VIVA ANTONIO!!!

BOA NOTE

(Vitor Hugo Soares)


O senador Tasso Jereissati, e o governador Geraldo Alckmin na reunião.
UESLEI MARCELINO REUTERS

DO EL PAIS

Talita Bedinelli

São Paulo

A Executiva Nacional do PSDB resolveu que, por ora, não abandonará Michel Temer. E decidiu colocar um novo marco para tomar uma posição: o de que seguirá com o Governo até o surgimento de qualquer fato novo que agrave a crise do presidente. Com a resolução tomada no final da tarde desta segunda-feira, o partido sinaliza que prefere enfrentar o desgaste de estar dividido – há semanas integrantes da legenda pregam o rompimento – para salvar um apoio do PMDB nas eleições de 2018 e um discurso em apoio às reformas. Também pesa na balança o fato de que a crise que arrastou o Planalto também atingiu em cheio os próprios tucanos: o então presidente da legenda, Aécio Neves, assim como Temer, teve áudios comprometedores divulgados na delação da gigante JBS. Abandonar o Governo pelas revelações de Joesley Batista seria referendar as acusações do empresário contra o próprio Aécio. Por isso, está na mesa de negociação uma possível salvação para o senador da sigla, agora afastado, que corre o risco de perder seu mandato. Oficialmente, entretanto, o partido nega qualquer barganha.

A decisão de um PSDB dividido ocorreu três dias depois Temer conseguir uma vitória no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do tribunal, que poderia cassar a chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico, retirando o presidente do comando do país, era o marco anterior dos tucanos para um possível desembarque, que poderia implodir a base governista, com a saída dos 46 deputados tucanos, e criar um efeito manada, entre outros partidos. No final do mês passado, PSB já havia decidido se retirar do Governo, apesar de seu único ministro, Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), ainda continuar no cargo.

O racha no PSDB sobre o apoio ao Governo Temer é evidente desde que a gravação feita pelo executivo da JBS, Joesley Batista, desestruturou o Governo. Segundo um levantamento feito há uma semana pelo site Poder360, 31 deputados da sigla defendem a saída da base. Por conta disso, parlamentares chegaram a ponderar se deveriam, ou não, manter a reunião da Executiva para esta segunda-feira, porque isso acentuaria a imagem de fragmentação do partido. Mas os caciques, que nas últimas semanas se reuniram com o presidente, preferiram dar um sinal ao Governo que ainda se mantêm fiéis, com o discurso de que permanecem, em nome das reformas. No entanto, a principal delas, a da Previdência, teve sua tramitação seriamente prejudicada com o aprofundamento da crise. Eles também negam, oficialmente, que o apoio tenha qualquer relação com 2018 ou com Aécio, que deve enfrentar um processo no Conselho de Ética do Senado, por ter sido flagrado pedido 2 milhões de reais à JBS –verba que ele assegura que serviria para pagar seu defensor na Lava Jato. O colegiado de senadores pode decidir se salva ou não o mandato do mineiro. Sem mandato, Aécio ficaria mais exposto à possibilidade de prisão. Por fim, os tucanos dizem que um abandono do Planalto os colocaria em uma posição esdrúxula: de um lado apoiar a pauta de reformas do Governo e, de outro, fazer oposição a Temer ao lado de sua sigla rival, o PT.

Pela manhã, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já indicava qual deveria ser o posicionamento do partido. “O compromisso do PSDB é com o crescimento da economia e do emprego”, afirmou o tucano, que se tornou o principal nome da sigla, e mais provável presidenciável em 2018, desde que Aécio Neves foi afastado do Senado pelo Supremo Tribunal Federal. “Nosso compromisso é com as reformas. A questão se vai ter ministro ou não no Governo é secundária”, continuou o governador paulista. Na reunião desta segunda, ele voltou a repetir, publicamente, a fidelidade do partido com as reformas. Seu afilhado político, o prefeito João Doria, também pediu que o partido mantenha o compromisso com a governabilidade e as reformas.

Os principais nomes do PSDB defenderam a postura de estamos com o Governo, por ora. A posição foi adotada, inclusive, por aliados de Temer. “O PSDB não fará qualquer movimento agora no sentido de sair do Governo”, ressaltou José Serra, ao final da reunião, que afirmou que é preciso olhar para o que vem no futuro e ponderou que o partido pode mudar de ideia depois. O depois, no atual cenário político, pode ser nas próximas semanas, quando o procurador-geral, Rodrigo Janot, deve apresentar a denúncia contra o presidente por conta da delação da JBS.

WILSON SIMONAL E A SAUDADE NOSSA DE CADA DIA DELE!!!

Para alegrar no BP o dia de Antonio, santo dos namorados de ontem, de hoje e de sempre. Viva Antonio de Pádua e de Glória.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares)

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EM TEMPO

A música vai especialmente dedicada a Chloe Sorensen, na Califórnia, neste glorioso dia de seu aniversário. Com parabéns e votos de toda felicidade do mundo, dos tios saudosos na Bahia, que é dela também.VIVA CHLOE!!!

(Hugo e Margaridaa)

jun
13
Posted on 13-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-06-2017


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Rocha Loures era o elo com setor privado

Ricardo Mesquita, da Rodrimar, disse à Polícia Federal que Rodrigo Rocha Loures era o “interlocutor de Michel Temer com o setor privado”. Ele confirmou que pediu a Loures “ajuda” para resolver problemas de interesse da empresa.

A informação é da Época.

Ele contou à PF que conheceu Rocha Loures quando o ex-deputado era assessor de relações institucionais da Vice-Presidência.

“Diante da dificuldade de acesso ao Palácio do Planalto e demais órgãos da estrutura do governo federal, o setor foi orientado a procurar por Rodrigo da Rocha Loures, uma vez que ele realizava a interlocução entre a vice-presidência da república e representantes do setor privado.”

A Rodrimar tenta prorrogar concessão de operação no Porto de Santos obtida antes de 1993. Em maio, Temer assinou decreto com mudanças em regras do setor, mas a demanda ainda não foi atendida.

“Segundo o declarante tomou conhecimento, será editada uma medida provisória ou um projeto de lei visando suprir especificamente essa lacuna do marco regulatório quanto aos terminais pré-93”.

jun
13
Posted on 13-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-06-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAÍS

J.M. AHRENS

Washington

O rastro do dinheiro persegue Donald Trump. Sua incapacidade para se desvincular de seu império imobiliário e sua recusa de tornar pública sua declaração de renda começaram a pesar contra ele. Os procuradores-gerais de Maryland e do Distrito de Colúmbia, ambos sob a égide democrata, apresentaram uma ação judicial contra o presidente dos Estados Unidos por violação da cláusula constitucional que impede os altos dirigentes de aceitar pagamentos de governos estrangeiros.

A polêmica, de forte carga política, não é nova. Trump fez da administração de sua fortuna um assunto opaco. Não só foi o primeiro mandatário em 40 anos que não expôs perante a opinião pública os seus impostos, mas a origem de seus rendimentos suscita uma questão crucial: se estes procedem, embora parcialmente, de Estados estrangeiros, até que ponto não representam um pagamento ao presidente?

Como os procuradores-gerais de Maryland e do Distrito de Colúmbia, grupos civis já levaram aos tribunais essa suposta incompatibilidade. Em sua resposta, os advogados da Casa Branca têm dito que o tipo de pagamento que as empresas de Trump recebem é legal.

“Nem a Constituição nem a história legal da citada cláusula mostram que esta se refere aos rendimentos que procedem dos negócios do presidente que nada tenham a ver com sua função oficial. A norma se aplica somente à recepção de compensações por serviços pessoais ou honrarias e presentes vinculados à sua posição oficial”, afirma um texto do Departamento de Justiça do Governo federal. Essa posição tem sido endossada por alguns juristas , que enfatizam que o veto foi incluído na Constituição com o objetivo de evitar que as altas autoridades do país fossem empregadas de potências estrangeiras.

Os Departamentos de Justiça de Maryland e do Distrito de Colúmbia veem a questão de modo diferente. Consideram que o presidente entrou em colisão com a lei por não ter se desvinculado plenamente de suas empresas. Apesar da magnitude de seus empreendimentos, Trump simplesmente transferiu a gestão a seus filhos Donald e Eric. Com essa manobra, o presidente mantém controle sobre seus negócios, como demonstra o fato de continuar recebendo relatórios de seu estado financeiro. Essa dependência, segundo o Ministério Público, o tornaria suscetível de ser influenciado pelos pagamentos de governos estrangeiros a suas empresas. Entre estas percepções poderiam ser incluídos alguns que despertaram suspeitas, como os efetuados pelo Kuwait, Arábia Saudita e Turquia por meio de reservas em hotéis e a contratação de espaços para eventos.

“Para guardar fidelidade à Constituição é fundamental que o presidente desvincule suas finanças privadas dos poderes domésticos e estrangeiros. Nunca antes um presidente agiu com tal desprezo às prescrições constitucionais”, afirma a ação. Depois da apresentação da ação judicial, antecipada por The Washington Post, um juiz federal ainda precisará acolher a tramitação do caso. Os procuradores prometeram investigar até que ponto o presidente continua exercendo a direção do conglomerado e também vão solicitar suas declarações de renda, um dos segredos mais bem guardados da Casa Branca.

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