militares nunca confiaram nela, enquanto dialogavam com seu vice-presidente, Michel Temer.

Hoje a pergunta que se impõe é se essa presença e até a colaboração cada vez maior do Exército no Governo Temer se deve a essa especial boa relação que o político sempre manteve com os militares, ou se, como chegam a insinuar alguns, o presidente possui informações que não chegam à opinião pública sobre o mal-estar que reinaria em alguns círculos importantes do Exército, enquanto nas ruas, nas manifestações, vimos gente pedindo uma intervenção federal. Temer poderia estar dando mais relevo à presença do Exército em seu Governo porque conhece de perto sua lealdade com a democracia e seu desejo de participar mais ativamente na solução dos problemas do país, ou estaria tentando ganhar os militares ao lhes oferecer uma maior margem de manobra, já que conhece de perto a agitação que reina nos quartéis.

Nos próximos meses ficaremos sabendo se esses mimos ao Exército se devem apenas às boas relações de Temer com os militares, ou se por trás disso pode existir algum outro interesse político pessoal dele. Talvez esteja convencido de que, depois da ditadura, desapareceu qualquer perigo de insurreição militar, e que, portanto, os generais devem ser vistos como uma força democrática que pode ajudar a resolver os problemas do país. Ou poderia ser que o presidente, ao abrir as portas do Governo aos militares, esteja enviando a mensagem de que as Forças Armadas andam inquietas com os rumos do país e podem ter começado a soar os sinos de alerta de uma instituição com a qual é preferível colaborar para evitar tentações piores.

“Un, dos, tres, cuatro: ¡ Tierra, Cielo! Cinco, seis: ¡Paraíso, Infierno! Siete, ocho, nueve, diez: Hay que saber mover los pies. En la rayuela, o en la vida vos podes elegir un día. ¿Por que costado, de que lado saltarás?”

(Julio Cortázar, em Rayuela ( Jogo da Amarelinha, na tradução brasileira) fantástico livro do escritor argentino, lançado há mais de 50 anos , e cada dia mais contundentemente atual.

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

 

Gilberto Menezes Côrtes

Maior banco do país, o Itaú, controlado pelas famílias Setúbal, Villela e Moreira Salles teve ganho de R$ 24,9 bilhões no ano passado, com alta de 10,7%. No Bradesco, que tem entre os acionistas Denise Aguiar Alvarez, neta do fundador Amador Aguiar, o lucro de R$ 14,65 bilhões cresceu 11,9% sobre 2016. A maior expansão, de 44,5%, foi do espanhol Santander, controlado por Ana Botin. O Safra, de Joseph Safra, um dos brasileiros mais ricos do mundo, ganhou mais 13% (R$ 1,9 bilhão). 

    
    

No Brasil, os juros pagos aos investidores e depositantes em cadernetas de poupança (a taxa Selic) e a inflação descem pelo elevador. Sob o efeito da supersafra de alimentos, a inflação anual baixou de 10,7% em fins de 2015 para 2,86% em janeiro de 2018. Já a taxa Selic baixou 28,9%. Mas os juros bancários parecem descer vagarosamente pela escada. De acordo com o Banco Central, a baixa dos juros médios dos bancos se reduziu em apenas 22,8% no ano passado. 

Essa dinâmica foi altamente perversa para as famílias brasileiras, que, sob a pressão combinada da recessão, com o desemprego e os juros elevados tiveram encolhimento de 7,6% na renda. O cenário desigual agravou o comprometimento da renda com dívidas bancárias, que atingiu 60,8% em 2017, de acordo com estudos da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A parcela de famílias com contas ou dívidas em atraso aumentou atingiu 25,4% em 2017, com aumento frente aos 24,2% de 2016

   
   

Cartão de crédito é o pesadelo das famílias 

Os dados são do Banco Central. Em 2017, os juros dos cartões de crédito, que tiram o sono das famílias brasileiras, fecharam o ano em 240,7% ao ano. Mas quem estava pendurado e caiu na armadilha do crédito pessoal não consignadoarrumou corda para se enforcar. Embora a média das taxas apuradas pelo BC tenha sido de 113,3% em dezembro de 2017. Na primeira semana de fevereiro houve casos de taxas escandalosas. O Banco Daycoval, cobrava juros de 1.054% ao ano. Uma das campeãs em anúncios na mídia, a financeira Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, tinha a terceira maior taxa de juros do país: 708,73% ao ano. 

Mesmo com o grau de comprometido da renda dos brasileiros em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) muito inferior à média mundial, o que coloca o país na 40% posição conforme levantamento do BIS (o Banco Central dos Bancos Centrais), quando se trata de comparar a relação entre os custos das amortizações das dívidas com o tamanho da renda, o Brasil salta para a 11ª posição. O que é explicado pela baixa renda per capita dos brasileiros, de um lado, e as altas taxas de juros bancárias, de outro. 

Ainda segundo o o Banco Central, no crédito às famílias, a taxa de juros fechou 2017 com o nível médio de 31,9% ao ano. Uma taxa mais de dez vezes superior à taxa anual de inflação, de 2,9%. Uma comparação entre a taxa média de captação dos bancos e a taxa média dos empréstimos, o chamado spread bancário aponta desnível de 18,9 pontos favorável aos bancos.  

Os lucros dos bancos são ainda engordados pelos R$ 27 bilhões arrecadados no ano passado em tarifas bancárias e nas taxas de administração cobradas na gestão dos recursos geridos pelo sistema bancário (fundos de renda fixa e DIs, fundos de ações, e os fundos de pensão e de previdência). Esta é a área na qual os bancos mais vêm sofrendo concorrência das instituições não bancárias, como fintechs e cooperativas de crédito. A perda diária era de R$ 5 milhões para o sistema. Acossado pela concorrência da XP Investimentos, que não cobrava taxa de administração na gestão de recursos, o maior banco do país comprou 49% do capital da XP. O diretor de XP, Edgar da Costa Ramos, confirmou, porém que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para evitar maior concentração, obrigou o Itaú a manter a isenção de cobrança.

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27
Brasília
Temer durante reunião do Conselho Militar de Defesa, no dia 22.
Temer durante reunião do Conselho Militar de Defesa, no dia 22. Joédson Alves EFE

“Você no passado sempre estava pensando quem era o general. Agora você não sabe o nome de nenhum general, mas sabe o nome de todos os ministros do STF.” A frase, usada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em conversa com o EL PAÍS no ano passado, parece estar ficando obsoleta. Nunca em quase 30 anos de redemocratização os militares tiveram tanto protagonismo como agora. Primeiro, foi a nomeação de um general como interventor federal na área de segurança no Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, ao efetivar a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Pública, o presidente Michel Temer (MDB) fez mais um movimento no tabuleiro político para fortalecer as Forças Armadas, o que deve interferir na iminente sucessão no comando do Exército. Com o deslocamento de Raul Jungmann para a nova pasta, a vaga na Defesa ficou com o general Joaquim Silva e Luna.

É a primeira vez, desde 1999, que um militar assume o Ministério da Defesa. Foi o então presidente FHC (PSDB) quem extinguiu as pastas do Exército, da Aeronáutica e da Marinha e concentrou as três em uma só. Era o simbolismo final para afastar qualquer eco da ditadura militar (1964-1985): o comando político civil das três forças. Ao nomear Luna para a função, ainda que interinamente, Temer rompe com essa tradição e prestigia os militares, que com a intervenção federal no Rio de Janeiro assumiram, ainda que não de todo confortáveis e exigindo mudanças legais, a linha de frente do combate à criminalidade organizada.

Se a intervenção federal é lida como uma tentativa do presidente de elevar o seu prestígio junto ao eleitorado mais conservador e lançar sua candidatura para a reeleição neste ano, segundo afirmam  aliados e opositores, a aliança de Temer com os militares vem sendo cultivada há mais tempo. Desde que assumiu a presidência da República, em maio 2016, Temer, com velhas ligações com a área de segurança – ele foi secretário da área em São Paulo no anos 80, tem buscado essa proximidade. Nos últimos dois anos, o emedebista participou de ao menos dez encontros com comandantes das Forças Armadas. Neste ano, essa aproximação se intensificou. Só nos dois primeiros meses de 2018, foram quatro reuniões oficiais, conforme consta de sua agenda pública divulgada pelo Palácio do Planalto. Na semana passada, pela primeira vez desde a redemocratização, um presidente visitou o Ministério da Defesa.

Toda essa costura acontece às vésperas da mudança de comando no Exército, a força com maior contingente – 215 mil pessoas. No próximo mês, o atual comandante da força terrestre, o general Eduardo Villas Bôas, entrará para a reserva – ou seja, ele se aposentará. Dois de seus possíveis sucessores, no entanto, ocupam cargos chaves para a gestão federal e, possivelmente, não deixarão suas cadeiras vazias. O general Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, era um dos favoritos para substituir Villas Bôas. Etchegoyen tem cada vez mais prestígio com o presidente – ultimamente tem sido requisitado quase todos os finais de semana para participar de encontros reservados com Temer – e é da ala que defende o papel ativo dos militares na segurança pública se preciso. O outro cotado é justamente o novo ministro da Defesa, general Luna. Ele já foi chefe do Estado maior do Exército (o número dois da corporação) e, até domingo passado, era o secretário-executivo da pasta que agora comanda.

O próprio general Villas Bôas, ativo no debate da intervenção e dono de uma conta no Twitter com 80.000 seguidores, tem papel relevante em sua sucessão. Acometido com uma doença degenerativa que interfere em sua locomoção, o general não ouviu as sugestões para se afastar das funções. Decidiu ficar no cargo até este março, quando quatro de seus potenciais sucessores já terão entrado para a reserva. Villas Bôas quis evitar que militares com visões distintas da dele assumissem a função. Dessa forma, ele impediu que chegassem ao topo da carreira os generais Hamilton Mourão (um defensor da intervenção militar no país), João Camilo Pires de Campos, Juarez Aparecido de Paula e Theophilo Gaspar de Oliveira. Dado esse quadro, ventila-se que o favorito para comandar a tropa é Fernando Azevedo e Silva, ex-autoridade pública olímpica e chefe do Estado-Maior.

O abacaxi da Segurança e o fiel Jungmann

Raul Jungmann foi deslocado para a Segurança Pública porque quase nenhum nome sondado demonstrou interesse no cargo ou algumas das indicações de aliados não agradaram ao Planalto. A presidência cogitou colocar um militar para essa função, mas desistiu porque já há um general em um importante posto de comando de civis, o general Walter Braga Netto, interventor no Rio de Janeiro. Pesou a favor de Jungmann o fato de ele ter bom trânsito entre os governadores dos Estados e o Congresso Nacional, já que é suplente de deputado federal e ocupou uma cadeira no parlamento por dois mandatos consecutivos.

Filiado ao PPS, o novo ministro da Segurança é visto em Brasília como um político fiel e determinado, mas que pode soar errático porque tenta se movimentar conforme os ventos da opinião pública. No ano passado, quando movimentos sociais promoveram uma violenta manifestação em Brasília contra a gestão Temer, Jungmann defendeu que os militares fizessem a segurança do Distrito Federal. Um decreto foi assinado para legalizar sua sugestão. No dia seguinte, após a repercussão negativa, o Governo revogou a ordem o mais rápido possível. Na semana passada, Jungmann primeiro afirmou que a gestão federal apoiava mandados de busca, apreensão e prisão coletiva durante a intervenção no Rio. Diante das queixas generalizadas, no entanto, ensaiou voltar atrás.

Com um histórico de planos de segurança que não saíram do papel nas costas, o desafio de Jungmann, agora em interlocução com os militares que trabalham num plano a toque de caixa para o Rio, é imenso. Nesta terça-feira, o novo ministro será empossado por Temer no cargo. Na quarta, deverá apresentar sua equipe, que contará com ao menos nove assessores e um secretário-executivo.

Torquato enfraquecido e Segovia na mira de Raquel Dodge

Se, por um lado, o Governo tem fortalecido os militares, por outro, enfraqueceu o Ministério da Justiça. A pasta que hoje está sob a responsabilidade de Torquato Jardim perderá quatro de suas principais secretarias ou diretorias. São elas: a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). A Justiça será a responsável pela articulação das políticas voltadas aos povos indígenas, imigrantes, refugiados e pela secretaria nacional antidrogas.

A decisão de criar a pasta de segurança e enfraquecer a Justiça surge depois de outros reveses envolvendo o ministro Torquato Jardim, um advogado eleitoral e constitucionalista até então sem vínculos políticos claros. No fim do ano passado, Torquato concedeu uma entrevista na qual trouxe à tona a crise de segurança do Rio. Afirmou que policiais e alguns políticos locais teriam ligações com criminosos e aí estaria o cerne da violência local. O ministro agora fragilizado também perdeu uma queda de braço contra parte da Polícia Federal. Ele queria indicar o novo diretor-geral da PF em substituição a Leandro Daiello, mas não conseguiu. Por interferência de aliados de Temer, o escolhido como chefe da polícia foi Fernando Segovia, agora na mira do STF e da Procuradoria-Geral da República. Na semana passada, Segovia foi obrigado a se explicar a um ministro do STF sobre suas declarações favoráveis a Temer em um inquérito no qual o presidente é suspeito de beneficiar irregularmente um grupo de empresas. Nesta segunda, foi a vez  de a procuradora-geral da República, Raquel Dodge,  pedir ao Supremo “ordem judicial” para que o diretor-geral se abstenha de declarações a respeito de inquéritos em curso, sob pena de ser afastado do cargo.

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27
Posted on 27-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2018


 

Sid, no portal de humor gráfico

 

 

Jaques Wagner diz que não tem ‘a cabeça conspirativa’

 

Jaques Wagner, ainda sobre a Operação Cartão Vermelho:

“Eu não tenho a cabeça conspirativa, mas acho que a sociedade brasileira já está ficando um pouco cansada desse processo. A ordem da desembargadora federal para a busca e apreensão determina sigilo e saíram dando declarações.”

O petista acrescentou:

“Outra coisa que acho estranho é alguns órgãos da imprensa chegando antes da PF.”

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