FERNANDO VICENTE


DO EL PAÍS

Mario Vargas Llosa

Desde que cheguei os Estados Unidos, há uma semana, vejo em jornais e noticiários televisivos o uso do delicado eufemismo “comportamento inadequado” para os abusos sexuais de todo tipo cometidos por produtores, artistas e políticos, a quem o testemunho de suas vítimas está levando à ruína financeira, ao desprestígio social e poderia até mesmo enterrá-los na prisão.

Essa explosão começou com o caso de Harvey Weinstein, eminente e multimilionário produtor de cinema, ganhador de todos os prêmios existentes e por existir, que foi acusado por cerca de meia centena de mulheres, muitas delas jovens atrizes tentando abrir caminho em Hollywood, de ter se aproveitado de seu poder nessa indústria para estuprá-las ou submetê-las a práticas indignas. Quando algumas de suas vítimas ameaçaram denunciá-lo, o libidinoso magnata usou seus advogados para aplacá-las com somas de dinheiro às vezes muito altas. Agora Weinstein se refugiou em uma clínica na Escócia para seguir um tratamento destinado a atenuar sua libido desmedida, mas a polícia e os promotores de Nova York anunciaram que será preso e julgado assim que voltar. Enquanto isso, foi expulso de inúmeras associações, foi convidado a devolver muitos prêmios e, segundo a imprensa, sua ruína financeira já é um fato.

Desventura semelhante viveu o ator Kevin Spacey, o malvado presidente de House of Cards –Frank Underwood– e ex-diretor do Old Vic, em Londres, que assediou e apalpou os rapazes que se colocavam ao seu alcance. Mais de dez denúncias de atores ou colaboradores de suas montagens teatrais, dos quais abusou, o colocaram no pelourinho. A Netflix cancelou aquela série de sucesso, ele foi expulso de sindicatos e associações profissionais, seus prêmios foram retirados, contratos foram cancelados e uma chuva de denúncias judiciais que podem arruiná-lo financeiramente cai sobre sua cabeça. Ele também, como Weinstein, está agora naquela clínica escocesa que acalma as libidos fora de órbita. Outros atores famosos, como Dustin Hoffman, apareceram nos últimos dias entre as celebridades com “comportamento inadequado”.

Um interessante debate surgiu por ocasião dessas denúncias e revelações apoiadas por muitas associações feministas e de defesa dos direitos humanos. A celebridade é um fator atenuante ou agravante da falta cometida? Cita-se o caso de Roman Polanski, o grande cineasta polonês que, há dezenas de anos, drogou e estuprou uma garota de treze anos em uma casa em Hollywood –emprestada por outro ator famoso, Jack Nicholson– com a qual havia marcado um encontro ali sob o pretexto de fotografá-la para um filme. Descoberto, fugiu para a França –que não possui acordo de extradição com os Estados Unidos–, onde deu prosseguimento a uma muito bem-sucedida carreira de diretor de cinema, coroada com muitos prêmios e celebrada pelos críticos, muitos dos quais recriminam a Justiça norte-americana por prosseguir com sua vingança, depois de anos, contra tão célebre criador.

Eu, da minha parte, acredito que não devemos misturar a água e o óleo e que possamos aplaudir e apreciar os bons filmes do cineasta polonês e, ao mesmo tempo, desejar que a Justiça dos Estados Unidos persiga o fugitivo que, além de ter cometido um crime horrendo, como drogar e estuprar uma menina abusando do prestígio e do poder que ganhara com seu talento, fugiu covardemente de sua responsabilidade, como se fazer bons filmes lhe conferisse um estatuto especial e lhe permitisse os abusos pelos quais são punidos todos os demais, esses seres anônimos sem rosto e sem glória que são o resto da humanidade. É possível ser um grande criador, como Louis-Ferdinand Céline, ou como o marquês de Sade, ou como o próprio Polanski, e uma imundície humana que atropela e maltrata o próximo acreditando que seu talento o exime de respeitar as leis e o comportamento que se exige das “pessoas comuns”. Mas também é verdade que às vezes ser muito conhecido e aparecer muito na imprensa desperta um curioso rancor, um ressentimento invejoso que pode levar certos juízes ou policiais a se enfurecerem especialmente contra aqueles que, apanhados em falta, podem ser humilhados e castigados mais duramente do que o comum dos mortais.

Por essa razão, o talento e/ou a celebridade, que, nunca é demais lembrar, nem sempre vão juntos, devem exigir maior prudência na conduta daqueles que, com justiça ou sem ela, merecem ou simplesmente conseguiram ser exaltados e admirados pela opinião pública. É um assunto delicado e difícil, porque a popularidade cega muito rapidamente aqueles a quem favorece –a vaidade humana, já sabemos, não tem limites– e faz com que eles acreditem que desse privilégio também derivam outros, como uma moral e leis que não lhes dizem respeito nem devem ser aplicadas a eles do mesmo modo que a essa coletividade anônima, composta de vultos mais que de seres humanos específicos, que os admira e ama e deveria portanto perdoar seus excessos. A verdade é que acontece o contrário. Esses seres semidivinos, adorados ontem, amanhã estão sob as patas dos cavalos, e as pessoas os desprezam com a mesma paixão com que na véspera os invejavam e adoravam.

Em muitas partes do mundo a condição da mulher continua sendo muito inferior à do homem

Há poucas horas ouvi, na televisão, uma senhora que há quarenta anos, quando tinha 14, era garçonete em uma pequena cidade no Alabama. Um cliente, que era juiz e tinha 34 anos –chamado Roy Moore– ofereceu-se para levá-la para casa em seu carro. Ela aceitou. No veículo, o cavalheiro virou uma fera, tomou a mão da menina e forçou-a a masturbá-lo, dizendo que, se mais tarde ousasse protestar e denunciá-lo, ninguém acreditaria nela, precisamente porque ele era um juiz e um cidadão muito respeitado na localidade. A jovem nunca ousou contar essa história até agora, mas não esqueceu e, dizia sem se atrever a levantar os olhos, o caso tinha sido como um verme que conviveu dia e noite com ela, roendo sua vida. Agora, aquele juiz é nada menos do que candidato a senador pelo Partido Republicano no Alabama, e pelo menos cinco mulheres apareceram na televisão para lembrar abusos similares que sofreram na juventude ou na infância cometidos pelo juiz desavergonhado. Pelo menos nesse caso, parece que os crimes não ficarão impunes. O próprio Partido Republicano pediu ao ex-juiz que retirasse sua candidatura e, se não o fizer, as pesquisas preveem que perderia a eleição.

Durante muitos séculos, as mulheres, em praticamente todas as culturas, foram vítimas pelo simples fato de serem mulheres, um sexo que, em alguns casos por razões religiosas e, em outros, por sua fraqueza física diante do homem, eram vítimas naturais da discriminação, da marginalização e do “comportamento impróprio” dos homens, especialmente em questões sexuais. Finalmente as coisas estão começando a mudar, especialmente no mundo ocidental, embora em muitas partes dele, como na América Latina, a condição das mulheres ainda continue sendo, devido ao machismo reinante, muito inferior à dos homens. Em outros mundos, por exemplo, no muçulmano ou no africano mais primitivo, as mulheres continuam sendo cidadãos de segunda classe, objetos ou animais mais do que seres humanos, que podem ser encerrados em um harém ou submetidos a mutilações rituais para garantir que terão um comportamento sexual “adequado”. Um horror que leva séculos para desaparecer.

nov
20

Inimitável Nana, em qualquer canção, mas imbatível ao interpretar boleros apaixonados. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Carlos E. Cué
Rocío Montes
Santiago

Os primeiros dados da contagem e das projeções da mídia chilena colocavam Sebastián Piñera como vencedor do primeiro turno das eleições chilenas, mas com muito menos margem do que o previsto, o que abre espaço para um segundo turno muito apertado em 17 de dezembro. A notícia foi divulgada pela esquerda, e o candidato de situação, Alejandro Guillier, via com surpresa esse bom resultado do grupo de esquerda Frente Ampla, com Beatriz Sánchez, ameaçar sua liderança. Essa seria uma reviravolta imprevista e uma derrota para o partido de Michelle Bachelet, a atual presidenta.

Piñera, que esperava alcançar 45% dos votos, estava ficando muito abaixo dos 40%, com 36%, o que o prejudica no segundo turno. O golpe vinha sobretudo do bom resultado do direitista José Antonio Kast, um ultraconservador que defende o legado de Pinochet, e se posicionava em 8%. Mas a soma de ambos fica muito longe dos 51% de que Piñera necessita para ser presidente, então terá de angariar votos em outros setores. A diferença entre Piñera e Guiller, que as pesquisas colocavam acima de 20 pontos, estava em 14.

As sondagens das últimas semanas colocaram Guillier muito abaixo de Piñera, quase com a metade dos votos, mas claramente acima da candidata de esquerda, e por isso o resultado apontado pelas pesquisas e os primeiros dados da contagem foram uma surpresa total, já que ela estava muito próxima, com menos de três pontos.

O resultado representa uma derrota para a política tradicional chilena e em particular para um dos partidos com mais tradição, a Democracia Cristã, que decidiu pela primeira vez concorrer sozinha com sua candidata, Carolina Goic, e teve um péssimo resultado, abaixo de 6%, disputando por muito pouco o quinto lugar com o esquerdista Marco Enríquez Ominami.

É difícil que Piñera consiga incorporar esses votos da Democracia Cristã que sempre estiveram distantes da direita. Essa queda dos partidos tradicionais tinha consequências práticas imediatas. Na renovação do Parlamento, estavam ficando de fora de suas cadeiras personalidades históricas como Isabel Allende, presidenta do Partido Socialista, e muitos dirigentes tradicionais democratas-cristãos.

A possibilidade de não ser Guillier mas Sánchez quem passaria para o segundo turno com Piñera, que surgiu no início da contagem, representava uma verdadeira derrota para a centro-esquerda que dominou a política chilena desde a chegada da democracia e que chegou ao Governo com Bachelet há quatro anos com um apoio maciço de 62%. Sánchez venceu Guillier na seção de Santiago na qual a própria Bachelet votou, um símbolo. Se Guillier conseguir se impor e passar ao segundo turno, como apontava a contagem definitiva, apesar da pequena margem, se verá obrigado a fazer um discurso mais de esquerda para atrair esses votos da Frente Ampla.

A votação teve alguns incidentes maiores do que os previstos no tranquilo Chile, ainda que nenhum tenha sido grave, e o dia transcorreu calmo em meio a um sol de primavera que animou a participação. Um grupo de cerca de vinte membros das organizações Juventude Rebelde e Ofensiva Secundária tomaram durante um tempo a sede central da campanha de Piñera no bairro de Las Condes, em Santiago, e foram retirados pela política. Carregavam cartazes que diziam “por um Chile rebelde e popular não basta votar”. Em La Araucanía, lugar onde se multiplicam os conflitos com os mapuches, o povo original dessa região, houve dois ônibus para transportar votantes incendiados, sem vítimas. Os atentados foram atribuídos a grupos mapuches.

Mas apesar dessas tensões, que ficaram rapidamente esquecidas diante da calma do dia eleitoral, a chave política era o combate à baixa participação. Nas eleições presidenciais de 2013, 51% votaram, um número que deixa o Chile entre os países em que a participação mais caiu. Desta vez, com um eleitorado muito descontente, o grande objetivo da esquerda era ficar o mais perto possível desse número. Mas tudo indica que ficaram longe, em torno de 47%.

“É importante que as pessoas assistam, que exerçam seu direito à cidadania, e que votem por quem sintam que representa o que querem para o Chile”, afirmou a presidenta Michelle Bachelet. A baixa participação favorece a centro-direita, por isso a equipe de Guillier se animava com as primeiras impressões que lhes faziam pensar em uma abstenção menor do que a esperada. “Tivemos boas notícias da participação. Foi praticamente o dobro em relação à eleição municipal passada —de 2016. A ida aos locais foi importante. As pessoas estão votando em todo o Chile”, afirmava Osvaldo Correa, chefe de campanha de Guillier. O candidato, que votou em Antofagasta, no norte do país, afirmou que “o voto é a chave de toda democracia em todos os países do mundo e é a essência do sistema democrático”.
Descontentes com Bachelet

A participação está caindo no Chile desde 1993, pouco depois da recuperação da democracia, mas foi em 2012 que as cifras de abstenção dispararam, quando o voto passou de obrigatório a voluntário. Nas eleições municipais de 2016 às quais Correa se referia, participaram apenas 36% dos eleitores habilitados.

Segundo todos os analistas, Piñera deveria ser o mais beneficiado pela baixa participação, já que são os eleitores de centro-esquerda que parecem mais decepcionados e dispostos a não ir às urnas depois de quatro anos de Governo Bachelet. Além disso, é nos setores populares onde menos se vota. No entanto, apesar da baixa participação, os dados não foram os esperados pelo ex-presidente e o segundo turno não será um passeio.

A presidenta se mostrou confiante de que com o tempo sua importância será reconhecida e sobretudo que uma provável guinada política não poderá arrasar todas as suas reformas. “Será o Parlamento e os cidadãos que vão defender esse legado. Os cidadãos me agradecem todo dia pelas reformas que fizemos em educação, saúde, direitos civis”, defendeu-se. O resultado eleitoral que os primeiros dados não pareciam dar as costas a essa gestão, mas exatamente o contrário.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Lewandowski expôs loteria do STF

A decisão de Ricardo Lewandowski de devolver o acordo de delação do marqueteiro Renato Pereira para a PGR expôs o caráter de loteria do instituto da colaboração premiada no STF, segundo a Folha.

“Os ministros Teori Zavascki (morto em janeiro), Edson Fachin e Cármen Lúcia homologaram acordos da Lava Jato que incluíam penas combinadas entre Ministério Público e colaborador, enquanto Lewandowski questionou a legalidade do mesmo ponto.

Quem teve a delação homologada ficou seguro, com a validação das penas acordadas. Agora, dois criminalistas disseram à Folha, sob reserva, já ter avisado os clientes que não é o momento de negociar acordo.

O plenário do Supremo discutiu aspectos da delação premiada em dois momentos – em agosto de 2015 (no caso do doleiro Alberto Youssef) e junho de 2017 (caso JBS) –, mas não debateu a possibilidade de o Ministério Público discutir sentenças.

Esse ponto ainda deve ser debatido pelo colegiado, mas sem previsão de data.”

O STF é mais confuso que o PSDB. Mas a confusão no Supremo tem método.

nov
20
Posted on 20-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-11-2017


Lane, no portal de humor gráfico A Charge Online


O submarino argentino desaparecido, em fotografia tirada em 2014.
REUTERS


DO EL PAÍS

Federico Rivas Molina

Buenos Aires

Uma janela de esperança se abriu na busca pelos 44 tripulantes desaparecidos a bordo de um submarino argentino no Atlântico depois que o Ministério da Defesa detectou sete chamadas via satélite que se estima serem provenientes da embarcação. A comunicação com as bases “não chegou a se completar e trabalhamos agora para captar a localização precisão do emissor”, informou o Governo argentino. As tentativas fracassadas foram feitas entre as 11h e as 15h deste sábado e duraram entre quatro e 36 segundos. Isso “indicaria que a tripulação está tentando fazer contato”, observou a Defesa.

O Governo da Argentina atua com a ajuda de uma empresa norte-americana especializada em comunicação por satélite para analisar os dados que possibilitem definir a localização dos sinais e, eventualmente, o resgate dos tripulantes. Em mensagem no Twitter, o ministro da defesa, Oscar Aguad, não escondeu seu entusiasmo: “Estamos trabalhando arduamente para localizá-lo e transmitimos uma esperança às famílias dos 44 tripulantes: em breve elas poderão tê-los em suas casas”.

A busca pelo submarino se tornou uma causa nacional. A principal hipótese da Marinha é que a embarcação teve algum problema elétrico e por isso perdeu sua capacidade de comunicação. Foi descartada, até agora, a hipótese da ocorrência de um incêndio a bordo; acredita-se que o ARA San Juan ainda está em movimento, navegando em direção ao deu destino, como prevê o protocolo em casos assim. As chamadas via satélite corroboram essa hipótese. “Não se tem nenhum sinal grave do submarino. Ele simplesmente parou de se comunicar”, disse o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi. Quando emitiu as suas últimas coordenadas, a embarcação estava realizando operações de controle de pesca clandestina a cerca de 400 quilômetros da costa, na altura do Golfo San Jorge, entre Puerto Deseado e Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina.

A Marinha já perscrutou a superfície de 80% da região onde a embarcação poderia estar, até o momento sem êxito. Para isso, utilizou duas corvetas, um destroier, um avião Tracker e um B-200 de vigilância. Além disso, aceitou a ajuda oferecida pelos Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Brasil e Uruguai. O Governo de Donald Trump enviou de El Salvador um avião marítimo P-84 Poseidon, preparado para “apoiar um amplo leque de missões em grandes volumes de água, incluindo operações de busca e resgate sob a superfície”, segundo nota divulgada pelo Comando Sul.

A situação emergencial impôs até mesmo um parêntese nas divergências diplomáticas entre a Argentina e o Reino Unido em relação à soberania das ilhas Malvinas: Londres enviou à região das buscas um Hércules que fica baseado no arquipélago. Em comunicado, a Marinha Real britânica anunciou, além, disso, o envio do quebra-gelos HMS Protector, que fica estacionado nas ilhas Georgias do Sul. “Estamos avançando o mais rapidamente possível para a região das buscas”, afirmou seu capitão, Angus Essenhigh.
Argentina detecta chamadas de emergência do submarino perdido no Atlântico
Longa espera em Mar del Plata

As redes sociais se transformaram em veículo para amplas correntes de orações pelos 44 marinheiros. Até mesmo o papa Francisco expressou solidariedade com seus compatriotas. Por intermédio do bispo militar, monsenhor Santiago Olivera, o Sumo pontífice expressou “sua fervente oração” e pediu que “se faça chegar a seus familiares e às autoridades militares e civis desse país a sua proximidade neste momento difícil”.

O porto de Mal del Plata, na província de Buenos Aires, destino inicial do ARA San Juan, se tornou um ponto de peregrinação de pessoas que procuram informações, rezam e se apoiam umas nas outras. É o caso de Marcela Moyano, mulher de Hernán Rodríguez, chefe de máquinas do submarino. “É angustiante, uma mistura terrível de sentimentos, embora todas as famílias saibam que os tripulantes são muito experientes. Quero meu marido de volta”, disse Moyano à jornalistas. Alfredo, pai de Franco Espinoza, também membro da tripulação, disse ter tido conhecimento dos problemas na embarcação “ouvindo o rádio”. “Nunca vivenciamos uma incerteza como esta. Eu falei com o meu filho antes da viagem e ele não comentou nada sobre problemas ou alguma coisa esquisita na embarcação”.

O ATA San Juan é um dos três submarinos que a Marinha argentina possui. Fabricado em 1985 na Alemanha, tem propulsão elétrica a diesel convencional e carrega a bordo 960 baterias. Entre 2007 e 2014, o Governo de Cristina Kirchner efetuou uma revisão no submarino a fim de ampliar a sua vida útil por mais 30 anos.

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