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CRÔNICA
Olha o bloco do Geddel aí, gente!

                                                        Janio Ferreira Soares

 

Artigo pré-carnavalesco, ainda mais em ano eleitoral, é um bom motivo pra se criar sambas e fantasias. Assim, deslizo no aro prateado que circunda o couro do tambor e imagino um desfile em tributo a alguns personagens da folia da Lava Jato, logicamente acompanhados de apoiadores e simpatizantes em geral. E como não poderia de deixar de ser, começo por Salvador, onde o batuque já está rolando e não tem hora de findar. Simbora.

Pra iniciar balançando estruturas de prédios inacabados, o primeiro bloco a desfilar – até por uma questão de meritocracia em cifrões vadios -, é o “Tomara Que Não Tenha Minha Digital na Cabeça da Garoupa”, cuja concentração será na Rua Barão de Loreto, nas Graças, não por acaso endereço do apartamento onde foram encontrados os 51 milhões de Geddel e Cia. Formado por admiradores, invejosos e antigos aliados que hoje juram que não conhecem o ex-ministro (muitos, inclusive, dizem que se descobrirem suas digitais em alguma cédula apreendida foi de uma moqueca que ele comeu no Al Mare e pagou com uma nota de cem), eles desfilarão até a Ladeira da Barra, ponto de dispersão da tropa. Lá, mais precisamente em frente onde seria construído o famoso edifício que motivou o fim de Geddel, seu irmão, Lúcio Viera Lima, agitará um estandarte com a foto de Peppa Pig e Family, com a frase: “Quem Nunca se Lambuzou Que Atire o Primeiro Farelo”. No final, todos seguirão pra tradicional feijoada do Yatch, ao som de Foi um La Vue Que Passou em Nossas Vidas.

Continuando em Salvador, um pessoal ligado a Neto me contou que teremos, sim, um circuito marítimo na linha da ponte, que será batizado de China-Itaparica. Nele, João Leão e uma batucada formada por afrodescendentes tibetanos descobertos por Carlinhos Brown num gueto de Xangai (dizem que a versão deles de Meia Lua Inteira tocada num Sanshin – espécie de guitarra baiana oriunda da província de Okinawa – vai fazer Caetano chorar lembrando de seu pierrô molhado), farão o percurso São Joaquim-Bom Despacho em canoas sem cordas, sem boias e sem juízo. Pura maldade.

Já a turma do governo retrucou espalhando que ACM Neto sairá no bloco “Eu Sou Pequeninho Mas Gosto de Tudo Grande”, por conta de suas pongadas nas obras do Metrô. A propósito, o pessoal da Band anda apostando em mais um duelo de coreografias entre ele e Rui, principalmente na hora do “Que Tiro Foi Esse!”. A dúvida é se algum deles cairá no chão ou se apenas envergará o tronco, estilo bambuzal do aeroporto em dias de vento forte. A conferir.

Por falta de espaço, não falarei dos blocos “O Papangu de Caetés a Caminho da Papuda”, do “Amigos de Gilmar e o Acórdão da Toga Preta” e do novíssimo “A Folia do Auxílio-Moradia no Castelo dos Intocáveis”, mas vamos imaginá-los à vontade. Evoé!

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

 

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Cármen Lúcia: fala firme em defesa da justiça e do cumprimento da lei

ARTIGO DA SEMANA

 

Temer, Lula, Cristiane: Caráter, um mandamento em falta

Vitor Hugo Soares

Caráter é o quarto mandamento do Decálogo do Estadista, a tábua de leis de conduta dos políticos e homens públicos, no exercício do poder, de autoria de Ulysses Guimarães – artífice do MDB e símbolo do Parlamento e das históricas lutas pelas liberdades democráticas e o respeito à Constituição e à justiça do País. Não precisa torcer o nariz, nem fazer muxoxo.  Sei que já escrevi sobre o tema neste espaço, mais de uma vez até.

Mas sou obrigado a voltar ao assunto, diante dos sinuosos e estranhos caminhos do ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva e a cúpula atual do PT , depois da sentença em segunda instância do colegiado do TFR4, e o significado disso no ano eleitoral. Nem o recolhimento do passaporte de Lula, pela PF, no dia seguinte à sentença de Porto Alegre – mesma data do líder maior do PT  ter o seu nome aclamado como postulante do partido à presidência da República na reunião da executiva nacional-, serviu de alerta . E essas atitudes deixaram no ar a sensação de “desafio” e “desacato”. E veio a reação, começando pela ministra presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, em duro discurso, na abertura dos trabalhos do Judiciário. Os índices da pesquisa Datafolha, – que exibem Lula como preferido em todos os cenários e contra todos os demais postulantes de todos os partidos, – parecem ter açulado o ânimo dos petistas no arriscado desafio à justiça e aos seus ditames. Atitude que a presidente do Supremo deixou claro “não será tolerada”.   Raquel Dodge (PGR) não foi menos incisiva.

Vale citar mais dois personagens da semana: um deles, o presidente Temer, que quanto mais fala,anda e esperneia, mais parece afundar no ambiente pantanoso que o cerca. Não descerei a detalhes aqui, Só recomendo a leitura da entrevista publicada na quarta-feira, na Folha. E que se ouça o áudio da conversa do presidente, na mesma data, com o âncora baiano Mário Kertész, (de grande audiência, local e nacional, quanto o assunto é política e poder) na sua Rádio Metrópole, de Salvador.Adianto, a quem não viu o programa, que no final, depois de repetir tudo que vem dizendo – sem fazer nenhuma autocrítica – desde o seu escandaloso diálogo com Joesley Batista (Friboi) , o comentário do mandatário quando confrontado com os índices da recusa ao seu governo e a ele próprio: “Apesar de tudo que eu fiz no meu governo, há muita gente que não vai com a minha cara, meu caro Mário”. Finalmente, o incrível vídeo-depoimento da deputada federal do PTB, Cristiane Brasil – escolhida ministra do Trabalho, postado nas redes sociais diretamente de um barco, durante farra de fim de semana no mar, com amigos descamisados , no sentido lato da expressão. Nada a acrescentar, basta ver e ouvir.

Está escrito no IV Mandamento do Decálogo de Ulysses: Caráter: “o estadista tem a posição de suas idéias, e não as idéias de sua posição . Não é um oportunista, que se serve da política em lugar de servi-la, o que só pensa nas eleições futuras e não no futuro do País. Político de caráter, é fiel – às idéias, não à carreira. Pode perder o poder, o governo, a liberdade, mas não renega as idéias, não perde a vergonha”. Isso é Caráter, mandamento que anda em faltana política e no governo do País.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

 

Maravilhosamente, Edu Lobo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

São Paulo
Lula no lançamento de sua pré-candidatura, no dia 25 de janeiro.
Lula no lançamento de sua pré-candidatura, no dia 25 de janeiro. NELSON ALMEIDA AFP

Após duas semanas de derrotas na Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente recebeu uma decisão judicial para celebrar. O petista não conseguiu viajar para a Etiópia na sexta-feira passada, por conta da apreensão de seu passaporte, mas, a partir desta sexta-feira, está liberado para deixar o país quando desejar. Minutos depois da decisão, a defesa do ex-presidente entrou com um pedido de habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar evitar sua prisão. O pedido é o mesmo negado nesta semana pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No caso do passaporte, o juiz Bruno Apolinário, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), reverteu a decisão do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, e determinou a devolução do documento a Lula. Onde Leite viu “risco de fuga” Apolinário enxergou “um grande exercício de imaginação”. “Percebe-se na conduta do paciente [Lula] o cuidado de demonstrar, sobretudo ao Poder Judiciário, que sua saída do país estava justificada por compromisso profissional previamente agendado, seria de curta duração, com retorno predeterminado, e que não causaria nenhum transtorno às ações penais às quais responde perante nossa justiça”, escreve o juiz na decisão tomada nesta sexta-feira.

Ricardo Leite, da Justiça Federal no Distrito Federal, tomou a decisão de apreender o passaporte de Lula após a condenação do ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), cujos desembargadores referendaram a condenação em primeira instância do juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Leite cuida do caso que apura tráfico de influência na compra dos caças Gripen, da sueca Saab, e atendeu a pedido do Ministério Público Federal no DF ao determinar a apreensão do passaporte. Não foi a primeira vez tomou decisões polêmicas em relação a Lula. Em 2017, Leite ordenou a suspensão das atividades do Instituto Lula — a ordem acabou derrubada.

Por conta do veto de Leite, Lula perdeu o evento da FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. O juiz Apolinário destaca em sua decisão a “inexistência de evidências concretas da pretensão do paciente de se evadir do país. Para a defesa do petista, a apreensão do passaporte de Lula “se soma às violações a garantias fundamentais do ex-presidente já expostas pela Defesa de Lula ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em comunicado feito em 28/07/2016”.

Habeas corpus

O pedido de habeas corpus preventivo ao STF repete os argumentos do pleito apresentado ao STJ três dias atrás, mas toma o cuidado de argumentar contra a decisão do ministro Humberto Martins, que negou o benefício por considerar que não há risco de prisão iminente. “A virtual existência de pendentes embargos de declaração – seja pela iminência de seu julgamento, seja por sua limitação cognitiva-modificativa – não constitui fundamento idôneo a afastar a iminência do constrangimento inconstitucional, ilegal e imotivado a ser imposto”, argumentam os advogados de Lula.

O pedido de habeas corpus preventivo está nas mãos do ministro Edson Fachin, mas a defesa do ex-presidente solicita que o pleito seja julgado pela Segunda Turma do STF, que cuida dos processos da Lava Jato. O advogados pedem ainda que, caso a solicitação para garantir a liberdade de seu cliente não seja concedida, que pelo menos ele seja preso apenas após o julgamento do recurso do caso no STJ.

Desde a semana do julgamento, pelo TRF-4, do recurso de Lula contra a decisão de Moro, a militância petista se mobiliza em torno da pré-candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto. A condenação em segunda instância, contudo, deixou Lula mais longe de um terceiro mandato presidencial, já que ele estaria impedido de se candidatar pela Lei da Ficha Limpa. Apesar de depender de decisões judiciais futuras para concorrer e estar correndo o risco de ser preso, Lula é mantido pelo PT como principal esperança eleitoral deste ano.

fev
03
Posted on 03-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2018

Luiz Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira, em artigo na Folha de S. Paulo, ao defender prisão depois de julgamento em segunda instância.

Fidel Castro Díaz-Balart, de 68 anos, sofria de uma forte depressão, segundo a imprensa oficial cubana

  FidelitoFidel Castro Díaz-Balart, em 2017. EFE

O filho mais velho de Fidel Castro, Fidel Ángel Castro Díaz-Balart, de 68 anos, cometeu suicídio na manhã de quinta-feira em Havana (Cuba). Fidelito, como era conhecido, recebia tratamento para uma depressão havia meses, segundo a imprensa oficial cubana. Esteve hospitalizado durante algum tempo por causa da doença e atualmente recebia tratamento ambulatorial.

“O doutor em Ciências Fidel Castro Díaz-Balart, que vinha sendo atendido por um grupo de médicos há vários meses devido a um estado depressivo profundo, atentou contra sua vida na manhã de hoje, primeiro de fevereiro”, informou o jornal Granma.

Castro Díaz-Balart (nascido em 1º de setembro de 1949, em Havana) era o único filho de Fidel Castro com sua primeira esposa, Mirta Díaz-Balart, uma jovem de uma destacada família havaneira, de quem se divorciou em 1955. Ele tinha cinco meios-irmãos reconhecidos, filhos de Castro com sua segunda esposa, a professora Dalia Soto del Valle, e outra meia-irmã, Alina Fernández Revuelta, filha de Fidel Castro com sua amante Naty Revuelta. Por via materna, era primo de dois destacados políticos anticastristas da Flórida, Mario e Lincoln Díaz-Balart.

Popularmente conhecido como Fidelito e de grande semelhança física com o pai, o líder da revolução cubana, era engenheiro nuclear – o primeiro cubano com esse grau – e havia se especializado na disciplina na União Soviética, onde, por questões de segurança, estudou e obteve seus títulos sob o pseudônimo de José Raúl Fernández. Também foi assessor científico do Conselho de Estado de Cuba e vice-presidente da Academia de Ciências de Cuba. Tinha três filhos de seu casamento com a russa Olga Smirnova: Fidel Antonio, Mirta María e José Raúl.

Doutorou-se em Ciências Físico-Matemáticas no Instituto de Energia Atômica I. V. Kurchatov, um dos principais centros soviéticos de pesquisa atômica, no qual foi pesquisador. Em 1974, graduou-se suma cum laude em Física Nuclear pela Universidade Estatal Lomonosov de Moscou.

 De 1980 a 1992, foi Secretário Executivo da Comissão de Energia Atômica de Cuba. O filho de Fidel Castro Ruz (1926-2016) foi responsável pelo desenvolvimento da Usina Nuclear de Juragua (a oeste da Baía de Cienfuegos), uma cidade nuclear que não chegou a ser concluída por causa do colapso da União Soviética e hoje permanece abandonada. O fim desse enorme projeto, o investimento mais ambicioso da Cuba socialista comandado por seu pai, foi a grande frustração de sua carreira. Em 1992, o Granma anunciou sua destituição da direção da Secretaria de Assuntos Nucleares e pouco depois seu pai afirmou que o afastamento se devia à “sua ineficiência no desempenho das funções”. Saiu da cena até 1999, quando foi nomeado assessor do Ministério da Indústria Básica, cargo que compatibilizou com a divulgação científica como físico nuclear. Nos últimos anos, concentrou seus interesses científicos no campo da nanociência. Ele nunca ocupou cargos políticos.

Seu contato com o pai em seus anos de crescimento e formação foi limitado, como reconheceu em 2013 em entrevista ao canal de televisão Russia Today: “Não é segredo que, nos anos da minha adolescência e primeira juventude em Cuba, havia uma situação muito complexa (…) e, sem dúvida, tanto ele quanto os outros principais líderes tinham pouco contato. Não tinham a possibilidade que um ser humano normal tem de chegar em casa tranquilo”.

“Havia um filósofo espanhol, Ortega y Gasset, que dizia: ‘Eu sou eu e minhas circunstâncias’. Isso pode ser dito por qualquer pessoa”, sorriu, vestindo um terno e com a barba idêntica à do pai. “E eu também posso repetir isso”.

fev
03
Posted on 03-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2018



 

Samuca, no

 

fev
03
Posted on 03-02-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2018

Temer diz não temer impopularidade

Em visita ao sertão de Pernambuco, Michel Temer afirmou que não tem medo de medidas impopulares e que teve peito para “colocar o dedo na ferida”.

“Seria cômodo se eu ficasse em silêncio”, afirmou o presidente, que foi ao estado para inaugurar uma estação de bombeamento da transposição do rio São Francisco.

“Tivemos a coragem de fazer a reforma do ensino médio. Ninguém teve peito de botar o dedo na ferida. Nós fizemos a modernização trabalhista. Botei o dedo na ferida. Quem for contra, tem que dizer que é contra a modernização”, disse Temer, conforme o relato da Folha.

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