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Postado em 21-07-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-07-2017 01:05

DO EL PAÍS

Federico Rivas Molina

Mendonza (Argentina)

O Mercosul decidiu entrar com tudo na crise da Venezuela, como nunca fez antes. Os presidentes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, os quatro membros plenos do bloco regional sul-americano, pediram hoje a Nicolás Maduro que suspenda a eleição da Assembleia Constituinte prevista para 30 de julho. O vice-chanceler argentino, Guillermo Raimundi, adiantou o conteúdo do texto que será assinado nesta sexta-feira pelos presidentes reunidos na província de Mendoza, na Argentina. “O pedido é que a Venezuela se abstenha de convocar essa eleição porque é um passo na direção não desejada, que é a do diálogo entre as partes em conflito”, disse o diplomata. O documento terá a assinatura dos presidentes Mauricio Macri (Argentina); Michel Temer (Brasil); Tabaré Vázquez (Uruguai) e Horacio Cartes (Paraguai).

A Venezuela já está suspensa do bloco há seis meses por não atender às diretrizes de adequação econômica, como a tarifa externa comum. Raimundi esclareceu que agora a ideia é de passar da pressão comercial à política, isto é, que a Venezuela inclusive perda o direito de participar das reuniões do bloco com voz mas sem voto, como poderia fazer agora se não tivesse se autoexcluído. Não está nos planos, no entanto, a expulsão da Venezuela, porque “seria contraproducente”, disse o diplomata argentino. Tampouco haverá uma escalada de sanções comerciais (previstas nos estatutos do bloco). “Não faremos nada que possa afetar a população venezuelana, que sofre violência política e crise econômica. Principalmente porque acreditamos que a situação da Venezuela é conjuntural e que quando houver um acordo por meio do diálogo com a oposição poderá voltar a fazer parte do Mercosul”,

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