Da Redação
redacao@correio24horas.com.br
(Foto: Reprodução)

O artista plástico baiano Ângelo Roberto morreu na manhã deste domingo (28), aos 80 anos. Ele era especialista em ilustrações com bico-de-pena e muitos de seus quadros retratavam cavalos. O corpo dele será cremado nesta segunda-feira (29), às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. A causa da morte não foi divulgada.

A filha do artista, Iana Landim, anunciou a morte dele através de uma postagem no Facebook. Na publicação, Iana se refere ao pai como seu maior ídolo e artista e divulgou ainda um vídeo em homenagem a ele.

Na mesma rede social, amigos e familiares lamentaram a morte do artista. Amigo dele, o jornalista e escritor Vander Prata escreveu uma mensagem: “Amigo, artista, visionário, iluminado, bom de prosa e verso, no rabisco inigualável. Meus sentimentos”. A internauta Idalice Ferreira Maia também postou um recado. “Ele foi um grande amigo no qual jamais esquecerei. (…) Para mim ele terá um justo descanso e certamente jamais será esquecido. Sua luz estará sempre acessa como grande cidadão e homem das artes que foi”, escreveu .

Cavalos e caricaturas

Ângelo nasceu na cidade de Ibicaraí, no sul da Bahia, e ficou conhecido pelo seu misterioso traçado e pelo trabalho como caricaturista em diversos jornais baianos como o Jornal da Bahia, A Tarde, Diário da Bahia e Folha da Bahia. Desenhista desde os sete anos, ele atuou como diretor de criação em agências publicitárias, ator no cinema, produtor de livros, ilustrador para livros, jornais e cartazes de filme. Sua primeira exposição foi realizada quando ele tinha 14 anos, em São Paulo, no VI Congresso dos Escritores Infanto-Juvenis (1952).

Morre aos 80 anos o artista plástico Ângelo Roberto

(Foto: Iano Andrade/ Divulgação)

Graduado na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ângelo frequentou antes o Colégio Central, sendo contemporâneo de Glauber Rocha, Calasans Neto e João Carlos Teixeira Gomes. “Há às vezes a impressão de que o artista tem um poder incomum de criar um nobre sentimento entre suas figuras humanas e seus animais. Nos gestos mais sutis das figuras de Ângelo, o sentimento de amor infinito pela liberdade compreende o direito das criaturas de conquistá-la e deixa-la ir e vir, quando quiser. Como a tristeza feita em lágrimas nos olhos das meninas, diante de pássaros engaiolados; ou feita em alegria incontida e fluida no momento de ver outro pássaro alçar vôo e sumir pela janela. Em todos os segmentos que extrai da vida, Ângelo é sublime e sua linguagem não é meramente emocional – é hipnótica”, escreveu o jornalista Gutemberg em seu blog, definindo o trabalho de Ângelo.

Em entrevista ao jornalista, Ângelo disse que a marca da sua arte era a linha precisa: 

“É ela que me fascina, é o ponto de partida de tudo, eu não acredito num pintor que não é desenhista. Atualmente, eu ando querendo fazer pintura, mas estou emaranhado pela linha, e é difícil sair dela”.

Já à revista Terra Magazine, em 2008, ele explicou o motivo de retratar cavalos em sua obra: “Acho o cavalo o bicho mais bonito da Criação. Tem um movimento elegante, as linhas belíssimas. Sempre tive esses desenhos dentro de mim”.

(Fotos: Reprodução)

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Janeiro 2018
    S T Q Q S S D
    « dez   fev »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    293031