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ARTIGO

Inspirem-se em Marito

Gilson Nogueira

 Na Avenida Centenário, um  banco de pinho, natural, destruído pelos vândalos soteropolitanos, próximo à sinaleira que fica na esquina de minha rua, no bairro da Graça, está lá, há meses,feio,  pavoroso, como prova do descaso municipal  de cada dia,apesar dos arranjos pré-carnavalescos. Foi nele, não recordo o ano, em que vi Marito ( Mário da Nova Bahia ), ao lado da sua mulher, em um final de tarde, vendo a vida passar,  na companhia  da brisa que vinha do Dique do Tororó e de  um pé de araçá. A árvore pequenina  lhes fazia sombra e parecia querer escutar a conversa dos dois, como  baiano que adora ouvir conversa dos outros. Aquela imagem sublime do casal, visivelmente apaixonado, permanece iluminada  na minha lembrança,feito uma estrela boa de bola. Será mais um drible dela  que se fez homem de sangue vermelho, azul e branco?

 Marito vive na minha saudade. Ele foi um dos maiores jogadores de futebol  do mundo, desde que a bola rolou, pela primeira vez, nos campos ingleses. No Esporte Clube Bahia, vindo do lendário Ypiranga, o grêmio amarelo e preto guardado no coração de  cada torcedor do Bahia,tornou-se a estrela que guiou, ao lado de outros craques, os destinos do Esquadrão de Aço, em campo, no Brasil e na Europa, para tornar-se, desde sua fundação, em 1931, um dos maiores patrimônios esportivos do país. Sem Marito, o ponta-direita pequenino e endiabrado, que enlouquecia multidões, com sua corrida, seus dribles e gols, o maior time do planeta não teria sido o primeiro campeão brasileiro de futebol, feito registrado nos anais do esporte como um dos mais notáveis de todos os tempos. Afinal, derrotar o poderosíssimo Santos de Pelé, por 3 a 1, em pleno Maracanã, não era, e não é, para qualquer equipe. De 1959, para cá, não conheço nada igual na história do futebol nordestino.

E  agora, como não  lembrar  velhos ídolos que partiram para a Eternidade e os que, de cabelos brancos,  como o elegante Elizeu,  cobra em campo e fora dele,seguem, como eu,  repórter das antigas,  sorrindo, por dentro, pelo avesso, ao constatar o declínio técnico dos atuais praticantes do esporte das multidões!!!??? No Bahia, que inicia o ano, em casa, diante do valoroso Botafogo da Paraíba, pela Copa do Nordeste, com um gude preso, falta, sem sombra de dúvidas, além da categoria com a bola em jogo, o ponto basilar para o sucesso . E ele está acima de planejamentos, grandes contratações e de modismos tantos  do esporte bretão.  

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

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