Viva o Samba e Viva dona Alice Mello, que chega aos 96, neste 2 de dezembro, com toda lucidez, participação intensa nas coisas da vida e da família e com a generosidade de sempre. Parabéns! Viva!!!

(Vitor Hugo e Margarida)


Palácio do Jaburu:residência presidencial e
parte do Pattrimônio Histórico brasileiro…


…JK e Niemayer em Brasília: o que diriam os dois sobre
a ideia de cercar o palácio Jaburu com arame farpado?

Arame farpado no Jaburu: o que diriam JK e Niemeyer?

Vitor Hugo Soares

Incrível – e intrigante para este jornalista – mas de inegável apelo factual, carregado de simbologia da política, do poder e da comunicação, a reportagem assinada por Eduardo Barretto, publicada em O Globo esta semana. Revela que o Palácio do Planalto (um jeito pleonástico de denominar o governo do PMDB e penduricalhos partidários, chefiado por Michel Temer), se prepara para cercar de arames farpados áreas em volta do Palácio Residencial do Jaburu. Neste quase final de tremendo 2017, o fato merece cuidadosa atenção, não só pelo que revela explicitamente, mas, também, pelo que fica submerso nos seus desvãos.

No primeiro caso, a notícia aponta como justificativa para cercar todo o perímetro da residência do mandatário da vez, a conclusão oficial de que o lugar tem “pontos vulneráveis”, apesar dos redobrados cuidados adotados diante do “risco de protestos e convocações de manifestações em redes sociais. A matéria não fala, mas é fácil deduzir que o esdrúxulo cercado tem a ver, também, com a vulnerabilidade do Jaburu para acesso de estranhos visitantes noturnos, do tipo do empresário Joesley Batista (ex-manda-chuva do grupo JBS-Friboi) que lá entrou pela garagem, tranquilamente, altas horas da noite, e gravou o presidente em uma das mais escandalosas conversas de que se tem notícia na história republicana do País.

Apesar das choradas dificuldades financeiras alegadas pelo governo, – ao pedir apoio para a votação do cada dia mais desidratado projeto de Reforma da Previdência, e mais sacrifícios ao cidadão comum (que sempre paga o pato, mesmo o da FIESP), – a previsão é que para construir o cercado, o governo deverá “desembolsar R$ 81, 3 mil em 1.900 metros de concertina, espirais de arame farpado, com “lâminas pontiagudas cortantes e penetrantes”.

A reportagem revela, ainda, que as avaliações para o “serviço” partiram do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), baseado em relatório específico para a residência presidencial. “Constam de três editais para comprar arame farpado, restaurar as grades e até adquirir tendas para os seguranças da residência oficial da família Temer. “Os leilões serão na próxima terça-feira”, adianta o texto detalhadamente cuidadoso de Barreto. No comando do GSI está o general gaúcho, Sérgio Etchegoyen, ardoroso torcedor do Grêmio (que festeja a conquista da Taça Libertadores da América, em campo argentino, na quinta-feira última). Figura dura de militar, temida até pela turma do MST. O militar ganha cada vez mais espaços nas áreas de mando efetivo do Palácio do Planalto.

Amaldiçoado seja aquele que pensa mal destas coisas, diriam os irônicos franceses. Mas o que pensariam, ou diriam, se vivos estivessem, o presidente JK e o arquiteto Oscar Niemeyer, diante das barreiras que se multiplicam nas proximidades dos palácios e ministérios, mas, principalmente, deste insólito cercado que o jornal O Globo anuncia. Responda quem souber. Da parte que me toca, resta nisso tudo, uma certeza só, o reforço de uma invencível rejeição e ojeriza pessoal (que vem da infância) às cercas de arames farpados, somados ao temor profissional que veio mais tarde (embora com intensidade ainda maior) nas aulas das faculdades de Jornalismo e de Direito, na Universidade Federal da Bahia, nos terríveis anos 60 da minha formação acadêmica.

Foi quando li bastante, estudei um pouco, mas aprendi o suficiente sobre a origem, as aplicações ao longo do tempo e simbologia opressiva desses arames pontiagudos e suas cercas ao longo da história. A primeira que vi de perto, e com a qual precisei conviver durante anos, foi no tempo de menino das barrancas sertanejas do São Francisco – o rio da minha aldeia . Morava na cidade amada de Santo Antônio da Glória, que tinha em Paulo Afonso o seu distrito mais importante. Uma referência nacional, pois ali, na minha infância, se construía a grande barragem e a monumental e pioneira Usina Hidrelétrica da CHESF, marco da engenharia e da eletrificação do Nordeste
(da luz, da irrigação e da geração e distribuição de energia para as residências e para as fábricas na cidade e no campo, de uma região inteira).

Uma enorme cerca de arame farpado foi erguida de uma ponta a outra daquele lugar, separando a “Vila da Chesf” – (habitada por engenheiros e suas famílias, da gente que fornecia a mão de obra mais qualificada, das forças armadas e federais de segurança, dos clubes de primeira linha, da infraestrutura de cidade moderna, dos bons colégios, estádio com refletores para jogos noturnos, e do transporte gratuito), – da “Vila Poty” (local de moradia dos operários, “cassacos” de toda parte, atraídos pelas ofertas de trabalho pesado na construção da barragem e da usina, e uma classe média formada de autoridades públicas e servidores do estado. Filho de um deles, eu podia transitar e ter contatos com a gente “das duas partes do arame”. Foi um tempo feliz de meninice, reconheço, mas aí nasceu também a sensação amarga e opressiva que estes cercados me causam, ainda hoje.

Esta semana, depois da reportagem sobre o cercado que se pretende construir em Brasília, em breve, corri à procura na web, de um texto lido há algum tempo, para construir as linhas finais deste artigo de informação e opinião. É uma análise assinada por Olivier Razac, publicado no Le Monde Diplomatic. O autor escreve fundamentado em pesquisa densa e aprofundada: “o arame farpado, esta invenção de 1874, de um fazendeiro norte-americano, Joseph Glidden, para cercar as propriedades das grandes planícies, tornou-se imediatamente um instrumento político de primeira importância”. Publicado com o título, “A simbologia dos arames farpados”, o texto de Razak assinala que em menos de um século e meio, eles serviram para cercar as terras, e assim afasta-las dos índios nos Estados Unidos, e para encerrar populações inteiras durante a guerra de independência de Cuba (1895-1898) e na segunda guerra dos bôeres na África do Sul (1899-1902): Além disso, alimentou as trincheiras da Primeira Guerra Mundial “e forneceu cerca incandescente dos campos de concentração e exterminação nazistas”.

Tem mais, muito mais, mas não conto. Recomendo sim, vivamente, a leitura completa do texto referido, no Le Monde Diplomatic (fácil de recuperar na internet). Ou a leitura do empolgante e revelador romance da jornalista Symona Gropper, lançado mais recentemente , “A Menina que foi Vento – Memória de uma Imigrante”. Está nas livrarias, como mais que sugestivo e recomendável presente natalino. Antes que a anunciada cerca de arame farpado seja construída, de fato, em volta do Palácio Jaburu. Triste Brasília. Triste País!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Veludo na garganta de um grande cantor.
Dá-lhe, Pat Boone!!!

BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

DO JORNAL A TARDE

Igor Andrade e Leandro Duarte l A TARDE BSB

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta quinta-feira, 30, pesquisa sobre a intenção de voto dos baianos para as eleições do Governo do Estado em 2018. De acordo com o levantamento, o prefeito ACM Neto (DEM) mantém a preferência do eleitorado baiano com uma margem de 15,3 pontos frente ao governador Rui Costa (PT).

Na pesquisa o democrata obteve 49% e o petista 33,7%. Apesar da liderança, os números mostram uma queda da distância entre os políticos. No levantamento realizado em junho, Neto tinha 56,4% e Rui, 25,8%, portanto, o prefeito teve uma queda de 7,8 pontos percentuais, enquanto o atual governador obteve uma elevação de 7 pontos percentuais.

Roberto Tadeu da Luz (PRTB) e Fábio Nogueira (PSOL) aparecem um pouco mais distantes na pesquisa, com 2% e 1,5% respectivamente. O Instituto também levou em consideração um cenário de segundo turno entre os gestores. Na simulação Neto segue na frente com 50,6%, contra 35,8% de Rui.

Foram entrevistados 1.576 eleitores em 72 municípios baianos entre os dias 16 e 21 de novembro de 2017. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança, 95%. Dos entrevistados, 7,8% disseram que não escolheriam nenhum dos candidatos e 5,9% não souberam ou não opinaram.

Repercussão

Para o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) a diminuição da diferença dos números entre Neto e Rui indica o avanço do “favoritismo” do governador junto ao povo baiano. De acordo com o parlamentar, a força do governador vem da aproximação com a população.

Daniel diz que a força de Rui vem das obras que o petista realiza pelo estado. “As obras que estão sendo feitas são fundamentais, na área hídrica, pavimentação de estradas, a elevação da gestão na área da educação e o grande investimento na área da saúde, com inaugurações de policlínicas e hospitais”, finaliza.

Para Cacá Leão (PP), a saúde é um dos principais pontos positivos da gestão do governador. “Entre diversos méritos, a regionalização da saúde é uma marca da gestão dele, que gera e ainda vai gerar grandes frutos para Bahia”, disse.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM) diz que o trabalho de Neto na área do turismo está entre os pontos principais de sua gestão. “A população baiana está cansada de politicagem, ela quer resultados e Neto mostra capacidade de gerir resultados. Ele pegou a prefeitura, administrou de forma competente e hoje tem dinheiro em caixa e pode resolver os problemas.

Aleluia também lembra que o prefeito ainda nem anunciou se vai ser candidato. “Isso mostra um descontrole do governador que, embora esteja em campanha aberta, tende a ficar com medo de alguém que nem anunciou que é candidato”.

Apesar da crítica do democrata Aleluia, o deputado Cacá Leão, do PP, acredita que a disputa de ambos é de gestão e não política. “O prefeito ACM Neto ainda nem anunciou se vai ser candidato. Então, o que eu vejo é uma disputa de gestão de forma saudável, mostrando quem trabalha mais. Isso indica o alto índice de aprovação dos dois governantes e quem ganha é o povo, nas obras na capital e no interior”, diz Cacá.

Potencial

34,7% de eleitores dizem que podem votar em Neto enquanto 32,3% afirmam que o escolheriam. Para Daniel Almeida, a boa avaliação do prefeito é por conta
do apelo midiático.

A pesquisa ainda avaliou o potencial eleitoral do prefeito. Cerca de 34,7% de eleitores declararam que poderiam votar nele, enquanto 32,3% afirmaram que com certeza o escolheriam. Para Daniel Almeida, essa boa avaliação de Neto é por causa do apelo midiático por trás de democrata.

Segundo Daniel, Neto é muito mais um “marqueteiro” do que um gestor. “O ACM tem uma gestão bem avaliada muito mais pelo uso midiático que ele faz. Ele é eficiente nos eventos, como carnaval, virada do ano, isso até traz um impacto na economia, entretanto o barulho é bem maior, ele é muito mais marqueteiro do que gestor público, a capacidade de venda de mídia dele é extraordinária e não corresponde com o que ele vem fazendo em Salvador”, pontua o deputado.

Já o deputado Márcio Marinho (PRB) acredita que essa aprovação do prefeito é um desejo de mudança do povo baiano. “O prefeito tem feito uma boa gestão na capital. Ele transformou a cidade em serviços que impactam na vida da população e isso é um sentimento que a população do interior também deseja. Eles querem uma renovação e uma nova oportunidade”, afirmou.

dez
02

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

‘Propósito de contornar a decisão do STF’

Na decisão em que soltou Jacob Barata Filho pela terceira vez, Gilmar Mendes derrubou decretos de prisão expedidos em novembro pelo TRF da 2ª Região e pela 7ª Vara.

Barata, alvo da Operação Ponto Final, é acusado de gerir um esquema de pagamento de propina em troca de vantagens a companhias do setor de transportes públicos. Os investigadores do caso alegaram que o empresário não teria se desligado de suas empresas.

“No ponto em que determinou a prisão preventiva do ora paciente [Barata], a decisão do Tribunal Regional Federal sugere o propósito de contornar a decisão do STF”, escreveu Gilmar em sua decisão.

dez
02
Posted on 02-12-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-12-2017


J. Bosco, no jornal O Liberal (PA)


Neymar, Xhaka, Navas e Matic: os craques do grupo E. AFP

DO EL PAÍS

Breiller Pires

Grupo A
Rússia
Arabia S.
Egito
Uruguai
Grupo B
Portugal
Espanha
Marrocos
Irã
Grupo C
França
Australia
Peru
Dinamarca
Grupo D
Argentina
Islândia
Croácia
Nigeria
Grupo E
Brasil
Suíça
Costa Rica
Sérvia
Grupo F
Alemanha
México
Suécia
C. do Sul
Grupo G
Bélgica
Panamá
Tunísia
Inglaterra
Grupo H
Polônia
Senegal
Colômbia
Japão

O sorteio da Copa do Mundo Rússia 2018 reservou ao Brasil, cabeça de chave do grupo E, dois rivais europeus e a equipe que desbancou grandes potências no último Mundial. A estreia da seleção brasileira será no dia 17 de junho, em Rostov, contra a Suíça, que chegará ao torneio cercada de expectativas pela evolução apresentada pelo time dirigido por Vladimir Petkovic. Os comandados de Tite ainda encaram Costa Rica e Sérvia. Em parceria com o The Guardian, o EL PAÍS apresenta uma análise, elaborada por jornalistas baseados em cada país participante, do Brasil e seus adversários na fase de grupos:

BRASIL

Tite não tem nem 20 jogos no cargo, mas o renascimento de uma equipe sem rumo, traumatizada e sob a pressão da Copa do Mundo de 2014 foi tão surpreendente que o Brasil volta a estar entre os favoritos ao título. O treinador acrescentou muito em pouquíssimo tempo: implementou seu sistema tático favorito, o 4-1-4-1, e controlou meticulosamente a falta de ritmo de jogo de alguns jogadores que pouco atuam por seus clubes. Acomodou Neymar na esquerda, Casemiro no eixo e Gabriel Jesus no centro do ataque, além de obter o melhor de Daniel Alves e Marcelo como laterais que sobem ao ataque. Renato Augusto é outro jogador que está em seu melhor nível e Paulinho, um dos jogadores prediletos de Tite, foi muito bem-sucedido ao trocar a China pelo Barcelona. Esse processo, no entanto, também traz riscos. Além dos 11 titulares habituais, a seleção não tem um banco de reservas tão bom. Além de Willian e Firmino, o treinador não parece ter esperança em outros jogadores. Um enorme progresso foi feito, mas talvez o Brasil necessite de mais opções no banco se quiser ir longe.

Sistema do jogo: 4-1-4-1
Destaque: Neymar (PSG)
Fique de olho: Paulinho (Barcelona)
Treinador: Tite

Carlos Eduardo Mansur, O Globo
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Brasil Servia
Brasil enfrentou Sérvia em amistoso antes da Copa 2014. Reuters
SUÍÇA

Surpreendentemente, não houve muita euforia quando a Suíça se classificou para a Copa do Mundo depois dos dois jogos da repescagem contra a Irlanda do Norte. Os suíços parecem ter se acostumado que seu time jogue os grandes torneios e as expectativas aumentaram. Consequentemente, os suíços esperam que o time chegue às oitavas de final na Rússia, e talvez mais longe. “Este grupo tem um excelente espírito de equipe, eles são muito positivos e têm uma tremenda vontade de ganhar”, diz o treinador Vladimir Petkovic. “A equipe sempre quer alcançar os objetivos mais altos”. Será interessante ver como a Suíça se sairá enfrentando times melhores, porque eles são muito bons em adaptar seu jogo em função do adversário, como fizeram na Copa do Mundo de 2014, quando quase eliminaram a Argentina nas oitavas.

Granit Xhaka, do Arsenal, é o coração da equipe e aquele que dita o ritmo de jogo. Com jogadores criativos e rápidos como Xherdan Shaqiri (Stoke City) e Steven Zuber (Hoffenheim), a Suíça sempre pode criar algo pelas laterais, especialmente porque os pontas recebem a cobertura de laterais muito fortes: Stephan Lichtsteiner, da Juventus, na direita e Ricardo Rodríguez, do Milan, na esquerda. Com Fabian Schär e o jovem Manuel Akanji, agora também conta com sólidos zagueiros. A parte mais fraca da equipe é o ataque, quase sempre ocupado por Haris Seferovic. Se não recebe bolas, o jogador do Benfica fica muitas vezes totalmente desconectado do jogo.

Sistema de jogo: 4-5-1
Destaque: Granit Xhaka (Arsenal)
Fique de olho: Denis Zakaria (Borussia Mönchengladbach)
Treinador: Vladimir Petkovic

Kevin Lutz, Blick
COSTA RICA

A Costa Rica foi sensação há quatro anos, chegando às quartas-de-final do Mundial no Brasil. O desafio, agora, é repetir a façanha. Óscar Ramírez substituiu Jorge Luis Pinto como técnico e a seleção mostrou nas Eliminatórias que é a nova equipe a ser vencida dentro da Concacaf, depois de garantir sua passagem para a Rússia quando ainda faltavam duas partidas para disputar. Ramírez deu continuidade ao sistema 4-5-1 que funcionou tão bem com Pinto. É uma tática que exige bastante de Bryan Ruiz (Sporting) e Celso Borges (La Coruña), que é filho do treinador brasileiro Alexandre Guimarães. Ruiz é a principal referência no ataque e Borges está presente para proporcionar um equilíbrio à equipe no meio de campo. O goleiro Keylor Navas é a estrela do time ao lado de Marco Ureña, que joga pelo San Jose Earthquakes, da Major League Soccer (MLS) e proporciona mais força ao ataque. A Costa Rica terá de lutar para voltar a estar entre as oitos melhores seleções do Mundial, mas tem qualidade para passar pela fase de grupos e chegar às etapas decisivas.
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Sistema de jogo: 5-4-1
Destaque: Keylor Navas (Real Madrid)
Fique de olho: Marco Ureña (San José Earthquakes)
Treinador: Óscar Ramírez

Esteban Valverde, La Nación
SÉRVIA

A Sérvia se classificou para seu primeiro grande torneio em sete anos com grande desempenho. Com apenas uma derrota em 10 partidas, a seleção sérvia venceu na última hora Gales, semifinalista da Euro 2016 e uma resiliente Irlanda, para ficar em primeiro lugar no Grupo D das Eliminatórias da Copa do Mundo, mas isso, no final, não foi o bastante para Slavoljub Muslin manter o emprego. O conflito do experiente treinador de 64 anos com o presidente da Federação Sérvia de Futebol, Slavisa Kokeza, sobre o estilo de jogo e a escalação da seleção – com o meio-campista Sergei Milinkovic-Savic, astro da Lazio, no epicentro – levou Muslin a ser mandado embora.

Mladen Krstajic assumiu como interino no lugar de Muslin e imediatamente convocou Milinkovic-Savic para a seleção nos amistosos de novembro. O jogador da Lazio retribuiu o crédito com duas performances excelentes e uma assistência, enviando assim uma mensagem clara a Slavoljub Muslin de que podem confiar nele para conduzir a estrelada – mas envelhecida – equipe sérvia.

Sistema de jogo: 3-4-3
Destaque: Nemanja Matic (Manchester United)
Fique de olho: Sergej Milinkovic-Savic (Lazio)
Treinador: Mladen Krstajic (interino)

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