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Posted on 15-02-2018
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Eleições 2018
Ciro, Alckmin e Marina: embolados em segundo lugar nas pesquisas sem Lula.

Embora o PT insista em manter o ex-presidente Lula como pré-candidato à presidência, o petista está cada vez mais longe da disputa, depois de condenado em segunda instância pelo TRF4. E sem seu nome entre os pré-candidatos, o cenário eleitoral fica ainda mais incerto. Segundo a última pesquisa Datafolha, disputam o segundo lugar a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). Todos, atrás de Jair Bolsonaro (PSC), que lidera o pleito sem o ex-presidente petista no páreo.

Embolados, os três pré-candidatos terão que correr para passar na frente não somente um do outro, como de dois outros potenciais grandes adversários: o surgimento de um outsider, que pode se materializar na figura do apresentador Luciano Huck, por enquanto sem partido, e a rejeição da população à classe política. Sem Lula, até um terço dos brasileiros dispensa qualquer outro candidato e prefere anular ou votar em branco, aponta a mesma pesquisa.

A briga é grande não só pela herança de votos de Lula mas também diante de um eleitorado cada vez mais refratário aos nomes da política atual. Pesquisa feita pelo instituto Locomotiva revela que 93% da população acha que é preciso formar novas lideranças políticas para mudar o país e 96% dizem não se sentir representada por nenhum político em exercício. Neste aspecto, tem razão Marina Silva quando diz que “o adversário mais forte é o descrédito que a população está colocando na política”, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, na última segunda-feira.

Neste vácuo político, cada um dos três pré-candidatos elegem suas estratégias para sair na frente. Marina Silva adota o discurso da coerência, afirmando incansavelmente que é “a mesma desde 2010”, lembrando que não está envolvida em nenhum caso de corrupção e evitando apontar o dedo para possíveis adversários. Defende que a justiça seja feita “para todos”, mas que Lula tem o direito de recorrer a todas as instâncias com recursos que lhe são permitidos. E se diz a candidata que combaterá o ódio “com amor”. Coincidência ou não, na sequência em que a pesquisa Datafolha foi publicada, a ambientalista deu início a uma maratona de entrevistas a jornalistas. Marina não esconde sua contrariedade ao desenrolar do debate sobre a reforma da Previdência durante o Governo Temer, que, segundo ela “fala somente com os empregadores, e não com os trabalhadores”. 

Nesse mesmo sentido, Ciro Gomes também faz críticas diretas à reforma de Temer, e ao crescente desemprego. Tanto Ciro como Marina têm pela frente o trabalho contra o ‘estigma’ que os persegue em suas campanhas políticas. . Ciro, por um supostamente ter um gênio intempestivo, enquanto a pré-candidata da Rede é tida como indecisa e com viés conservador, sempre a raiz de sua religião, evangélica, que poderia contaminar seu governo, na visão de quem a teme. “ Não imagino que depois de tanta luta para que tivéssemos um estado laico, iríamos reeditar a ideia de um Estado teocrático”, disse Marina à jornalista Carla Jiménez, do EL PAÍS. “Fui militante das causas ambientais, da educação, de direitos humanos, causa indígenas ”, lembrou. Seu desafio, no entanto, é fazer chegar essa mensagem para além dos 20 milhões de eleitores que ela conquistou na última eleição. Com pouco tempo de TV e um fundo partidário de 280.000 reais, a Rede agora conversa com os mesmos partidos da coligação que a acompanhou em 2014 para compor o programa.

Ciro Gomes, por sua vez, refuta as críticas a seu estilo pessoal e cerca-se de cuidados para evitar embates com lulistas. Para alguns analistas, ele é quem mais tem poder para se beneficiar da ausência de Lula no Nordeste, região que tem a maior preferência do petista (60%). Em um cenário sem o ex-presidente Ciro pode crescer na região onde já foi governador, e teria chances reais de herdar votos de Lula. A campanha do pedetista tem trabalhado para divulgar vídeos com as falas de Bolsonaro em relação a mulheres e às minorias para apontar seu perfil mais agressivo.

Já Geraldo Alckmin pode se beneficiar por ser o único, entre os três, a ter um partido maior por trás, o que lhe garante maior tempo de televisão e mais verba partidária para a campanha. Ao mesmo tempo, porém, o PSDB pode ser o maior trunfo ou o pior problema para o governador paulista. Após cotoveladas com seu afilhado político, o prefeito de São Paulo João Doria, Alckmin segue disputando espaço dentro do partido. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acena, constantemente, para uma possível candidatura do apresentador Luciano Huck. “Seria boa para o Brasil”, disse o ex-presidente em entrevista à Jovem Pan, uma das rádios mais populares do país, apontando uma manobra que ainda se tenta decifrar.

Fora do ninho tucano, Alckmin ainda tem outra batalha, a das alianças. Seu vice, Marcio França (PSB), já anunciou que será candidato no âmbito estadual. o que pode colocar em xeque a união dos dois partidos na campanha majoritária. Sem alianças fortes, o precioso tempo na TV fica mais curto.  Por isso, PSDB e o MDB, de Michel Temer, estão flertando. Neste caso, o apoio do MDB pode ser bem-vindo, por garantir o maior tempo na televisão de toda a campanha, e uma fatia mais encorpada do fundo partidário. Mas pode ser também um tiro no pé, já que 87% dos brasileiros não votariam em um candidato a presidente apoiado por Temer, segundo o Datafolha.

Além disso, para uma aliança entre PSDB e o MDB, o partido do presidente da República teria de abrir mão de seus possíveis candidatos: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e até mesmo o próprio Temer, que vem confessando seu desejo de entrar na disputa.

Enquanto as peças se movem lentamente, Alckmin usa as redes sociais para promover seu governo e se dizer “preparado para o Brasil”. Mas, assim como seus adversários, o governador evita debater propostas concretas por enquanto.

Para André Torretta, marqueteiro político da Cambridge Analytica Ponte, vai sair na frente justamente o candidato que tratar de temas palpáveis para o eleitor. “Ninguém está falando de segurança pública e desemprego”, diz. “O projeto dos partidos para diminuir o desemprego qual é? Para melhorar a segurança do país, qual é?”. Na opinião de Torretta, por enquanto, apenas Lula está falando com a população. “Enquanto a direita discute se o Estado é pequeno ou grande, o outro [Lula] está viajando e abraçando a população”. Ele se refere às caravanas realizadas pelo petista desde o ano passado.

De acordo com Torretta, a quantidade de pré-candidatos ainda não está definida, embora os partidos cravem que todos estão na jogada. “É preciso ver quanto tem de verba de fundo partidário para todos esses partidos e ver se haverá dinheiro para uma campanha nacional”, diz Torretta. “Aí sim será possível saber se haverá essa quantidade toda de candidatos”.

Nem mesmo a retirada da candidatura de Luciano Huck pode ser vista como certa. Ainda que o global tenha afirmado, no fim do ano, que estava fora da disputa, o EL PAÍS apurou que, mesmo após sua retirada do tabuleiro, ele segue monitorando as pesquisas e acompanha de perto as movimentações na corrida eleitoral.

Enquanto as peças deste xadrez ainda não se posicionam de uma maneira clara, o relógio corre para o cenário econômico. A Moody’s, agência de classificação de risco, emitiu um comunicado na semana passada afirmando que as próximas eleições na América Latina “apresentam riscos para as reformas fiscais e estruturais na região”. Isso porque, segundo a agência, “os novos governantes podem estar menos interessados em prosseguir com os programas ambiciosos de reformas, após vários anos de crescimento fraco”. Ainda que o compromisso seja mantido, segue a Moody’s, a implementação dessas reformas pode ser dificultada pela falta de apoio político. Algo que o presidente e, quem sabe, pré-candidato, Michel Temer está vivendo na pele com a reforma da Previdência.

Do blog O Antagonista

Marun e a caravana do atraso

O governo encaminhou projeto para repassar R$ 2 bilhões do Orçamento aos prefeitos, às vésperas do início previsto para a votação da reforma da Previdência, relata o Estadão.

Havia um impasse em torno da liberação desses recursos, o que, segundo o jornal, gerava “críticas na base do governo” –ou seja, aliados reclamando.

Carlos Marun disse que o envio do projeto responde àqueles que afirmaram que o governo não iria cumprir o compromisso. “Mais uma vez calando a boca do caravana do atraso.”

De caravana do atraso, o ministro entende.

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COM OU SEM H, A BAHIA NA PAUTA DO SAUDOSO MANCINI. VIVA ELA !!! VIVA ELE !!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta quarta-feira (14) que a competência para julgar o processo que envolve a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), é da Suprema Corte, e não do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Após a decisão, a assessoria de Cristiane divulgou a seguinte nota: “A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) respeita a decisão e reforça o pedido para que o Supremo Tribunal Federal defina logo a questão.”

Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB e condenado no processo do mensalão, Cristiane Brasil foi anunciada como ministra do Trabalho pelo presidente Michel Temer no dia 3 de janeiro, mas tem enfrentado uma batalha na Justiça para assumir a pasta.

Em janeiro, um juiz de primeira instância suspendeu a posse da deputada. O juiz atendeu ação popular que questionava a nomeação após o G1 revelar que Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. O governo recorreu à segunda instância, que também manteve a posse suspensa.

Mas no último dia 20, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins concedeu uma decisão liminar (provisória) liberando a posse de Cristiane Brasil.

No dia 22 de janeiro, no entanto, Carmen Lúcia, também de forma liminar, suspendeu a posse novamente. Na ocasião, a ministra analisou uma reclamação movida por um grupo de advogados, que afirmou que a competência para julgar o caso era do STF, e não do STJ.

Nesta quarta-feira, a presidente do Supremo cassou a decisão de Humberto Martins, e considerou que só o STF poderá decidir sobre a questão. Além disso, ela determinou que os autos do processo sejam enviados imediatamente ao Supremo.

Com isso, a decisão final sobre a posse de Cristiane Brasil caberá à presidente do Supremo.

Para a ministra, o STF deve deliberar porque a nomeação envolve a moralidade administrativa, princípio da Constituição determinado sobre todos os atos do poder público.

“A matéria posta em análise tem como núcleo preceito constitucional dotado de densidade normativa suficiente a regular a situação apresentada […] Eventual referência de matéria infraconstitucional na causa posta na ação popular não afeta, portanto, a atuação deste Supremo Tribunal na presente reclamação, pela inequívoca natureza constitucional do fundamento utilizado”, escreveu Cármen Lúcia.

Trecho da mensagem da Campanha da Fraternidade 2018,  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançada nesta quarta-feira (14), cujo tema é Fraternidade e Superação da Violência. O documento aponta formas e tipos de violência no Brasil, dando destaque às praticadas contra os negros, os jovens e as mulheres. “Os grupos sociais vulneráveis são as maiores vítimas da violência”, disse o presidente da entidade, cardeal Sérgio da Rocha.

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15
Posted on 15-02-2018
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Duke, no jornal (MG)

 

Beija-Flor é campeã do Carnaval Rio 2018
Detalhe do desfile do Beija-Flor na Sapucaí. Silvia Izquierdo AP
  • A Beija-Flor é a grande campeã do Carnaval do Rio em 2018, um ano marcado pelo tom político e de protestos nas ruas que chegou até ao Sambódromo. Neste ano, 13 escolas disputaram o título no Carnaval mais tradicional do Brasil. Durante toda a apuração, Mocidade, Salgueiro e Paraíso do Tuiuti se revezaram na liderança, mas foi a escola de Nilópolis, que apresentou o enredo Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pari, que levou para casa seu décimo quatro título. Também com um desfile em tom de protesto e carregada de críticas ao Governo do presidente Michel Temer, a Paraíso do Tuiuti foi eleita vice-campeã, com o enredo Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?.

A Beija-Flor foi a última a passar pelo Sambódromo do Rio neste ano. Com um desfile denso, fez um paralelo entre o romance de Frankenstein (1818), de Mary Shelley, que completa 200 anos em 2018, com os problemas sociais do país. Não houve trégua para políticos e empresários. Saiu o luxo tradicional da escola para entrar muita representação crua da violência que assola o Rio, como a da cena em que crianças retiram colegas mortos de uma escola.

Patrono condenado e enredo que enalteceu ditadura

As críticas sociais e à corrupção levaram o escrutínio e os questionamentos ao próprio mundo do Carnaval – as escolas são historicamente ligadas à máfia que domina o jogo do bicho e as máquinas caça-níqueis, todos negócios ilegais no país. O patrono da campeã Beija-Flor, Anísio Abraão David, é um conhecido contraventor que recorre em liberdade de uma sentença de 48 anos de prisão por . Foi o filho dele, Gabriel David, que idealizou o desfile vencedor, segundo o jornal carioca Extra.
Não é a única controvérsia recente da Beija-Flor: seu mais recente campeonato havia sido conquistado em 2015 com um enredo em homenagem à Guiné Equatorial com patrocínio do ditador Teodoro Obiang.

Nas redes sociais, o discurso político da Beija-Flor e da Tuiuti, especialmente desta última, repercutiu. Na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, a #TuiutiCampeãdoPovo virou um dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro, com adesão de políticos que fazem oposição ao Governo Temer. A escola, novata no grupo das principais do Rio, apresentou no Sambódromo crítica à reforma trabalhista e ao próprio Temer, representado como um vampiro.

As escolas rebaixadas para a série A do Carnaval do Rio em 2018 foram: Grande Rio e Império Serrano. 

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15
Posted on 15-02-2018
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Alunos saindo do instituto. AP / ATLAS
Miami

Dezessete pessoas morreram nesta quarta-feira durante um tiroteio na escola secundária Stoneman Douglas, no condado de Broward (Flórida), cerca de 60 quilômetros ao noroeste de Miami. Quinze deles morreram no próprio prédio, enquanto outros dois faleceram depois de levados ao hospital, informou a polícia.

O xerife de Broward informou que o atirador foi preso. Agentes do FBI foram deslocados para a área para cuidar da questão. Segundo a agência Associated Press, ele se chama Nicolás Cruz e tem 18 anos. A imprensa local dá conta de que ele seria um ex-aluno da instituição. Durante os minutos de terror em que ele atuou, as autoridades estabeleceram um perímetro de segurança e impediam que os familiares dos estudantes se aproximassem da área de risco, vigiada por helicópteros.

Pouco antes das 15h (horário local), o departamento de polícia do condado escreveu em um tuíte que os agentes se dirigiam para a escola depois de uma chamada alertando sobre um tiroteio. A unidade escolar, que estava prestes a encerrar a jornada, depois do término das aulas, foi imediatamente fechada. Nas imagens da televisão local, dezenas de crianças saem do colégio com as mãos para o alto e em fila, escoltadas por agentes armados com armas semiautomáticas e coletes à prova de balas.

Nas imagens da televisão local, dezenas de crianças saem do instituto com as mãos para o alto e em fila, escoltados por agentes armados com armas semiautomáticas e coletes à prova de balas. Um número indeterminado de alunos e professores ficaram no interior da escola e receberam ordens da policial de permanecer onde estivessem até que chegassem agentes para os auxiliar

A Casa Branca comunicou que o presidente Donald Trump foi informado do que estava acontecendo. “Estamos acompanhando a situação, Nossos pensamentos e orações estão com os atingidos.” Minutos mais tarde Trump reagiu no Twitter: “Nenhuma criança nem professor ninguém deveria sentir-se inseguro em uma escola dos Estados Unidos.”

Parkland é uma localidade de cerca de 300.000 habitantes, com reputação de ter escolas públicas de qualidade. O colégio Stoneman Douglas é um dos que contam com mais alunos em todo o condado de Broward, cerca de 3.000.

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