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Posted on 26-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

JANOT ENTREGA DENÚNCIA CONTRA TEMER AO STF

Rodrigo Janot acabou de entregar a denúncia contra Michel Temer ao STF.

A acusação é de corrupção passiva. Rocha Loures

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Moro: “Não fossem as preventivas, a Odebrecht e Palocci estariam discutindo novos repasses da conta da propina”
Brasil 26.06.17 12:39

Na sentença que condenou Antônio Palocci a doze anos de prisão, Sérgio Moro voltou a comentar as críticas às prisões preventivas decretadas por ele:

“Aos críticos de supostos excessos das prisões preventivas, é oportuno ressaltar esse aspecto, que foram elas, circunstanciadamente empregadas, que interromperam, como admitem os próprios criminosos, os pagamentos de propinas acertadas em esquemas criminosos da Petrobrás, da Sete Brasil e igualmente da conta corrente geral de propinas entre o Grupo Odebrecht e Antônio Palocci Filho.”

E ainda:

“Não fossem elas (as prisões), o Grupo Odebrecht e Antônio Palocci Filho estariam hoje discutindo acerca de novos repasses do saldo de sessenta e seis milhões de reais da conta corrente geral de propina.”


BRT
O presidente Michel Temer na Russia na semana passada Mikhail Svetlov Getty Images


DO EL PAIS

Daniel Haidar

São Paulo

Não faltaram opções ao presidente Michel Temer. Anfitrião de uma reunião secreta com o empresário Joesley Batista, sócio do frigorífico da JBS, Temer podia mandar o velho conhecido pleitear suas demandas como qualquer pessoa, nos balcões dos órgãos públicos onde queria facilidades. Mas, na fatídica conversa de 7 de março, Temer podia oferecer um atalho a Joesley e falou para ele tratar “tudo” com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor e homem da inteira confiança do presidente. Isso mudou tudo. Dias depois, Rocha Loures se encontrou com Joesley, disse falar em nome do presidente, e prometeu resolver um problema do empresário no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em troca da facilidade, Rocha Loures pediu e levou R$ 500 mil de propina. Terminava, assim, a sequencia de ações, registradas em conversas gravadas por Joesley e comparsas, que colocou Temer na mira do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Agora, o presidente será acusado por Janot de corrupção passiva como principal beneficiário da propina da JBS por favores no Cade. E não só. Como boa parte do caminho de propinas para Temer já está identificado, registrado em provas documentais e testemunhos, ele também deve sofrer outras acusações de corrupção passiva, obstrução de Justiça, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com investigadores entrevistados pelo EL PAÍS. Hoje, Rocha Loures está preso na carceragem da Polícia Federal e Temer, sem tantas opções, luta para não encontrá-lo tão cedo.

Aquele dia, Joesley entrou no Palácio do Jaburu como alvo de cinco investigações em busca de trunfos para um acordo de delação premiada. Mas nem nos sonhos mais otimistas ele esperaria que o mais alto mandatário do país, normalmente descrito como um sujeito cerimonioso, verbalizaria tantas frases capazes de incriminá-lo. Joesley parecia entrevistá-lo, sem tanta desenvoltura ao alternar entre a confissão de um pagamento de propina e o pedido de um favor no governo. Embora normalmente se gabe de ser doutor em direito constitucional e autor de obras jurídicas de sucesso, Temer não teve grande hesitação na conversa. Quando o empresário falou em “pendências zeradas” com o ex-deputado Eduardo Cunha, o presidente respondeu: “Tem que manter isso, viu?”. Em outra confissão de pagamento de propinas por Joesley ao procurador Ângelo Goulart, Temer respondeu: “Ótimo, ótimo!”. Essa conversa gravada será a base de uma acusação de obstrução de Justiça contra o presidente. Ao contrário do que a defesa de Temer alegou, o áudio da conversa entre Joesley e Temer não foi editado, de acordo com perícia da Polícia Federal.

Temer agora mobiliza toda a máquina do governo federal para servir aos interesses do Congresso e, em troca, barrar a abertura de ações penais. Com boa parte do Congresso investigado na Operação Lava Jato, negociatas de Temer com os parlamentares ainda podem reforçar uma outra acusação no caminho do presidente: participação em organização criminosa. Mas, ainda que Temer escape temporariamente de processos com a ajuda providencial dos parlamentares, ele está fadado a enfrentar ações penais na Justiça comum quando terminar o mandato presidencial. De acordo com assessores de Janot entrevistados pelo EL PAÍS, eventual blindagem do Congresso a Temer não impede que o presidente seja denunciado pelos mesmos fatos quando acabar o governo. E não serão poucas ações penais, pelas provas obtidas até agora.
O mapa da propina de Temer

Também está no caminho de Temer outra ação penal por atos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro cometidos com o frigorífico JBS antes do mandato presidencial. De acordo com a delação premiada de Florisvaldo Oliveira, o entregador de propinas da JBS, foi entregue uma caixa com R$ 1 milhão em espécie a um velho amigo e operador de Temer, o coronel aposentado João Baptista Lima Filho. O dinheiro foi repassado em 2 de setembro de 2014 na sede da Argeplan, uma das empresas do coronel, na Rua Juatuba, 68, em Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. A remessa poderia motivar apenas uma acusação de caixa dois – os delatores da JBS não sabiam qual seria o destino do dinheiro nem falaram em nenhuma contrapartida. De acordo com os delatores da JBS, o dinheiro fazia parte de uma partilha total de R$ 15 milhões que a JBS deu para Temer entre agosto e outubro de 2014. De acordo com os delatores, Temer dividiu o dinheiro da seguinte forma: doações oficiais (R$ 9 milhões), pagamento do marqueteiro Duda Mendonça (R$ 2 milhões), entrega de dinheiro ao ex-deputado Eduardo Cunha (R$ 3 milhões) e uso pessoal na entrega para o coronel Lima (R$ 1 milhão).

Não fosse a entrega da JBS para Lima, Temer poderia se desvencilhar da acusação de que se beneficiou pessoalmente desses pagamentos. Mas a Operação Patmos, deflagrada em 17 de maio, obteve provas documentais de que o coronel custeava despesas pessoais da família de Temer. Foram achados e-mails e notas fiscais de fornecedores e prestadores de serviço de uma reforma na casa de uma das filhas de Temer, Maristela. Ao invés de cobrar a dona da casa, ou algum familiar, esses prestadores de serviço cobraram o coronel e faturaram os pagamentos em nome de Lima no segundo semestre de 2014. Ou seja, enquanto o coronel recolhia a propina da JBS, a casa da filha de Temer era reformada com despesas pagas por ele.

Mas não foi só da JBS que Lima recolheu propina em 2014. Em outubro do mesmo ano, ele recebeu pouco mais de R$ 1 milhão, diretamente em uma conta bancária, a mando da empreiteira Engevix. O pagamento foi confirmado por Lima, mas ele negou que fosse propina e, sim, a prestação de algum serviço que ele não quis revelar para a Alúmi Publicidade, uma prestadora de serviço do Aeroporto de Brasília (controlado pela Engevix). O repasse de propina foi revelado pelo empresário José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, em proposta de delação premiada, mas ele não deu detalhes de como o dinheiro foi recebido pelo coronel. A confirmação do pagamento de cerca de R$ 1 milhão, a mando da Engevix, para a PDA Projeto, outra empresa de Lima, foi revelada pela revista ÉPOCA em junho do ano passado. O coronel tinha escapado de investigações até agora porque a delação premiada da Engevix foi recusada por Janot em março de 2016, um mês antes de Temer assumir a presidência da República. E os crimes eram, teoricamente, anteriores ao mandato presidencial. Mas, com as novas provas contra Lima e Temer, o sócio da Engevix pode ser convocado como testemunha.

Ex-assessor de Temer na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nos anos 80, Lima até ajudou no primeiro divórcio de Temer. Parecia remoto o risco do coronel arrastar o velho amigo para alguma investigação enquanto Temer estivesse no Olimpo presidencial, protegido do julgamento de crimes anteriores ao mandato. Mas Lima não saiu do lugar, tinha no velho escritório guardadas as provas documentais dos favores ao presidente e Temer já não pode oferecer atalhos sem medo de gravações.


Cristina Kirchner, em 20 de junho. AFP

DO EL PAÍS

Carlos E. Cué

Buenos Aires

Muitos pensaram que Cristina Fernández de Kirchner estava acabada com a derrota eleitoral de 2015, quando Mauricio Macri chegou ao poder contrariando todos os prognósticos no país do peronismo. Mas a ex-presidenta está de volta às campanhas. Na noite deste sábado, mantendo o suspense até o final, como sempre, ela decidiu que será candidata ao Senado pela província de Buenos Aires em outubro, confirmaram ao EL PAÍS fontes do kirchnerismo. Se obtiver um bom resultado, será a líder indiscutível da oposição e, dessa sua eventual cadeira no Senado, ameaçará voltar ao poder em 2019 e desbancar Macri.

Há um ano e meio, a derrota do kirchnerismo para Macri foi um marco na América Latina. Era o início do fim da década dourada da esquerda latino-americana. O chavismo perdeu as eleições legislativas na Venezuela pouco depois, e Evo Morales foi derrotado no referendo para poder ser reeleito na Bolívia. A guinada parecia definitiva com a vitória do Pedro Pablo Kuczynski no Peru. Meses mais tarde caiu Dilma Rousseff, com um impeachment. E a volta de Sebastián Piñera ao poder no Chile é mais que provável.

Mas, desde alguns meses atrás, as coisas não parecem tão claras como antes. No Equador, ganhou o candidato de Rafael Correa, Lenín Moreno. No Brasil, Michel Temer está cada vez mais debilitado e muitas pesquisas apontam que Lula poderia voltar ao poder, se a Justiça não o impedir antes. Na Bolívia, Evo Morales continua sem rivais claros e com uma enorme aprovação. E na Argentina? Como sempre, nada é o que parece nesse país.

Se examinamos friamente os números, Macri é um dos presidentes com maior aprovação na América Latina. Mantém um apoio de quase 50%, apesar da crise econômica que vive o país, e tem como oposição um peronismo cada vez mais dividido. Seria possível dizer que a situação política argentina está bastante controlada para o Governo. Mas para concluir isso seria preciso ignorar um fenômeno chamado Cristina Fernández de Kirchner.

“Há um ano e meio diziam que [Cristina Kirchner] estava acabada, queriam se livrar dos kirchneristas. E diziam isso muitos dos intendentes [prefeitos] que agora se somam a seu movimento porque viram que em seus municípios ela tem um apoio de 40%, e não faz sentido ser contrário a ela. Agora todos a procuram. Não há ninguém como ela”, assinala um kirchnerista.

A ex-presidenta deixou o poder derrotada pela classe média, que se cansou de 12 anos de kirchnerismo, de suas lutas contra tudo e contra todos, e de sua política econômica heterodoxa, que levou ao corte no financiamento internacional e à limitação da compra de dólares, uma autêntica obsessão do argentino com um pouco de capital. Ela é alvo de uma rejeição enorme. Mas também há entre 25% e 30% de argentinos que a adoram e a apoiarão haja o que houver. Os escândalos de corrupção a seu redor ou os casos que afetaram a ex-presidenta e sua família com vários processos judiciais não fazem diferença nesse setor.

Depois da derrota, ela se refugiou no sul, na Patagônia, à espera de que a crise econômica afundasse a imagem de Macri e recuperasse a sua. E agora decidiu apostar na volta à linha de frente. Na terça-feira, exibiu sua força ao reunir 25.000 pessoas no estádio do Arsenal. E agora se lança numa campanha que a terá como maior protagonista.

Se vencer, algo factível pelo apoio que mantém na área metropolitana de Buenos Aires, a zona mais afetada pela crise, Macri sofrerá. Mesmo que fique em segundo lugar, Cristina Kirchner entrará no Senado e será a grande protagonista, embora o golpe moral para o Governo, neste caso, seja menor. Tudo gira em torno dela, até mesmo a economia. Os investidores estão muito pendentes de sua volta. “Antes nos perguntavam como íamos baixar o déficit e agora perguntam o que vai acontecer nas eleições”, admite uma fonte da Casa Rosada.

A Argentina atravessa uma crise forte, que já estava lá no final do mandato de Cristina Kirchner, embora se notasse menos porque ela subsidiava a energia, por exemplo. A economia começa a melhorar ? o último dado trimestral fala de 1% de crescimento ?, mas por enquanto quase ninguém nota. A classe média baixa está sofrendo muito com a inflação, com a alta do gás, luz, água e transporte, com o medo a perder o emprego. E é aí onde ela se move com desenvoltura.

O kirchnerismo pega carona na crise econômica que Macri ainda não foi capaz de resolver para tentar recuperar o poder com uma pergunta simples, feita nos bairros populares, nas favelas, no coração do voto peronista: hoje vocês vivem melhor ou pior do que quando Cristina estava no poder? Ela se apresenta como uma grande protetora, ao estilo Evita Perón, que soube cuidar das pessoas. “Desorganizaram a vida da sociedade. Com eles não temos futuro. Voltou o fantasma do desemprego, a flexibilização trabalhista, temos preços e tarifas nas nuvens”, discursou na terça-feira, rodeada de seguidores.

Macri vive de expectativas. Uma parcela significativa de argentinos diz nas pesquisas que está pior do que antes, mas acredita que estará melhor dentro de um ano. No entanto, a paciência vai se esgotando com a persistência da crise, e essa parcela diminui lentamente.

A chave de tudo está na província de Buenos Aires. Ali vivem 40% dos eleitores do país. Macri é presidente porque sua candidata a governadora, María Eugenia Vidal, conseguiu, contrariando os prognósticos, derrotar ali o peronismo, que controlava essa província desde os anos 80. E é ali, novamente, onde essa nova mutação do peronismo que é o kirchnerismo tenta começar a retomada do poder.

Desta vez não parece fácil, porque Macri tem muitas coisas a seu favor. Mas a ex-presidenta quer tentar. “No país como um todo, ela tem um apoio médio de 28% a 30%, mas na terceira seção eleitoral [a zona superpovoada e problemática que rodeia Buenos Aires], ultrapassa 40% de imagem positiva. E esse apoio tem uma forte correlação com nível de renda, é um esquema tipicamente peronista: à medida que esse nível baixa, o apoio aumenta. O país se divide entre quem acredita que com ela estava melhor e quem quer que ela seja presa”, explica Eduardo Fidanza, diretor do Poliarquía, um dos maiores institutos de pesquisa do país. “Nos últimos 25 anos, a oferta peronista reuniu 60% dos votos na província de Buenos Aires. Por isso, a aposta do Governo é fragmentar ao máximo o peronismo. Só aí o Governo tem uma uma chance de derrotar Cristina”, insiste Fidanza.

A estratégia, por enquanto, está funcionando. O peronismo está divido no mínimo em três. De um lado está Cristina Kirchner, com sua lista de kirchneristas e alguns peronistas que finalmente se renderam à sua força eleitoral – a capacidade deste grupo para brigar entre si e se reunificar é infinita, como demonstra o fato de que o número dois de sua lista será Jorge Taiana, ex-chanceler que foi expulso do olimpo kirchnerista em 2010. De outro lado está Sergio Massa, peronista adversário dos Kirchner. E de outro está Florencio Randazzo, ex-ministro kirchnerista dos Transportes, com um pequeno grupo de prefeitos.

Essa divisão deveria favorecer o Governo, mas a força eleitoral da ex-presidenta é tanta que ninguém se atreve a prever sua derrota. O Executivo apresenta seu ministro da Educação, Esteban Bullrich, para enfrentar Cristina Kirchner, mas é evidente que o próprio Macri e a governadora Vidal, muito bem avaliada, é que comandarão a campanha governista.

Fontes da Casa Rosada procuram tranquilizar os investidores e qualquer um que pergunte sobre o futuro: mesmo que Cristina Kirchner ganhasse em Buenos Aires, dizem, ela não teria nenhuma possibilidade de voltar ao poder em 2019, por causa da rejeição que provoca. Em um sistema de dois turnos, como o argentino, a rejeição é quase tão importante quanto o apoio. Se ela chegasse a disputar a eleição de 2019 contra Macri, no segundo turno todos que a detestam, embora não gostem muito de Macri, iriam se reunir contra ela e dariam uma nova vitória ao presidente, asseguram.

Essa é a explicação oficial, que tranquiliza quem se convence mais fácil. No entanto, depois de considerá-la morta politicamente em 2015 e ver como reviveu em um estádio com 25.000 pessoas chorando com seu discurso como se fosse Evita Perón, o temor de uma volta triunfal de Cristina Kirchner está se instalando na Argentina que se mobilizou para removê-la do poder. Os partidários da ex-presidenta, enquanto isso, têm confiança e cantam “vamos voltar”. A campanha será longa e o resultado de 22 de outubro marcará os dois anos de presidência que restam a Macri.

BOSSA NA VOZ DE UMA ESTRELA NOSSA DE CADA DIA!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer reúne núcleo do governo

Michel Temer, que chegou da Europa no sábado, reúne o núcleo político de seu governo no Palácio da Alvorada no início da noite deste domingo, segundo a Folha.

“Participam da reunião os ministros Moreira Franco, Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil), Sérgio Etchegoyen (GSI) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores), os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), além do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumiu a Presidência da República durante o tempo em que Temer esteve fora do país.”

A semana será dura, com a possível apresentação da denúncia de Rodrigo Janot contra o presidente, alvo de gravação e delação da cúpula do grupo J&F.

jun
26
Posted on 26-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2017

Da autora teatral e cronista Aninha Franco, em post no seu espaço de inteligência e opinião no Facebook, neste domingo, 25. Vale ler, reler e anotar. Confira ( Vitor Hugo Soares)
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Aninha Franco:
Revisando Fim de Século na Cidade da Baía, encontrei esta poética definidora da Cidade, em 1990, que usei como título do Capítulo sobre arte lá, e que cabe tão bem em 2017, com uma diferença: tudo vira São Paulo.

“Caê cita Gil
e Gil cita Gal,
um mês na Bahia
é o ano inteiro,
vai ver que por isso
em fevereiro
tudo vira Rio de Janeiro.”

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Posted on 26-06-2017
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Son Salvador, no jornal Estado de Mina (MG)

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