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Postado em 17-09-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-09-2017 00:08


Gisele Bündchen se emociona na abertura do Rock in Rio
A.Gomes AFP

DO EL PAÍS

Carla Jiménez

Gisele Bündchen é sempre um deslumbre quando aparece e na noite desta sexta-feira não foi diferente. Ela abriu o festival Rock in Rio que levou milhares de jovens à Cidade do Rock, porque se tornou um ícone na defesa do meio ambiente. Estava ali para lançar o projeto mundial Believe Earth/Amazônia Live, abraçado pela organização do show de rock, que visa jogar luz sobre questões ambientais, como a proteção da floresta amazônica. Nada mais justo que chamar Gisele, que não se furta ao papel de mandar recados até para o presidente da República quando há projetos que ameaçam a floresta amazônica. “Sonho com o dia em que encontraremos o equilíbrio entre o ter e o ser… o desfrutar e o preservar. Sonho com o dia em que viveremos em harmonia em total harmonia com a mãe terra… Cada um temos um impacto nesse mundo, só temos de decidir qual impacto queremos ter”, discursou Gisele, emocionada.

A modelo não é uma ambientalista de ocasião. Já havia protagonizado uma cena comovente num vídeo em que sobrevoava a Amazônia. Ao avistar trechos desmatados, ela não segura as lágrimas. Nas redes, tornou-se uma aliada poderosa para as ONGs. Marca posição sempre que há projetos lesivos à floresta em pauta. Foi assim quando saiu a notícia do decreto, por ora suspenso, de extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), no Amapá e Pará, ou a diminuição da floresta Jamanxim, também no Estado paraense.

“Vergonha! Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu a modelo em seu Twitter, logo após o Governo Temer ter assinado, no mês passado, o decreto extinguindo a Renca que, apesar do nome, contempla reservas ambientais e indígenas. Em 12 de junho, ela chegou a marcar diretamente o twitter oficial do presidente Michel Temer para reclamar da redução da floresta Jamanxim, que perderia 600.000 hectares por meio de uma Medida Provisória, proposta do Governo. “@MichelTemer, veto as propostas que ameaçariam 600k de hectares de área protegida na Amazônia brasileira”, reclamou ela. Foram quatro tuítes no total, dois em português e dois em inglês, para protestar. Na verdade, eram 437.000 hectares menos.

A moça tem poder e influência. São 4,6 milhões de seguidores no mundo todo que acompanham seus passos. É péssimo ficar mal com uma moça linda, rica, bem sucedida e ainda preocupada com o bem estar da humanidade. Ainda mais para um presidente tão impopular. E assim, no caso de Jamanxim, Temer acabou voltando atrás rapidamente e tentou transformar a ‘cutucada’ de Gisele em um fato favorável. Marcou Gisele de volta no Twitter para anunciar o seu veto à proposta inicial. Temer, porém, fez o anúncio do veto a Jamanxim em público, mas por trás enviou um novo projeto de lei para o Congresso aumentando ainda mais a proposta de redução de Jamanxim, que recebeu emendas da bancada ruralista. Desta vez, Jamanxim poderia perder 1 milhão de hectares, pelo cálculo de ambientalistas. “Estamos de olho”, avisou ela, quando do veto de Jamanxim, partilhando uma notícia de que o ataque a Jamanxim podia voltar sob forma de um novo projeto de lei, como efetivamente voltou.

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