O porta-voz do Governo do Brasil, Alexandre Parola, rebateu esta quarta-feira as críticas à intervenção de militares na segurança pública no Rio de Janeiro, garantindo que a decisão não teve interesses eleitorais.

“O presidente (Michel Temer) reitera que toda e qualquer decisão de Governo é regida pelos reais necessidade de encontrar soluções para as necessidades do povo brasileiro. A agenda eleitoral não era nem nunca o será causa das ações do presidente”, disse Alexandre Parola.

“O Presidente da República não se influenciou por nenhum outro fator a não ser atender a uma demanda da sociedade. É essa a única lógica que motivou a intervenção federal na área da segurança pública do estado Rio de Janeiro”, acrescentou.

Esta quarta-feira manhã, o ex-presidente brasileiro Lula da Silva, em entrevista à radio Itatiaia, afirmou que a intervenção no Rio de Janeiro era uma ação de “pirotecnia” que tinha sido motivada por interesses eleitorais.

Lula da Silva frisou que Michel Temer procura uma maneira de “ser candidato à Presidência” nas próximas eleições do país, a realizar em outubro, e pensou que “a segurança pública pode ser uma coisa muito importante” para alcançar o nicho eleitoral do deputado de extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocupa o segundo lugar em todas as sondagens de intenção de voto.

Michel Temer assinou na última sexta-feira um decreto que passou a segurança pública do Rio de Janeiro para as mãos do Exército.

O texto foi ratificado esta semana pelas duas câmaras legislativas do país, que, por maioria, apoiaram a medida para acabar com a guerra entre criminosos e contra as polícias, que tem elevado o número de crimes e a sensação de insegurança neste estado.

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