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Postado em 20-01-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 20-01-2018 00:32

As algemas em Cabral não são tortura, mas exemplo

Os habituais defensores do Estado Democrático de Direito dos ricos e poderosos ficaram “estarrecidos” porque Sérgio Cabral teve os pés e as mãos algemados para ir ao IML, em Curitiba.

Os defensores do Estado Democrático de Direito dos ricos e poderosos deveriam ficar estarrecidos é com o sistema prisional do Rio de Janeiro, que facilita regalias a um ex-governador que roubou centenas de milhões de reais de dinheiro público, deixando um estado à míngua.

As algemas em Sérgio Cabral não são tortura (preso pobre sabe bem o que é tortura), mas exemplo de como um criminoso perigoso, que ameaçou até juiz, deve ser tratado quando hóspede de um sistema prisional digno desse nome.

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Comentários

Jair Santos on 20 Janeiro, 2018 at 15:21 #

Outra visão diferente dos CANALHAS Antagonistas :

Por Sidney Rezende

No SRzd

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O tratamento dado ao ex-governador Sérgio Cabral, algemado nas mãos e nos pés, foi autorizado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia? Sim, foi. Então, ele viverá uma semana infernal e, se o presidente Michel Temer mantê-lo no cargo, o caso entrará para a história como mais uma das barbaridades cabais de abuso de poder.

O tratamento dado ao ex-governador Sérgio Cabral, algemado nas mãos e nos pés, foi determinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia? Não, não foi. Ele desconhecia completamente o ocorrido. Embora, evidentemente, alguém tomou a decisão.

Sendo assim, ele (Segóvia) viverá uma semana infernal, pois dele será cobrado esclarecimentos sobre o ato. A parte mais esclarecida da sociedade brasileira – e os formadores de opinião estrangeiros – irão dar a dimensão do espanto diante de um ato completamente além do que se espera de uma autoridade numa democracia.

O presidente da República, Michel Temer, e a procuradora-geral da República do Brasil, Raquel Elias Ferreira Dodge, não escaparão de questionamentos sérios. O raciocínio aqui exposto não é excludente e nem complacente com os crimes praticados por Cabral, e, sim, sobre como as leis do país serão cumpridas por todos. Inclusive, as autoridades. Sabe-se o risco de, por aceitação bovina, podermos permitir o enraizamento do estado policial.

Lembra-se do que disse, e entrou para história, o vice-presidente Pedro Aleixo? Em 13 de dezembro de 1968, quando o governo Costa e Silva impunha ao país o Ato Institucional nº 5, uma das maiores barbaridades jurídicas testemunhada pelo país, Aleixo foi o único a discordar dos termos da regra do regime de exceção.

Com candura e firmeza, Pedro Aleixo conseguiu ser sábio? “Mitou”, pelo linguajar de hoje. “Presidente, o problema de uma lei assim não é o senhor, nem os que com o senhor governam o país. O problema é o guarda da esquina”, vaticinou.

A Súmula vinculante 11 proíbe o uso de algemas em casos como o de Sérgio Cabral, pois o preso não ofereceu qualquer risco a terceiros. Desnecessário. Ato exibicionista e infantil dos agentes que o escoltavam.

Meus amigos, Cabral roubou, desviou, sacrificou pessoas que de suas decisões dependiam um futuro melhor. De fato. Já foi até condenado em primeira instância por muitos destes descaminhos. Pois que ele pague, e esperamos que cumpra pena pelos crimes pelo tempo de entender que nunca mais deve praticá-los, e que a justiça, isenta – e não partidária -, exercite o seu dever de ofício. Mas permitir que a polícia da esquina pose de ninja e justiceira, existe um abismo. A condenação ao ocorrido precisa vir de cima.

O presidente Temer, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o diretor da PF, Segóvia, e a doutora Dodge têm uma extraordinária oportunidade de colocar as coisas nos seus lugares. A lei, senhora e senhores, é para todos. Não é que a turma da Lava-Jato vive dizendo? Não temos bandidos de estimação, não?

Li em algum lugar um senhor dizendo:”O corrupto é o mais violento e covarde de todos os criminosos. Tecnicamente não poderia estar algemado, mas toda execração pública é pouca diante da humilhação que este cidadão e sua quadrilha vêm impondo aos servidores públicos estaduais, às vítimas da falta de atendimento médico nos hospitais e à população do Estado do Rio de Janeiro de um modo geral”. Entendo.

Mas quando os guardas da esquina resolverem abordar uma pessoa honesta e séria como presumo ser este senhor e outros tantos milhões de brasileiros, e ali decidir dar um rumo à suspeita deles, atropelando leis, quaisquer que sejam, de que adiantarão a existência de regulação civilizatória, advogados de defesa, direitos humanos e respeito a todos antes do julgamento?

Nada. Pois o guarda da esquina faz tudo até onde lhe permitiram. Se o próximo passo for “tá liberado”, veste sua touca de ninja, taca o seu cassetete, meta sua algema, use o saco plástico na vítima, e vamos que vamos. Se morrer inocentes, dê uma mexidinha no ombro e encerra o assunto: “foi mal”.


Vanderlei on 21 Janeiro, 2018 at 12:57 #

O “Cara” tira dinheiro da sáude, da educação, da infraestrutura, da segurança pública e por aí vai e tem gente que ainda acha que ele, O Cabral que não descobriu o Brasil, mas destruiu a Cidade Maravilhosa, deve ter tratamentio “VIP” quando é preso. Pobre Brasil!


Jair Santos on 22 Janeiro, 2018 at 9:01 #

E aí , Vanderlei?
Política
22-01-2018, 9h26
Temer e Torquato discutem tratamento da PF a Cabral
Tratamento desumano contraria súmula do Supremo
KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, discutiram no sábado a forma como o ex-governador Sérgio Cabral foi conduzido para um exame no Instituto Médico Legal de Curitiba, de mãos algemadas e corrente nos pés.

O ministro da Justiça ficou de tomar providências sobre o tratamento contrário à súmula 11 do Supremo Tribunal Federal, que é vinculante (obriga as instâncias inferiores a obedecê-la).

Torquato vai cobrar do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Segóvia, que situações assim não se repitam. Essa súmula prevê que só é “lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia” da parte do preso ou de terceiros. Uma excepcionalidade teria de ser justificada por escrito.

A Polícia Federal do Paraná disse que recorreu ao expediente para evitar agressões a Cabral ou agressões do ex-governador a terceiros durante um momento de exposição pública. Ora, inúmeros outros presos da Lava Jato não foram tratados assim na mesma circunstância.

Cabral tinha algemas nas mãos que estavam presas a um cinto e também possuía uma corrente nos pés. É tratamento desumano, que remete a imagens da escravidão.

A reprovação da opinião pública a Cabral, que é enorme, em face dos crimes que ele cometeu, não justifica esse tipo de tratamento. Admitir que Cabral seja tratado assim é estimular a barbárie. É estimular que as pessoas mais pobres na periferia das grandes cidades brasileiras, especialmente jovens e negros, sejam tratados de forma degradante pela autoridade policial.

Defender os direitos humanos de Cabral é defender os direitos humanos de todos os cidadãos. É defender a civilização.


Vanderlei on 22 Janeiro, 2018 at 18:41 #

Meu caro Jair, Você não vai me convencer, nem o Torquato e muito menos o Temer. Eu só tenho duas dúvidas: Quem é pior para o Brasil o Fernandinho Beira-mar ou ou Cabral? Quem mais destruiu o Rio de Janeiro o Beira -mar ou o Cabral. Eu não tenho pena de corruptos e muito menos de bandidos. Reafirmo: Pobre Brasil com a impunidade e benevolência com corruptos e bandidos de todas as especies. Certo está a China, que trata corruptos com a pena de morte.


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