fev
20

Para recordar a Rota 66! Boa tarde! E Boa Noite!!!

(Gilson Nogueira)

fev
20
Resultado de imagem para Ba x Vi da vergonha no Barradão

 

Postado pela jornalista Olívia Soares nesta segunda-feira,19, em seu endereço no Facebook. Bahia em Pauta reproduz a análise de Eliano Jorge – pela relevância, isenção pessoal e  profissional, além da alta qualidade e conteúdo do texto jornalístico .Parabéns! ( Vitor Hugo Soares, editor do BP).

==================================================

“Trago texto do jornalista Eliano Jorge – craque nas suas análises, e encerro minha participação nos comentários sobre esse fatídico BA-VI. Um escárnio o que o jogador escreveu nas redes sociais durante toda semana, muito desrespeitoso. Mas nada justifica o acontecido ontem no Barradão, quase vira uma tragédia o BA-VI da paz”. (Maria Olívia Soares, no Facebook)

ARTIGO/OPINIÃO

O novo e os antigos vexames do BA-VI

Eliano Jorge

“Está caprichada a seletividade nos comentários sobre o Ba-Vi. Somos todos as expressões do provocador de rede social que perde a linha e dos que batem porque se sentem protegidos por seu grupo. Estamos encarnados ali nos brigões.

Não vi o jogo, então não sei como se portaram os times e a arbitragem quando a bola estava rolando. Vi erros generalizados nos piores momentos.

É uma bobagem essa demagogia de jogador fingir defender a honra da torcida como fiscal de comemoração. Ao tirar satisfação, está errado. Que denuncie aos árbitros as eventuais provocações. Ontem, não foi apenas isso, os rubro-negros usaram um pretexto porque estavam esperando a chance de acertar contas, principalmente com Vinícius. Claramente a briga foi uma continuação daquelas de 2017, requentadas nos últimos dias pelas redes sociais: http://atarde.uol.com.br/…/1936701-vitoria-e-bahia-fazem-pr…

Não tentem comparar com coreografias anteriores de flechada, coveiros e chororô. Se tem algum paralelo, é com “chupa que é de uva”, “senta que é de menta” e “chore na minha” — ainda assim, nenhuma delas teve legenda prévia na internet.

De qualquer forma, não entendi por que Vinícius foi expulso. Bastava cartão amarelo. Também me chamou a atenção sua coragem para acender estopins e depois não comprovar sua valentia. Mais covardes ainda foram os que deram socos pelas costas em adversários sem chance de defesa, como os rubro-negros Kanu, Yago e Rhayner e o tricolor Edson.

É ridícula e vergonhosa a decisão do Vitória de forçar a quinta expulsão. O teatro diante dos microfones a piorou. Mais um episódio para a lista de vexames extracampo do clube. Hoje, do presidente ao gandula, deveriam todos assistir ao inesquecível Ba-Vi de 1992 ganho com dois jogadores a menos (www.youtube.com/watch?v=D8IEn7rdArg) e aprender a honrar a instituição que representam.

Os antigos e recentes vexames protagonizados pelo Bahia — agora lembrados pelos rubro-negros e que os tricolores fingem esquecer, como WO da final de 1999, jogos encerrados antes do fim, clássico que terminou na delegacia em 1976, virada de mesa, caso Victor Ramos etc — não justificam o papelão de ontem. Não influenciam em nada, não aumentam nem diminuem o que o Vitória fez desta vez. Aliás, ele repetiu porque o mau histórico do futebol baiano é bem longo e a impunidade, maior ainda.

Mas, cada um que continue com sua manifestação cega, afinal seu clube está certo, seja ele qual for, e foi tudo bem ontem (domingo, 18)”.

Canção da trilha do filme “Una Mujer en la calle” (1954)- Uma Mulher na Rua – , com Marga López, na voz de Ignacio Villa,  Bola de Nieve, extraordinário músico e intérprete da música cubana. Uma raridade este vídeo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

  O general Braga Netto, interventor do Rio de Janeiro.O general Braga Netto, interventor do Rio de Janeiro. SERGIO LIMA AFP

A intervenção do governo Michel Temer (PMDB) na segurança pública do Rio de Janeiro mal começou e já enfrenta seus primeiros entraves. Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que a gestão federal prepara uma série de mandados coletivos de busca e apreensão para bairros inteiros do Rio. Medida essa que já foi adotada em ao menos outras três ocasiões e acabou proibida pela Justiça fluminense.

Cumprir mandados coletivos é algo incomum. Significa, por exemplo, que policiais (ou militares que estejam sob o comando do interventor) teriam a autorização para vasculhar qualquer casa da favela da Rocinha, uma comunidade com quase 70.000 habitantes. As varreduras ocorreriam mesmo se não houvesse a suspeita do cometimento de crimes pelos moradores ou frequentadores dessas residências. Para a ex-presidenta Dilma Rousseff,  “a iniciativa do governo golpista de promover mandados coletivos de busca, apreensão e captura é uma das mais graves violações aos direitos civis que o Brasil enfrenta desde o fim da ditadura”. Dilma comentou a questão no Twitter.

No ano passado, quando a polícia foi autorizada a investigar todas as casas da comunidade do Jacarezinho, o Judiciário suspendeu a decisão alegando que o abandono das regras e princípios jurídicos não é permitido nem em tempos de paz contra os cidadãos, nem em tempo de guerra contra os inimigos. Na ocasião, o mandado tinha como objetivo investigar a morte de um policial civil e a consequente reação que resultou no assassinato de sete moradores do local.

A possível batalha jurídica que Temer enfrentará já está no radar de vários especialistas do assunto. O procurador da República Vladimir Aras, por exemplo, afirma que esse mandado coletivo seria ilegal. “A intervenção federal não suspende garantias individuais. Entre essas garantias está o direito à inviolabilidade domiciliar. Se houvesse sido declarado o estado de sítio, seria possível fazer buscas coletivas, inclusive sem mandado judicial”, alertou em uma rede social. “Os mandados coletivos são um chute na porta do cidadão, de qualquer cidadão”, reclamou o deputado Wadih Dahmous (PT-RJ), ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio.

Opositores do Governo reclamam que a proposta não foi devidamente embasada. “Essa decisão da intervenção não teve qualquer planejamento. Foi uma decisão atabalhoada. Foi um tiro no escuro. Não foi feito nenhum balanço das ações anteriores”, reclamou o líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Nos últimos dois anos o Rio de Janeiro foi palco de 18 operações de Garantia da Lei e da Ordem, conhecidas como GLO. Nelas, militares das Forças Armadas e da Força Nacional eram deslocados para fazer o policiamento de diversas regiões do Estado. Os resultados delas ainda são desconhecidos do público em geral.

Endurecimento de lei penal

Enquanto o Governo se prepara para responder a uma enxurrada de processos contrários à sua intervenção no Rio, no Legislativo os congressistas tentarão aprovar medidas que endureçam as leis penais. Representantes da bancada da segurança pública, conhecida como bancada da bala, já esperam que projetos como o que a prevê a redução da maioridade penal, o que diminui os direitos dos detentos e o que altera o estatuto do desarmamento voltem à pauta do Parlamento.

“Se não endurecer a legislação, o marginal vai ver que o crime compensa. A intervenção no Rio é necessária, mas ainda assim, iremos enxugar o chão com a torneira aberta. As causas dessa criminalidade são as leis brandas e a sensação de impunidade”, afirmou o deputado Capitão Augusto Rosa (PR-SP), presidente da Comissão de Segurança

Na  mesma linha seguiu o deputado Major Olímpio Gomes (SD-SP). “Voto a favor desse decreto de intervenção, mas se você não criar um temor do criminoso de ser apenado, não vai mexer com nada”.

Ao menos três fatores devem influenciar para que pauta de segurança seja fortalecida no Congresso: ausência de projetos estruturantes na área econômica (a reforma da Previdência não pode ser votada enquanto a intervenção estiver em vigência), ano eleitoral em que políticos querem capitalizar feitos de olhos nos votos e o clamor popular estimulado pelo anúncio da gestão Temer de que vai pôr um fim na crise de segurança do Rio.

“Essa intervenção é mais um produto de comunicação e marketing do que um projeto sério. Se fosse uma intervenção de fato, teriam estratégia, planejamento. Tudo o que não tem”, criticou o deputado governista Índio da Costa (PSD-RJ). “O Governo encontrou uma saída honrosa para abandonar a reforma da Previdência. Agora, resta saber se ele vai conseguir dar um fim na crise do Rio, o que acho difícil”, ponderou o deputado oposicionista Júlio Delgado (PSB-MG).

Em outra frente, a relatora do decreto na Câmara, Laura Caneiro (MDB-RJ), já tenta estender o prazo em que a União continuará subsidiando as ações de segurança em seu Estado. No relatório que embasou a votação na Câmara, Carneiro sugeriu que no orçamento da União de 2019 constem novos recursos para a área de segurança do Rio e pediu que o Ministério do Desenvolvimento Social desenvolva projetos em todas as cidades do Estado.

Anthony Garotinho, ex-governador do estado de Rio de Janeiro, alvo de denúncias de corrupção, com passagens pelos complexos penitenciários de Bangu e Benfica, em demonstração típica de sujo falando de mal lavado.

fev
20
Posted on 20-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-02-2018


 

Paixão, na (PR)

 

São Paulo
Campanha abuso assedio sexual futebol
Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo, integra campanha contra abuso sexual no futebol. Divulgação

Pela primeira vez no Brasil, jogadores se mobilizaram para falar publicamente sobre um tipo de violência comum, porém tratado como tabu no futebol. Em campanha do Sindicato de Atletas de São Paulo, 33 atletas e ex-profissionais, entre eles Edu Dracena e Moisés (Palmeiras), Rodrigo Caio e Diego Lugano (São Paulo), Felipe (Porto-POR), Cicinho (Brasiliense) e Giovanni, ídolo do Santos na década de noventa, fazem um alerta sobre assédio e abuso sexual de crianças e adolescentes em categorias de base. Um vídeo com depoimentos dos jogadores e a hashtag #chegadeabuso é o primeiro passo da campanha, que deve se desdobrar em ações preventivas nos clubes ao longo do ano.

dealizador da campanha, o ex-goleiro Alê Montrimas já revelou ter sido assediado por técnicos, preparadores e dirigentes durante sua carreira. No ano passado, ele ministrou 40 palestras em equipes infantis e escolinhas, alertando garotos sobre as armadilhas que podem encontrar no caminho até se tornarem estrelas da bola. Entende ser importante, nesse momento em que estrelas do cinema e da televisão se expõem ao denunciar abusadores, mostrar que o aliciamento para fins sexuais também é uma rotina na formação de atletas do esporte mais popular do país. “O mundo inteiro está falando sobre assédio e abuso sexual”, afirma Montrimas. “O objetivo da campanha é sensibilizar pessoas que não são do meio. Até porque, quem conhece minimamente o futebol, sabe que a violência sexual contra jovens jogadores é uma realidade.”

Antes de Alê Montrimas, o único atleta que havia tocado no assunto foi o também goleiro Marcelo Marinho, hoje aposentado. Em 2005, quando defendia o Corinthians, ele afirmou ter sido assediado pelo preparador de goleiros quando jogava no Vasco, aos 12 anos. “O cara deu em cima de mim e eu cheguei a sair na mão com ele. Fiquei muito abalado. Tinha vindo do interior da Bahia para uma cidade grande e aconteceu aquilo. Achei que não daria mais. Pensei em largar o futebol e desistir de tudo”, disse Marcelo, diante dos jornalistas. Depois da repercussão de seu desabafo, a diretoria corintiana o orientou a não falar mais sobre a denúncia. Por causa do estigma da homossexualidade que acompanha casos de abuso sexual envolvendo vítimas do sexo masculino, foi alvo de chacota dos próprios companheiros de time. Depois disso, sua carreira entrou em declínio. Parou de jogar precocemente, aos 30 anos, no Penapolense. “[O assédio] foi algo que me marcou, mas duvido que outros jogadores não tenham sofrido a mesma coisa. Só que ninguém tem coragem de falar. Eu cresci meio revoltado. Por isso, aprontei bastante, fiz muita besteira.”

A campanha no Brasil é inspirada em uma ação semelhante realizada pela Federação Inglesa de Futebol, em que jogadores da seleção local, incluindo o capitão Wayne Rooney, encorajavam vítimas a denunciar abusos nas categorias de base e a “não sofrer em silêncio”. Em 2016, um escândalo de abuso sexual no futebol abalou a Inglaterra. Os casos vieram à tona depois que o ex-defensor Andy Woodward revelou ter sido abusado pelo técnico Barry Bannell quando atuava na base do Crewe Alexandra, time da quarta divisão inglesa. Desde então, a polícia recebeu outras 838 denúncias, sobretudo de crimes praticados entre 1975 e 1990, somando 294 técnicos, olheiros e dirigentes suspeitos. Nesta segunda-feira, Bannell foi sentenciado a 30 anos de prisão por estupro de 12 meninos entre 8 e 15 anos. Ele já havia sido preso e condenado por delitos sexuais em 1995, mas conseguiu se manter no futebol usando um nome falso. Em seu depoimento às autoridades, Woodward alegou que os clubes por onde o ex-treinador passou sempre foram coniventes com os abusos e nada fizeram para impedi-lo.

Não há dados oficiais sobre casos de abuso sexual no futebol brasileiro. Um levantamento do EL PAÍS com base em processos na Justiça (veja o mapa abaixo) registra pelo menos 111 ocorrências desde 2011. Especialistas em direitos infantojuvenis avaliam que o número seja bem maior, já que no Brasil apenas 7% dos episódios de violência sexual contra crianças e adolescentes são denunciados. Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) firmou um pacto com a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em que se comprometia a adotar 10 medidas para evitar abusos sexuais e o tráfico de jovens jogadores em categorias de base e escolinhas. No entanto, quase quatro anos depois da assinatura do acordo pelo então presidente da entidade, José Maria Marin, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados concluiu que a CBF efetivou parcialmente apenas duas medidas sugeridas pela CPI.

  • Arquivos

  • Fevereiro 2018
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728