BOA TARDE E BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

Do jornalista José Valverde, no Facebook

AOS PETISTAS
Assinem Carta Capital, ingratos. A pobrezinha da revista de Mino Carta está prestes a fechar, apesar da capacitada equipe de redação, que inclui até o pauteiro Lula – mais editor do que pauteiro. É Gleisi, a amante (das boas causas, evidentemente), quem apela. “ASSINEM, COMPANHEIROS”. Gleisi,, vocês sabem, assumiu recentemente a direção da Organização Criminosa Partido dos Trabalhadores (Orcrim-PT) //
Em mercados competitivos, não podemos esquecer, só os produtos de qualidade, os queridinhos do mercado, sobrevivem – a não ser que os sem-qualidade de mercado sejam suficientemente “subsidiados” como, era a nossa querida revistinha de escassos 10 mil exemplares (tiragem que corresponde a menos de 2% do que a Veja põe nas bancas e envia a assinantes) // De onde saíam os subsídios? Não me perguntem, queridos. É um segredo de mercado.
* * *
Ouçam o apelo da presidente, companheiros; dá pena, uma apertura no coração //

jul
18

DO EL PAÍS

Gil Alessi
São Paulo

Lula, a maior potencia eleitoral para as eleições de 2018, está a uma decisão judicial de virar pó. Caso o Tribunal Regional da 4ª Região confirme a decisão de Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão, será o fim do sonho do petista de subir novamente – pela terceira vez – a rampa do palácio do Planalto. A condenação pela Corte faria dele ficha suja, e o tornaria inelegível. E de quebra o ex-mandatário ainda pode ser mandado para uma prisão, onde cumpriria pena em regime fechado. Atualmente ele lidera todos os cenários da última pesquisa eleitoral do Datafolha, com 30% das intenções de voto, seguido à distância por Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Agora o mundo político começa a analisar dois cenários possíveis para as próximas eleições: um com o ex-presidente e líder petista, outro sem ele.

Sem o ex-presidente na disputa, o PT teria que articular um plano B. Os nomes do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner são os mais cotados para a vaga. Nenhum deles, no entanto, tem o carisma e a força política de Lula. Mesmo fora do pleito, a avaliação de especialistas é que o petista ainda é “o maior eleitor do Brasil”, e poderia emprestar sua imagem e prestígio entre os eleitores simpáticos ao PT para alavancar um de seus colegas de partido. “O fenômeno da transferência de votos é algo difícil de se verificar de antemão, mas provavelmente se Lula ficar de fora por algum impedimento jurídico, ele seria um forte cabo eleitoral”, afirma Leonardo Avritzer, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais. De qualquer forma, em um cenário sem o ex-presidente, crescem as chances da legenda abrir mão da cabeça da chapa para compor com alguma outra legenda.

“Se o julgamento dele ocorrer ainda este ano e ele se tornar inelegível, isso pode fomentar uma candidatura de aliança do PT com partidos do campo da esquerda, mais especificamente com o PDT de Ciro Gomes”, afirma o cientista político Antônio Lavareda da Universidade Federal do Pernambuco. Caso o TRF4 não tire Lula do páreo “até julho ou agosto de 2018”, o professor acredita que o ex-presidente não apenas irá disputar, como usará a campanha como “estratégia de defesa”.

Gomes, que é ex-governador do Ceará e ex-ministro, já sinalizou que não irá disputar caso Lula seja candidato. Em junho deste ano ele chegou a afirmar que uma candidatura do petista seria “um desserviço ao país”, uma vez que “justa ou injustamente, ele [Lula] divide a sociedade brasileira em ódios, passionalismos e até violência”. Isso, de acordo com o pedetista, tiraria o foco das questões econômicas e sociais que devem ser pauta na campanha. Uma estratégia possível de Gomes seria entrar na campanha contando com o cenário em que o ex-presidente seja condenado. “Ele quer se tornar herdeiro dos votos do Lula, então seria plausível o Ciro entre na disputa. No campo da esquerda e centro-esquerda ele seria a melhor opção para o eleitor petista, tendo em vista que a Marina Silva apoiou o Aécio Neves em 2014”, diz Lavareda.

Após a condenação de Lula por Moro, Gomes divulgou nota criticando a sentença por não trazer “um prova cabal e simples”, mas também dispara contra o ex-presidente: “Considero Lula o grande responsável político pelo momento terrível pelo qual passa o País. Foi traído, mas a ele, e somente ele, devemos a imposição de um corrupto notório na linha de sucessão do Brasil, o senhor Michel Temer”.

O professor Lavareda não acredita que a condenação em primeira instância vá afastar os eleitores petistas do partido, agora que os críticos do ex-presidente pretendem colar em definitivo o selo de corrupto em Lula. “Grande parte dos eleitores do PT não enxergam esse estigma, e votam no Lula por motivos ideológicos. Eles tendem a ser complacentes com o ex-presidente”, afirma Lavareda. Ele aponta ainda que “o PT convive com essas acusações de corrupção desde 2005, com o mensalão, então o partido tem uma maior resiliência a este tipo de escândalo”. Mesmo imerso nas denúncias desencadeadas pelo ex-deputado Roberto Jefferson, a legenda conseguiu reeleger Lula e eleger Dilma duas vezes, o que corroboraria a tese de Lavareda.

Mas o PT não seria o único partido com problemas pela frente caso Lula fique de fora das eleições. Outros partidos teriam desafios pela frente. Com a ausência de um candidato petista competitivo “o campo tucano terá, pela primeira vez em muitos anos, que aprender a fazer uma campanha sem o elemento de polarização contra o ex-presidente Lula”, afirma Lavareda. Até o momento o candidato tucano é uma incógnita. O senador Aécio Neves, derrotado em 2014 por Dilma Rousseff, responde a processos no âmbito da Operação Lava Jato – o que pode comprometer suas chances nas urnas. Ele chegou a ser afastado do cargo pelo STF, mas foi reconduzido no início de julho. Sua irmã, Andrea, está em prisão domiciliar. Poucos analistas apostam que ele chegará a 2018 com força política suficiente para disputar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seria outro postulante à vaga do PSDB, mas correndo por fora aparece o prefeito paulista, João Doria.

O professor Avritzer acredita que independentemente de quem sejam os candidatos em 2018, a pauta “já está colocada”. “A campanha irá girar em torno de quem é a favor ou contra as reformas econômicas e da Previdência”, afirma. O Governo Temer e seus aliados do PSDB têm defendido esta agenda pró-mercado e liberal no Congresso, e devem continuar a fazê-lo no ano eleitoral, caso não consigam aprovar tudo neste ano.

“Por parte do PSDB e do PMDB há pressa para aprovar tudo agora para não ter que tocar nesse assunto ano que vem, tendo em vista que são reformas impopulares”, afirma Claudio Couto, professor de Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Já o campo oposicionista vai querer “desgastar os partidos da base do Governo trazendo para o pleito estes ‘assuntos desagradáveis”. Couto afirma que é difícil prever a reação do mercado a uma candidatura de Lula: “Eu não vejo espaço hoje para uma esquerda mais dura, mais intervencionista, por falta de uma liderança forte”.

Dentre os candidatos do campo oposicionista, Couto aponta que Marina Silva seria a que mais agradaria o mercado. “Ela é menos avessa a interesses do mundo financeiro do que Ciro Gomes, que, pelo menos em teoria, tem um perfil mais desenvolvimentista”, afirma o professor.

O ex-presidente Lula não é o único pré-candidato bem colocado nas pesquisas que pode ficar de fora das eleições. O deputado Jair Bolsonaro (PSV-RJ), que tem a segunda maior intenção de votos de acordo com o último levantamento Datafolha, é réu no Supremo Tribunal Federal sob a acusação de incitação ao estupro. Em dezembro de 2014 ele disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que não a “estupraria” porque ela “não merecia”. Caso os ministros condenem o parlamentar, ele se tornaria inelegível. A pesquisa do DataPoder360 divulgada no sábado mostra Bolsonaro com uma tendência de alta, encostando em Lula.

Um magnífico bolero e duas grandes interpretações com a marca da melhor música cubana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO EL PAÍS

André de Oliveira

São Paulo

Em 2016, logo após assumir a curadoria da Festa Literária de Paraty, a Flip, a jornalista cultural e historiadora Joselia Aguiar conversou com o EL PAÍS. Sua ideia, já clara, era fazer com que um dos principais eventos de literatura do país tivesse mais diversidade em sua programação: com mais presença feminina e de autores negros. Dez meses depois e a menos de duas semanas do evento, a intenção virou realidade. A Flip deste ano é a mais diversa da história do evento, buscando autores que estão fora do radar do grande mercado editorial. Na entrevista abaixo, Joselia conta sobre o processo de curadoria e o que descobriu ao longo dele, além de comentar destaques da programação e refletir sobre o que espera do evento.

Pergunta. A última edição da Flip, em 2016, sofreu críticas de parte do movimento negro pela ausência de diversidade nas mesas. Desta vez, a programação é a mais diversa vista até agora, com grande presença feminina e de autores e autoras negros. Foi uma resposta a uma demanda?

Resposta. Não no sentido de que eu, como curadora, cumpri uma demanda que não era minha. Eu tenho um percurso e as escolhas que fizemos para este ano são condizentes com ele. Nasci em Salvador, estudei a fotografia da Bahia negra do etnofotógrafo Pierre Verger, recentemente finalizei uma biografia do Jorge Amado. Assim, as opções da programação não são apenas uma mera formalidade ou o cumprimento de uma tarefa da “marca” Flip. Ao mesmo tempo, a força que eu tive para fazer essas mudanças no programa veio, principalmente, da internet, onde dois movimentos ativistas fortes [feminista e negro] começaram a receber bem as novidades. Embora não seja uma resposta imediata às críticas, minha curadoria se beneficiou, sim, dessa força e expectativa.

P. E o que você descobriu sobre o mundo editorial brasileiro nesse processo de fazer uma curadoria com mais diversidade?

R. Há um conjunto de nano, micro e pequenas editoras que são fundadas e tocadas por mulheres. Eu poderia sentar aqui e falar logo umas quinze em diferentes Estados. Isso é muito interessante. Eu também percebo que existe uma tradição de literatura afro-brasileira que é publicada por algumas editoras que sempre estiveram um pouco à margem, como a Mazza, em Minas Gerais. Ao mesmo tempo, estão nascendo outras iniciativas de publicação afro-brasileira, como a Malê, no Rio de Janeiro, e a Kapulana, em São Paulo. E, conversando com eles, é possível entender que isso também é resultado das ações afirmativas que colocaram mais negros na Universidade, possibilitando a formação de mais intelectuais interessados em conhecer a própria história afro-brasileira. O tamanho desse mundo editorial é incrível e é impressionante como se percebe um Brasil que não está aparecendo nos jornais. Agora, a duas semanas do evento, eu sinto que as pessoas que querem ir à Flip estão muito interessadas em conhecer essas novidades. Não se trata de rivalizar com uma literatura de massa ou mais estabelecida no mercado, mas de construir uma nova situação, um novo espaço, para outro tipo de projeto.

P. Desse modo, o evento se afasta um pouco do mercado editorial que já tem mais visibilidade?

R. Não é possível dizer que há uma coisa completamente desconectada do mercado. Em benefício do próprio autor, eles querem poder vender os livros. Mas, sem dúvida, minha grande preocupação foi mapear aquilo que não está ao alcance da vista imediatamente. Foi buscar o que há de interessante e está fora do radar: seja porque é uma autora mulher e o mercado está pouco aberto, seja porque é um autor negro e enfrenta barreiras semelhantes, seja porque é um autor que está em um algum lugar distante editorialmente do Brasil, como é o caso da Islândia e Ruanda, representadas pelo autor Sjón e pela escritora Scholastique Mukasonga, respectivamente.

É possível entender que o aparecimento de editoras afro-brasileiras também é resultado das ações afirmativas que colocaram mais negros na Universidade

P. De certa forma, é uma Flip para ser descoberta, então?

R. Sim. Eu acredito que a Flip, por ser a maior festa literária, a pioneira, pode se dar ao luxo de ter o arrojo de sair na vanguarda de alguma coisa. Para que ela permaneça como referência, tenha relevância e paute a imprensa, é preciso trazer coisas novas e não apenas refletir o que já existe no mercado consolidado. Agora, não dá pra dizer nunca que a Flip está desvinculada do mercado editorial. Por quê? Porque o autor vai lá e ele próprio tem suas expectativas. Há uma livraria oficial e as pessoas encontram os livros dos convidados lá. E isso é importante também. Além do mais, a relação com as editoras, com agentes literários e, no caso dos estrangeiros, com as embaixadas, é extremamente importante. O trabalho de curadoria é feito em 10 meses e a conversa é essencial para que ele seja construído.

P. Uma lista publicada pelo NexoJornal mostra que dois dos primeiros livros mais vendidos no Brasil desde 2010 são do bispo Edir Macedo e o terceiro é o best-seller A Culpa é Das Estrelas. Não é estranho estarmos discutindo o mercado editorial quando quem está no topo são esses livros?

R. Isso sempre existiu e eu acho contraproducente ficar reclamando que agora os youtubers, por exemplo, estão fazendo os livros mais vendidos. Eu acredito que é quase como você atacar aliados. O problema não é o best-seller, nunca foi. O problema, de sempre, é que é necessário formar leitores, estimular a leitura, fazer com que as pessoas se aproximem de formas mais complexas de linguagem. E a Flip, acredito, tem capacidade de ajudar nisso um pouco. Por isso, não passa pela minha cabeça ficar reclamando que o mais vendido é o Padre Marcelo Rossi ou o Edir Macedo.

P. Ao mesmo tempo, há um cenário de pequenas editoras com propostas de livros mais artesanais – presente em eventos como a Feira Plana, de São Paulo. Algo que foge não só do grande mercado, mas da velha discussão que se questiona se o papel vai acabar etc.

R. É curioso, mas acho que isso está sendo possível graças às novas tecnologias. É o desenvolvimento tecnológico que possibilita um barateamento de custos, assim como a facilidade de disseminar uma mensagem pela internet e atingir nichos de muita afinidade. E eu não tenho como provar, mas fazendo uma observação do mercado, parece que quanto mais a crise aperta, mais as pessoas procuram se vincular a essas iniciativas. É quase como uma forma de tentar se fortalecer. São projetos mais independentes e de maior resistência. É na crise que percebemos como as pessoas gostam de livros.

P. Por falar nisso, e a crise política? Como vai aparecer nessa Flip?

R. Muitas vezes os eventos são cobrados a discutir questões que estão acontecendo, mas acho que deve haver o cuidado para não se transformar um evento literário em um programa de debates só sobre a crise. Claro que isso vai aparecer naturalmente e, obviamente, os autores estão liberados para dizer o que quiserem. Também acho que, com a programação, estamos tocando no aspecto mais importante deste país: a desigualdade social e racial. É uma forma de contribuir para o debate da crise política, mas com a contribuição que é possível para a Flip, sendo que ela é uma festa de literatura. Por fim, há também o fato de que o homenageado, Lima Barreto, falava muito de política, apontava os problemas da República e como ela estava se constituindo, abordava também o tema da corrupção. Então, acho que as diferentes crise vão permear as conversas.

P. Você já tinha uma história com o Lima Barreto, não?

R. Em 2013, quando terminou a Flip, o nome dele surgiu em uma coletiva de encerramento. Depois, algumas pessoas começaram a sugerir o nome dele na internet. A partir daí, a historiadora Denise Bottmann teve a ideia de fazer um abaixo-assinado para que o nome dele fosse emplacado. Eu participei disso. Era uma brincadeira de internet, mas acontece que acabamos reunindo mil nomes, como Gilberto Gil, João Ubaldo Ribeiro e Nicolau Sevcenko. Assim, desde essa época, há uma expectativa sobre isso. Quando eu fui escolhida curadora, argumentei em favor dele e também dei sorte de pegar um momento bem oportuno do debate racial no Brasil e no mundo.

Quero que a Flip seja, mais uma vez, um ambiente em que a literatura ocupa o primeiro plano por alguns dias. Isso é tão fora do imediatismo e tão importante

P. E por que o Lima?

R. É um autor que eu só fui conhecer, de fato, na minha pesquisa para a biografia do Jorge Amado. E a influência que ele teve para o Jorge Amado me impressionou bastante. Nos anos 1920, o Jorge Amado fazia parte de um grupo de jovens poetas que tinha como mentor um cara chamado Pinheiro Viegas, um escritor baiano que tinha vivido no Rio de Janeiro e tinha feito parte da turma de botequim do Lima. Quando esse cara chega a Bahia na segunda metade da década de 1920, ele conhece esse grupo de jovens poetas que não era vinculado ao modernismo paulista. Eles eram modernos sem serem modernistas. Naquele momento eles achavam que o pessoal de São Paulo só estava reproduzindo um modelo estrangeiro, mas eles tinham uma pesquisa com a cultura popular baiana muito grande. Algo bem na linha do que defendia o Lima Barreto. Por isso tudo, fui entender quem era o Lima e fiquei muito entusiasmada.

P. E como surgiu o nome da arqueóloga Niède Guidon, fundadora do parque arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, para integrar a programação?

R. Isso tudo tem muito a ver com o Lima Barreto: a ideia de você escavar para encontrar coisas que não estão ali na superfície. Você construir um pensamento através de recolhas que vai escavando, como fez Francisco de Assis Barbosa, que foi o arqueólogo de Lima Barreto ao escrever a biografia do escritor e organizar sua obra completa nos anos 1950. A Flip tem a tradição de sempre ter uma mesa de ciência e, pensando em toda a programação, veio logo a minha mente o nome da Niède Guidon. Ela é mulher, na resistência, trabalhando em uma área mais periférica da ciência, no Piauí, e que, apesar da ressonância mundial que seu trabalho tem, sofre constantemente com falta de verba e o perigo de ter de fechar o parque. E isso também me parece muito próprio do universo feminino. Eu escutei várias vezes isso nos últimos dez meses de curadoria: “repare como a resistência é sempre feminina”. E é verdade. A mulher parece ter predisposição para encarar e estar na frente de projetos de muita resistência. A Niède Guidon também resume muito bem isso.

P. Com tantas novidades, o que você espera que permaneça nessa Flip?

R. O que sempre foi incrível para mim é que existe um espaço em que os escritores estão falando sobre a obra de forma informal, espontânea. E a emoção de ouvi-los é o que ficou para mim depois de todas as Flips de que participei. Quero que seja, mais uma vez, um ambiente em que a literatura ocupa o primeiro plano por alguns dias. Isso é tão fora do imediatismo. É algo tão estimulante e que a gente não consegue ter diariamente. Não quero que o evento perca essa atmosfera. Acredito que vão ser dias felizes, apesar da crise que o país vive.

jul
18
Posted on 18-07-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-07-2017


Pater, no jornal A Tribuna (ES)

jul
18
Posted on 18-07-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-07-2017

DO BLOG O ANTAGONISTA

Gleisi brilha

Gleisi Hoffmann brilhou na abertura do Foro de São Paulo, na Nicarágua. Ela disse que o continente está passando por uma “ofensiva de judicialização da política” e que, no Brasil, o objetivo da direita é destruir o PT e impedir que Lula volte à presidência.

Também expressou apoio a Nicolás Maduro e ao Partido Comunista Cubano.

  • Arquivos