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Postado em 27-01-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 27-01-2018 00:12
DO PORTAL TERRA BRASIL

Foi enterrado na tarde de ontem (26), em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, o corpo de Márcio Matos, 33 anos, dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no estado. Marcinho, como era conhecido, foi assassinado na última quarta-feira (24), em sua própria casa, no assentamento Boa Sorte, em Iramaia, na região da Chapada Diamantina.

Márcio Matos com Lula

 
 
Márcio Matos com Lula

Foto: Reprodução

Em vídeo gravado durante o velório do morto, pela manhã, cujo teor foi confirmado pela assessoria, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirma que se trata de um crime de mando e informa aos presentes as providências tomadas para solucionar o caso.

“Determinei imediatamente que viesse o delegado regional e a perícia técnica, e determinei ao secretário de Segurança que montasse um grupo especial de investigação para que possamos chegar aos executores e mandantes”, afirmou.

Márcio Matos, que era filho do ex-prefeito de Vitória da Conquista Jadiel Matos, também era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ocupava o cargo de secretário de Administração da prefeitura de Itaetê (BA). De acordo com informações da Polícia Civil, ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo por dois homens que chegaram em uma moto e usaram capacetes durante a ação, para não serem identificados. O filho de Márcio, de apenas 6 anos, estava presente no momento do crime.

Avaliação do delegado

O delegado regional Fabiano Aurich, que investiga o caso, evitou confirmar a declaração do governador de que se trata de um assassinato por encomenda. “Estamos investigando todas as possibilidades e qualquer informação sobre o que já foi apurado até agora pode atrapalhar a elucidação do crime”, ponderou por telefone, em conversa com a reportagem da Agência Brasil. O delegado admitiu, no entanto, que os cinco disparos que atingiram Márcio foram concentrados na região do tórax e da cabeça, sem possibilidade de defesa.

Integrantes do MST ouvidos pela Agência Brasil acreditam que o crime possa estar relacionado com a luta pela terra e a atuação política de Márcio na região. Em nota, o movimento afirma que o episódio se “soma a um triste cenário nacional de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo”.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou nota de pesar ontem afirmando que Márcio era um militante “combativo” do partido na Bahia e cobrando o esclarecimento do caso. “As motivações desta violenta ação contra o companheiro Márcio ainda são desconhecidas, mas o PT espera que haja uma rápida apuração deste crime e que os responsáveis sejam punidos”, diz a nota.

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Comentários

Daniel on 27 Janeiro, 2018 at 18:59 #

O que me espanta essa caso é a aparente relação de camaradagem e mesmo de cumplicidade entre o dito militante do MST e o governador Rui Costa.

Centenas são assassinadas todos os meses na Bahia e tudo continua como está. Pessoas de bem perdem suas vidas e famílias inteiras ficam entregues à própria sorte, enquanto o ilustre governador continua fingindo que nada vê e segue com suas viagens de helicóptero prometendo, prometendo e prometendo.

Parece que só se preocupa quando um militante de sua causa é vítima. E ainda coloca todo o aparato policial – uma instituição de estado – à disposição de seus interesses e suas prioridades partidárias. Como se os outros 15 milhões de baianos “do lado de cá” não tivessem a menor importância!

Lamentável, para dizer o mínimo!


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