DA BBC BRASIL/R7

Há uma “hipótese robusta” de que o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa companha uma chapa com Marina Silva em 2018, de acordo com políticos e assessores da Rede.

Segundo membros do partido ouvidos pela BBC Brasil, a principal hipótese é que ele concorra como vice da ex-senadora Marina Silva. Mas o cenário com Barbosa para presidente também é avaliado.

A aproximação entre Marina e Barbosa ficou explícita dentro da Rede após uma longa conversa que os dois tiveram ao telefone na última terça-feira.

Políticos e pessoas ligadas à cúpula do partido afirmaram à reportagem que, desde então, Marina teceu diversos elogios a Barbosa. “Ele é muito gentil, um excelente político”, teria afirmado.

Joaquim Barbosa admite possibilidade de se candidatar à Presidência em 2018

Depois da ligação, Marina e Barbosa teriam se falado outras vezes.

O senador Randolfe Rodrigues, também da Rede, estaria mantendo conversas indiretas com Barbosa e também o veria como um bom nome para a chapa ao lado de Marina, de acordo com pessoas próximas ao senador.

Em grupos de Whatsapp da Rede, o nome de Barbosa já é colocado como se fosse certo na chapa para a presidência de 2018. A maior dúvida entre os membros do partido é se ele encabeçará a campanha ou se será o vice de Marina.

Aproximação

O partido não confirma oficialmente a candidatura de Barbosa nem sua filiação. Mas o ex-ministro já deu deu diversos sinais de aproximação e intimidade com a Rede. Internamente, seu nome é visto como “excelente”.

“Ele [Barbosa] já foi convidado mais de uma vez para se filiar ao partido, demonstrou simpatia, mas não sinalizou. Ele mostra simpatia pela ideia, mas ainda não houve acerto”, disse um membro da Rede à BBC Brasil.

Nesta manhã, o ex-ministro acompanhou o julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do processo que pode cassar o presidente Michel Temer. Sua presença causou certa surpresa. Justamente nesta quinta o processo entra na sua fase mais importante.

Barbosa sentou-se na primeira fileira. Entre as pessoas que o acompanhavam estava Zé Gustavo — porta-voz nacional Rede. O deputado federal Alessandon Molon (Rede-RJ), que acompanha o julgamento desde seu início, há dois dias, também estava no TSE.

Em entrevista à BBC Brasil, Gustavo não confirmou que há conversas entre o partido e Barbosa, mas que Marina tem hábito de conversar com ele para entender o cenário político. “Ele daria uma grande contribuição ao País”, disse.

Na quarta-feira, Joaquim Barbosa defendeu eleições diretas no caso de uma eventual cassação de Michel Temer e não descartou sua possível candidatura. “Eu sou cidadão brasileiro, cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação”, afirmou.

Carlos do Carmo: plenitude interpretativa de uma obra prima da canção de Portugal. Confira.
Bravo pela escolha, Cida.

Em agradecido reconhecimento, Bahia em Pauta manda para o Rio de Janeiro, outra preciosidade de repertório do grande artista português : para este editor, uma das mais belas composições em qualquer tempo e em qualquer idioma: “Canoas do Tejo”.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO EL PAÍS

Felipe Betim

São Paulo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, desde a redemocratização, o mandato de seis governadores de Estado e seus respectivos vices – isto é, toda a chapa perdeu o mandato – por crimes abuso político e econômico. As condenações ocorreram a partir de 2001. Acusada de cometer estes mesmos delitos, a chapa Dilma-Temer teve seu julgamento retomado pelo TSE nesta terça-feira, 6 de junho, mas o processos tem poucas semelhanças com os demais. É a primeira vez que a corte julga um caso envolvendo presidente, com a complexidade jurídica e política que retirar do poder o mais alto mandatário engendra.

Os julgamentos de governadores trataram de compra de votos, uso da máquina pública, utilização de programas sociais com fins eleitorais, entre outras questões mais relacionadas ao âmbito local. Ainda assim, segundo especialistas consultados pelo EL PAÍS, cada caso deve ser analisado individualmente. Nesse sentido, Diogo Rais, pesquisador da FGV e professor de Direito do Mackenzie, argumenta que é difícil traçar uma tendência de voto adotada pelos ministros do TSE ao longo desses últimos anos. “Na ciência política você pode apontar determinado comportamento dos atores e traçar uma marca, mas no direito, como cada processo é julgado individualmente, isso faz que uma análise de tendência seja comprometida”, explica ele, que, no entanto, vê uma linha geral de atuação do tribunal no julgamento de governadores, apesar da peculiaridade de cada processo. “Antes havia uma preocupação muito grande em se preservar o voto e aquela eleição a quase a todo custo. Mas me parece que o TSE agora está se preocupando mais com a lisura de todo o processo e, talvez, vem atuando mais energicamente ao invés de relevar os erros em nome do voto. Há uma preocupação crescente em olhar e velar para que haja um jogo limpo. E o TSE se enxerga nesse papel institucional de ser o grande zelador dessa lisura toda”, explica o especialista.

Uma diferença significativa entre o processo de governadores e o da chapa Dilma-Temer é que os primeiros devem passar primeiro pelos tribunais regionais eleitorais. Uma vez que haja condenação nessa instância, cabe recurso no TSE, que ratifica ou não a condenação. Já o julgamento de Dilma e Temer começou no próprio TSE. Em ambos os casos, entretanto, o tempo de duração de todo o processo pode chegar a mais de dois anos, como o que envolve o atual presidente da república – mesmo que, neste caso, tenha passando por apenas uma instância. “A velocidade do processo e a escolha das pautas entram nas escolhas políticas de cada membro. A celeridade ou a morosidade tem a ver com as opções que são feitas. A gente viu isso no STF, que só julgou Eduardo Cunha depois do impeachment passar na Câmara. Existe a agenda, a percepção e a vontade política para tocar os processos. O TSE ainda está mais sujeito a isso porque sua composição é fluída, funciona por mandatos. O processo pode começar por um relator e pode passar para outro rapidamente. Então ele pode ficar ainda mais sujeito a essas avaliações de política judiciária”, explica Rubens Glezer, professor de Direito da FGV e pesquisador do grupo Supremo em Pauta.

Para ele, existe uma tendência “do alto escalão do nosso judiciário prezar pela governabilidade e pela estabilidade”. Assim, caso o TSE decida pela cassação da chapa Dilma-Temer, “isso seria algo inusitado, tão transformador quanto o mensalão”. Por isso que, segundo diz, a expectativa é a de que algum juiz peça vista e que o julgamento desta semana seja interrompido. Ele argumenta ainda que uma possível condenação do TSE se daria como uma saída caso a derrocada do Temer seja inevitável. “Algo parecido aconteceu na época do impeachment, quando o STF ajudou preservando aqui e ali, dando suporte para uma transição de poder. Acho que o TSE seguiria essa tendência. Há uma semana o julgamento poderia ser outro”. Entretanto, Glezer também enxerga uma mudança no Ministério Público, que nos últimos dois anos vem ficando mais exigente em suas acusações, segundo ele. “É difícil em qualquer tipo de crime ter uma prova irrefutável. Então o que existe sempre é uma narrativa. Às vezes ela é mais difícil de se construir e nem a promotoria consegue. Mas há mudança nos tribunais, estão mais duros. Antes as acusações eram mais genéricas, mais frágeis, e dependendo de provas mais contundentes e claras. Agora a acusação que tenta juntar elementos, ainda que com provas menos claras, para fazer uma história convincente. Ela é mais exigente”, diz ele.

Já Rais chama atenção para o fato de que, ao contrário do processo envolvendo os governadores, as diligências, perícias e depoimentos sobre supostas irregularidades na campanha de 2014 estão reunidas em 8.536 páginas e divididas em 29 volumes. “É uma acusação complexa, a produção de prova é mais complexa, a extensão do processo é enorme. E o impacto que ele produz, por se tratar do mandato de um presidente, também é muito grande. Tudo isso exige um trabalho mais apurado”, explica ele. “Uma campanha nacional tem de cobrir o território todo, depende de uma engenharia e logística maior. E isso é um dos problemas”, explica. Ele diz ainda que a acusação movida no TSE “sofreu de vários outros processos, delações e provas”.

Somente nesta legislatura, 13 governadores reponderam ou respondem a processos de cassação de seus mandatos. Alguns foram inocentados pelo TRE, como o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Já os governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Pará, Simão Jatene (PSDB), foram condenados por seus respectivos tribunais regionais, mas agora aguardam seus recursos serem julgados pelo TSE. Já José Melo (PROS) perdeu em maio deste ano seu mandato de governador do Amazonas. Neste caso, o TSE ainda definiu a convocação de eleição direta em 40 dias, obedecendo assim a mudança do código eleitoral sancionada em 2015. Esta lei (de número 13.165) diz que uma eleição indireta só pode ser convocada se a cassação de um mandato pela Justiça Eleitoral ocorrer a menos de seis meses de seu fim. Isso vai contra o que diz a Constituição, que em seu artigo 81 determina a realização de um pleito indireto se a queda se dá após dois anos de mandato. O Supremo ainda vai julgar a constitucionalidade da nova lei – decidindo, portanto, o que acontecerá caso a chapa Dilma-Temer seja condenada.

A maioria dos governadores que perderam seus mandatos foram substituídos pelos candidatos que ficam em segundo lugar na eleição. Isso se dá sobretudo quando a cassação ocorre antes do mandato ter completado dois anos e quando houve segundo turno no pleito. Outra possibilidade é a convocação de eleição indireta pela Assembleia Legislativa. No entanto, Rais chama a atenção para o fato de que cada estado Está sujeito não apenas à Constituição Federal, mas também às suas legislações estaduais.
Os governadores cassados pelo TSE desde 2001

Francisco de Assis Moraes Souza (“Mão Santa”), governador do Piauí, PMDB

Ano: 2001.

Acusação: Os ministros TSE considerou válidas nove irregularidades citadas pela acusação, como distribuição de remédios a eleitores, anistia de contas de água e promoção pessoal por meio da divulgação de programas sociais com nomes associados a seu apelido, como o “Sopa na Mão”.

Votação: Unanimidade pela cassação.

Flamarion Portela, governador de Roraima, PT

Ano: 2004.

Acusação: Uso da máquina pública em benefício da campanha de reeleição, como a distribuição de Vale Custeio para obter vantagem na eleição.

Votação: 5 x 2.

Cássio Cunha Lima, governador da Paraíba, PSDB

Ano: 2009.

Acusação: Uso da máquina pública em benefício da campanha de reeleição. Em concreto, o governador se beneficiou da distribuição de 35.000 cheques feita por um programa gerenciado pela Fundação Ação Comunitária. A entrega foi feita no período vedado pela Lei Eleitoral.

Votação: 5 x 2.

Jackson Lago, governador do Maranhão, PDT

Ano: 2009.

Acusação: Compra de votos e abuso de poder econômico através da realização de comícios para doação de cestas básicas, assinatura de convênios para transferência de recursos, distribuição de combustível, reforma e construção de residências nas periferias em trocas de votos, convênios com entidade fantasma, entre outros.

Votação: 5 x 2.

Marcelo Miranda, governador do Tocantins, PMDB

Ano: 2009.

Acusação: Criação de milhares de cargos comissionados em época de eleições, doação de lotes, óculos e cheques e realização de consultas médicas em período eleitoral.

Votação: Unanimidade pela cassação.

José Melo, governador do Amazonas, PROS

Ano: 2017.

Acusação: Compra de votos com dinheiro público por meio de um contrato com uma empresa fantasma de segurança em Manaus para a Copa do Mundo de 2014 quando evento já estava na metade. O dinheiro desviado serviu para a compra de cestas básicas, confecção de túmulos, entre outras vantagens.

Votação: 5 x 2.

jun
09

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Nova versão de Temer sobre jatinho confirma delação de Joesley

A novíssima versão de Michel Temer sobre o uso do jatinho da JBS é pior que as anteriores. Segundo ele, Wagner Rossi foi quem arrumou a aeronave.

Além de ter acolhido dias depois, no Ministério da Agricultura, o executivo Ricardo Saud, homem da mala da JBS, Rossi é apontado por Joesley Batista como responsável por aproximá-lo de Temer.

Em sua delação, Joesley contou que Rossi lhe confidenciou que operava com Temer no Porto de Santos – a PGR investiga edição de MP que beneficiou a Rodrimar, que opera naquele porto.

Joesley também contou em sua delação que, quando Rossi caiu da Agricultura em meio a outras denúncias de corrupção, Temer lhe pediu que pagasse ao ex-ministro um ‘mensalinho’ de R$ 100 mil.

Tem que manter isso, viu!

jun
09
Posted on 09-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-06-2017


Mario,no jornal Tribuna de Minas (MG)


DO EL PAÍS

Jan Martínez Ahrens

Washington

Foi a hora da verdade. O ex-diretor do FBI James Comey enfrentou nesta quinta-feira os seus próprios atos. Diante do Senado, em uma sessão que sacudiu os EUA, o homem do qual dependia a investigação da trama russa trouxe à luz as entranhas do poder e mostrou a pior faceta de Donald Trump. Acusou-o de mentir e difamar, de tentar “dar-lhe diretrizes” e até de “querer obter algo” em troca de mantê-lo no cargo. Uma acusação de tal profundidade que injeta nova vida a uma possível acusação de obstrução.

Comey se dirigiu ao Comitê de Inteligência do Senado sob o olhar de um país inteiro. Na véspera tinha tornado público o conteúdo que iria servir de base ao seu depoimento. Sete páginas nas quais detalhava seus três encontros e seis conversas com Donald Trump. A primeira, em 6 de janeiro na Trump Tower; a última, uma ligação telefônica em 11 de abril.

O relato proporciona um raro vislumbre sobre o interior da Casa Branca, mas, sobretudo, revela o choque entre o perturbador e descomedido bilionário de Nova York e um funcionário público de longa carreira conhecido por sua integridade e valores religiosos. Com evidente escândalo, Comey, de 56 anos, descreve em seu texto os desejos do presidente, expressos na intimidade da Sala Verde ou do Salão Oval, de atraí-lo para a sua causa, de que deixasse de lado a investigação sobre o demitido tenente-general Michael Flynn ou de que ele mesmo fosse exonerado publicamente. Conversas privadas, diretas ou até brutais, nas quais Trump também negava ter dormido com prostitutas em Moscou, que lhe pedia lealdade ou “eliminasse a nuvem” da trama russa.

Esse texto, pronto para fundamentar um caso de obstrução, a pedra angular de um possível impeachment, foi a pista da saída de Comey. Traje escuro, camisa branca, gravata vermelha, o ex-diretor do FBI o divulgou em seu depoimento e se lançou diretamente à medula do conflito: sua demissão em 9 de maio, seis anos antes do prazo legal. Uma destituição que em princípio Comey encarou com naturalidade –“sempre achei que o diretor do FBI pode ser despedido por qualquer razão ou sem ela”– , mas que se tornou preocupação quando o presidente começou a ofendê-lo publicamente. Primeiro indicando que o havia despachado por “essa coisa da Rússia” e depois acusando-o de ser um “cabeça oca” e um “fanfarrão”.

“A Administração Trump decidiu difamar a mim e ao FBI dizendo que na organização reinava a desordem, que era mal dirigida e que não havia confiança em seu líder. Isso era mentira, pura e simplesmente”, afirmou Comey com evidente dor. Sua reação, própria de alguém que conhece bem o tabuleiro de Washington, foi tornar público parte do conteúdo de suas anotações. Dirigiu-se a um amigo, o professor de legislação da Universidade Colúmbia Daniel Richman, e lhe pediu que entrasse em contato com um jornal (The New York Times) para que publicasse sua versão do ocorrido. Uma bomba cuja onda expansiva não deixou ainda de ser sentida.

Foi um momento de surpresa. E de sinceridade. Ninguém esperava que o ex-diretor do FBI se confessaria autor dos vazamentos. Por trás da manobra, contudo, havia uma profunda desconfiança de Comey em relação a Trump. Sua própria prática de redigir notas sobre os encontros de ambos foi um reflexo disso. Em sua primeira reunião com o presidente, em 6 de janeiro na Trump Tower, quando ainda não havia sido alvo da investida, Comey lhe deu detalhes da investigação sobre a trama russa – a averiguação do FBI para determinar se a equipe eleitoral do republicano agiu de forma coordenada com o Kremlin na campanha de desprestígio de Hillary Clinton.

Ante a forte reação de Trump, que se sentiu alvo do inquérito, Comey afirmou que ele não estava sendo investigado, mas anotou a conversa e redigiu o primeiro memorando. “A investigação podia alcançar o presidente, e não sabia se mentiria sobre a natureza da reunião e se algum dia teria de me defender”, afirmou.

Desde então, o diretor do FBI viveu sob pressão. No jantar realizado em 27 de janeiro na Casa Branca, ele percebeu como o presidente, que lhe recordava a todo instante que seu cargo era desejado por outros, “tentava estabelecer uma relação”. “Meu senso comum me fez pensar que ele queria obter algo em troca da garantia de me manter na função.” Isso também ocorreu no seguinte encontro a sós, quando Trump perguntou-lhe sobre o tenente-general Michael Flynn, protagonista da trama russa, expressando seu desejo de que o deixassem fora da investigação. Foi outra carga para Comey. O pedido ia contra o seu senso de “independência do FBI”. Além disso, ele percebeu que o mandatário, com tantos pedidos, estava dando “diretrizes”. Finalmente, já demitido, entendeu que a causa era a trama russa.

O diretor do FBI até esse ponto chegou, mas não deu o passo seguinte. Evitou qualquer interpretação. Quando os senadores republicanos lhe perguntaram se considerava que o presidente havia incorrido em obstrução, disse que a resposta cabia ao promotor do caso, Robert Mueller. “Para mim, foi tudo muito desconcertante”, limitou-se a afirmar. Mas o golpe já havia sido desferido. Agora era a vez de outros.
Às 5h da manhã, no Senado, para ouvir Comey

Nicolás Alonso (Washington)

Desde as primeiras horas da manhã, dezenas de pessoas faziam fila para poder entrar na sala do Comitê de Inteligência do Senado, onde James Comey depôs. “Hoje pode ser um dia histórico, queria estar aqui”, afirmou Louis, um jovem que trabalha no Capitólio mas que nesta quinta-feira pediu autorização para assistir à audiência. Chegou às 5h.

Os congressistas tentavam driblar as câmeras nos corredores do Senado. Alguns inclusive mudaram seu trajeto habitual de entrada ao recinto. O ex-diretor do FBI só entrou ali menos de dois minutos antes do início da sessão.

Após quase três horas de perguntas e respostas – e mais detalhes sobre as pressões de Trump contra Comey –, o ex-funcionário saiu da sala do Senado com passo firme, em silêncio e com olhar perdido.

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