CRÔNICA/ VIAGEM

Para Vigo me voy. Espanha

Maria Aparecida Torneros

Quando fui a Vigo naquele maio de 2009, com três amigas, tinha como plano principal visitar a terra natal da minha avó Carmen Torneros da Silva em Orense.

Pegamos um vôo em Madrid direto a Vigo, cidade portuária que na minha história marca o embarque de minha avó para o Brasil no início do século XX em 1910 com destino ao Rio de Janeiro, Brasil.

Ficamos por ali uns 4 dias. Saímos em direção a Orense num coche alugado e passamos por muito lugares incluindo uma peregrinação a Santiago de Compostela.

Vigo é cidade desenvolvida da Galicia. Tem peculiaridades históricas. Uma delas, um grande monumento náutico em homenagem a Júlio Verne, autor de 20 mil léguas submarinas que dizem era um navegante que fazia paradas no Porto de Vigo.

Seus restaurantes são acolhedores e me lembro da delícia de sua Jamoneria. Especialidade presunto ou “jamon”.
Também a estátua imensa equestre no centro de uma praça principal destaca os cavalos alados encantadores.
Em seus bares tomei a caña um tipo de chope galego.

A proximidade com Portugal faz da sua cultura muito assemelhada à lusitana.
Depois de dias agradáveis deixamos Vigo rumo ao Porto por terra em confortável ônibus.

De Vigo trago boas memórias e aqueles ares marítimos de uma Galicia emigrante que exportou milhares de filhos para as Américas.

Cida Torneros, jornalista, poeta e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida, porto primeiro deste artigo.

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Comentários

Cida Torneros on 23 julho, 2017 at 16:55 #

Cuba recebeu grande contingente de imigrantes galegos. Sua música sofreu influência da cultura de Galicia assim como o tema de suas canções. Fidel Castro era filho de galegos.


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