Artigo do jornalista João Carlos Teixeira Gomes (Joca), o Pena de Aço da Bahia,  publicado originalmente no jornal A Tarde. Bahia em Pauta reproduz.

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AS PATIFARIAS
DO PT PUNIDAS
J.C. Teixeira Gomes

Afastado do colunismo para tratar da saúde, não posso contudo deixar de comentar a decisão dos desembargadores do TRF-4 de Porto Alegre, Gebran, Paulsen e Laus, que, restaurando no país a honradez da Justiça, condenaram Lula a mais de 12 anos de prisão.
Sendo a militância política radical equivalente a uma forma de perversão religiosa, não vou perder tempo comentando as declarações petistas de que a condenação unânime foi uma manifestação “das elites” e tomada “sem provas”, para afastar Lula das eleições. É a abusiva e enfadonha cantilena.

Os petistas atacaram os três desembargadores – dois dos quais nomeados por Dilma! – com o mesmo cinismo que aplicaram a Joaquim Barbosa e depois Sergio Moro, dois magistrados que mostraram aos brasileiros que a Justiça nada tem a ver com a conduta de Tofoli, Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, reiteradamente em desacordo com as melhores tradições da toga.

Não há um só cidadão zeloso da sua honra que não esteja convencido das patifarias de Lula em conluio com as empreiteiras, para roubar o país em órgãos como a Petrobras, o BNDES e tantas outras instituições ligadas ao poder. Nunca o saque ao erário foi tão reiterado e brutal, aliás já confessado pela Odebrecht, através de nota à imprensa, e pela OAS.
Os petistas alegam agora que “todos roubam”. Com essa ridícula generalização, Lula pode roubar à vontade, pois é apenas “mais um” a engrossar a fileira dos desonestos. Primoroso argumento de quem não tem nenhum!

Quem o utiliza não quer lembrar ao menos que o PT já se declarou um campeão da moralidade pública, para logo se ligar a dois marqueteiros enganadores e à escória da política nacional. No poder, associou-se às empreiteiras em troca de gordas propinas, obtidas com as práticas da ladroagem despudorada, em prejuízo do país.

Os escândalos na Petrobras sequenciaram o uso do mensalão na compra dos demais partidos, tudo, enfim, que só se tornou conhecido graças à coragem de Joaquim Barbosa, até hoje agredido pelos petistas, da mesma forma que não perdoam Sérgio Moro pela ação saneadora, que entusiasma os brasileiros sem cabresto. O resto é a conversa fiada da militância, desmoralizada até nas ameaças inócuas, com agressões continuadas à sociedade e à ordem jurídica independente.

Os petistas não se cansam de criticar o impopular Temer, mas fingem esquecer que foram eles próprios a escolher o peemedebista para compor a chapa com Dilma Rousseff. De toda essa indignidade, o que temos hoje é a situação de ameaça aos trabalhadores e às conquistas históricas da previdência, nas mãos dos mesmos grupos que vêm há anos empobrecendo o povo brasileiro, sujeitado a uma escorcha que afronta os princípios do bom governo na gestão da coisa pública.

Bossaúde, meu rei!!!

BOM DOMINGO COM JOÃO.

(Gilson Nogueira)

Por G1 Petrolina

Placas de concreto de estação de água se soltam após inauguração feita por Temer

Placas de concreto de estação de água se soltam após inauguração feita por Temer

Uma estrutura das placas de concreto de uma das estações de bombeamento da Transposição do Rio São Francisco sofreu um rompimento em Cabrobó, no Sertão Pernambucano. O obra foi inaugurada nesta sexta-feira (2) pelo presidente Michel Temer.

De acordo com moradores do local, o rompimento aconteceu logo depois que o presidente entregou a estação de bombeamento 2, do eixo Norte do Projeto de Transposição do Rio São Francisco.

 Estrutura das placas de concreto rompe em uma das estações de bombeamento da Transposição Rio São Francisco (Foto: João dos Santos)

Estrutura das placas de concreto rompe em uma das estações de bombeamento da Transposição Rio São Francisco (Foto: João dos Santos)

Em nota, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Integração informou que uma equipe de engenharia responsável pela obra já está fazendo os reparos, mas não deu prazo para o conserto. A nota informou ainda que a movimentação das placas de concreto dos canais é uma ação que pode ocorrer durante os acionamentos das bombas, devido a força com que água é liberada.

fev
04
São Paulo 
Plenário do STF, em maio de 2017.
Plenário do STF, em maio de 2017. Lula Marques AGPT

Lento e silencioso. Assim vem sendo o avanço dos inquéritos abertos contra políticos no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça nos últimos três anos, após as famosas listas de Janot e delações premiadas que prometiam derrubar a República. Do total de 36 denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República no STF no âmbito da Operação Lava Jato, apenas sete se tornaram ações penais — uma delas corre em sigilo na Corte. Os dados são da PGR. A curto e médio prazo, isso significa que políticos com foro privilegiado que apareceram em delações de ex-diretores da Petrobras e de executivos da Odebrecht e da JBS vem ganhando tempo. O contrário do padrão que se instaurou na primeira instância durante a Lava Jato, que vem atingindo sobretudo o mundo empresarial e políticos sem foro — como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo TRF-4 na última semana a 12 anos e 1 mês de prisão após uma tramitação em tempo recorde entre a primeira e a segunda instância.

As chamadas listas de Janot produziram poucos efeitos práticos. A última delas, também apelidada de lista de Fachin, foi divulgada em março do ano passado e continha nomes citados nas delações da Odebrecht. Chegou a ser apelidada de delação do fim do mundo devido aos potenciais estragos no sistema político, mas até agora bem pouco estrago fez. Janot apresentou cerca de 100 nomes de políticos e pediu a abertura de 83 inquéritos para apurar supostos crimes. Dos que estavam na lista, apenas uma pessoa foi denunciada, em agosto do ano passado, pelo então procurador-geral Rodrigo Janot: o senador Romero Jucá (MDB). Em outubro do ano passado, a atual procuradora-geral, Raquel Dodge, reforçou a denúncia, que apontou suposto favorecimento do emedebista ao Grupo Gerdau em uma medida provisória em troca de doações eleitorais. No entanto, cabe agora ao STF dizer se há indícios mínimos de crime para que o parlamentar se torne réu. Um embate que colocará o Supremo no centro das atenções depois do midiático julgamento e condenação de Lula no TRF-4. Valerão as mesmas evidências para condená-lo?

Os demais inquéritos abertos – a primeira fase de uma possível ação penal — com base nas delações da Odebrecht estão em andamento e quatro já foram arquivados, sendo um deles por prescrição.  Oito dos políticos que estavam na segunda lista eram ministros do presidente Michel Temer: Eliseu Padilha (MDB), Moreira Franco (MDB), Giberto Kassab (PSD), Blairo Maggi (PP), Helder Barbalho (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB), Marcos Pereira (PRB). Há também inquéritos abertos contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) — apelidado de Botafogo na planilha da Odebrecht —, e o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB).

Também estava na lista o governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), após ser acusado de receber recursos via caixa 2 da construtora nas eleições de 2010 e 2014. Seu inquérito corre em sigilo no STJ. Por sua vez, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), acusado pelos executivos da Odebrecht de receber 15 milhões de reais em propinas da construtora, se tornou réu no STJ em dezembro do ano passado acusado de corrupção passiva.

A primeira lista de Janot foi apresentada em março de 2015. Possuía 50 nomes e 28 pedidos de abertura de inquérito. A maioria também segue em curso. Alguns foram arquivados, como os dos senadores Fernando Collor (PTC), Antonio Anastasia (PSDB) e Lindbergh Farias (PT). Outros nomes tiveram suas ações enviadas à primeira instância e se tornaram réus, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Ele acabou condenado pelo juiz Sergio Moro a 15 anos de prisão em março do ano passado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Dos 50 nomes da lista, ao menos 16 foram denunciados e ao menos cinco se tornaram réus. Entre eles está a senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann. Ela foi acusada junto com seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, de receber um milhão de reais para a sua campanha de 2010 com recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos respondem pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Seu processo está bastante avançado: a PGR já fez suas alegações finais e o ministro Edson Fachin, relator do caso, já liberou para revisão seu voto. O julgamento deve ocorrer ainda neste ano na Segunda Turma da Corte.

Em setembro do ano passado, no apagar das luzes de seu mandato na PGR e após as delações dos principais executivos da JBS, Janot também apresentou denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) — que conseguiu escapar no Congresso de ser investigado — e o senador Aécio Neves (PSDB), além de ações coletivas contra dirigentes do PT, MDB e PP. Até o momento, todos esses processos não tiveram efeitos práticos. Antes, porém, em julho, pouco depois de estourar a gravação de Joesley com Temer, Janot pediu abertura de inquérito contra o senador José Serra, que chegou a ser ministro de Relações Exteriores do Governo Temer. Serra, porém, entrou com pedido para arquivar o pedido, uma vez que ele tem mais de 70 anos, o que acelera a prescrição de processos. No dia 24 de janeiro, mesmo dia da condenação de Lula no TRF-4, a PGR encaminhou ao Supremo a solicitação do tucano.

Em meio a um calendário eleitoral cheio de incertezas, e ainda sem uma definição sobre se Lula poderá ou não se candidatar, a Procuradoria-Geral da República, chefiada desde setembro por Dodge, assegura que “a condução das investigações em curso não está vinculada ao calendário eleitoral”. A procuradora-geral já apresentou oito denúncias durante seu mandato, sendo que três delas seguem em sigilo. “Em relação aos casos decorrentes de acordos de colaboração premiada, têm sido adotadas providências no sentido de assegurar o cumprimento integral dos acordos, o que inclui as sanções penais e financeiras”, afirma a Procuradoria.

Questionada sobre a lentidão dos processos nas instâncias superiores, a PGR assegura que a “orientação é que todos os casos — inquéritos, denúncias, ações penais ou procedimentos extrajudiciais — sejam conduzidos com agilidade, e conforme os critérios previstos na legislação”. A Procuradoria disse ainda que “não comenta o ritmo adotado por outros órgãos para conduzir as investigações em curso”.

Já a Polícia Federal disse que não comenta sobre os inquéritos em andamento. Já o STF explica que, durante a fase de inquérito, a Corte apenas atua para observar a legalidade, autorizando diligências e prorrogando prazos. Toda iniciativa durante as investigações, argumenta o Supremo, depende da PGR e da PF. 

fev
04
Posted on 04-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-02-2018


 

Carlus, NO JORNAL

 

DO BLOG O ANTAGONISTA

A proximidade de FHC e Huck

As participações, mesmo que em vídeo, de FHC e Luciano Huck no evento do RenovaBR na sexta-feira reforçaram a proximidade entre os dois, segundo o Estadão.

Em sua mensagem aos bolsistas, o tucano pregou a importância da “formação” e também se disse favorável à renovação:

“Você não pode imaginar que a vida política seja simples, porque ela não é, é complexa. Você não pode imaginar, portanto, que as pessoas não têm alguma preparação, algum treinamento.

Isso não resolve tudo, eu sei, mas é fundamental e o RenovaBR é uma maneira de você permitir, que aqueles que se dispõem a ter uma certa disciplina vão ter um certo apoio para que possam se preparar para então enfrentar os desafios da política. Por isso, eu sou muito favorável para que haja essa renovação e que o RenovaBR faça parte disso.”

FHC já deu sinais de que a presença de Huck na eleição seria bem-vinda – principalmente se a candidatura de Geraldo Alckmin não decolar, lembra o jornal.

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