Fachin cita Gilmar: “Há confissão sobre existência e conteúdo da conversa, suficiente para comprovar o fato”

O ministro do STF Edson Fachin citou a decisão de Gilmar Mendes sobre o áudio de Lula e Dilma Rousseff de 2016 para justificar o uso da gravação de Joesley Batista com Michel Temer na decisão de acatar o pedido de prisão de Rocha Loures, o homem da mala do atual presidente.

Eis o trecho reproduzido pelo Globo:

“Quanto a alegação de ilicitude na gravação em razão de suspeitas de que seu conteúdo teria sido corrompido, compreendo prematura qualquer consideração a respeito diante do fato segundo qual a perícia oficial ainda não foi concluída. Ainda que se possa partir desse pressuposto, considero assistir razão ao eminente ministro Gilmar Mendes, quando, ao apreciar situação análoga, por ocasião da decisão sobre a medida cautelar em mandado de segurança 34.070, em que se discutia a validade de áudio captado entre a então presidente da República e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em momento que já não mais vigorava decisão judicial amparando a gravação, com acerto, assentou, sem grifos no original que (…) ‘no momento, não é necessário emitir juízo sobre licitude da gravação em tela. Há confissão sobre existência e conteúdo da conversa, suficiente para comprovar o fato’.”

Quem mandou os presidentes confessarem, não é mesmo?

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Comentários

Daniel on 4 junho, 2017 at 16:05 #

A declaração é cínica e covarde. A “confissão” de que eles se referem é de que houve a conversa, não de algum eventual crime.

Fachin mais uma vez mostra suas intenções pré- fabricadas e indignas de um magistrado!


Taciano Lemos de Carvalho on 4 junho, 2017 at 16:15 #

Eu queria saber o seguinte: com a prisão do carregador das malas de Temer, quem carregará as malas futuras?


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