BOA  NOITE NO EMBALO DE HERB ALPERT!!! COM O BP!!! E DEUS!!!

(Gilson Nogueira)

Para alguns, é o herói que salvou o país; para outros, levou-o ao abismo

  São Paulo

Faz quase 30 anos que Luiz Inácio Lula da Silva (Caetés, Pernambuco, 1945) disputou pela primeira vez a presidência do Brasil, e desde então a política do país não parou de orbitar ao seu redor. É tão difícil exagerar sua influência nos destinos do maior país latino-americano, o qual liderou durante seu período de maior bonança, na década passada, como encontrar alguém que não tenha opiniões apaixonadas por sua figura. Para muitos, é alguém do povo, que conhece o trabalho nas fábricas, bebe cachaça e está farto de que a elite brasileira impeça o progresso dos mais pobres. Para outros, é uma doença que nunca acaba e que representa os piores impulsos do país: o populismo com os pés de barro como pretexto para roubar e mergulhar a vida pública brasileira no desastre.

Ex-presidente Lula durante reunião
Ex-presidente Lula durante reunião MAURO PIMENTEL AFP

Filho de um alcoólatra que somava 22 filhos entre duas famílias em duas cidades diferentes do então miserável Nordeste brasileiro, Lula deixou os estudos aos nove anos. Aos 14 começou a trabalhar como torneiro mecânico, aos 19 perdeu um dedo em um acidente. Sua primeira mulher morreu grávida daquele que deveria ser o seu primeiro filho. Foi contratado numa fábrica da Aços Villares, em São Bernardo do Campo, como trabalhador metalúrgico, mas na prática cresceu foi no sindicato do setor. Em pouco tempo estava organizando greves e cumprindo penas de prisão. Nos anos setenta, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), para fazer frente à ditadura militar.

Em 1985, a ditadura terminou. Em 1989, Lula, que então já era deputado federal, dedicou seu carisma e sua notável popularidade à candidatura presidencial. Apelou à esquerda, aos pobres como ele, e à ideia de que o Brasil podia ocupar um lugar melhor no mundo. Perdeu para Fernando Collor, assim como perderia mais duas vezes, contra Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, ao final do segundo e último mandato do tucano, candidatou-se novamente, agora como um candidato de centro. Ganhou.

2002 a 2010: o sonho da esquerda

Seu primeiro mandato coincide com uma das épocas de maior prosperidade de que se tem lembrança no Brasil. Ele praticamente não mexeu na economia, que não parava de crescer, mas ampliou para uma escala gigantesca as ajudas sociais que já existiam: o Bolsa Família dava dinheiro às muitíssimas famílias brasileiras abaixo do limite da pobreza, ou pagava aos pais que vacinavam a seus filhos e os mandavam ao colégio. Trouxe 30 milhões de pessoas para cima dessa linha. Também revolucionou o mercado com a primeira linha de crédito para consumidores do país, o crédito consignado. De uma hora para outra, os operários brasileiros podiam ter uma geladeira em casa. Para um cidadão médio do Nordeste, Lula nem era um homem nem era um fenômeno. Era um deus.

Aquele foi também o mandato do mensalão, o grande escândalo de corrupção da década: soube-se que o PT estava subornando seus aliados para não os perder. Mas estes eram os anos bons de Lula, quando sua popularidade era incontestável e sua capacidade de levar o Brasil a uma grandeza proporcional ao seu tamanho era indiscutível. Em 2006, foi reeleito presidente em segundo turno. Em teoria, havia saído incólume do escândalo. Na prática, esses meses acabariam marcando-o para sempre: definiu Lula como um líder que jogava a política de sempre, a das mutretas a portas fechadas, do “rouba, mas faz”, e que não ofende o establishment. Também teve consequências incalculáveis para o PT, já que obrigou Lula a defenestrar os ministros José Dirceu e Antonio Palocci, as duas pessoas a quem pensava entregar o Governo quando ele esgotasse suas candidaturas. Substituiu-os por uma das militantes mais inocentes do PT, Dilma Rousseff.

2010 a 2018 – o dia seguinte

Lula deixou a Presidência em 2010 como um herói nacional. A economia crescia 7,5% ao ano, o poder judiciário se modernizara. O Brasil era uma nação com relevância crescente no mundo e ele exibia uma taxa de aprovação de 90%. Dilma Rousseff venceu as eleições daquele ano com folga: bastava-lhe manter tudo como estava por um mandato e, de acordo com a lei, ele já poderia se candidatar novamente. Dilma, contudo, reelegeu-se em 2014 e o país que o Brasil era em 2010 não existe mais em 2018.

A economia perdeu o rumo em 2014 e ainda não se recuperou da recessão, a qual ainda é atribuída a Lula e sua dependência em relação ao crédito. A popularidade de Rousseff também despencou, de 80% em 2010 para 7% em 2016, quando então seus inimigos políticos conseguiram tirá-la do poder com um impeachment surreal que nem eles mesmos conseguiram explicar e que ela, mais inábil do que se imaginava, não conseguiu deter. O reforçado poder judiciário começou a investigar a corrupção em toda a política brasileira e a operação daí resultante, o caso Petrobras, expôs à desesperançada população brasileira os insultantes abusos e o suborno que caracterizam o cotidiano de Brasília. De repente, a lembrança do mensalão ganhou um novo significado. O novo apelido de Lula passou a ser Lula, Ladrão.

Também não ajudou em nada a espiral de casos judiciais delirantes em que ele esteve envolvido nos últimos dois anos. Em 4 de março de 2016, Lula foi obrigado a depor, de forma tão pública como irregular, à polícia, por determinação do juiz Sérgio Moro, que o investiga dentro do caso Petrobras. Dali não saiu muita coisa em termos judiciais, mas, dez dias depois, Rousseff lhe ofereceu um cargo em seu governo agonizante: a função de ministro da Casa Civil, que impossibilitaria que ele fosse processado. O Supremo Tribunal invalidou a nomeação em 24 horas.

Nos últimos dois anos, são inúmeras as reportagens e os analistas políticos que passaram a destruir o mito Lula nos meios de comunicação. Toda vez que, no gigantesco caso Petrobras, um empresário confessa como e a quem subornava, a imprensa procura pelo nome de Lula, por mais que existam outros políticos na ativa sob acusações ainda mais graves. A procuradoria, por sua vez, começou a fazer denúncias em série contra ele. O juiz Moro acatou cinco delas: a primeira foi por causa de um apartamento no litoral supostamente comprado por uma empresa para que ele o usasse como se fosse dele.

Em 12 de julho, Moro o condenou a nove anos de prisão. Nesta quarta-feira, 24 de janeiro, soubemos que essa sentença foi ratificada, e até ampliada, em segunda instância. Assim, aprofunda-se a novela política e biográfica do velho torneiro mecânico que perdeu um dedo da mão esquerda. Depois de saber sobre a decisão judicial, Lula subiu ao palanque em São Paulo para defender o legado do PT no Governo e dizer que não teme a prisão: “Eles podem prender o Lula, mas eles não podem prender a esperança, não podem prender as ideias. E as ideias já estão na cabeça da sociedade brasileira”.

“E agora  José, Para onde?”

Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

jan
25
Posted on 25-01-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2018

Diego Armando Maradona, ex-craque do futebol argentino, em mensagem postada nas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 24, durante o julgamento do TRF4, no qual o colegiado de juízes não só confirmou em segunda instância, a sentença do juiz Sergio Moro, como aumentou a  pena de prisão de 9 anos e seis meses para 12 anos e um mês.

Publicado desde 2010 apenas na versão digital, o Jornal do Brasil voltará às bancas no seu formato tradicional, standard, no final de fevereiro.

Os planos de revitalização da marca Jornal do Brasil envolvem a reformulação tecnológica do site, com a criação da JB-TV.

O diretor de Redação do Jornal do Brasil será o jornalista Gilberto Menezes Côrtes. Outros grandes nomes do jornalismo carioca e nacional se juntarão à equipe para o retorno do JB ao papel de vanguarda na imprensa brasileira.

Omar Peres tem larga experiência no setor de mídia. Foi dono de uma afiliada da Rede Globo e comandou um jornal em Juiz de Fora.

Empresário Omar Resende Peres tem larga experiência no setor de mídia. Foi dono de uma afiliada da Rede Globo e comandou um jornal em Juiz de Fora
Empresário Omar Resende Peres tem larga experiência no setor de mídia. Foi dono de uma liada da Rede Globo e comandou um jornal em Juiz de Fora

ARTIGO

O fogo e a fúria

Um ano de Donald Trump como presidente dos EUA
FERNANDO VICENTE

Como se fabrica um best-seller? Assim. A editora Henry Holt divulga um comunicado explicando que logo aparecerá o livro Fire and Fury (Fogo e Fúria) do jornalista Michael Wolff, que revela muitos segredos sobre Donald Trump na Casa Branca, e dá alguns exemplos particularmente escandalosos. De imediato o presidente Trump reage com sua habitual virulência em seus tuítes matutinos, e seus advogados anunciam que recorrerão aos tribunais para evitar que esse libelo calunioso seja publicado. A editora antecipa a saída do livro para o dia seguinte. Eu estava em Miami e tratei de comprá-lo nesse mesmo dia. Impossível: em todas as livrarias da cidade esgotou-se em duas ou três horas. O dono da Books and Books, meu amigo Mitch, teve a bondade de me presentear seu exemplar. A editora anunciou que a milionária segunda edição de Fire and Fury aparecerá em poucos dias. Deste modo, Trump e seus advogados conseguiram que um livro sem mérito algum – um a mais entre dezenas publicados sobre o novo ocupante da Casa Branca – circule como pão quente por todo o mundo. E, de passagem, tornaram seu autor milionário.

O fogo e a fúria

Fazia tempo que não lia algo tão triste e deprimente como a coleção de fofocas, revelações, intrigas, rancores, vilanias e estupidezes que o jornalista Michael Wolff reuniu em seu livro, depois de receber os depoimentos de umas trezentas pessoas vinculadas ao novo regime norte-americano. A se acreditar nele, a nova administração estaria composta de politiqueiros ignaros e intriguistas, que se juntam ou se tornam inimigos e se apunhalam em uma luta frenética para ganhar posições ou defender as que já têm graças ao deus supremo, Donald Trump. Este é o pior de todos, claro, um personagem que pelo visto não leu um só livro na vida, nem sequer o que lhe escreveram para que o publicasse com seu nome relatando seus sucessos empresariais. Sua cultura provém exclusivamente da televisão; por isso, a primeira coisa que fez ao ocupar a Casa Branca foi exigir que colocassem três enormes telas de plasma em seu quarto, onde dorme sozinho, longe da bela Melania. Sua energia é inesgotável, e sua dieta diária muito sóbria, feita de vários hambúrgueres com queijo e doze Coca-Colas diet. Seu asseio e seu senso de organização deixam muito a desejar. Por exemplo: teve um ataque quando uma criada pegou uma camisa sua do chão, achando que estava suja. O presidente lhe explicou que “se há uma camisa sua jogada no chão é porque ele quer que esteja no chão”. Revelações tão importantes como estas ocupam muitas das trezentas e vinte e duas páginas do livro.

Segundo Michael Wolff, ninguém, a começar pelo próprio Donald Trump, esperava que ele ganhasse a eleição de Hillary Clinton. A surpresa foi total e, consequentemente, a equipe de campanha não se havia preparado em absoluto para uma vitória. Daí o caos vertiginoso que a Casa Branca viveu com seus novos ocupantes e do qual ainda não acabou de sair. Não só não havia um programa para levar à prática, tampouco pessoas capazes de materializá-lo. As nomeações eram feitas às pressas, e o único critério para escolher as pessoas era o aval e o olfato de Trump. As lutas intestinas paralisavam toda ação, já que a energia dos colaboradores se voltava mais para criar obstáculos ou destruir reais ou supostos adversários dentro do próprio grupo do que fazer frente aos problemas sociais, econômicos e políticos do país. Isto tinha efeitos cataclísmicos na política internacional, em que os rompantes cotidianos do presidente ofendiam os aliados, violentavam tratados e, às vezes, tratavam com luvas de pelica e até elogios desmedidos os adversários tradicionais. Por exemplo: a Rússia de Putin, pela qual o mandatário parecia ter uma fraqueza quase tão grande como seus preconceitos contra os mexicanos, haitianos, salvadorenhos e, em geral, todos os imigrantes procedentes desses “buracos de merda”. A ponto de o “mais famoso nazista norte-americano”, Richard Spencer, que se horrorizava por Jeb Bush ter se casado com uma mexicana, proclamar com entusiasmo que Trump é “um nacionalista e um racista, e seu movimento é um movimento branco”.

É provável que jamais em sua história os EUA se tenham degradado tanto como nesta administração

Lendo O Fogo e a Fúria pareceria que a vida política dos Estados Unidos só atrai mediocridades irredimíveis, cegos ao idealismo e a toda intenção altruísta ou generosa, sem ideias nem princípios nem valores, ávidos por dinheiro e poder. Os bilionários desempenham um papel central nesta trama e, das sombras, mexem os pauzinhos que colocam em ação parlamentares, ministros, juízes e burocratas. O próprio Trump tem uma simpatia irresistível por eles, especialmente por Rupert Murdoch, embora neste caso não haja a menor reciprocidade. Pelo contrário, o magnata das comunicações nunca lhe ocultou seu desdém.

Os bilionários desta trama mexem os pauzinhos que põem em ação parlamentares, ministros, juízes e burocratas

Personagem central deste livro é Steve Bannon, o último chefe de campanha de Trump e, acreditava-se, o arquiteto de sua vitória. Também algo assim como “o teórico” do movimento. Católico praticante, oficial da Marinha por sete anos, colaborador e jornalista de publicações de extrema direita, como a Breitbart News, se define como “um nacionalista populista”. Pensava mal, mas, pelo menos, nesta manada de iletrados, pensava. Dele viriam alguns dos cavalinhos de batalha de Trump: o muro para conter os mexicanos, pôr fim à ampliação da saúde pública que Obama conseguiu aprovar (o Obamacare), obrigar as fábricas expatriadas dos Estados Unidos a regressarem ao solo norte-americano, reduzir drasticamente a imigração, baixar os impostos das empresas e reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Para sua desgraça, a revista Time o colocou na capa e disse que ele era o presidente na sombra. Trump teve uma explosão de raiva descomunal e começou a marginalizá-lo, de modo que Bannon foi perdendo posições dentro do corpo dos escolhidos, ao mesmo tempo que a filha e o genro de Trump, Ivanka e Jared, as ganhavam, o iam debilitando e, no final, o despedaçaram. Expulso do paraíso o “ideólogo”, as ideias se eclipsaram na Administração e no entorno de Trump, e a política ficou reduzida ao exclusivo pragmatismo ou, em outras palavras, aos caprichosos e aos movimentos táticos e retráteis do presidente. Pobre país!

Embora eu acredite que a descrição feita por Michael Wolff seja exagerada e caricatural, e que ler seu livro é uma perda de tempo, infelizmente também há algo de tudo aquilo na presidência de Trump. É provável que jamais em sua história os Estados Unidos se tenham empobrecido política e intelectualmente tanto como durante esta Administração. Isso é grave para o país, mas é ainda mais para o Ocidente democrático e liberal, cujo líder e guia vai deixando de sê-lo mais a cada dia. Com as consequências previsíveis: China e Rússia ocupam as posições que os Estados Unidos abandonam, adquirindo uma influência política e econômica crescente, e talvez imparável, em todo o Terceiro Mundo e em alguns países do Leste da Europa.

jan
25
Posted on 25-01-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2018
 

Atualizado diariamente desde 1996 Se você acha que não está vendo a página de hoje. Clique aqui para atualizar

Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 4ª- feira 24/01/2018

random image
Sinovaldono jornal NH (RS)

jan
25
Posted on 25-01-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2018

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

‘Eu quero desafiar os três juízes que me julgaram’

Lula não podia ser mais claro. Disse que, depois de desafiar a Polícia Federal, o Ministério Público e Sergio Moro, ele está desafiando “os três juízes” que o julgaram a mostrar os crimes que ele cometeu.

“Esse processo está subordinado à Rede Globo, à revista Veja, ao Estadão, à Folha e à imprensa brasileira, que não admitem a ascensão social que esse povo conquistou”, gritou o condenado, cada vez mais rouco.

  • Arquivos

  • Janeiro 2018
    S T Q Q S S D
    « dez   fev »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    293031