Resultado de imagem para Dylan Farrow and Woody Allen

G1/ O GLOBO

RIO – “Presumir que inventei essa história e me convenci disso não é menos insultante do que me chamar de mentirosa”. Assim Dylan Farrow — filha adotiva de Woody Allen que o acusa de abuso sexual — respondeu ao colunista do “New York Times” Bret Stephens por seu artigo, intitulado “The Smearing of Woody Allen” (“A calúnia de Woody Allen”), publicado na última sexta-feira. No texto, Stephens afirma que as alegações dela devem ser tratadas com “mais ceticismo” e cita uma investigação sobre Allen na época do suposto abuso que encontrou “inconsistências nas declarações de Dylan”.

Em seu artigo, Bret Stephens escreve que “a maioria dos pais sabe que as crianças pequenas são imaginativas, sugestionáveis e inocentemente propensas a fazer as coisas”, lembrando de um antigo caso acontecido nos Estados Unidos em que “o uso indevido das lembranças das crianças por procuradores ambiciosos contra os operadores de uma creche na década de 1980 levou a alguns dos piores erros da Justiça na recente História americana”. E conclui: “Você não tem que duvidar da honestidade de Farrow para duvidar de sua versão dos eventos”.

O articulista observa ainda que, desde o suposto abuso sexual contra Dylan Farrow, em 1992, aos 7 anos, nunca mais se soube de nada que desabone Woody Allen, o que poderia aumentar a suspeita de culpa contra o diretor: “Ele se casou com Soon-Yi e esteve com ela desde então. Ninguém mais se apresentou em 25 anos com uma nova acusação de agressão contra ele. Se Allen é de fato um pedófilo, ele parece ter usado suas fantasias malignas exatamente uma vez. Compare isso com as 265 vítimas identificadas de Larry Nassar”.

Na manhã de sábado, Dylan Farrow postou sua resposta no Twitter: “Se o @BretStephensNYT estiver interessado, há muito mais informações que ele pode encontrar no meu caso do que o que ele cita em seu artigo, algumas das quais postei aqui”. E continua: “Presumir que inventei essa história e me convenci disso não é menos insultante do que me chamar de mentirosa. Eu sempre disse a verdade por 25 anos, não vou parar agora. É o direito de Stephens duvidar de mim, mas sua incredulidade não muda o que aconteceu naquele dia … O que faz é tornar mais difícil para a próxima vítima se apresentar”.

CARTA ABERTA

Em 2014, Dylan escreveu uma carta aberta detalhando o suposto abuso de Allen no “NY Times” e voltou a enviar carta similar ao “Los Angeles Times”, em dezembro passado, ligando o movimento #MeToo a Allen.

No mês passado, ela deu pela primeira vez uma entrevista sobre o assunto à TV. Sentou-se com Gayle King, do “CBS This Morning”, para discutir seu suposto abuso sexual por Allen. Ao programa, Farrow contou como o cineasta a levou para um sótão na casa de Connecticut de sua mãe e, segundo diz, instruiu-a a se deitar de bruços para brincar com um trem de brinquedo. Enquanto fazia isso, afirmou, Allen sentou-se atrás dela e a tocou de forma inadequada. Na época, Allen sugeriu que Dylan mudou sua história porque foi treinada pela mãe, Mia Farrow, que meses antes descobrira seu caso com a filha adotiva dela, Soon-yi Previn.

Na sequência das reivindicações de Dylan e do atual movimento #MeToo, vários astros que trabalharam com Allen no passado mostraram arrependimento por isso e se comprometeram a nunca mais trabalhar com ele. Entre elas estão os indicados ao Oscar Greta Gerwig e Timothee Chalamet, bem como o vencedor do Oscar Colin Firth. Alec Baldwin, no entanto, defendeu o diretor, dizendo que esta atitude é “injusta e triste”.

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Comentários

rosane santana on 12 Fevereiro, 2018 at 9:23 #

Woody Allen casou com uma filha adotiva e, claro, essa relação não começou no dia dessa decisão. Que ele é um Calígula, não há dúvida.


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