OPINIÃO

O compadre invisível

Bernardo Mello Franco

Gilmar Mendes mandou soltar o rei dos ônibus. Parece notícia velha, mas não é. Na sexta-feira, o supremo ministro voltou a libertar o empresário acusado de chefiar a máfia dos transportes no Rio. Foi o terceiro habeas corpus concedido por Gilmar ao mesmo réu.

Em julho, Jacob Barata Filho foi preso na Operação Ponto Final. Os policiais que batizaram a ação não contavam com a canetada do ministro. Após retornar das férias, Gilmar liberou o empresário para seguir viagem longe da cadeia de Benfica.

Com base em novas provas, o juiz Marcelo Bretas voltou a decretar a prisão de Barata. O ministro deu uma entrevista invocada e mandou soltá-lo pela segunda vez em menos de 24 horas. A velocidade motivou a Lava Jato a questionar os vínculos entre o libertador e o libertado.

Gilmar foi padrinho de casamento da filha de Barata. Além disso, seu cunhado é sócio do empresário. Para completar, a mulher do ministro é sócia do escritório de advocacia que defende as empresas do réu.

Na opinião do supremo ministro, nada disso o impedia de atuar no caso. A Procuradoria-Geral da República discordou e pediu que ele fosse declarado suspeito. A ministra Cármen Lúcia cumpriu a formalidade de ouvir o colega, mas não submeteu o caso ao plenário da corte.

Em novembro, o empresário voltou ao xadrez por ordem de outra juíza. O Tribunal Regional Federal confirmou a decisão, mas Gilmar mandou soltá-lo pela terceira vez.

Uno busca lleno de esperanzas
el camino que los sueños
prometieron a sus ansias.

Sabe que la lucha es cruel y es mucha,
pero lucha y se desangra
por la fe que lo empecina.

Uno va arrastrándose entre espinas,
y en su afán de dar su amor
sufre y se destroza, hasta entender
que uno se ha quedao sin corazón.

Precio de castigo que uno entrega
por un beso que no llega
o un amor que lo engañó;
vacío ya de amar y de llorar
tanta traición…

Si yo tuviera el corazón,
el corazón que di;
si yo pudiera, como ayer,
querer sin presentir…

Es posible que a tus ojos,
que hoy me gritan su cariño,
los cerrara con mis besos
sin pensar que eran con esos
otros ojos, los perversos,
los que hundieron mi vivir…

Si yo tuviera el corazón,
el mismo que perdí;
si olvidara a la que ayer
lo destrozó y pudiera amarte…

Me abrazaría a tu ilusión
para llorar tu amor…

Pero Dios te trajo a mi destino
sin pensar que ya es muy tarde
y no sabré cómo quererte.

Déjame que llore como aquél
que sufre en vida la tortura
de llorar su propia muerte.

Pura como sos, habrías salvado
mi esperanza con tu amor.

Uno está tan solo en su dolor…
Uno está tan ciego en su penar…

Pero un frío cruel, que es peor que el odio,
punto muerto de las almas,
tumba horrenda de mi amor,
maldijo para siempre y se robó
toda ilusión.?

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Mancini depois do susto: treinador que livrou
Vitória da queda, desabafa e pede mudanças

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Vitor Villar

Vagner Mancini foi à entrevista coletiva após perder para o Flamengo por 2×1 com a mesma franqueza de sempre. A diferença é que, com o Vitória livre do rebaixamento, o técnico pôde abrir o jogo, revelando muito dos bastidores da campanha que quase acabou com o rebaixamento do Leão.

“Hoje posso falar o que ao longo do campeonato não pude. Não foi fácil pegar o time com 12 pontos. O Vitória estava virtualmente rebaixado. Na minha chegada, vi um Vitória muito diferente das minhas passagens anteriores. Um time sem rumo. Vivia um momento delicado e ainda vive na política. O que a gente mais fez foi blindar o futebol”, desabafou.

O técnico também não gostou das vaias que a torcida dirigiu aos jogadores após o apito final: “É preciso saber que não tínhamos um elenco ideal para encarar o Brasileiro. Os atletas que hoje foram vaiados são os atletas que tiraram o Vitória da Série B. O Vitória não fez um grande campeonato, mas se superou para ficar na Série A. O que mais importa agora é ir para casa sabendo que atingimos a meta. Disse à diretoria quando assinei o contrato em julho que o Vitória não ia cair, e não caiu”.

Com contrato até o final do ano que vem, o técnico pediu uma responsabilidade maior por parte do presidente que assumir o Vitória a partir do próximo dia 13, quando haverá novas eleições.

“O Vitória tem que se reorganizar. Não pode passar em 2018 o sufoco que passou. Foi um ano extremamente negativo e que teve saldo positivo no final. É importante que a parte política se resolva. Sou apolítico, mas é importante que isso se resolva. Vocês não podem danificar o clube. Vocês têm que ter consciência”, disparou Mancini.

“O Vitória inteiro, funcionários, torcida, jogadores, não merecem isso. Você que vai assumir o Vitória, que assuma com coerência. Ninguém pode sofrer dessa forma. O Vitória tem estrutura para ficar na Série A por muitos anos. O importante é dar soluções para 2018 e que a parte política se entenda”, finalizou o técnico.

dez
04
Posted on 04-12-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer almoça e janta a reforma

Michel Temer recebeu neste domingo líderes da base aliada em almoço no Palácio da Alvorada para discutir a reforma da Previdência, informa o G1.

Participam do encontro, entre outros:

– Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados;

– Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações;

– Carlos Siqueira, presidente do PSB;

– Marcos Pereira, ministro da Indústria;

– Eduardo Lopes, presidente interino do PRB;

– Ciro Nogueira, senador e presidente do PP.

Está previsto ainda um jantar na residência oficial da presidência da Câmara para discussão do cenário da reforma, que também deverá contar com a presença de Temer, além de ministros, parlamentares e presidentes de partidos.

O Antagonista lembra que o presidente prometeu “o possível e o impossível” para conseguir os 308 votos necessários para a aprovação da proposta.

A boca livre deve ser a parte do “possível”.

dez
04
Posted on 04-12-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online


DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasília

Terceira colocada nas eleições presidenciais de 2010 e 2014, a ambientalista Marina Silva anunciou que pretende concorrer à presidência do Brasil pela terceira vez consecutiva. Com isso, ela quer tentar evitar, mais uma vez, uma polarização e a radicalização do discurso de ódio na eleição de 2018. Marina disputará o principal cargo da República pela Rede Sustentabilidade, partido do qual é uma das fundadoras e a principal liderança.

Ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, a candidatura de Marina ainda era incerta por conta da ausência de uma sinalização clara por parte dela. Mas ela acabou com a indecisão neste sábado durante a reunião da executiva nacional da Rede, em um hotel de Brasília. “O compromisso e o senso de responsabilidade, sem querer ser a dona da verdade, me convocam para esse momento [de anunciar a pré-candidatura]. Não é uma decisão que queremos fazer, mas é porque é necessário fazer. É importante fazer. É justo que seja feito”, falou de maneira firme para uma plateia de cerca de cem pessoas.

Antes do anúncio, o nome de Marina já havia sido referendado nos últimos meses pelos 27 diretórios estaduais da Rede. O presidente do partido, Zé Gustavo Favaro, afirmou que a decisão dela teve de ser muito pensada porque envolve um dos principais desafios para um político. “O caminho de uma decisão muito convicta, muito enraizada, leva tempo. Às vezes esse tempo, a maior parte das pessoas não compreende”, disse.

Vista por parte do eleitorado como conservadora (por ser evangélica) e por outra parte como esquerdista (por já ter sido filiada ao PT), Marina carrega consigo o feito de ter atingido 22,1 milhões de votos na última disputa eleitoral. Naquele ano, ela era filiada ao PSB e se tornou cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo. Agora, seu desafio será o de manter essa alta votação, surfar em uma eventual onda que pede a renovação dos quadros políticos do país e se consolidar como uma força na polarizada política brasileira. “Estou aqui nesse momento vivendo a dor e a delícia de sermos quem somos. Porque é feliz, alegre, esperançoso ver tanta gente, depois de tanta desesperança na política, disposta a melhorar a qualidade da política. A resgatar o sentido e o funcionamento da política”, afirmou Marina em seu discurso.

Em seu pronunciamento, a pré-candidata criticou de maneira velada seus dois principais adversários até o momento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o direitista Jair Bolsonaro. Disse que o país não precisa de salvadores da pátria e afirmou que procurar a figura de um pai ou mãe protetora para nos dar o caminho de saída da crise é infantilizar os eleitores. “Só os tiranos oferecem um destino. Os democratas […] oferecem a possibilidade de um mundo melhor, de um país melhor”.

Em determinado momento da campanha passada, Marina Silva chegou a liderar as pesquisas de intenções de votos. A quatro dias antes do pleito os principais institutos de opinião a colocavam no segundo turno. Porém, acabou despencando depois que sofreu seguidos ataques dos adversários e não conseguiu responder. Agora, reforça que não vai atacar seus rivais. Em seu discurso à militância, afirmou que fará uma campanha equilibrada, que irá combater o “ódio, com amor” e o “desespero, com esperança”. “É preferível sofrer uma injustiça do que praticar uma injustiça. Quem ganha com injustiça, ganha perdendo. Quem perde fazendo o que é certo, perde ganhando. Acho que chegou a hora do Brasil e o povo brasileiro, depois de tudo o que aconteceu, ganhar ganhando”, declarou.

Com uma fala de combate à corrupção, Marina Silva ainda sugeriu que era necessário iniciar uma operação “Lava Voto”, na qual os eleitores dariam nas urnas uma resposta aos partidos que se viram envolvidos em esquemas descobertos pela operação Lava Jato. “O melhor que a sociedade pode dar para os partidos que criaram essa crise, PT, PMDB, PSDB, DEM e seus aliados é dar para eles um sabático de quatro anos, para que eles possam revisitar os seus estatutos.

Na última derrota eleitoral, o reduzido tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na TV foi um dos diversos fatores que a deixaram Marina Silva fora do segundo turno. Sua coligação tinha dois minutos diários, enquanto que os dois candidatos que chegaram ao segundo turno Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) tinham dez minutos e quatro minutos, respectivamente.

Pelos cálculos de hoje, sozinha a Rede teria 12 segundos no tempo de rádio e TV. Para tentar driblar esse empecilho, a legenda já iniciou uma série de conversas com outros partidos. Os principais procurados foram o PV, o PPS e o Podemos. O PSB, antigo aliado, também foi sondado, mas a expectativa é que os socialistas lancem uma candidatura própria (com o ex-deputado Aldo Rebelo ou ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa) ou apoiem o nome de Geraldo Alckmin, do PSDB. Nada está acertado, por ora. “Ainda estamos conversando com outros partidos”.

Uma outra estratégia para garantir palanque à Marina é a de lançar candidaturas a governos estaduais. Três pré-candidatos já começaram a aparecer no tabuleiro político regional: a jornalista Úrsula Vidal (Pará), o prefeito de Serra, Audifax Barcelos (Espírito Santo) e o ex-juiz e coautor da Lei da Ficha Limpa Marlon Reis (Tocantins). São Estados com pouca representação na política nacional. Juntos somam cerca de 8 milhões de eleitores, o equivalente a 5% do eleitorado brasileiro. Por isso, há a possibilidade de haver concorrentes em estados mais populosos também, como no Rio de Janeiro.

Além de Marina Silva, ao menos outras cinco pré-candidaturas já são dadas como certas: a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do deputado federal Jair Bolsonaro (por enquanto do PSC mas à procura de um outro partido), do ex-ministro e ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e da deputada estadual gaúcha Manuela D´Avila (PCdoB). No caso de Lula, ele ainda depende do julgamento dos processos pelos quais responde na operação Lava Jato. Ainda há uma forte especulação sobre as candidaturas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos (PSOL). Nenhum deles afirmou se aceitará o desafio ou não.

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