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Posted on 18-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-06-2017


Emmanuel Macron chega à para votar na secção em Le Touquet Reuters

DO DIÁRIO “PÚBLICO” (DE LISBOA)

Emmanuel Macron, como se previa, vai governar a França com uma grande maioria de deputados no Parlamento de Paris. Segundo as projeções da IPSOS para o jornal Le Monde, o seu partido, A República em Marcha, e os aliados do MoDem elegeram 355 dos 577 deputados da Assembleia.
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Seguem-se Os Republicanos, com 125 deputados, o Partido Socialista (49), a França Insubmissa (esquerda radical, de Jean-Luc Mélenchon) com 19 deputados e a Frente Nacional com oito.

A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, foi eleita para o Parlamento de Paris. O seu companheiro, Louis Aliot, também foi eleito. Mas Le Pen perdeu dois apoios de peso: Florian Philippot, considerado o ideólogo da FN, foi batido pelo candidato da República em Marcha, e Gilbert Collard, outro dos principais conselheiros e que era um dos dois deputados do partido, perdeu o seu lugar.
A abstenção pode atingir 58%, um recorde em legislativas.

Após a divulgação destas projeções, surgiram as primeiras reações. François Baroin, de Os Republicanos, posicionou o seu partido na oposição ao dizer que vai mostrar a diferença entre os conservadores e Macron, sobretudo em matéria de impostos.

Le Pen, e sustentando-se na abstenção, disse que Macron conseguiu a maioria no Parlamento mas as suas ideias estão “em minoria” no país.

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DO EL PAIS

Flávia Marreiro
São Paulo

Foi em 17 de maio que Joesley Batista colocou o presidente Michel Temer contra as cordas. Nesta data, o jornal O Globo, respaldado pela poderosa TV Globo, revelou que o magnata da gigante de carnes JBS havia assinado um acordo de delação premiada que continha uma gravação em áudio altamente comprometedora para o presidente. A delação e a gravação, esta feita em encontro secreto na residência oficial, mergulhou o Governo em profunda crise, mas não o fez entregar os pontos. Um mês depois, o empresário voltou à carga. Nesta sexta-feira, Joesley disse à revista Época que o peemedebista lidera “a maior e mais perigosa organização criminosa” do país, sem limites na ânsia de pedir favores pessoais e dinheiro em atuação coordenada com o ex-deputado preso pela Operação Lava Jato Eduardo Cunha. A entrevista surge às vésperas de o Supremo Tribunal Federal discutir a validade do acordo de delação premiada que livrou o empresário de responder a processos. Também coincide com a contagem regressiva para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente a denúncia (acusação formal) contra Temer que pode afastá-lo do poder.

O dia já não havia sido positivo para o Planalto. Enquanto o Governo passava por mais um constrangimento, com o pedido de demissão do ministro interino da Cultura, João Batista de Andrade, Joesley Batista prestava depoimento à Polícia Federal. O novo testemunho faz parte do inquérito que investiga se Temer cometeu os crimes de obstrução da Justiça, organização criminosa e corrupção passiva com base na delação do empresário e deve ser concluído neste fim de semana. O material será usado por Janot na denúncia contra o ocupante do Planalto que, pelos parâmetros legais, deve acontecer até 26 de junho. O procurador-geral deve remeter o pedido de abertura de processo ao Supremo, que, por sua vez, o enviará para Câmara, onde ao menos 342 deputados tem que aceitar a pedido para que ele siga adiante. Se Temer for derrotado e o Supremo torná-lo de fato réu, ele será afastado do cargo, com a ascensão interina do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Os prazos de Brasília e da Operação Lava Jato correm, e o Governo faz o que pode para segurar os aliados no Congresso e liquidar o quanto antes a votação da denúncia para evitar a influência de “fatos novos” do escândalo no plenário. Ao menos essa era avaliação até a quinta-feira, antes de o novo lance midiático de Joesley Batista obrigar novos cálculos. Na entrevista à Época, ele detalha como Temer e aliados negociavam para manter Eduardo Cunha longe de um acordo de delação premiada com a Lava Jato e diz que quem cuidava disso pessoalmente era o então ministro Geddel Vieira Lima, que caiu no ano passado sob acusação de ter pressionado um órgão público a favorecer um empreendimento em Salvador no qual tem um imóvel. “O Temer é o chefe da Orcrim (organização criminosa) da Câmara. Temer, Eduardo (Cunha), Geddel (Vieira Lima), Henrique (Alves), (ministro da Casa Civil, Eliseu) Padilha e Moreira (Franco). É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto”, disse o magnata.

A batalha dos irmãos Batista é também por salvar a própria pele. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quarta-feira a análise de um questionamento sobre os termos do acordo de delação premiada firmado entre os magnatas da maior gigante de carnes do mundo e o procurador-geral, Rodrigo Janot. A imunidade obtida pelos empresários gerou enorme controvérsia. Se os 11 ministros do Supremo mudarem o acerto, será a primeira vez na história da Lava Jato que isso acontece e pode afetar novos acordos de colaboração com a Justiça.

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Posted on 18-06-2017
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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

MPF é contra soltar Cunha e Alves

O Ministério Público Federal da 5ª Região emitiu pareceres contrários à concessão de habeas corpus para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves e o ex-deputado federal Eduardo Cunha, ambos do PMDB.

Para o MPF, como informou O Globo, a manutenção da prisão preventiva de ambos é necessária para evitar a continuidade de práticas ilícitas e assegurar a efetividade da aplicação das leis penais.

No caso de Alves, também se quer evitar uma possível fuga para fora do Brasil, já que ele realizou viagens internacionais nos últimos anos e “tem a seu favor a logística necessária para ausentar-se do país”.

No caso de Cunha, o MPF concluiu também que a soltura implicaria em um risco efetivo à ordem pública.

Os dois ex-parlamentares são réus pela prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro de forma continuada.

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Um Pasodoble imortal para começar o domingo depois da tragédia com o toureiro basco na tourada na França.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Momento do ataque a Iván Fandiño na França. IROZ GAIZKA AFP


DO EL PAÍS
Antonio Lorca

O hábil toureiro Iván Fandiño (Orduña, País Basco, 1980) morreu no sábado, dia 17 de junho, à tarde depois de uma chifrada na praça Aire-Sur-l’Adour, situada no sudoeste da França. O toureiro escorregou ao tentar fazer um movimento de defesa com a capa contra o touro de seu colega Juan del Álamo, caiu no chão e ali o animal, pertencente à criação espanhola de Baltasar Ibán, o chifrou na lateral direita. Imediatamente, foi transportado a um hospital de Mont de Marsan, onde os plantonistas não puderam fazer nada para salvar sua vida. De qualquer forma, os plantonistas não quiseram confirmar a notícia e encaminharam-no a um corpo médico próximo.

Iván Fandiño tinha cortado uma orelha de seu primeiro touro e atuava ao lado do colega Juan del Álamo e do toureiro francês Thomas Dufau.

“Estou morrendo”

“Que se apressem para me levar ao hospital porque estou morrendo.” Essas foram as últimas palavras pronunciadas por Iván Fandiño antes de falecer no fim do trajeto da ambulância da cidade francesa de Aire Sur L’Adour para o hospital Layné de Mont de Marsan.

Essas palavras, segundo jornal francês Sud-Oest, foram ditas ao toureiro francês Thomas Dufau, colega de Fandiño na corrida de 17 de junho, e um dos responsáveis por carregá-lo à enfermaria da arena.

De forma trágica acaba a vida de um grande toureiro, que chegou à glória e há alguns anos passava por uma fase de ostracismo da qual não conseguiu sair, apesar de seus intensos esforços.

O momento culminante de sua vida de toureiro foi vivido em 29 de março de 2015, quando se fechou sozinho na arena de Las Ventas, com seis touros das chamadas ganaderías duras, as fazendas de criação de segunda linha: Partido de Resina, Adolfo Martín, Cebada Gago, José Escolar, Victorino Martín e Palha. Pregou o cartaz de não há ingressos, e protagonizou a página mais brilhante de sua carreira, registrando uma tarde para a história da tauromaquia.

Não obteve sucesso porque os touros não permitiram, mas saiu da arena com passo firme e convencido de que tinha realizado uma das grandes proezas da festa de touros.
O cartaz da corrida na qual o toureiro foi morto.
O cartaz da corrida na qual o toureiro foi morto.

Mas aquela tarde lhe passou a fatura pessoal e profissional. Desde aquele 29 de março, Fandiño nunca foi o mesmo. Perdeu seu semblante de toureiro entusiasmado, as empresas lhe deram as costas e não chegou a recuperar o prestígio que tinha ganho heroicamente na arena.

Iván Fandiño tinha 36 anos, era o único toureiro basco na ativa. De caráter sério e poucas palavras, abriu caminho na profissão à base de coragem e com uma técnica bem aprendida.

Sua biografia revela que, sem tradição taurina em sua família, chegou a se destacar como jogador de pelota basca quando ainda era adolescente, mas seu gosto pelos touros levou a melhor. Vestiu-se de luzes pela primeira vez em Llodio em 1999, e debutou com picadores em seu povoado natal em 2002. Cortou uma orelha em sua apresentação em Madri, em 12 de setembro de 2004, quase um ano antes de destacar-se em Bilbao em 25 de agosto de 2005, com El Juli como padrinho e Salvador Vega como testemunha.

Chegaram, depois, alguns anos de aposentadoria forçada, até que se garantiu em Las Ventas em 2009 e, algumas temporadas depois, começou a sequência de feiras importantes. Em 2011, apresentou-se em Madri em quatro ocasiões, cortou quatro orelhas e foi declarado vencedor da feira de San Isidro.

Em 2013, foi premiado como autor da melhor tourada do ciclo madrilenho diante de um touro de Parladé, que lhe inferiu uma forte chifrada, e no ano seguinte abriu a Porta Grande em 13 de maio depois de cortar as duas orelhas de outro touro da mesma criação.

Iván Fandiño viveu seus anos de grandeza até 2015, nos quais se tornou um toureiro imprescindível em todas as feiras e vencedor em algumas delas.

Por isso, atreveu-se com o que havia de difícil, com seis touros de criações mais duras, e registrou seu nome na história.

Nos dias 18 e 29 de maio passado atuou na feira de San Isidro e não conseguiu recuperar o sucesso que tinha lhe escapado.

Agora, devido aos mistérios do destino, o toureiro basco descansa em paz depois de uma chifrada mortal em uma arena francesa.

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