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Postado em 03-02-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-02-2018 12:52

 

 

 

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CRÔNICA
Olha o bloco do Geddel aí, gente!

                                                        Janio Ferreira Soares

 

Artigo pré-carnavalesco, ainda mais em ano eleitoral, é um bom motivo pra se criar sambas e fantasias. Assim, deslizo no aro prateado que circunda o couro do tambor e imagino um desfile em tributo a alguns personagens da folia da Lava Jato, logicamente acompanhados de apoiadores e simpatizantes em geral. E como não poderia de deixar de ser, começo por Salvador, onde o batuque já está rolando e não tem hora de findar. Simbora.

Pra iniciar balançando estruturas de prédios inacabados, o primeiro bloco a desfilar – até por uma questão de meritocracia em cifrões vadios -, é o “Tomara Que Não Tenha Minha Digital na Cabeça da Garoupa”, cuja concentração será na Rua Barão de Loreto, nas Graças, não por acaso endereço do apartamento onde foram encontrados os 51 milhões de Geddel e Cia. Formado por admiradores, invejosos e antigos aliados que hoje juram que não conhecem o ex-ministro (muitos, inclusive, dizem que se descobrirem suas digitais em alguma cédula apreendida foi de uma moqueca que ele comeu no Al Mare e pagou com uma nota de cem), eles desfilarão até a Ladeira da Barra, ponto de dispersão da tropa. Lá, mais precisamente em frente onde seria construído o famoso edifício que motivou o fim de Geddel, seu irmão, Lúcio Viera Lima, agitará um estandarte com a foto de Peppa Pig e Family, com a frase: “Quem Nunca se Lambuzou Que Atire o Primeiro Farelo”. No final, todos seguirão pra tradicional feijoada do Yatch, ao som de Foi um La Vue Que Passou em Nossas Vidas.

Continuando em Salvador, um pessoal ligado a Neto me contou que teremos, sim, um circuito marítimo na linha da ponte, que será batizado de China-Itaparica. Nele, João Leão e uma batucada formada por afrodescendentes tibetanos descobertos por Carlinhos Brown num gueto de Xangai (dizem que a versão deles de Meia Lua Inteira tocada num Sanshin – espécie de guitarra baiana oriunda da província de Okinawa – vai fazer Caetano chorar lembrando de seu pierrô molhado), farão o percurso São Joaquim-Bom Despacho em canoas sem cordas, sem boias e sem juízo. Pura maldade.

Já a turma do governo retrucou espalhando que ACM Neto sairá no bloco “Eu Sou Pequeninho Mas Gosto de Tudo Grande”, por conta de suas pongadas nas obras do Metrô. A propósito, o pessoal da Band anda apostando em mais um duelo de coreografias entre ele e Rui, principalmente na hora do “Que Tiro Foi Esse!”. A dúvida é se algum deles cairá no chão ou se apenas envergará o tronco, estilo bambuzal do aeroporto em dias de vento forte. A conferir.

Por falta de espaço, não falarei dos blocos “O Papangu de Caetés a Caminho da Papuda”, do “Amigos de Gilmar e o Acórdão da Toga Preta” e do novíssimo “A Folia do Auxílio-Moradia no Castelo dos Intocáveis”, mas vamos imaginá-los à vontade. Evoé!

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

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