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General Walter Braga Neto vai mandar no Rio

O presidente Michel Temer deve decretar uma intervenção na segurança pública do estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16), informou o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Com a medida, serão as Forças Armadas as responsáveis pelo comando tanto da Polícia Militar como da Polícia Civil. Assim que o decreto for publicado pelo presidente, ele deve ser encaminhado pelo Congresso Nacional, em até 10 dias, que precisa aprovar ou rejeitar a decisão.

Conforme informações de fontes do governo, a decisão teve a concordância do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e foi aprovada durante uma reunião emergencial no Palácio da Alvorada na noite desta quinta-feira (15).

O interventor seria o general Walter Braga Neto que, na prática, substitui Pezão na área de segurança pública do estado.

O estado do Rio de Janeiro vê a crise na segurança se agravar dia após dia, tanto por parte da população civil, vítima do fogo cruzado entre bandidos e policiais, como nas próprias corporações, que somaram mais de 100 mortos no ano passado.

Segundo a Constituição brasileira, no caso de uma intervenção federal em qualquer estado, nenhuma medida poderá alterar a Carta Magna do país. Ou seja, se realmente entrar em vigor, a desejada reforma da Previdência de Temer poderá ficar fora da pauta. A votação estava marcada para a próxima semana. (ANSA)

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 ARTIGO
Além de um fricote
Lilian Machado

Uma catarse de alegria e chão desvendado por pés que andam e pulam sem parar, atrás de uma imensa caixa de som que eleva o poder da música. Em cima dessa definição chamada trio elétrico, versos, acordes e batidas ampliam a euforia de quem está embaixo. O folião entra naquela onda sonora e se inebria com passos e danças que surgem sem ensaios – é o corpo que pede e responde aos apelos.

Essa emoção eu vivi na experiência de pular atrás do trio elétrico de Luiz Caldas, no Carnaval de Salvador, trajeto Barra-Ondina.

Depois de alguns anos sem ir àquele circuito da folia, decidi arriscar a volta até o lugar “serenado” pelas águas do mar e abençoado pelo Farol e o Cristo. Há algum tempo resistia ao corredor que havia se transformado numa vitrine de televisões e camarotes. Mas, era preciso conferir de perto o que se propagava como o “novo” carnaval sem cordas da Bahia, em um dos mais efusivos locais da folia.

As companhias é bem verdade valeram muito mais. No carnaval, a energia do folião do lado tem que vibrar igual a sua senão não presta. A combinação existiu, portanto, a alegria eclodiu, aconteceu! Mas Luiz Caldas ajudou demais. Foi fácil se contagiar com o seu repertório.

Com Visão do Cíclope (Quero ver toda a massa cantando reggae
sem se importar com a coisa que me carregue), Luiz explodiu a multidão que o acompanhava.  Era gente demais, gente que reconhece aquele que muitos resumem apenas, como pai do Axé Music, mas que representa muito mais para a deusa música.

Clássicos do Carnaval, de Moraes Moreira, Armandinho, Jerônimo, entre os próprios de sua conhecida carreira receberam o brilho dos solos de sua guitarra. Assim, Luiz contagiou a massa, ferveu o chão, fez a alegria do folião pipoca, como se diriam nas definições clichês da festa. Assim nos fez amar aquela noite de Carnaval. 

Já tinha noção sobre o seu talento e afinco musical, mas só pude ter certeza neste Carnaval ao pular junto a sua pipoca.

Entre aqueles que ainda não o conhecem ouso o convite. Como amante da música, vocacionado, aprendiz diário de novos arranjos, Luiz não faz marketing,  mas abriu um portal na internet, onde disponibiliza música gratuita, com a intenção de lançar um álbum por mês. 

Já são 64 discos, 700 músicas gravadas e 25 milhões de downloads, numa prova de que a sua vida musical foi muito além de um “Fricote”.   

PS: Fricote é o nome do primeiro sucesso de Luiz Caldas.
Lilian Machado é jornalista, ex-repórter de política da Tribuna da Bahia, premiada mais de uma vez pela melhor cobertura da Assembleia Legislativa da Bahia
 

 

“Visão do Ciclope”, Luiz Caldas: vai dedicado à jornalista Lilian Machado – amiga do peito dos que pensam e fazem o Bahia em Pauta , a começar por seu editor – em agradecimento e louvos ao belo texto que ela assina hoje no site blog. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

fev
16
Posted on 16-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-02-2018


 

Sinovaldo, no (RS)

 

DO BLOG O ANTAGONISTA

Se Lula for preso, não haverá “levante social” nenhum

José Roberto Guzzo pergunta — e responde — de onde vem a história de que a prisão de Lula causaria “levante social”:

“Desde que o ex-presidente teve a sua condenação confirmada pelo Tribunal Federal Regional-4, em fins de janeiro, ficou mais do que comprovado que as grandes massas populares, que deveriam se levantar num movimento de revolta em apoio ao líder, estão pouco ligando para o seu destino. Tratava-se de fato sabido há longo tempo, pela absoluta falta de interesse do público em sair às ruas para defender a causa do PT, mas o debate político insistia em manter a ficção do “levante social”. Agora está mais do que demonstrado que isso não existe ? e se isso não existe, de onde vem a história de que Lula pode virar um “mártir” se tiver de cumprir sua sentença? Não vem de lugar nenhum. É apenas uma invenção, como as teorias dos seus advogados sobre “falta de provas”, acertos entre magistrados para condenar o réu, desrespeito aos “procedimentos legais” e tantas outras bobagens. É, também, um singular retrato da porção “liberal” das classes ricas deste país. Têm, no seu íntimo, horror de Lula. São contra tudo o que ele diz ? embora uma boa parte tenha se beneficiado do que ele fez. Não querem que Lula volte a ser presidente. Mas, ao mesmo tempo, querem que ele não seja incomodado em nada. Em matéria de almoço grátis, é o que há.”

Washington
Mães e estudantes, nesta quarta-feira, na escola da Flórida.
Mães e estudantes, nesta quarta-feira, na escola da Flórida. MICHELE EVE SANDBERG AFP

O tiroteio desta quarta-feira em uma escola de ensino médio em Parkland, na Flórida, que matou pelo menos 17 pessoas, é o exemplo mais recente de uma série de números horripilantes. As estatísticas são um duro golpe de realismo por trás da epidemia de violência armada que sacode os Estados Unidos sem trégua.

Desde o começo de 2018, 1.816 pessoas morreram nos EUA devido à violência armada, de acordo com os dados mais recentes da organização Gun Violence Archive. Isso equivale a uma média de 40 mortes por dia.

Em apenas seis semanas, 3.125 pessoas foram feridas por tiros. Houve 30 tiroteios em massa, que recebem essa classificação quando há pelo menos quatro mortos. A organização não inclui pessoas mortas por suicídio em suas estatísticas. Dentro desses parâmetros, a entidade estima que 15.590 pessoas morreram por armas de fogo em 2017 no território da maior potência mundial. No Brasil, um dos países mais violentos do mundo, 44.861 pessoas morreram vítimas de armas de fogo em 2014, últimos dados disponíveis, ou 123 por dia.

A epidemia de tiroteios faz dos EUA uma anomalia no mundo desenvolvido
 

A avalanche de mortes por violência armada faz dos Estados Unidos uma anomalia no mundo desenvolvido. Não há um número exato de quantas armas de fogo estão nas mãos de civis no país, mas a estimativa é de que existam cerca de nove armas para cada 10 cidadãos. É a maior proporção do planeta. Segundo cálculos do Serviço de Pesquisa do Congresso, com base em um estudo de 2012, havia cerca de 310 milhões de armas em 2009. O país tem 321 milhões de habitantes.

A Constituição norte-americana ampara o uso das armas de fogo, que muitos consideram parte do DNA nacional. Seus defensores receiam qualquer mudança que dificulte sua comercialização, num sentimento que combina o medo do intervencionismo governamental e a crença de que as armas são necessárias para a defesa pessoal. O presidente Donald Trump e os republicanos apoiam essa posição. Cada matança acentua a discrepância em relação ao grupo que opina o contrário: que para conter a epidemia de violência é preciso limitar o acesso a pistolas e rifles.

O ritual se repete após cada massacre dos últimos anos. Inicialmente, impulsionado sobretudo por políticos democratas e organizações sociais, reabre-se o debate sobre um maior controle das armas de fogo. Mas rapidamente o debate perde força por causa da falta de consenso entre os legisladores, pois existe uma forte rejeição ao controle por parte de muitos políticos conservadores e do poderoso lobby da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês).

A última mudança legal significativa em nível nacional foi em 2007, quando se ampliou a proibição da venda a pessoas com transtornos mentais e a delinquentes. As maiores restrições dos últimos anos foram impostas individualmente por alguns Estados.

Em um primeiro momento, a morte de 20 crianças e seis adultos numa escola de Connecticut, em 2012, parecia ser um ponto de inflexão. O então presidente Barack Obama, do Partido Democrata, propôs ampliar o controle de antecedentes policiais, proibir os rifles de assalto e limitar o volume de munição que podia ser vendida a cada pessoa. Mas não obteve os votos suficientes no Congresso.

Também a morte de 49 pessoas numa discoteca de Orlando, em 2016 – até então o pior massacre armado nos EUA – serviu para mudar o panorama. Naquela ocasião, quem empunhava um rifle semiautomático era um simpatizante jihadista. Ressurgiu o debate sobre a proibição da venda desses fuzis, que havia sido revogada em 2004, mas, superada a comoção, o impulso reformista se atenuou.

E tampouco a morte de 58 pessoas em outubro passado em Las Vegas, na pior chacina da história do país, alterou suficientemente as consciências dos legisladores nacionais. Um homem abriu fogo da janela de seu hotel contra o público de um festival de música country. Tinha 20 armas e modificara algumas delas para que os rifles semiautomáticos disparassem com a potência de um automático. Nos dias posteriores à matança, a cúpula republicana do Congresso e inclusive a NRA apoiaram que fosse dificultada a venda do artefato utilizado para modificar os rifles, mas o debate perdeu fôlego desde então.

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