Vai em memória de Jandira Soares (mãe mais que querida e saudosa) nesta data em que ela estaria festejando 95 anos de idade.Uma serenata de saudade na voz de seu eterno cantor preferido.

(Hugo e Margarida)

=======
EM TEMPO: Agradecimentos com emoção a Gilson Nogueira, colaborador e amigo do peito do BP ( e de dona Jandira), de cujo precioso garimpo seiu esta maravilha musical. (Vitor Hugo)

ARTIGO

Atenção, perigo: você entrou num hospital!

Arthur Andrade

Deveriam ser lugares de salvar vidas. Mas não. São piores do que você imagina. As notícias de chacinas que assustam meio mundo são brincadeira diante deles.

Os hospitais matam mais que a violência urbana, crimes, latrocínios e até guerras. Mais que o câncer e acidentes de trânsito.

A cada 5 minutos, três pessoas são mortas dentro dessas casas de saúde no país. Por mês, 829 morrem ali de causas não naturais.

Apesar desses números gigantes, há um solene silêncio da imprensa. São ignorados pelas páginas policiais e manchetes da grande e pequena mídia. Suas mortes são abafadas e até aceitas como “eventos adversos”. Ou seja, essas mortes não são notícia. É como se houvesse uma permissão intrínseca para se morrer de “causas não naturais” em hospitais.

E pouco importa se são privados, famosos e equipados. Ou se são públicos. Ao entrar em um, seja qual for, sair inteiro ou vivo pode ser pura sorte.

Recente pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) abriu essa caixa de pandora. Os dados são assustadores.

Em 2016, 302,4 mil pessoas morreram de causas não naturais dentro dessas casas. Dos 19,1 milhões de internados nesse ano, 1 milhão 400 mil saíram com lesões graves – paraplégicos, tetraplégicos, surdos, cegos. impotentes…

As causas vão de erros médicos, de procedimentos, a falhas de equipamentos, aplicação errada de medicamentos e infecção hospitalar. O índice maior de mortes é de crianças e pessoas acima dos 60.

Por que a imprensa ignora esses centros de morte? Por que nada dessas tragédias chega a público?

Pode-se supor que exista uma blindagem corporativa de um lado. E uma indústria poderosa de outro. A indústria farmacêutica também está por trás de grandes hospitais. Ela é tão poderosa quanto a indústria alimentícia e de armas. Pode-se supor também que é melhor falar da violência urbana, com suas 164 mortes por dia que das mais de 800 diárias dos hospitais. Ou seja, falar de hospitais pode causar pânico na sociedade. E pânico pode prejudicar os negócios. Mas falar das periferias causa medo… e aumenta a venda de seguros e a audiência da TV.

Passei por um desses hospitais. Uma pequena cirurgia, uma anestesia aplicada num ponto errado e minha morte na mesa. Enquanto médicos e enfermeiros preparavam aparelhos, eu estava sem sinal de vida – e o equipamento de alerta pifado. Na época, era casado com uma médica que estava na sala. Foi ela quem alertou a todos…e o desfribilador. Fiquei três dias em coma. Sobrevivi por pura sorte.

Uma famosa economista estava preparada para um procedimento rápido. Semi-dopada ainda conseguiu ver o famoso cirurgião a seu lado, pronto para levá-la para a sala de cirurgia. Só que ela não ia fazer cirurgia, nem o famoso médico era o seu. Pegou a pessoa errada. Trôpega, conseguiu alertar: “ei doutor, não sou eu…tá errado”. O médico pediu desculpas…ops! foi mal…

Conheci um cardiologista que cometeu suicídio após descobrir doença cardiovascular grave. Reuniu os filhos para o almoço, fez um discurso amoroso. Quando todos se foram, trancou-se num quarto e deu fim.

O suicídio é uma das causas de morte entre médicos. Mês passado, uma médica atirou-se da ponte Rio-Niterói dando fim a uma depressão. Depressão. Estresse. Drogas pesadas, parceiras de muitos. A extenuante jornada os deixa à beira do precipício. Isso não é vida!

A medicina convencional está tão doente quanto os enfermos. E próxima do colapso. O coração vai parar. É preciso voltar o filme e olhar para Hipócrates e suas orientações da Grécia antiga. Saúde é corpo, mente e espírito. Saúde entra pela boca, pelas várias bocas do corpo – umbigo (a primeira delas), pele, ouvidos, olhos, língua, sexo, imagens. Entra como sonhos, alegria, compaixão, respeito, descanso. Cara! Fora disso, como viver?

Arthur Andrade é jornalista, músico, ex-editor da coluna política Bahia com H e bamba em mídia digital.Colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!


Membros da Marinha e familiares dos tripulantes, nesta quinta-feira
Marcos Brindicci Reuters


DO EL PAÍS

Carlos E. Cué

Buenos Aires / Mar del Plata

O pessimismo já se espalhara com o passar do tempo, mas agora há também uma informação que reduz a esperança de encontrar com vida os 44 tripulantes do ARA San Juan. A Marinha argentina confirmou, nesta quinta-feira, por duas fontes diferentes — os especialistas nos EUA e uma agência austríaca — que houve uma explosão na área em que desapareceu o submarino na quarta-feira da semana passada. Tudo indica que a nave sofreu uma explosão e isso explicaria não ter utilizado nenhum dos mecanismos de emergência à disposição. Segundo a Marinha, pode ter sido uma implosão e, por isso, faria sentido que em todo este tempo não tenha aparecido nenhum pedaço do submarino, apesar do enorme aparato aéreo e marítimo empregado.

Diante dessa notícia devastadora, alguns familiares ficaram irritados e começaram a culpar a Marinha por manter em funcionamento um submarino de 1985, que foi reformado para prolongar sua vida útil. Os parentes estavam indignados porque uma informação dessas foi divulgada depois de uma semana, embora a Marinha insista que não tinha a confirmação até então.

Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, explicou que a ideia apresentada pelos especialistas dos Estados Unidos que haviam analisado todos os dados era que houve um ruído na quarta-feira passada, quatro horas depois do último contato com o submarino, no qual avisara que estava com uma falha elétrica. “Constatou-se um evento anômalo, singular, curto, violento e não nuclear, consistente com uma explosão. O embaixador argentino na Áustria é membro da organização de controle de testes nucleares, que conta com uma rede de estações acústicas para verificar a realização de ensaios nucleares. Este evento coincide com a informação recebida ontem nos EUA, onde se centralizou a análise do que eles chamaram de anomalia acústica, registrada na quarta-feira, 15, às 10h31, explicou.

Os parentes se revoltaram. Itatí Leguizamón, esposa de um tripulante, foi duríssima: “Mandaram uma merda para navegar. Tiveram problemas em 2014 e não puderam emergir. Não puderam terminar a leitura. São uns infelizes perversos que nos mantiveram aqui por uma semana. Por que não disseram antes? Mentiram para nós. Os familiares estão quebrando tudo lá dentro. A culpa de tudo é dos 20 anos de abandono da Marinha. Já não tenho nenhuma esperança”, disse às portas do lugar em Mar del Plata onde estiveram reunidos durante toda a semana os parentes esperando por notícias.

nov
24

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Corruptos adoram ao ver Moro listado como “possível candidato”

Com 50% de aprovação e 45% de desaprovação dos brasileiros, Sérgio Moro está na pesquisa da Ipsos, publicada pelo Estadão, como “possível candidato” ao Planalto.

Moro já cansou de repetir que não entrará na política. A inclusão do seu nome em pesquisas como essa contribui para conferir a imagem de parcialidade a um juiz que apenas cumpre a sua função.

Os corruptos adoram quando veem Moro listado como “possível candidato”.

nov
24
Posted on 24-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2017


Paixão, no jornal O Povo (CE)

nov
24


DO EL PAÍS
Daniel Verdú

Roma

O atacante brasileiro Robinho, de 33 anos, foi condenado pela nona seção da corte de Milão a nove anos de prisão pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa cometido no dia 22 de janeiro de 2013 em uma casa noturna de Milão. Na época, ele jogava pelo Milan, na terceira de suas quatro temporadas no time. De acordo com a sentença, o abuso sexual foi cometido junto com outros cinco brasileiros. Esta não foi a primeira acusação de estupro contra o atacante.

A decisão do tribunal afirma que os acusados “abusaram das condições de inferioridade psíquica e física da vítima, que havia tomado substâncias alcoólicas, com o agravante de terem-lhe dado bebida até que ficasse inconsciente e incapaz de resistir”. De acordo com o jornal italiano La Stampa, o grupo levou a garota ao vestiário do Sio Café em Milão, onde “múltiplas relações sexuais” foram consumadas.

Robinho, que atualmente joga para o Atlético Mineiro, chegou a Milão na temporada 2010/11 proveniente do Santos, onde tinha jogado uma temporada depois de deixar o Manchester City. No clube inglês, jogou entre 2008 e 2010, depois de ter passado pelo Real Madrid, clube em que permaneceu por quatro temporadas, de 2005/06 a 2008/09.

Em janeiro de 2009, recém-chegado ao Manchester City, o atacante brasileiro já tinha sido investigado por uma suposta agressão sexual que teria ocorrido em um clube noturno de Leeds. Foi interrogado pela polícia de West Yorkshire e em seguida ficou em liberdade sob fiança, depois de negar as acusações. Em abril, a Polícia decidiu não dar continuidade ao caso e Robinho não foi a julgamento.

O estupro cometido em Milão foi investigado minuciosamente. A acusação solicitou a prisão do jogador em 2014, mas a medida foi rejeitada pelo juiz. A pena solicitada pelo Ministério Público, representado por Stefano Ammengola, foi de 10 anos de prisão. Durante o processo, também foi ouvida a vítima, que confirmou as acusações perante os juízes. Outro acusado pelo crime também foi condenado a nove anos de prisão, enquanto o julgamento contra os outros quatro foi suspenso, já que suas identidades e paradeiros são desconhecidos.

Robinho agora tem a possibilidade de apelar em mais duas instâncias e, de acordo com uma fonte afirmou à agência Reuters, a Itália não pedirá a extradição do jogador até que se esgotem os recursos.

Em sua página oficial do Facebook, uma nota de esclarecimento foi divulgada negando a participação de Robinho no episódio. “Todas as providências legais já estão sendo tomadas”, diz a nota. Após contatada, a assessoria de comunicação do Atlético-MG disse que não irá se manifestar por ser uma questão pessoal do atleta.

  • Arquivos

  • novembro 2017
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    27282930