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Posted on 12-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-06-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Cármen Lúcia dá uma traulitada na PGR

Na nota em que diz que o tema da espionagem contra Edson Fachin está, “por ora, esgotado”, Cármen Lúcia dá uma traulitada na PGR:

“A ministra presidente já esclareceu na nota (emitida no sábado) que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos Poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria-Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição.”

Gilmar Mendes está vencendo a guerra contra Rodrigo Janot. Ele “chamou a atenção” de Cármen Lúcia sobre a PGR, ausente na primeira nota, como ele próprio disse na entrevista à Folha.

Nome referencial do direito e da justiça na Bahia e do País – saudoso ex-presidente da OAB-BA, membro do conselho federal da Ordem, inquebrantável na defesa dos direitos humanos , da democracia e da livre expressão do pensamento – Pedro Milton de Brito, amigo e compadre, teria feito 75 anos neste domingo, 11 de junho. Morreu às vésperas do Século XXI começar.Mais que nunca, nesta hora nacional, é preciso lembrar de Pedro e de seu exemplo, como figura humana e profissional da advocacia.

Pedro considerava a cena do canto da Marselhesa, no filme Casablanca, passando por cima da voz do canto dos nazistas, a cena máxima do cinema em todos os tempos. Se emocionava tantas vezes visse o filme ou se falasse da cena diante dele. Considerava, igualmente, “Tabacaria”, de Fernando Pessoa, o maior poema da língua portuguesa, ou de qualquer idioma.

Aqui vão os dois nesta homenagem póstuma a Pedro Milton, nesta segunda-feira da semana de seu aniversário. SAUDADES!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

Pedro Milton


Joaquim Barbosa acompanhou julgamento da chapa Dilma-Temer.
UESLEI MARCELINO REUTERS

DO EL PAÍS

OPINIÃO

A polêmica candidatura de Joaquim Barbosa

Juan Arias

A presença de Joaquim Barbosa na primeira fila, entre os espectadores do histórico processo do TSE que deliberava sobre a validade das eleições presidenciais de 2014 vencidas por Dilma e Temer, pode revestir-se de um significado simbólico importante.

Figura heroica do processo do mensalão, no qual atuou como um firme relator que levou à prisão a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT), apesar de ter sido escolhido para o Supremo pelo ex-presidente Lula, Barbosa, de 63 anos, não exclui a possibilidade de apresentar sua candidatura à Presidência da República.

Foi numa solenidade do Supremo, na quarta-feira passada, que pela primeira vez, embora se defendendo “com dúvidas”, deixou saber que está em um processo de “deliberação” sobre uma possível candidatura presidencial que já é motivo de disputa de vários partidos.

O fato é importante porque a notícia chega no momento crucial em que os presidenciáveis para 2018 se restringem a cada dia, desgastados pelas acusações de corrupção. E porque Barbosa não é um nome a mais. Trata-se de uma candidatura considerada forte e competitiva.

Há quem tema Barbosa por se tratar de um personagem temperamental, pouco diplomático, sem pelos na língua, capaz de duras polêmicas. É acusado até de ter chegado às vias de fato com a própria mulher, embora ela tenha afirmado que foi uma briga dos dois motivada pela custódia do filho. E no Supremo manteve alterações muito fortes com alguns de seus colegas, começando pelo hoje superpresente e discutido Gilmar Mendes.

Ao mesmo tempo, em um país como o Brasil, onde primam as figuras míticas, Barbosa tinha sido escolhido para o Supremo Tribunal Federal por Lula, por sua biografia e seu indiscutível preparo jurídico, do qual deixou marcas no mensalão, onde mais de 90% de suas decisões como relator foram acatadas pela maioria e até por unanimidade.

Lula quis que, assim como Dilma foi a primeira mulher presidente, Barbosa –filho de um pedreiro e de uma empregada doméstica, e que trabalhou para pagar seus estudos, domina várias línguas e estudou na França, onde defendeu sua tese de doutorado em Direito Público na Universidade Paris II– fosse o primeiro negro do Supremo. A revista Time o destacou entre as cem pessoas mais influentes do mundo em 2013.

Barbosa é de esquerda ou de direita? Sem dúvida é um progressista no campo social. Suas decisões na alta corte sobre matérias espinhosas, como o uso das células-tronco para fins científicos, o colocaram entre os magistrados de vanguarda.

Apesar de ter encarcerado os figurões do PT durante o mensalão, a começar por José Dirceu, Barbosa salvou Lula, que ficou fora do processo. Durante o polêmico processo de impeachment de Dilma, ele se manifestou contra e chegou a dizer que o espetáculo que os congressistas deram naquele momento “era de chorar”.

Ainda sem partido, Barbosa se pronunciou em favor de eleições antecipadas, que, segundo ele, já deveriam ter sido convocadas depois do impeachment de Dilma, e enfatizou que, mais do que no bem do país, os políticos pensam em se perpetuar no poder, a qualquer preço.

Juiz severo contra a corrupção, foi voto vencido quando defendeu que políticos condenados em primeira instância perdessem o mandato.

Do que não resta dúvida é que, se for confirmada a candidatura presidencial de Barbosa, os duelos em 2018 poderiam ser vistosos e até surpreendentes, como um Barbosa contra Bolsonaro, ou contra outro temperamental, como Ciro Gomes, e até um Barbosa contra Lula. Embora haja quem afirme que as dúvidas do ex-magistrado versam, precisamente, sobre a incógnita da candidatura de Lula, circunstância em que Barbosa não se apresentaria.

O Brasil vive um momento considerado de judicialização da política e, ao mesmo tempo, de politização da justiça. Seria um ex-magistrado do Supremo uma opção positiva para presidir um país em carne viva? Há quem julgue que sim, precisamente por isso.

No entanto, tão só a possibilidade de que Barbosa, uma figura tão destacada e polêmica, possa se apresentar às presidenciais já deixa muita gente com os cabelos em pé, e não só os políticos.

Maravilha!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Macron, com a primeira dama Brigitte na hora do voto


DO PORTAL BBC BRASIL

O partido de centro do presidente da França, Emmanuel Macron, está a caminho de uma vitória arrasadora nas eleições legislativas do país, após o primeiro turno do pleito neste domingo.

Projeções apontam que o República em Marcha (LRM, na sigla em francês), partido recém-criado por Macron, e seu aliado MoDem deverão conquistar 445 das 577 cadeiras na Assembleia Nacional.

O resultado final será conhecido no próximo domingo, no segundo turno da votação.

O partido de Macron foi criado no ano passado, com muitos nomes da sociedade civil e de fora da política tradicional.

O próprio presidente nunca havia disputado eleição antes de conquistar a Presidência, e construiu sua plataforma política com forte apelo à renovação.

Com todas as urnas apuradas, o LRM e o MoDem alcançaram 32,3% dos votos.

Os Republicanos (direita conservadora) ficaram com menos de 16%, enquanto o Partido Socialista, antecessor de Macron no poder, ficou com apenas 7,4%.

A Frente Nacional, de extrema direita, ficou com 13,2% e o França Insubmissa, de extrema esquerda, com 11%.

O comparecimento às urnas, de 48,7% (o voto não é obrigatório na França), ficou abaixo do índice do primeiro turno do pleito legislativo de 2012, de 57,2%. Analistas atribuíram o fato a um possível desânimo entre oponentes de Macron.

Para Hugh Schofield, correspondente da BBC em Paris, não há dúvidas do feito “extraordinário” obtido por Macron.

“Sim, ele teve sorte, mas também previu com destreza – com os movimentos certos na hora certa – como o mapa da política francesa estava esperando para ser redesenhado”, afirmou.

Se as projeções do primeiro turno se confirmarem, a mudança na Assembleia Nacional será a maior desde 1958, quando Charles de Gaulle instituiu a Quinta República francesa.

Para analistas, além de pegar carona no desejo da sociedade francesa por renovação política, Macron soube construir rapidamente, dentro e fora da França, a imagem de presidente – apesar da inexperiência e de ter apenas 39 anos.

Durante a campanha, ele prometera “reabilitar” a função presidencial, desgastada após os mandatos do socialista François Hollande (2012-2017) e do conservador Nicolas Sarkozy (2007-2012).

Ele já deixou uma marca no plano internacional, sobretudo por ter se oposto ao presidente americano, Donald Trump, em temas como mudanças climáticas.

O provável sucesso no primeiro teste de Macron após a chegada ao Palácio do Eliseu também tem a ver com a habilidade política que ele demonstrou ao compor seu governo, apontam especialistas.

Macron, de 39 anos, derrotou a líder da Frante Nacional, Marine Le Pen, no segundo turno da eleição presidencial, no mês passado.

Le Pen associou a performance ruim de seu partido ao baixo comparecimento às urnas e cobrou mudanças no sistema eleitoral da França, que para ela favorece as grandes siglas.

“Essa taxa de abstenção catastrófica deveria chamar a atenção para regras eleitorais que afastam milhões de compatriotas das urnas”, afirmou.

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Posted on 12-06-2017
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Clayton, no jornal O Povo (CE)

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A ideia é calar o bico dos tucanos que querem voar

O PSDB não deve decidir nada amanhã, na reunião da Executiva Nacional, sobre se desembarcam ou não do governo Temer.

“A ideia é ouvir mais os diversos segmentos. É muito curto o tempo entre a decisão do TSE e a reunião”, disse o secretário-geral do partido, Silvio Torres, ao Estadão.

A ideia é calar o bico dos tucanos que querem voar para longe dessa sujeira toda, antes que seja muito tarde.

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Posted on 12-06-2017
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Primeira página do jornal Correio Braziliense, no dia seguinte ao veredito no julgamento histórico no TSE : show de competência jornalística e criatividade gráfica. Nota 10

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