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Dilma Rousseff (PT), ex-presidente da República, afastada do governo por impeachment no segundo mandato, ao ser questionada sobre a possibilidade de se candidatar por um estado do Nordeste, que tornaria mais fácil uma eleição ao Senado.

Resultado de imagem para Deneuve x Oprah feminism
Oprah Winfrey, no Globo de Ouro: discurso
contra assédio levanta onda de especulações
políticas nos EUA…
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…Cristiane Brasil e o pai: nomeada ministra não toma posse no
Trabalho e vira embaraço para governo Temer.

ARTIGO DA SEMANA
 

Cristiane Brasil, Catherine Deneuve, Oprah Winfrey: mulheres abrem 2018

Vitor Hugo Soares

Três mulheres deram o tom e ditaram o ritmo dos primeiros debates e das encrencas políticas e culturais do ano que se inicia. A primeira delas vem de Niterói, tem o nome de Cristiane Brasil, que parece talhado sob medida para os tempos temerários que se anunciam já na entrada de 2018 na banda do lado de baixo da linha do Equador.. Ela já causou polêmicas e produziu estragos de bom tamanho no outro lado da ponte, ora por sua explícita atuação na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, ora pelas condenáveis relações trabalhistas mantidas com seus empregados particulares – mas onde público e privado estão quase sempre estão misturados.

Agora, deputada federal em Brasília, do nada ela foi tirada do bolso do colete do pai e chefe do PTB (Roberto Jefferso, detonador do Mensalão) escolhida pelo soturno habitante do Palácio do Jaburu para o delicado cargo de ministra do Trabalho (quanta ironia!). Ela dá sinais nítidos de ter potencial de sobra para ser o estopim da bomba de muitos megatons que ameaça despedaçar as pilastras já cheias de fissuras da base do  governo do PMDB, sob comando de Michel Temer. Quer a ministra tome posse (o que ainda é dúvida,graças ao tamanho da complicação judicial e ética em que se meteu), ou não, oque pode descambar para reboliço ainda maior.

A segunda vem da França, olho do furacão de históricas polêmicas e memoráveis debates políticos e culturais que mexem de tempos em tempos com a cabeça de gente de todo gênero do planeta inteiro, a exemplo do que está acontecendo agora mesmo. A começar pelo debate sobre a  questão da mulher e do feminismo, cujo exemplo moderno mais expressivo, para mim. é Simone de Beauvoir, autora de “O Segundo Sexo” (um livro basilar e pioneiro sobre o tema), primeira grande paixão platônica e intelectual do jornalista que assina este artigo semanal de informação e opinião. Isso desde que a vi, bela, faceira e sobranceira, pisando o solo da Cidade da Bahia, lá pelos emblemáticos Anos 60, em sua visita ao Brasil ao lado de Sartre. Para ser exato, no período de 12 de agosto a 21 de outubro de 1960..

Digo isso porque em 2007 escrevi um texto sobre o assunto, publicado neste blog e no jornal A Tarde (onde, na época, eu era editor de Opinião). Escrito que talvez, nestes tempos extremados do politicamente correto, provavelmente não pegaria bem, a começar pelo título: “Simone, que mulher!”. Ainda assim, nesta semana de mulheres envolvidas, ou combatentes de debates febris (não raramente agressivos), ouso reproduzir trechos do que então escrevi sobre a visita da autora de “Todos os Homens são Mortais” .

Simone e Sartre desembarcaram em Recife, a convite da Universidade Federal de Pernambuco, para participar em Olinda do I Congresso Brasileiro de Crítica e História Literária. Depois cruzaram várias regiões – viram até Brasília ainda em construção por JK- sempre acompanhado de outro casal famoso: Jorge Amado e Zélia Gattai. “Em Salvador, a passagem de Simone deixou rastros indeléveis, principalmente nos meios universitários e no bares mais populares, freqüentados por intelectuais e artistas. O professor de etnografia da UFBA, Vivaldo da Costa Lima, a quem a escritora francesa se refere várias vezes em seu livro autobiográfico “A Força das Coisas” , costumava apontar para velho tamborete de um desses barzinhos no Maciel – antiga área de prostituição do restaurado Pelourinho – e informava: “;Ali Simone de Beauvoir sentou o seu traseiro”.

Que tempos, hein, penso agora, no meio do bafafá destes dias!

No caso do alvorecer de 2018, no entanto, quando a formidável pensadora francesa já partiu faz tempo – que pena este embate sem ela -, refiro-me agora a outra simbólica representante do sexo feminino na França: a atriz Catherine Deneuve (74 anos), personalidade também referencial (e polêmica) desde o filme “La Belle de Jour” ( A Bela da Tarde), do incrível cineasta espanhol, Louis Buñuel. É a atriz que ocupa agora o centro da cena, ao encabeçar o surpreendente manifesto, assinado por uma centena de artistas e intelectuais, publicado na terça-feira pelo diário Le Monde, que dispensa comentários.

Na carta pública as francesas pegam pesado em vários trechos, mas sem perder o charme jamais. Acusam o movimento “Me Too” – surgido a partir das denúncias de assédio sexual do produtor de Hollywood Harvey Weinstein – de “promover o puritanismo, criar clima “totalitário” e sepultar a liberdade sexual”. O grupo de mulheres, Deneuve à frente, sustenta que Me Too já fez com que “muitos homens tenham sido punidos em seu trabalho por tocar um joelho, tentar roubar um beijo ou falar sobre questões intimas durante um almoço profissional”.

O documento vai mais fundo e mexe no vespeiro das “irmãs americanas” ao entrar em terreno movediço e explosivo da questão: “A violação (o esupro) é um crime mas flertar insistente e torpemente não é crime e o cavalheirismo não é uma agressão machista”, destaca o manifesto, que se não muda o rumo da prosa, oferece perspectivas novas de forma e de conteúdo, na exposição e análise da delicada questão que afeta e mexe com os nervos de muita gente. Do ponto de vista do jornalismo, um fato a ser saudado. Igualmente do ponte de vista do livre debate intelectual de ideias e conceitos.

O documento reconhece que o caso Weinstein levou a uma tomada de consciência sobre violência sexual contra as mulheres no contexto profissional, mas lamenta que agora favoreça a outros tipos de interesses: “Esta febre de enviar os “viados” ao matadouro, longe de ajudar as mulheres a ser autônomas , serve na realidade aos interesses dos inimigos da liberdade sexual, aos extremistas religiosos, aos piores reacionários e os que pensam que as mulheres são seres à parte, crianças com uma cara adulta”, diz um duro trecho do manifesto que Catherine Deneuve encabeça. Tem mais, muito mais, mas quem estiver interessado leia a íntegra que corre livremente na Internet. Só digo que vai ter trocos, muitos e em diferentes escalas de textos e de conteúdos, e isso é bom, democrático e salutar.

A terceira mulher em destaque nos primeiros dias de 2018 é Oprah Winfrey, a mais destacada, famosa e rica apresentadora de televisão dos Estados Unidos. Ao converter-se , domingo passado, na primeira mulher negra a aceita o premio honorífico Cecil B. De Mille, na festa de entrega do Globo de Ouro, o discurso da homenageada foi tecido em torno das questões de gênero, pobreza e raça em seu país. A fala de Oprah fex explodir uma onda gigantesca de especulações, costa a costa. No centro do tsunami, uma pergunta: Oprah Winfrey será candidata presidencial contra Donald Trump em 2020?

No trecho do discurso apontado como principal causador da avalanche especulativa na redes sociais, Oprah afirmou:”Durante demasiado tempo, as mulheres não foram escutadas e nem se acreditava que elas se atreveriam a contar a verdade sobre esses homens (os assediadores de Hollywood). Mas o tempo desses homens se acabou!”. Precisa dizer mais no País sob o mando de Trump? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, edior do site blog Bahia em Pauta.E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

A Advocacia-Geral da União entrou nesta sexta-feira (12) com recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região para que o juiz Vladmir Vitovsky decida sobre o juízo competente para julgar a ação que trata da posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho.

Nesta semana, a Justiça Federal de Niterói suspendeu a posse da deputada federal para o Ministério do Trabalho. Segundo a AGU, essa ação foi ajuizada às 20h11 do último dia 7.

Mas a AGU argumenta que a primeira decisão sobre o caso foi proferida pela Justiça de Teresópolis, em uma outra ação popular, que manteve a decisão de Michel Temer de indicar Cristiane. De acordo com o órgão, essa ação foi ajuizada às 16h36, também no dia 7.

Com isso, o governo argumenta que a competência para o caso deveria ser do juiz de Teresópolis, primeiro a receber ação popular sobre o caso, e não o de Niterói.

Com o embargo de declaração, a AGU questiona a decisão e argumenta que a Justiça de Niterói deveria ter devolvido a ação ao juiz prevento – no caso, o de Teresopolis.

jan
13
Posted on 13-01-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-01-2018

 


 


 

Miguel , no

 

 

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13
Posted on 13-01-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-01-2018

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Padilha é convocado como testemunha de Geddel

 Justiça Federal em Brasília marcou depoimento do ministro da Casa Civil de Michel Temer, Eliseu Padilha, para o dia 6 de fevereiro, informa o Correio Braziliense.

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara, aceitou Padilha como testemunha de defesa de Geddel Vieira Lima –que continua preso na Papuda, em decorrência das investigações do bunker da propina em Salvador.

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Visita de índios mapuches ao Vaticano em fevereiro de 2017Visita de índios mapuches ao Vaticano em fevereiro de 2017 L´Osservatore Romano

A fotografia foi tirada no Vaticano. Nela, o Papa Francisco aparece com uma indígena mapuche que, com seus trajes coloridos, parece estar praticando algum rito espiritual. Francisco inclina sua cabeça para que a indígena possa tocar seu rosto. Alguns quiseram ver uma forma de bênção ao Papa, embora parece que a indígena está tentando transmitir o espírito de seus deuses ancestrais ao Papa. A foto foi vista pelas pessoas comuns como um gesto de simpatia do Papa Francisco a todos os indígenas da Terra. Outros, no entanto, incluindo políticos e grupos católicos conservadores, criticaram o fato, visto como um sacrilégio. Afirmam que é a primeira vez que um Papa permite ser abençoado por uma seguidora de ritos pagãos. E chamaram a mapuche de “bruxa”.

Os conservadores afirmaram que não foi uma surpresa preparada para Francisco como tantas vezes ocorre durante as audiências na Praça de São Pedro, nas quais o Papa de repente se encontra com uma criança nos braços, colocada por uma mãe para que seja abençoado. Alegam que o pontífice, ao inclinar a cabeça na direção da mapuche para que ela possa tocar seu rosto, está conscientemente aceitando o rito que será realizado. E é ela quem abençoa o Papa e não o contrário.

Em minhas muitas viagens ao redor do mundo com Paulo VI e João Paulo II vi cenas nas quais grupos de feiticeiros indígenas realizavam alguns de seus ritos pagãos na presença do Papa. Mas é verdade que é a primeira vez que um Papa permitiu que fosse feito um desses ritos nele com uma compostura séria e piedosa. A foto, que foi tirada no ano passado, ressuscitou agora sob o signo da polêmica na véspera da viagem de Francisco ao Chile, de 15 a 18 próximos. Nesta viagem, o Papa irá abordar o espinhoso problema das comunidades mapuches que, no Chile e na Argentina, são muito ativas na defesa de seus direitos e de suas terras cobiçadas pelas multinacionais.

Os mapuches são cerca de um milhão no Chile e cerca de cem mil na Argentina e esperam que Francisco aproveite a viagem para apoiar sua luta. Meses atrás ele disse a uma delegação de índios mapuche: “Não vamos permitir que os governos tomem a terra dos índios sob o pretexto de estabelecer novas tecnologias”. E acrescentou: “Eles devem seguir suas próprias tradições e sua cultura com olhar voltado para o progresso e com especial atenção pela Mãe Terra”.

Os indígenas com os quais Francisco vai se encontrar no Chile se sentem discriminados pelos governos, racial e socialmente, e não deixarão de expressar seus sentimentos para o Papa. Trata-se, curiosamente, do único grupo de nativos da América que derrotou militarmente os conquistadores espanhóis no século XVI usando táticas inéditas de guerrilha com as quais conseguiram resistir por 300 anos. Eles não se sentem chilenos nem argentinos, apenas nativos, e pretendem continuar assim. Não querem ser reconhecidos como araucários, nome que tinha sido dado pelos espanhóis, mas como mapuches.

Em vista da viagem que o Papa Francisco planejava fazer ao Chile, não há dúvidas de que ter aceitado aquele ritual da índia mapuche que parecia querer transferir o espírito de seus deuses foi mais do que um gesto de simpatia. O Papa argentino, apesar de sua simplicidade franciscana, continua sendo jesuíta e, como tal, um intelectual que sabe medir suas ações e adaptá-las aos tempos de hoje. É bem possível que, abaixando a cabeça para a mapuche para que ela pudesse tocar seu rosto, além de um gesto de carinho para a indígena, o Papa Francisco estava enviando uma mensagem, não só religiosa, mas também política e social, para o outro lado do Atlântico. Vamos descobrir em breve.

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